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quarta-feira, 15 de junho de 2011

Eleições legislativas 2011: resultados globais


Foram hoje escrutinados os votos do Estrangeiro.



Resultados no estrangeiro do escrutínio provisório.

Clicar numa região: Europa ou Fora da Europa. Depois pode escolher-se o país e, no caso da França, até o consulado.



À medida que o escrutínio decorre, vão-se alterando os resultados globais.


segunda-feira, 6 de junho de 2011

Legislativas 2011: os discursos finais



2011-06-05 23:50:10
Passos Coelho promete governação estável e cumpridora do acordo com a troika
O PSD é o partido mais votado nestas eleições legislativas, com 38.63 % dos votos.



2011-06-05 22:12:09
José Sócrates abandona liderança do Partido Socialista
O secretário-geral socialista e candidato a primeiro-ministro anunciou o pedido de demissão na sequência dos resultados eleitorais, com o apoio do teleponto.



2011-06-05 23:39:10
Paulo Portas sublinha "melhor resultado" dos últimos 28 anos
O líder do CDS-PP destacou que "o país não deu a maioria absoluta a um só partido", considerando que os resultados revelam uma "mudança de paradigma".



2011-06-05 22:46:08
Jerónimo de Sousa aponta "bipolarizações artificiais"
O secretário-geral do PCP interpreta os resultados eleitorais como "um mais alargado reconhecimento" das proposta de comunistas e ecologistas.



2011-06-05 22:27:10
Francisco Louçã assume ser "o primeiro dos responsáveis" pela derrota
O coordenador do BE afirma que se esforçou por colocar na agenda da campanha o debate sobre a Segurança Social, o emprego e a renegociação da dívida.


domingo, 5 de junho de 2011

CDS: que fazer com esta maioria absoluta?


Prestes a terminar o escrutínio provisório, registamos duas evidências.

Primeiro, o PS, ao perder meio milhão de votos em ano e meio, não só está definitivamente afastado do próximo governo, como teve uma vergonhosa derrota. Vai ser a noite das facas longas no Largo do Rato.

Segundo, o homem que vai decidir se haverá um governo de maioria absoluta, ou um governo PSD com apoio parlamentar do CDS, será Paulo Portas.
Será interessante ver os próximos episódios para conhecermos a têmpera do líder do CDS: se está desejoso de regressar à fortaleza de S. Julião da Barra e vai negociar os votos por ministérios e secretarias de Estado, ou vai construir uma maioria de apoio parlamentar, negociando as medidas que achar correctas para o País e contrariando as restantes.
Não esqueçamos que o PR declarou que só daria posse a um governo de maioria parlamentar.

Para já soube resistir à erosão dos apelos à maioria absoluta de Passos Coelho e aumentar a votação e o número de mandatos do CDS no parlamento. É paradigmática a votação em Lisboa e Setúbal, os distritos que mais deputados elegem com o Porto, Braga e Aveiro (clicar no mapa interactivo e comparar com 2009).
Se continuar a acumular votos nos próximos quatro anos, poderá acabar com a bipolarização em Portugal e revelar-se um estadista.


Mudar, será possível?


Em tempos de crise as pessoas começam a definir prioridades e ir votar nos políticos portugueses não é, certamente, tarefa prioritária, pelo que era previsível que a abstenção iria aumentar.

Com quatro milhões de votos escrutinados está conhecido o resultado eleitoral:
  • CDS e PCP mantêm o seu eleitorado
  • BE cai fragorosamente devido aos votantes terem ido acudir ao PS
  • Apesar disso o PS tem uma queda abissal porque o eleitorado do centro deslocou-se maciçamente para o PSD
  • PSD é o claro vencedor destas eleições

Donde se conclui que é o eleitorado central, a classe média mais ou menos culta que até aprecia e reconhece valor ao investimento na investigação científica e ao desenvolvimento tecnológico, as grandes bandeiras do PS, mas não suporta que lhe vão ao bolso, quem decide as eleições entre os dois maiores partidos.

Esta bipolarização entre PSD e PS é boa para o País? Não, é péssima.
Das catorze eleições legislativas exactamente metade foram ganhas por cada um destes partidos.
Não é preciso escolher pessoas competentes para as listas de candidatos a deputados, não é preciso seleccionar, por mérito, os ministros, os secretários de Estado, os elementos dos gabinetes ministeriais. Tão certo como a noite suceder ao dia e o dia à noite, os dois maiores partidos revezam-se há 37 anos no governo do País, com os resultados que estão à vista: Portugal e a Grécia são os países mais pobres da zona euro.

O resultado das eleições legislativas 2011 é um bom resultado para o País? A saída de um primeiro-ministro completa e justamente descredibilizado, tanto a nível interno como no estrangeiro, porque deixou a dívida pública aumentar descontroladamente, será sempre salutar para Portugal.
Pior do que José Sócrates fez, com a complacência do presidente da República, note-se, deve ser difícil.

