No cenário da ciclovia foram declaradas mortas 6 pessoas. Posteriormente morreram mais 2. Os bombeiros transportaram para os hospitais pelo menos 12 feridos, incluindo o suspeito e dois adultos e duas crianças que se encontravam no autocarro escolar esmagado.
Pode ver esta imagem a três dimensões aqui. O quadrado preto assinala a posição final do camião alugado pelo suspeito Sayfullo Saipov numa loja da Home Depot em New Jersey.
Em 17 e 18 de Agosto de 2017, ocorreram atentados terroristas em La Rambla de Barcelona e no passeio marítimo de Cambrils, cidades situadas na região autónoma da Catalunha, em Espanha, que provocaram 15 mortos e mais do que uma centena de feridos.
Explosão de uma moradia com 106 garrafas de gás, em Alcanar, mata 2 terroristas (um deles é o imã Abdelbaki Es Satti) e fere 1, há 6 vizinhos feridos (quarta-feira, 16 de Agosto, 23:30)
Uma carrinha Fiat branca percorre mais de 500 m em La Rambla de Barcelona, atropelando pessoas, 13 mortos e 132 feridos (quinta-feira, 17 de Agosto, 17:00)
Outra carrinha, alugada para a fuga, é localizada em Vic, 18:30
Um Ford Focus fura um controlo policial na av. Diagonal na cidade universitária de Barcelona, 18:30
O automóvel é encontrado em Sant Just Desvern, condutor está morto no banco traseiro, 19:00
São detidos 3 suspeitos em Ripoll, 20:00
Um Audi A3 com 5 terroristas fura um controlo policial, em Cambrils. A polícia abate-os, 1 mulher morta por esfaqueamento e 4 feridos (sexta-feira, 18 de Agosto, 1:00)
Polícia abate Younes Abouyaaqoub, o condutor da carrinha do atentado de La Rambla, em Subirats, a 50 km de Barcelona (segunda-feira, 21 de Agosto)
Os vídeos seguintes mostram o horror sofrido pelas vítimas e vivenciado pelas testemunhas:
Uma descrição pormenorizada dos atentados terroristas na Catalunha e as relações familiares entre os 12 membros da célula terrorista de Ripoll foram publicadas pelo jornal El País:
A explosão em Alcanar, Tarragona (quarta-feira, 16 de Agosto, 23:30)
Uma forte detonação destrói uma moradia numa urbanização de Alcanar. A polícia catalã pensa inicialmente que é um caso de tráfico de drogas.
O atentado em La Rambla, Barcelona (quinta-feira, 17 de Agosto, 16:30)
O atentado em Cambrils, Tarragona (sexta-feira, 18 de Agosto, 1.00)
Um Audi A3 com cinco terroristas fura um controlo da polícia catalã no passeio marítimo de Cambrils, ferindo vários peões e um polícia. Há um tiroteio no qual quatro terroristas morrem. O quinto é morto depois de esfaquear mortalmente uma mulher.
Finalmente um artigo de opinião de um investigador português onde é feita uma análise lúcida destes atentados e suas causas:
A Catalunha apostou, para arregimentar votos favoráveis à independência, no grupo de populações árabes-islâmicas. Vejamos melhor esta estratégia e os seus efeitos colaterais.
1. Agora que os contornos do trágico atentado terrorista de 17 de Agosto de 2017 começam a ser mais claros, várias questões delicadas emergem. A resposta policial após a ocorrência foi rápida, corajosa e eficaz. Mas o mesmo não pode ser dito da actuação prévia dos serviços de informações e segurança, seja a responsabilidade política e operacional do governo espanhol, do governo autonómico da Catalunha (Generalitat), ou até de ambos. Importa começar por notar que estamos a falar de um atentado que envolveu uma dúzia de pessoas — e que levou vários meses a preparar — e de uma actuação isolada de um ou dois indivíduos, que seria muito mais difícil de antecipar, ou mesmo impossível. A primeira interrogação é, por isso, a de saber como foi possível que um atentado envolvendo tanta gente não tivesse sido detectado em comunicações entre os participantes, ou por movimentos suspeitos feitos por estes. Isto quando era previamente bem conhecido que a Catalunha, e Barcelona em particular, é uma zona de alto risco pela presença de islamistas-jihadistas.
2. A segunda interrogação é sobre a explosão na casa de Alcanar, em Tarragona, ocorrida na noite antes dos atentados e que derrubou totalmente a casa. É verdade que o tempo para actuar foi bastante escasso — o ataque no centro de Barcelona ocorreu a meio da tarde do dia seguinte —, mas, ainda assim, não poderia ter sido uma pista decisiva para ter evitado o atentado? A casa continha mais de uma centena de garrafas de gás butano, o que se soube logo na altura, e estava apenas ocupada irregularmente nos últimos meses pelos indivíduos de origem magrebina. Tudo apontava para um caso que não era o de uma normal explosão de botijas de gás num edifício de habitação. Sabemos agora que um dos mortos foi o imã da mesquita de Ripoll, em Girona, Abdelbaki Es Satty — o principal mentor do atentado. Note-se ainda que, há alguns meses atrás, a polícia espanhola tinha feito circular internamente informação indicando haver sinais de interesse por esse tipo de material para uso como explosivos.
3. O imã Abdelbaki Es Satty tinha antecedentes criminais. Registava já uma condenação por tráfico de haxixe entre Ceuta e Algeciras. Mais grave ainda, na prisão criou proximidade com um dos perpetradores do atentado terrorista de 11 de Março de 2004 em Madrid, Rachid Aglif. Anteriormente ao atentado de Barcelona, viajou também para a Bélgica. Passou alguns meses em Vilvoorde. Tal como Molenbeek, Vilvoorde ficou bem conhecida pelas piores razões durante o ano passado, quando ocorreram atentados no aeroporto e metro de Bruxelas. Vilvoorde e Molenbeek foram as bases — e onde estiveram as redes de solidariedade e cobertura — dos islamistas-jihadistas com ligações ao atentado de Bruxelas. Há aí presença ex-combatentes do Daesh e outros grupos islamistas radicais na guerra da Síria. Mais: existe uma conexão a Marrocos e em particular a populações oriundas do Rif, onde têm origem muitos dos islamistas-jihadistas — Abdelbaki Es Satty era também marroquino. Tinha, por isso, um perfil óbvio para que as suas actividades fossem seguidas de perto, e com muito cuidado, pelos serviços de informações e segurança. Aparentemente não foram, porquê?
4. Uma outra interrogação é a de saber a razão pela qual o governo da Catalunha, ou a gestão municipal de Barcelona, não colocaram barreiras impeditivas de veículos entrarem em locais com grande concentração de pessoas, como são as Ramblas. Parece uma medida de segurança bastante óbvia e necessária, sobretudo desde os precedentes graves dos atentados do ano passado em Nice, no passeio dos ingleses, e em Berlim, num mercado de Natal. Em ambos os casos — e de forma particularmente trágica no primeiro —, foram usados veículos automóveis para atropelar indiscriminadamente pessoas em locais de grande concentração na via pública. Não se percebe, por isso, o motivo pelo qual não foram colocadas tais barreiras, tanto mais que já existia uma recomendação do governo espanhol nesse sentido. Será por avaliação inadequada da ameaça, achando que bastava ter uma presença policial forte no local, meras razões estéticas, ou para ser diferente do resto de Espanha, numa estranha afirmação de autonomia?
5. Tal como aconteceu nos já referidos atentados de Bruxelas em 2016, fica a sensação de que as autonomias e rivalidades internas criaram alguma descoordenação nas forças de segurança e nos serviços de informações. Independentemente de a responsabilidade ser do governo de Madrid, ou do governo autonómico da Catalunha, ou de ambos, o resultado final foi dificultar uma actuação preventiva. Sob uma unidade de fachada face à tragédia, simbolizada pela presença, no dia seguinte ao atentado, do rei Filipe VI na cerimónia de homenagem às vítimas, nota-se o mal-estar político. O ministro do Interior espanhol, Juan Ignacio Zoido, anunciou o desmantelamento da célula responsável pelos ataques. A declaração foi logo criticada e considerada prematura por Joaquim Forn, Conselheiro do Interior do Governo da Catalunha. Quanto à polícia catalã — os Mossos d’Esquadra —, formalmente enquadrada pelo governo central, teve uma actuação muito corajosa e meritória após o atentado, na perseguição aos culpados. Mas também parece (demasiado) zelosa de uma actuação autónoma.