No entanto, não tenhamos ilusões: os bajuladores do costume já mudaram do servilismo à rosa para a subserviência laranja e fazem fila para receber as prebendas.
José Sócrates espatifou 75 mil milhões de euros em seis anos mas, nos próximos três anos, vai entrar dinheiro fresco: mais 78 mil milhões. Mas, ao contrário dos fundos comunitários do período 1985-95, não é oferta, é um empréstimo e a juros elevados. Novos “boys” se alevantam para o colher. Dentro de um par de meses vamos começar a ler os seus nomes publicados no Diário da República.
Os heróis do mar estão aposentados ou mortos. Os jovens licenciados de maior mérito vão continuar a emigrar.


Eleições legislativas 2011 em directo


Resultados no território nacional do escrutínio provisório.


Clicar em cada distrito do mapa interactivo. Depois pode-se escolher o concelho e até a freguesia.



sábado, 4 de junho de 2011

Cidadão informado vale por dois


Caro leitor, pode consultar os Candidatos a deputados e o Boletim de voto do círculo eleitoral onde vai votar neste excelente sítio da Internet da DGAI.
No separador Ligações pode ligar-se aos partidos políticos, ao Portal do Eleitor e à Comissão Nacional de Eleições.

No Portal do Eleitor pode saber a Freguesia/Distrito Consular onde vai votar e o número de eleitor, bastando introduzir o número de identificação civil ou nome e data de nascimento.

Depois de conhecer o concelho ou a freguesia onde vai votar, a Comissão Nacional de Eleições informa a morada da sua assembleia de voto.

Em território nacional a votação decorre, sem interrupção, das 8 às 19 horas (20 horas na Região Autónoma dos Açores). Ultrapassada a hora de votação só podem votar os eleitores que ainda se encontrem, antes dessa hora, dentro da Assembleia ou secção de voto.
No estrangeiro,
  • nos países a oriente de Lisboa ou situados no mesmo fuso horário (por ex. Reino Unido, Irlanda, França, Grécia, Índia, Timor, Austrália etc. ...) a votação decorre entre as 8 e as 19 horas locais;
  • nos países a ocidente do fuso dos Açores (por ex. Cabo Verde, Brasil, Canadá, Estados Unidos, etc. ...) a votação decorre entre as 8 horas locais e as 20 horas de Lisboa.

Os resultados do escrutínio provisório começarão a ser divulgados a partir das 20:00 de Lisboa.


sexta-feira, 3 de junho de 2011

E no fim, uma singela sugestão


Aos que tencionam votar Sócrates, nas eleições legislativas de 5 de Junho de 2011, sugiro que votem Louçã.
Aos que tencionam votar Passos Coelho, sugiro que votem Portas.
É menos mau:
  • Sócrates arranjou uma licenciatura numa universidade que teve de ser extinta por más práticas, enquanto Louçã é professor catedrático de Economia no ISEG, um instituto da Universidade Técnica de Lisboa.
  • Portas está envolvido no caso dos submarinos que custou mil milhões de euros ao País, mas sempre se ficou com dois submarinos. Enquanto o caso BPN, em que todos os envolvidos pertencem ao PSD, já custou 2 mil milhões aos contribuintes e ficámos sem nada.


No entanto, só se evitará a saída do euro, se o eleitorado exigir um governo formado por um conjunto de pessoas que se tenham destacado nas suas profissões, mas cuja história de vida mostre que alcançaram essa posição de relevo profissional por mérito pessoal e não subiram à sombra de partidos políticos.
Claro que isto é um sonho.


Não se passa cheques em branco a ninguém


É eticamente aceitável que um eleitor se decida a anular o voto, escrevendo uma frase do tipo "Quero governantes competentes" ou "Quero governantes honestos".

E porquê? Porque não se pode permitir que calaceiros que passaram a juventude num misto de política e boémia, depois aos trinta ou quarenta anos foram a correr tirar uma licenciatura numa universidade privada e que andam a dizer uma coisa hoje e outra amanhã, se locupletem com o dinheiro do nosso voto. Se não, vejamos:

Pela Lei 19/2003 cada voto num partido político obriga o Estado a pagar a esse partido 1/135 do salário mínimo mensal nacional (art. 5º), ou seja,

485 / 135 = 3,59 euro

Em 2010, foram pagos 16,8 milhões de euros em subvenções para financiamento dos partidos políticos que, obviamente, saíram do bolso dos contribuintes.

As campanhas eleitorais pagam-se à parte (art. 17º e 18º):
4 — A subvenção é de valor total equivalente a 20 000, 10 000 e 4000 salários mínimos mensais nacionais, valendo o 1.º montante para as eleições para a Assembleia da República, o 2.º para as eleições para a Presidência da República e para o Parlamento Europeu e o 3.º para as eleições para as Assembleias Legislativas Regionais.
5 — Nas eleições para as autarquias locais, a subvenção é de valor total equivalente a 150% do limite de despesas admitidas para o município, nos termos do disposto no n.º 2 do artigo 20º.