6. Para além das autonomias e rivalidades internas e do seu efeito negativo sobre a coordenação das forças de segurança e serviços de informações, há um aspecto relevante e que tem passado despercebido. Como já notado, os autores do atentado terrorista eram de origem marroquina (ou de Melilla). É o caso de Younes Abouyaaqoub, o principal executor. É também o caso de Abdelbaki Es Satty, o imã de Ripoll. Será um acaso ser essa a origem dos islamistas-jihadistas? Não é. A questão remete-nos, de alguma forma, para as políticas do governo autonómico da Catalunha e para a sua ambição independentista. Está empenhado em organizar um referendo para a independência, mesmo contra a vontade do governo de Madrid, e em arregimentar, o mais possível, votos favoráveis. Aqui entra o papel dos estrangeiros residentes na Catalunha que não têm origem na União Europeia. A ideia é que possam participar nesse referendo. Numa votação muito próxima, o seu voto poderá ser decisivo. Os dois grupos substanciais de estrangeiros/migrantes são os que têm origem na América Latina e os que provêm do Norte de África. A Catalunha apostou no segundo grupo de populações árabes-islâmicas (as populações latino-americanas já falam espanhol/castelhano e muitos não vêem, por isso, interesse na aprendizagem da língua catalã). Vejamos melhor a estratégia e os seus efeitos colaterais.
7. Na Catalunha vive um grupo bastante substancial de população de origem marroquina, na ordem das trezentas mil pessoas. Nos últimos anos, o governo autonómico adoptou uma série de medidas favoráveis à emigração para o seu território e acolhimento dessa população. Entre outras, foi previsto o ensino escolar do árabe e do tamazig (berber) — usado sobretudo nas zonas das montanhas Rif e do Atlas de Marrocos. A questão tem a sua ironia se pensarmos que o governo de Madrid acusa frequentemente a Catalunha de dificultar, ou até impedir, a aprendizagem e uso do espanhol/castelhano. Mais: foi dada às autoridades religiosas de Marrocos um papel fundamental na elaboração de conteúdos sobre o Islão para a maioria dos muçulmanos na Catalunha, bem como para a sua disseminação nas escolas e mesquitas. É arriscado ter colocado esse ensino nas mãos de autoridades religiosas estrangeiras. Claro que tudo isto foi a pensar mais na independência: os emigrantes marroquinos iam assim ter um estímulo para se identificar com a Catalunha e isso dará mais votos num referendo. Foi assim ignorado, ou, pelo menos, subestimado, que o aumento dessa população incrementava a possibilidade, até por probabilidade estatística, de uma presença acrescida de adeptos do islamismo-jihadista no seu território. O atentado terrorista de 17/8 mostrou que essa probabilidade é bem real e da pior maneira.
*
Entre os mortos e os feridos há turistas de 35 países, pelo menos, entre os quais está Portugal. Mais uma vez a opinião pública foi apaziguada com um memorial:
Depois vem o presidente do município lisboeta anunciar que vai gastar 3 milhões de euros na construção de uma praça na Mouraria com uma mesquita para a comunidade do Bangladesh, projecto que recebe a concordância dos vereadores de todos os partidos políticos.
Paulatina e silenciosamente estamos a ser invadidos por imigrantes muçulmanos que não têm a mínima intenção de abandonar as suas tradições político-religiosas e sociais e aderir a ideais democráticos, à separação entre o Estado e a Religião e a respeitar as mulheres como seres humanos de direitos idênticos aos homens.
Paulatina e silenciosamente esses imigrantes criam comunidades fechadas nos países ocidentais da União Europeia onde os islamistas-jihadistas, que perpetram carnificinas de homens, mulheres e crianças educadas segundo os valores morais europeus, encontram refúgio e protecção.
Paulatinamente essas comunidades islamistas são apoiadas pelos partidos políticos portugueses, em especial pelos partidos da extrema-esquerda que vêem neles o braço armado da revolução que permitirá a sua ascensão ao poder para implantarem o regime socialista que trará bem-estar e felicidade — unicamente aos seus membros, assim a experiência o demonstrou na União Soviética, nos países da Europa de Leste, em Cuba, na Coreia do Norte e agora na Venezuela.
Paulatina e silenciosamente o Islão sunita avança, financiado pela Arábia Saudita e pelos contribuintes portugueses, perante a passividade dos cidadãos anónimos — apenas 7142 assinaram esta petição — anestesiados pela verborreia da propaganda politicamente correcta. Esquecendo que, em Portugal, a diminuição do desemprego e o crescimento do PIB é uma consequência da expansão do turismo fugido dos países flagelados pelo terrorismo.
Outras opiniões:
OldVic- eu sou Barcelona 13:02
“Claro que tudo isto foi a pensar mais na independência: os emigrantes marroquinos iam assim ter um estímulo para se identificar com a Catalunha e isso dará mais votos num referendo”: os independentistas catalães devem escrever 100 vezes num quadro “O tribalismo estupidifica”. Os extremistas dos atentados também deviam escrever isso, mas a esses não vale a pena recomendar nada.
Helder Antunes14:00
As autoridades e o poder político da Catalunha têm uma boa parte do "problema" identificado, assinalado, sob-vigilância, etc. O mesmo se aplica às nossas autoridades e políticos. Idem por essa Europa fora. Em comum, todos, com honrosas excepções a leste, escolheram nada fazer. Não intervir preventivamente.
Optaram, porque em boa parte é uma escolha que fizeram, por deixar as populações que governam, que uns e outros deveriam proteger, sofrer na pele e pagar em vítimas o preço da sua vontade expressa de não intervir preventivamente. São vítimas, um sacrifício, em nome de um bem maior, dirão. São em boa parte escolhas que se fazem. Eu não me sinto representado, por uns, nem protegido, pelos outros, nessas opções.
Juvenal Barbosa15:37
É sempre assim quando se aposta em imigração descontrolada e não se exige nada aos imigrantes (como eles podem identificar-se com o país de acolhimento quando recebem tanto de mão beijada?). Foi assim na Bélgica durante anos e criou-se Molenbeek, na Catalunha até não foi preciso tanto tempo, agora os turistas vão-se embora e vamos ver como é a vida com uma grande comunidade imigrante não integrada, que tem elementos hostis à infiel sociedade de acolhimento. Talvez devêssemos aprender com isso e modificar as nossas leis.
Ontem à noite, pelas 22:35, ocorreu uma explosão em Manchester no final de um espectáculo da cantora pop norte-americana Ariana Grande que decorreu na Manchester Arena.
A polícia de Manchester apenas quantificou o número de vítimas já na madrugada desta terça-feira — 19 vítimas mortais e cerca de 50 feridos —, informando no tweet que estavam a tratar a situação como um "incidente terrorista" até prova em contrário:
O ataque foi perpetrado no átrio de entrada da Manchester Arena, estando cerca de 21 mil pessoas nas imediações quando ocorreu a explosão que envolveu um dispositivo caseiro cheio de porcas e parafusos. O grupo terrorista Estado Islâmico já reivindicou o ataque.
Várias zonas ficaram interditas, afectando os transportes na cidade. A estação de comboios de Vitória, que comunica com a Arena, foi encerrada.
A polícia de Manchester actualizou o número de vítimas, esta manhã, subindo para 22 mortos e 59 feridos.
"Temos estado a tratar isto como um incidente terrorista e acreditamos, nesta etapa, que o ataque foi conduzido por um homem. A prioridade é estabelecer se actuou sozinho ou como parte de uma rede.
O atacante, podemos confirmar, morreu na arena. Acreditamos que o atacante carregava consigo um dispositivo explosivo improvisado, que detonou, causando esta atrocidade”, afirma o comunicado da polícia, em que as autoridades pedem às pessoas para não especular.
“A nossa prioridade é trabalhar com os serviços secretos britânicos e de contra-terrorismo para encontrar mais detalhes sobre o indivíduo que conduziu este ataque”, acrescentam as autoridades.
Entretanto a comunicação social começou a divulgar a identidade de algumas vítimas, entre as quais uma criança de 8 anos, e do bombista suicida. Chama-se Salman Abedi e tem 22 anos. A polícia de Manchester confirmou, com reticências:
Nascido em Manchester em 1994, Salman Abedi é o segundo mais novo dos quatro filhos de um casal de refugiados líbios que vieram para o Reino Unido para escapar ao regime do coronel Muammar Gaddafi.
Abedi frequentou a escola local e foi para a universidade de Salford, em 2014, onde estudou gestão antes de desistir. Usava vestes islâmicas e costumava rezar numa mesquita local que, no passado, foi acusada de angariação de fundos para os jihadistas.
O irmão mais velho, Ismail Abedi, foi professor na escola do Corão da mesquita de Didsbury. Segundo o imã, Salman havia-lhe mostrado recentemente "o rosto do ódio" quando deu uma palestra alertando para os perigos do chamado Estado Islâmico.
A mãe, Samia Tabbal, de 50 anos, e o pai, Ramadan Abedi, um agente de segurança, nasceram em Trípoli mas terão emigrado, primeiro para Londres e, mais tarde, para a zona de Whalley Range, no sul de Manchester.