Desta subvenção, 20% são igualmente distribuídos pelos partidos que obtenham representação parlamentar, mas 80% são distribuídos na proporção dos resultados eleitorais obtidos.
E.g. em 2009 houve três campanhas, tendo mais de 60 milhões de euros sido pagos aos partidos no ano passado.


O FMI esteve em Portugal em 1977 pela primeira vez, em 1983-85 pela segunda vez e agora começa por se fixar três anos, mas todos sabemos que um país, com o PIB a crescer 1% por ano, durante uma década, nunca conseguirá pagar 5% de juro por um empréstimo.
Quem nos meteu nesta tragédia? Os partidos políticos que passaram pelo parlamento nos últimos 37 anos.
E quem é que os maiores partidos agora escolhem para seus líderes? Justamente pessoas com o perfil descrito no início. É demais!

Mas o voto branco é tão seguro como passar um cheque em branco. Daí propormos o voto nulo.


É abstencionista?


Pelo artigo 5.º da Lei 19/2003 cada voto num partido político obriga o Estado a pagar a esse partido 1/135 do salário mínimo mensal nacional, ou seja,

485 / 135 = 3,59 euro

e, em 2010, foram 16,8 milhões de euros que saíram do bolso dos contribuintes.
As campanhas eleitorais pagam-se à parte. Como em 2009 houve três campanhas foi um fartar vilanagem, mais de 60 milhões de euros saíram dos nossos impostos.

É abstencionista para não pagar o seu voto? Há uma alternativa: vote nulo.

Sejamos claros, pela actual lei eleitoral os votos brancos/nulos não contam na atribuição de mandatos na Assembleia da República.
Mas, pelas leis deste país, os partidos/coligações que ganham eleições vão para o governo aplicar os seus programas e em 5 de Junho isso não vai suceder, quem for para o governo vai aplicar o memorando do FMI/BCE/UE.

O nosso País está a viver uma época singular e temos de aproveitar para avançar com mudanças no sistema político, pressionando os políticos.
O programa eleitoral do PSD propõe diminuir o número de deputados de 230 para 181 mas a ideia não saiu da cabeça dos políticos, foram os blogues e os comentadores dos jornais que impuseram essa medida.
O economista Campos e Cunha e o constitucionalista Jorge Miranda vão mais longe e propõem que o voto branco dê lugares vagos no parlamento. É preciso dar força a essa ideia e, já agora, acrescentar o voto nulo porque há mesas de voto que ultrapassam as suas competências e o voto branco não é seguro.

No dia 5 de Junho todos os povos da Europa estão de olhos postos em Portugal.
Nas legislativas de 2009 houve 5,7 milhões de votos em partidos, num universo de 9,5 milhões de eleitores inscritos. Se os abstencionistas forem votar nulo, 40% dos votos são nulos: mostramos a todos os europeus que o eleitorado português é gente trabalhadora e digna, não são preguiçosos que ficam em casa no dia das eleições, os políticos portugueses é que não prestam.

Fazemos uma revolução pacífica neste país!

O presidente da República vai ter de escolher um primeiro-ministro competente e honesto, obviamente fora dos partidos políticos, que escolherá as pessoas mais competentes para aplicar o programa do FMI/BCE/UE.
Os deputados do PS, PSD e CDS, i.e. a maioria dos deputados, subscreveram o memorando com a troika, portanto não podem opor-se às medidas desse governo no parlamento, sob pena de perderem o resto da dignidade.

O País vai ficar sob os holofotes internacionais nos próximos três anos e se o eleitorado que votar nulo continuar a pressionar os políticos, é possível que os juristas que estão fora dos partidos políticos consigam alterar a lei eleitoral.
Se o eleitorado começar a ser exigente, os próprios aparelhos partidários vão passar a escolher cuidadosamente os candidatos à liderança e a deputados.

Não podemos esquecer que a Grécia e Portugal são os países mais pobres da Zona Euro. Os responsáveis são os políticos portugueses, mas também têm responsabilidade os eleitores que votam neles. Temos de fazer algo pelo nosso País.


terça-feira, 31 de maio de 2011

A campanha do PS e a náusea


Considerou o Finantial Times que um primeiro-ministro conseguir um terço das intenções votos ao longo de uma campanha eleitoral, depois de um ano de austeridade e de ter pedido um empréstimo ao FMI em troca de medidas ainda mais duras, concede a essa campanha um lugar na história política.




Pois em populismo, baixeza e ausência de ética podem ter a certeza que a campanha ganhou e aqui fica arquivada a prova que desonrará para sempre os socialistas que não se demarcarem desta vileza:











Este comportamento era previsível, pois há um par de meses o ministério da Educação tinha dado instruções aos directores das escolas para identificarem os alunos com familiares imigrantes ilegais, a fim de se proceder com urgência à sua legalização, instruções que essa gente se apressou a cumprir alegremente.


Um epitáfio


O Finantial Times fez ao líder do PS um notável epitáfio:

"Quer José Sócrates, primeiro-ministro de Portugal, ganhe ou perca a eleição geral de 5 de Junho, a sua campanha eleitoral já fez história política."


naolivre 30 Maio 2011
Foi o F.T. que...
... classificou, em 2009, Teixeira dos Santos como o pior da zona euro. E os portugueses reelegeram o governo, com as consequências sabidas. A solução é tirar poder ao socialismo e ao comunismo. Na Europa os povos mais prósperos e menos desiguais têm governos à direita da social-democracia. Por cá, com o socialismo, a desigualdade aumentou 5 x mais do que na UE. Foi da crise? Abram os olhos enquanto é tempo, já em 2009 era tarde!


vic999 30 Maio 2011
Talvez...
... o povo português tenha atingido uma maturidade política suficiente para perceber que não é mudando os intervenientes que muda as condições de vida. O povo não é estúpido.


danny1williams30 Maio2011
Não Livre, PS, PCP ou BE?

E com o actual CDS e PSD seria livre?
Claro que não, não são coisas novas.
A economia cartelizada e oligopolizada, irresponsabilidade, corrupção e o peso do Estado não foram só PS. Era bom...
Portugal tem que mudar de paradigma e isto não é só um problema de socialismo ou comunismo.

Agora é urgente mudar de partido mas amanhã, com a oposição actual, poderemos voltar a ter o mesmo discurso outra vez o que é desesperante.

A fraude BCP por ex. é defendida pelo maçom Soares, e o PS Sócrates e Guterres viram e calaram... Mas a opus dei é que beneficiou directamente... chama-se corporativismo e interessa a todas as máfias, menos a Portugal.
Não há partidos a tocar nisto.

E você, Não Livre, é pseudo liberal e de nada disto fala...
A vida é feita de coisas concretas e simples, não é de missas. De missas estamos fartos, quaisquer que sejam!


furox 30 Maio2011
Qual dos dois?
É engraçado que nas opiniões aqui dadas, andam todas em redor do Sócrates, ou a favor ou contra. Rara é a que apela ao voto no PSD/Passos Coelho, pelos méritos do programa ou pelo carácter e personalidade do líder...
De facto este é que é o problema: para uns, não existe confiança na alternativa a Sócrates (senão essa alternativa ganharia até a maioria absoluta), para outros, apesar de tudo reconhecem ainda em Sócrates, face às alternativas, o mais capacitado para governar, apesar dos inúmeros erros e aldrabices.
Eu penso que a oposição não se deve queixar do Sócrates mas sim da liderança que escolheu. Se a oposição ao Sócrates não ganhar, será uma derrota incrível. Mas acima de tudo penso, também, que o país perderá seja qual dos dois vencer.


Mamartins 30 Maio 2011
Engº?
Em Portugal, o exercício de uma profissão relacionada com a Engenharia está regulamentada por uma Lei da República. Foi criada uma Ordem para aplicar essa regulamentação.

Uma das regras diz que só podem usar o título de Eng. quem está inscrito na Ordem. Ora já foi afirmado que José Sócrates não está inscrito.

LOGO: Deixem de uma vez por todas de o chamar Eng.! Assina: um verdadeiro Engenheiro.


PJMMoreira 30 Maio 2011
O estado social(ista)
O que o FT não sabe é que, desde António Guterres, os socialistas trabalham para criar um país de dependentes do Estado Social. É com os votos dos boys, dos subsídio-dependentes, dos que vivem à custa da Administração, seja Central ou Local, que se ganham as eleições neste país da treta.
Não é, com certeza, quem trabalha e paga impostos que vai votar neste lunático. O drama é que são cada vez são mais os que recebem e menos os que contribuem. O fim da linha está próximo mas até lá a ignorância, o egoísmo e mesquinhez do português vai garantir que mentirosos compulsivos como o Sr. Sócrates continuem a ganhar eleições, para castigo deste país com 868 anos de história.


duartefsantos 30 Maio 2011
Qual a surpresa?
Qual a surpresa? O "Dr." Alberto João Jardim não ganha eleições, há mais de 30 anos, exactamente com as mesmas políticas do Sr. "Eng" José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa?


vaidavalsa 30 Maio 2011
Será que o povo quer a volta da ditadura?
Imaginem o que irá acontecer se chegarmos à banca rota, com os militares, como quase aconteceu recentemente, a não receberem os seus vencimentos.
Não sou contra a ditadura se ela for inevitável e, assim, se matar a fome do povo e assegurar a segurança pública, quando um levantamento social se instalar, com invasões da propriedade alheia, quebras e outros tipos de violência. Não seriam suficientes seis meses, como dizia Manuela Ferreira Leite, mas umas dúzias deles.
Porém, custa muito, depois de atingirmos a democracia, ainda que mal exercida, voltarmos atrás, sairmos do euro, aumentarmos a pobreza e a exclusão social.
Temos que pagar a dívida externa. Honrar os compromissos. Aumentar a competitividade. Excluir, politicamente, quem nos colocou nesta situação neste últimos 6 anos.
Será que este povo é mais burro que os outros citados no Financial Times? Essa é a pergunta que nos fazem e que devemos ter em mente.


segunda-feira, 30 de maio de 2011

A campanha eleitoral e o futuro governo


As sondagens mostram que o eleitorado que decidiu ir às urnas, vai votar em algum partido político. Poucos serão os votos em branco/nulos.
Como se prevê que a soma das votações no PSD mais CDS deve situar-se entre 44 e 47% dos votos em partidos políticos, e o próximo governo vai precisar de maioria parlamentar para vencer as convulsões sociais que as medidas de austeridade incluídas no memorando com a troika vão provocar, é óbvio que o Presidente da República vai exigir que o próximo governo seja formado pelos três partidos PS, PSD e CDS.