Pensa-se que, em 2011, após a derrota de Gaddafi, os pais retornaram para a Líbia, mas as viagens que Salman Abedi fez para o país de origem da família estão agora a ser objecto de investigação.
Alguns dissidentes de Gaddafi que eram membros do Grupo Islâmico Líbio de Combate (LIFG), entretanto ilegalizado, viveram nas proximidades dos Abedi em Whalley Range.
Entre eles, encontrava-se Abd al-Baset Azzouz, pai de quatro filhos, que deixou Manchester para dirigir uma rede terrorista na Líbia supervisionada por Ayman al-Zawahiri, o sucessor de Osama bin Laden na liderança da Al-Qaeda. Azzouz, 48 anos, especialista em bombas, foi acusado de dirigir uma rede da Al-Qaeda no leste da Líbia, em 2014.
Outro membro da comunidade líbia em Manchester, Salah Aboaoba, disse ter angariado fundos para o LIFG, em 2011, justamente na mesquita de Didsbury. Na época, o porta-voz da mesquita negou veementemente a reivindicação: "Esta é a primeira vez que ouço falar do LIFG. Não conheço Salah".
Agora, Mohammed Saeed El-Saeiti, o imã da mesquita de Didsbury, apontou Salman Abedi como um extremista perigoso: "Salman mostrou-me o rosto de ódio depois do meu discurso sobre o Ísis (...) Não é uma surpresa para mim".
A polícia atacou a casa da família às 11:30 desta manhã. De acordo com moradores da rua, 2 helicópteros e pelo menos 30 polícias camuflados, com equipamentos anti-motim e escudos, participaram no ataque.
Removeram a cerca de madeira entre duas propriedades. Colaram uma tira preta na porta e provocaram uma explosão. A porta soltou-se das dobradiças e as janelas tremeram. O ataque durou 90 segundos.
"Não os vi trazer ninguém para fora da casa. Acredito que estava vazia”, disse um vizinho.
*
Depois dos movimentos da Primavera árabe derrubarem os governantes da Tunísia e do Egipto para elegerem regimes islâmicos, começou uma revolta na Líbia, em 17 de Fevereiro de 2011, mas o ditador líbio Muammar Kadhafi resistiu.
Dez dias depois, foi criado um Conselho Nacional de Transição para administrar as áreas da Líbia sob controle dos rebeldes, prontamente reconhecido pela França, em 10 de Março, como o representante legítimo do povo líbio.
As forças pró-Gaddaffi responderam militarmente aos ataques rebeldes na Líbia ocidental — a cidade de Zawiya, a 48 km de Tripoli, foi bombardeada por aviões da força aérea e conquistada por tanques do exército — e lançaram um contra-ataque ao longo da costa na direcção leste, até Benghazi, o centro da rebelião.
Tanto o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, como o Conselho de Direitos Humanos da ONU condenaram estas acções militares, sob a acusação de violarem o direito internacional, tendo este último organismo expulsado a Líbia, atitude incentivada pela própria delegação da Líbia na ONU.
Em 17 de Março, o Conselho de Segurança da ONU aprovou a Resolução 1973 com 10 votos a favor dos membros permanentes Estados Unidos, França e Reino Unido e, ainda, da Bósnia-Herzegovina, Colômbia, Gabão, Líbano, Nigéria, África do Sul e Portugal e 5 abstenções dos restantes membros (Rússia e China, membros permanentes, e ainda Índia, Brasil e Alemanha).
Esta resolução sancionou o estabelecimento de uma zona de exclusão aérea e o uso de "todos os meios necessários" para proteger os civis dentro da Líbia.
Dois dias depois, a NATO começou a destruir as defesas aéreas da Líbia quando jactos militares franceses entraram no espaço aéreo da Líbia e atacaram alvos considerados inimigos.
Em seguida, entraram em acção as forças americanas. Mais de 8000 militares americanos foram destacados para a área em navios de guerra e aviões. A ofensiva aérea americana incluiu vôos de bombardeiros B-2 Stealth, cada bombardeiro armado com dezasseis bombas de 0,9 tonelada, saindo e retornando à base no Missouri, Estados Unidos.
Em 22 de Agosto, os rebeldes entraram em Trípoli e ocuparam a Praça Verde, rebaptizada Praça dos Mártires em homenagem aos seus mortos. Os últimos combates ocorreram na cidade de Syrte, onde Gaddafi foi capturado e morto em 20 de Outubro de 2011. Pelo menos 30 mil líbios morreram na guerra civil.