Esta guerra que os partidos políticos estão a travar ao longo da campanha eleitoral destina-se apenas a disputar votos, cada um tenta dizer o pior possível dos outros para conquistar o maior número de votos e, também, o maior número de deputados.

Comecemos pela relevância do número de votos. Pela Lei 19/2003 cada voto num partido político obriga o Estado a pagar a esse partido 1/135 do salário mínimo mensal nacional (art. 5º), ou seja,
485 / 135 = 3,59 euro

Em 2010, foram pagos 16,8 milhões de euros em subvenções para financiamento dos partidos políticos que, obviamente, saíram do bolso dos contribuintes.

As campanhas eleitorais pagam-se à parte (art. 17º e 18º):
4 — A subvenção é de valor total equivalente a 20 000, 10 000 e 4000 salários mínimos mensais nacionais, valendo o 1.º montante para as eleições para a Assembleia da República, o 2.º para as eleições para a Presidência da República e para o Parlamento Europeu e o 3.º para as eleições para as Assembleias Legislativas Regionais.
5 — Nas eleições para as autarquias locais, a subvenção é de valor total equivalente a 150% do limite de despesas admitidas para o município, nos termos do disposto no n.º 2 do artigo 20º.

Desta subvenção, 20% são igualmente distribuídos pelos partidos que obtenham representação parlamentar, mas 80% são distribuídos na proporção dos resultados eleitorais obtidos.
E.g. em 2009 houve três campanhas, tendo mais de 60 milhões de euros sido pagos aos partidos no ano passado.

O número de deputados é igualmente muito importante para os partidos negociarem entre si o número de lugares de ministro e secretário de estado no futuro governo, bem como de directores-gerais, directores-adjuntos, directores-regionais e numerosíssimos outros cargos na Administração Central. Só no ministério da Educação são centenas de cargos de nomeação política.
Também não podemos esquecer os cargos na administração, conselhos fiscais, comissões de remunerações, e por aí fora, das empresas públicas.

Não vale a pena assustarmo-nos com a artilharia pesada usada pelos políticos durante esta campanha eleitoral. Tudo vai serenar depois de formado o governo.




O programa do próximo governo PS/PSD/CDS, que ninguém duvide, vai ser o memorando da troika FMI/BCE/UE que, aliás, foi assinado por todos estes partidos.

José Sócrates não será o primeiro-ministro, porque PSD e CDS já recusaram essa hipótese. Ele tem consciência disso e está a procurar obter um bom resultado para poder exigir um cargo bem remunerado a seguir às eleições. Ou talvez confie na sua estrela.
Se os dois maiores partidos ficarem empatados, Portas vai candidatar-se a primeiro-ministro. Daí os dislates que Passos Coelho tem dito ao longo da campanha: devem-se à pressão a que está submetido na corrida para o cargo.
Não se vê o eleitorado a preocupar-se com esta escolha, mas não é indiferente ficar um ou outro, porque o ministro das Finanças deverá ser Catroga e o primeiro-ministro sombra será, de certeza, Cavaco Silva.


Poul Thomsen: entrevista na TSF


No entanto, a personalidade de primeiro plano será Poul Thomsen, chefe da missão do FMI. Virá a Portugal de três em três meses verificar se o memorando está a ser cumprido e, se não estiver, o País deixa de receber a próxima tranche do empréstimo. No mês seguinte não haverá dinheiro para pagar parte das prestações sociais (abonos de família, subsídios de doença e de desemprego, pensões da CGA e da Segurança Social) e a dívida pública que estiver a pagamento. Basta observar para onde vai o dinheiro do empréstimo nesta infografia.

Quanto às medidas de austeridade, não vão afectar os políticos que estejam a ocupar cargos no parlamento, no governo, na Administração Central ou Local, pois estão legitimados pelo voto popular e podem fazer o que lhes aprouver, nem os empresários que têm a faca e o queijo na mão, validados pela criação dos postos de trabalho.
A austeridade vai abater-se sobre a classe baixa e sobre a classe média. Claro que podemos emigrar.


quarta-feira, 25 de maio de 2011

Os resultados de todas as eleições legislativas


O Negócios tem desenvolvido um trabalho de pesquisa sobre temas relevantes nos domínios económico, financeiro e político que nenhum cidadão luso deve desconhecer, informando através de infografias.