A seguir começou a segunda guerra civil da Líbia, agora entre as milícias armadas dos diferentes grupos rebeldes, o mais poderoso dos quais é o Estado Islâmico.
Passado algum tempo, formaram-se as máfias líbias que enchem embarcações frágeis com imigrantes, oriundos de países africanos a sul do Saará, e enviam-nos para Itália. Iniciava-se a invasão islâmica da Europa pelo corredor ocidental.
Quem foram os políticos responsáveis pelo Conselho de Segurança da ONU ter sido favorável à intervenção militar na Líbia que não só desestabilizou este país, como também a União Europeia?
Em 2011, a França era presidida por Nicolas Sarkozy.
No Reino Unido governava o primeiro-ministro David Cameron.
A presidência dos Estados Unidos estava nas mãos de Barack Obama e na Secretaria de Estado alinhava Hillary Clinton.
Quantas mais crianças e jovens vão ter de morrer até conseguirmos perceber que o pior tipo de ditadura é o terror promovido pelo fanatismo islâmico?
Foi revelado pela proprietária do camião, a cervejeira Spendrups, que o veículo havia sido roubado hoje: “É um dos veículos de distribuição que faz entregas. Durante uma entrega ao restaurante Caliente, alguém entrou para dentro da cabine e fugiu com o veículo, enquanto o condutor fazia a descarga”, disse o director de comunicação da empresa, Marten Lyth.
— Radio Ciudad 101.7FM (@RadioCiudad1017) April 7, 2017
A Drottninggatan (Rua da Rainha) é uma das principais artérias comerciais de Estocolmo, sendo na maior parte reservada aos peões, embora seja atravessada por várias ruas onde podem circular automóveis.
Depois de ter atropelado vários transeuntes, o camião embateu no edifício do centro comercial Åhléns City e começou a arder. O condutor do camião conseguiu fugir.
REUTERS/TT NEWS AGENCY
A polícia sueca já confirmou a existência de 4 mortos e 15 feridos, dos quais nove em estado grave.
REUTERS/Stringer
Com a ordem de evacuação da Estação Central dos caminhos de ferro, o encerramento do metropolitano e o serviço de autocarros suspenso, a capital sueca está praticamente sem transportes. Até a circulação na ponte de Oresund, que liga a Suécia e a Dinamarca, foi parcialmente limitada.
*
Em 14 de Julho de 2016, um tunisino de 31 anos, Mohamed Lahouaiej-Bouhlel, residente em Nice, uma cidade do sul da França, lançou um camião contra a multidão que comemorava a tomada da Bastilha na avenida marginal da cidade: 86 pessoas morreram e 434 ficaram feridas. O terrorista foi abatido a tiro pela polícia.
No final desse ano, em 19 de Dezembro, ocorreu novo atropelamento com um camião, agora num mercado de Natal em Berlim, na Alemanha. Vitimou 12 pessoas, provocando ainda 56 feridos. O condutor conseguiu fugir.
Há pouco mais de duas semanas, precisamente em 22 de Março de 2017, o britânico Adrian Russell Ajao, de 52 anos, que havia mudado o nome para Khalid Masood depois de se converter ao islão, atropelou várias pessoas na ponte de Westminster, em Londres, no Reino Unido. Depois do veículo embater no gradeamento do palácio de Westminster, sede do parlamento britânico, o condutor foi abatido por um polícia armado. O terrorista provocou 5 mortos e mais de 50 feridos.
A utilização de veículos como armas para matar pessoas nos países europeus começa a tornar-se habitual. É óbvio que a União Europeia tem de mudar a política de imigração. Há duas condições que os imigrantes que vão ser recebidos têm de cumprir: poderem ser integrados e quererem ser integrados.
Podem ser integrados os imigrantes que, durante um determinado período, aprenderem a falar e escrever a língua do país que escolheram para viver, bem como adquirirem os conhecimentos elementares de alguma profissão para poderem ocupar um posto de trabalho. Esta é a parte fácil. Difícil é querer a integração.
Querem ser integrados os imigrantes que durante o tempo de aprendizagem demonstrarem reverência pela cultura e tradições do país de acolhimento e aceitarem respeitar os direitos humanos consagrados. Como consequência, não só terão de tratar as mulheres das suas famílias como seres humanos de pleno direito não atentando contra a sua integridade física ou psicológica, mas também não lhes impor regras de vestuário que constituam uma mortalha em vida e ponham em perigo a segurança dos seus concidadãos.