Algumas têm tal valor informativo que merecem ser consideradas de antologia. Como esta, que aqui se republica e que guarda os dados de todas as eleições legislativas da 3ª República, permitindo o acesso à percentagem de votos e ao número de votos e mandatos de cada partido/coligação de uma forma expedita:



Errata:
  • Em 1980 falta assinalar, no sector laranja, PSD 8 mandatos
  • Em 1987 falta introduzir um sector com PRD 7 mandatos
  • Em 1991 falta introduzir um sector com PSN 1 mandato
  • Em 1999 o CDS teve 15 mandatos


Se o leitor estiver interessado em visualizar o arco parlamentar ao longo das várias legislaturas, poderá consultar esta infografia do Público, que, embora tenha menos informação, é rigorosa em termos de mandatos e assinala num mapa o partido mais votado em cada distrito.

O leitor que precisar de conhecer quantitativamente os resultados nacionais, por distrito, por concelho ou por freguesia de todas as eleições legislativas, desde 1999, terá de embrenhar-se neste sítio do Ministério da Administração Interna.
Antes desta data, poderá encontrar os resultados nacionais e por círculo eleitoral no sítio da Comissão Nacional de Eleições.


sábado, 21 de maio de 2011

Reprovados, ambos!


Estiveram Frente a Frente cerca de 40 minutos a discutir se existiam, ou não, co-pagamentos no Sistema Nacional de Saúde e os outros 20 minutos a discutir se o PSD queria, ou não, liberalizar o trabalho temporário.

O futuro do país depende do crescimento económico. Ora não haverá crescimento na Economia na próxima década, tal como não houve na que acabou, enquanto não existir rigor e exigência na educação, com um fortíssimo incentivo relativamente às ciências exactas — Física, Química, Biologia, Electrotecnia, Telecomunicações, Informática, ... —, e enquanto não se puser a justiça a funcionar porque ninguém investirá um cêntimo num país corrupto.
Sem trabalhadores e empresários qualificados — a aldrabice do Novas Oportunidades não vai qualificar ninguém — e sem uma justiça célere, a Economia permanecerá estagnada.
Pois estes dois candidatos a primeiro-ministro nem uma única vez mencionaram as palavras Educação ou Justiça.

Importamos 30% do que comemos e estes dois inaptos — fazem jus à Independente e à Lusíada ... — nem uma única vez pronunciaram as palavras Agricultura ou Pescas.

Estavam ali para ganhar votos e não para esclarecer o eleitorado: o povinho quer trabalhar no sector de serviços, apesar de ler mal e escrever ainda pior, não quer ser esclarecido, e vai votar no clube político que lhe prometer uma vida risonha e sem esforço.
O Estado pagou o ano passado 77 milhões de euros aos partidos políticos para esclarecerem o eleitorado. Se não o fazem, então merecem tanto estas subvenções como os professores que são pagos para ensinar mas vão para a sala de aula e ensinam pouco ou nada para não desagradar aos alunos.

Quer com um, quer com o outro, vamos passar os próximos três anos a ser repreendidos pelo FMI, que nos vai emprestar 26 mil milhões de euros, e a ser admoestados e humilhados pelos povos dos países do norte e do centro da União Europeia — Alemanha, França, Finlândia, Países Baixos, ... —, que nos vão emprestar 52 mil milhões de euros.
Ficamos com mais 78 mil milhões de euros de dívida e 30 mil milhões de juros a acrescer aos 160 mil milhões da dívida pública que herdámos de 2010, eventualmente diminuída pelas privatizações das empresas públicas que se prevê serem vendidas ao desbarato.
Antes do fim da legislatura estaremos a reestruturar a dívida.

Que tenhamos vergonha.


quarta-feira, 27 de abril de 2011

O programa eleitoral 2011 do PS


O programa eleitoral do PS, hoje apresentado por José Sócrates, ocupa metade das suas 70 páginas a responsabilizar os partidos da oposição pela necessidade de pedir ajuda externa e a explicar que a crise das dívidas soberanas é apenas uma nova fase da crise internacional, que o PS se propõe resolver tão bem como diz ter resolvido a anterior.

Finalmente, na página 35 entra-se no programa propriamente dito, definindo três objectivos — o crescimento económico, a sustentabilidade financeira e o Estado social — e enunciando sete desafios estratégicos:
  • o aumento da taxa de escolarização dos jovens e o reforço das qualificações dos Portugueses
    "Reside nas qualificações o principal défice estrutural que bloqueia a competitividade da economia portuguesa; e, portanto, é na universalização da educação básica e secundária, com o pleno cumprimento da nova escolaridade obrigatória de 12 anos, e na generalização do ensino superior, assim como na promoção da formação profissional e na oferta de Novas Oportunidades de formação ao longo da vida, que reside a resposta".

    Bem identificada uma das causas da falta de competitividade da nossa economia, porém, não conseguem entender que o alargamento da escolaridade obrigatória não vai resolver nada, pelo contrário vai alastrar ao ensino secundário o cancro que mina o ensino português — o défice crónico de rigor e exigência.

  • a consolidação da aposta nas energias renováveis (...) "reforçando o importante “cluster” industrial constituído nos últimos anos, numa área de elevada incorporação tecnológica e potencial exportador."