Além disso é preciso que também respeitem os sistemas político-sociais dos países da União Europeia em que há a separação entre o Direito e a Religião e o regime político é a democracia contemporânea na acepção de Karl Popper que dá aos cidadãos a possibilidade de elegerem os seus governantes e de afastá-los dos cargos sem a necessidade de uma revolução.
Sem dúvida que pedir-lhes que passem de uma mentalidade medieval para o século XXI da Idade Contemporânea é obrigá-los a dar um salto de mais de meio milénio. No entanto, ninguém os constrange a aceitar. Têm a liberdade de recusar a democracia representativa dos países europeus — com separação dos poderes legislativo, executivo e judicial — e regressar aos seus países de origem para continuarem a obedecer à lei religiosa islâmica — a sharia.
A opinião dos outros:
Incompetente Barracão nº 33 15:11
Não pode ser! Ainda há uns tempos, sobre as polémicas declarações de Donald Trump, o governo Sueco e os média desdobraram-se em comunicados e notícias a confirmar que a Suécia era um paraíso multicultural!
Pelayo Suécia 17:07
Quem diria... a Suécia, país tão bonzinho, que não participa em acções militares em países muçulmanos, que acolhe mais refugiados do que os que pode alojar, que até retira uma pintura barroca retratando uma senhora de seios desnudados do seu parlamento para "não ofender pessoas de outras confissões religiosas"... enfim, o país que abdicou da sua identidade para moldar-se o mais possível aos imigrantes, nem esse país foi poupado. E ainda há quem julgue que o radicalismo islâmico se combate com mais festinhas na cabeça dos muçulmanos.
Sum Legend - Políticamente incorrecto 18:48
Não, isto não é na Suécia. Na Suécia não se passa nada (ou melhor, na imprensa não passa nada), está tudo bem. Não foi o que a internet disse há pouco tempo a Trump?
Jonas Almeida, Stony Brook NY, Marialva Beira Alta 19:12
Pelos factos descritos pelo Pelayo, que todos reconhecemos como sendo a referência do melhor possível, a reação da Suécia será seguida de muito perto pelo resto do mundo.
Sum Legend - Políticamente incorrecto 19:31
Jonas, a reacção da Suécia será igual à dos outros... hashtags, florzinhas, darmos todos aos mãos, somos todos Suécia, vamos todos sair à rua a bem da nossa liberdade, bla bla bla. Vão aparecer os pais, irmãos e vizinhos, todos a falar bem do indivíduo que fez isto, que nunca imaginaram que faria uma coisa destas. Por outro lado, a Suécia irá tentar fazer o que tem feito recentemente: esconder o que lá se passa e não falar muito nisto, que as pessoas têm memória curta e daqui a uma semana já ninguém se lembra...
Fernando Liz
Londres, São Petersburgo, Estocolmo... já todos sabemos o protocolo:
1) fingir que não sabemos que o atacante é muçulmano
2) fingir o choque e a surpresa quando se descobre que o atacante é muçulmano
3) tentar rapidamente de impedir de associar o sucedido com o islão dizendo: "isto não teve nada a ver com o islão; o islão é uma religião de paz; isto é um caso isolado, um lobo solitário, um doente mental, não podemos culpar uma religião inteira por isto"
4) relembrar as pessoas que "o terrorismo faz parte da vida quotidiana das grandes cidades"
5) escrever no Facebook "Je Suis ... " e depois no chão com giz, umas frases de amor e paz
6) organizar uma marcha de mãos dadas pela paz, porque é uma resposta fortíssima no combate ao terrorismo
7) relembrar que o verdadeiro perigo é a islamofobia, e não o islamoterrorismo
8) esperar mais uns meses até ao próximo atentado que nada tem a ver com o islão, que é uma religião de Pás - Pás - Pás ...
*
Actualização em 8 de Abril
Um homem detido de madrugada em Märsta, uma pequena localidade a norte de Estocolmo, é suspeito de “homicídios de natureza terrorista”, disse a polícia sueca.
Segundo o diário sueco Aftonbladet, trata-se do homem cuja imagem tinha sido difundida pelas autoridades policiais. Tem 39 anos, sendo natural do Uzbequistão. Esta república, que fez parte da antiga União Soviética, fica situada na Ásia Central e 90% da sua população é muçulmana.