    Vamos exportar turbinas eólicas?

  • a afirmação do sector exportador
  • a continuação do investimento na Ciência
  • o avanço na agenda digital, "assegurando que todo o território nacional fica coberto pelas redes de nova geração, para o acesso à Internet de alta velocidade".
  • a manutenção da dinâmica de simplificação e modernização administrativas, "porque o combate à burocracia, não só na administração central mas também na administração regional e local, não obstante os resultados alcançados, é um combate sem fim".
  • a consolidação e qualificação das redes de cuidados de saúde e das redes de equipamentos sociais, "para o reforço da capacidade de resposta do Serviço Nacional de Saúde e das instituições de apoio social, incluindo no que diz respeito à rede de creches".

Segue-se quatro questões-chave:
  • Na justiça propõem-se prosseguir a informatização e simplificação dos procedimentos e a promoção de vias alternativas de resolução dos litígios.
  • Na inserção dos jovens na vida activa, dizem ser um problema europeu mas refutam que não valha a pena estudar: "Segundo os dados do quarto trimestre de 2010, publicados pelo INE, em Portugal os empregados com o ensino superior aumentaram em 34,9 mil pessoas, contra a redução, em 170,2 mil, daqueles que tem apenas o 3º ciclo ou menos. Por outro lado, se é verdade que o desemprego dos licenciados aumentou 4,2%, no mesmo período, o certo é que aumentou 28,9% entre os que têm apenas o 3º ciclo ou menos."
    Apresentam, entre outras soluções, "desenvolver um programa específico de formação dos jovens para os sectores económicos emergentes, assente em novas competências, nomeadamente das energias alternativas e dos empregos verdes (...) e fomentar o espírito empreendedor e a criação de auto emprego e de novas empresas fundadas para pessoas, nomeadamente no domínio da energia e das novas tecnologias."
  • Na reabilitação urbana propõem o seu financiamento através de linhas de crédito bonificado, desburocratizar os procedimentos por um SIMPLEX e dinamizar o mercado de arrendamento.
  • Na reorganização do poder local preconizam um debate sobre as freguesias e avançar com a desconcentração em torno de cinco regiões administrativas; a reforma do sistema político limita-se à alteração da lei eleitoral para a Assembleia da República de modo a diminuir a distância entre eleitores e eleitos.

O programa termina referindo as Orientações Sectoriais de que destacamos as seguintes:
3. A modernização da administração pública "Em 2007, o PRACE concretizou uma importantíssima reestruturação da administração central do Estado. Em resultado dessa reforma, um em cada quatro serviços e um em cada quatro cargos dirigentes foram extintos. Pois bem: o próximo Governo do PS eliminará, já em 2011, mais cerca de um milhar de cargos dirigentes e equiparados; e procederá à fusão ou extinção de mais de 60 organismos e serviços da administração central do Estado (correspondendo a uma redução de aproximadamente 20% do universo global)".

Se em 2007 extinguiram 25% dos serviços e dos cargos dirigentes e ninguém se apercebeu de nada, já se prevê qual vai ser o efeito desta redução de 20% dos serviços. Mas propõem também a introdução de novos SIMPLEX nas autarquias, escolas, hospitais, ambiente, ...

4. A consolidação das contas públicas "A redução do défice orçamental é um imperativo nacional e a forma da sua concretização também não oferece dúvidas: faz-se mais pelo lado da redução da despesa do que pelo lado do aumento da receita. A redução da despesa obtém-se por via da redução da despesa no sector empresarial do Estado e nos fundos e serviços autónomos, bem como no consumo intermédio da administração pública; por via da racionalização e dos ganhos de eficiência em sectores como a saúde e a educação, (...); por via da moderação salarial; por via da verificação da condição de recursos no acesso a prestações sociais não contributivas." Vão prosseguir a reestruturação do sistema fiscal nacional, com as seguintes linhas de acção (incluem as medidas do OE 2011 que foram inviabilizadas pelo PSD):
  • "Reforçar os instrumentos de luta contra a fraude e evasão fiscal, utilizando os instrumentos legais disponíveis, incluindo as possibilidades e condições de derrogação do sigilo fiscal e do sigilo bancário;
  • Concluir o processo de convergência, no IRS, entre pensões e rendimentos de trabalho; e rever estruturalmente o sistema de deduções e benefícios fiscais;
  • Racionalizar a estrutura de taxas do IVA e actualizar os impostos específicos sobre o consumo."
5. O crescimento da economia e do emprego Defendem medidas que valorizem o sector exportador e apostem
  • na agricultura e floresta
  • na aquicultura e nas pescas
  • nas infra-estruturas portuárias, aeroportuárias, rodoviárias e ferroviárias (aqui há um TGV encapotado).
6. Promover o ambiente
  • Além de manterem a aposta na energia eólica e na concretização do Plano Nacional de Barragens, decidiram reforçar a opção pela energia fotovoltaica e relançar o incentivo às experiências e projectos-piloto sobre a energia das ondas, bem como as iniciativas que viabilizem e promovam a opção por veículos eléctricos.
  • Investir nos parques naturais para atrair visitantes através da criação de novas infra-estruturas, meios de circulação e meios de observação que permitam uma apreensão da sua flora e fauna.
  • Lançar um programa para a requalificação dos rios portugueses.
9. Promover a qualificação das pessoas
  • concretização da extensão da escolaridade obrigatória até ao fim do ensino secundário
    Propõem prosseguir o reforço "na língua materna, nas matemáticas e nas ciências experimentais; na promoção de uma cultura escolar de rigor e exigência, o que inclui o desenvolvimento de sistemas equilibrados e eficientes de avaliação, não só dos alunos, como também das escolas e dos professores; e no desenvolvimento da autonomia e da direcção das escolas e agrupamentos, favorecendo a sua inserção no meio social que servem."
  • generalização do acesso ao ensino superior
  • oferta de novas oportunidades de formação
    Afirmam que o programa Novas Oportunidades é "a demonstração prática cabal de que era necessário e era possível criar um verdadeiro movimento social de formação: mais de milhão e meio de inscritos, mais de meio milhão de certificados, entre 2006 e 2010".

O alargamento da escolaridade obrigatória para 12 anos vai diminuir o desemprego: os adolescentes vão procurar trabalho três anos mais tarde, pelo menos, e aumenta o número de professores. Os departamentos de Ciências da Educação das universidades privadas e de algumas públicas vão receber mais alunos para as célebres licenciaturas em Ensino e consolidar o lobby do “eduquês” a que pertence a ministra da Educação e seus secretários de Estado.

É óbvio que promover uma cultura de rigor e exigência nos agrupamentos/escolas não agrupadas do ensino básico e secundário depende, sobretudo, do director da escola porque é ele que nomeia os detentores de todos os cargos e distribui o serviço docente e não docente. Mas é preciso denunciar a ineficiência dos mecanismos de controlo, aliás criados com o único objectivo de enganar os ingénuos e, pior que isso, o incentivo à geração de sucesso fictício promovido por quem devia fiscalizar a qualidade do ensino — as próprias estruturas do ministério da Educação.

No que respeita a burocracia, houve um crescimento exponencial, o que era de esperar porque o parâmetro “Resultados dos alunos” é apenas um entre muitos na avaliação das escolas pelo ministério da Educação e as escolas esforçam-se por apresentar o máximo de papelada. De assinalar que uma visita de estudo, ou qualquer outra actividade, exige a elaboração de um relatório por cada professor participante.

Quanto ao "movimento social de formação", o que o programa está a dizer é que as escolas distribuíram mais de meio milhão de certificados que permitem aumentar a auto-estima das pessoas, mas não correspondem a uma aquisição de conhecimentos e competências, até porque não há qualquer espécie de avaliação externa ou interna. Aliás o curso Novas Oportunidades é a maior fraude que alguma vez ocorreu no sistema de ensino português: estão a ser dados certificados do 9º ano a formandos que mal sabem ler e escrever, não distinguem um rectângulo de um paralelepípedo, são incapazes de resolver um problema que envolva uma equação do 1º grau e não têm quaisquer conhecimentos de Física, Química, Biologia, Mecânica, Electricidade, Electrónica, … porque estas disciplinas nem sequer fazem parte do currículo.

*

Enfim, quase nada de novo, mas o PS foi o primeiro partido a apresentar o programa eleitoral. E não temos dúvidas que o leitor incauto e que desconheça o país vai pensar que, dentro de certas opções ideológicas, é um bom programa.
O problema é a distância entre as palavras e as acções. No domínio do ensino, então, mede-se em ano-luz.


quinta-feira, 21 de abril de 2011

Teixeira dos Santos, bode expiatório dos erros de Sócrates

Nota do gabinete do ministro de Estado e das Finanças




O ministro das Finanças que, em 9 de Outubro de 2010, traçou o limite de 7% para as yields da dívida soberana, defendendo o recurso ao FMI quando este limite fosse aproximado, não foi convidado para participar nas listas de candidatos a deputados do PS.
Pretende-se limpar a imagem de José Sócrates tentando responsabilizar o ministro das Finanças pelo odioso das medidas de austeridade que aí vêm.

Vieira da Silva, o incompetente ministro da Economia que não sabia o custo da energia eléctrica para as empresas, homem do aparelho socialista, cabeça de lista por Setúbal e responsável com José Sócrates pela elaboração das listas, ao invocar a necessidade de renovação para justificar o afastamento de Teixeira dos Santos dessas listas, revela agora uma absoluta hipocrisia.


domingo, 17 de abril de 2011

Marinho Pinto defende greve à democracia nas eleições


Embalado pelo discurso aos jornalistas deste fim-de-semana, o bastonário da Ordem dos Advogados lançou a ideia peregrina de uma greve à democracia nas eleições legislativas de 5 de Junho.

Não se duvida que conheça bem a advocacia portuguesa.
Agora sobre o Portugal político nada sabe. Ou... talvez esteja a pregar uma rasteira de advogado ao eleitorado do PSD.