8 April 2017 • 1:11pm Brexit Means Brexit 8 Apr 2017 12:25AM
I sense another candle lit vigil
Flowers laid at the scene for the unfortunate victims
A service of remembrance in the local cathedral
Snowflakes marching through the streets muttering 'je suis something or other'
And incompetence by the politicians as they continue to allow unlimited immigration of these barbaric Islamic murderers
(Pressinto mais uma vigília iluminada por velas
Flores colocadas no cenário para as infelizes vítimas
Um serviço em memória na catedral local
Flocos de neve marchando através das ruas, murmurando 'je suis alguma coisa ou outra'
E a incompetência dos políticos que continuam a permitir a imigração ilimitada destes bárbaros assassinos islâmicos)
John Fogarty 8 Apr 2017 12:45AM Addio Sweden. You have already committed demographic suicide.
(Addio Suécia. Vocês já cometeram suicídio demográfico.)
peter nixon 8 Apr 2017 3:53AM
'Sweden has reinforced its borders with immediate effect'.
Great idea — let's reinforce the borders — with the terrorists inside.
('A Suécia reforçou as suas fronteiras com efeitos imediatos'.
Grande ideia — vamos reforçar as fronteiras — com os terroristas dentro.)
Simon Coulter 8 Apr 2017 10:04AM
Hijacked civilian planes as weapons in a complex terror operation with appalling consequences give way to smaller scale but deeply damaging attacks in city centres which are virtually random using any vehicle that can be acquired to mow down ordinary people in public places - each one self-motivated based on widely disseminated standing instructions to all would be Jihadists.
There is no answer other than vigilance. We must not have our lives closed down by these people.
Dun Roamin 8 Apr 2017 10:32AM
@Simon Coulter There is an answer additional to vigilance - expose and challenge the murderous theofascist teachings that give rise to such actions rather than pretending Mohammedanism is compatible with western liberal democratic values.
Bill Smith 8 Apr 2017 11:01AM
@Dun Roamin @Simon Coulter You sound exactly like an Agent Provocateurs Dun - but from which side?
Dun Roamin 8 Apr 2017 1:53PM
Bill you live in a strange world if telling the truth is regarded as being a provocation. Possibly you are unaware that Mohammedanism is the only world faith that teaches its followers that killing unbelievers is 'good'. It is the pretence that Mohammedanism must be tolerated and its adherents embraced by the liberal western culture that it seeks to destroy and replace is the falsity and provocation. Do Jews, Jainists, Hindus, Buddhist, Taoists, Christians threaten our society and kill innocents?
(Simon Coulter 8 Apr 2017 10:04AM
Aviões civis sequestrados como armas numa operação terrorista complexa, com consequências terríveis, dão lugar a ataques de menor escala, mas profundamente prejudiciais, em centros de cidades que são praticamente aleatórios, usando qualquer veículo que pode ser adquirido para esquartejar pessoas comuns em lugares públicos — cada um auto-motivado por instruções permanentes amplamente disseminadas para todos que seriam jihadistas.
Não há outra resposta além da vigilância. Não devemos ter as nossas vidas enclausuradas por estas pessoas.
Dun Roamin 8 Apr 2017 10:32AM
@Simon Coulter Há uma resposta adicional à vigilância — expor e desafiar os ensinamentos teofascistas assassinos que dão origem a tais acções ao invés de fingir que o maometismo é compatível com os valores democráticos liberais ocidentais.
Bill Smith 8 Apr 2017 11:01AM
@Dun Roamin @Simon Coulter Vocês soam exactamente como um Agente Provocador — mas de que lado?
Dun Roamin 8 Apr 2017 1:53PM
Bill, você vive num mundo estranho se dizer a verdade for considerado como sendo uma provocação. Talvez você não saiba que o maometismo é a única fé do mundo que ensina aos seus seguidores que matar infiéis é "bom". A pretensão de que o maometismo deve ser tolerado e os seus adeptos abraçados pela cultura ocidental liberal que procura destruir e substituir é que é a falsidade e a provocação. Judeus, Jansenistas, Hindus, Budistas, Taoístas, Cristãos ameaçam a nossa sociedade e matam inocentes?)
Este artigo de opinião foi publicado no Washington Post por uma jornalista que não se revê em todas as propostas políticas de Donald Trump mas detesta a hipocrisia política de Hillary Clinton e a sua tibieza face ao apoio financeiro proporcionado pela Arábia Saudita e pelo Qatar ao terrorismo islâmico que está a provocar carnificinas pelo mundo.
Leitura imprescindível para compreender a vitória de Trump nas presidenciais norte-americanas de 2016:
Esta é a minha confissão e explicação. Sou uma mulher de 51 anos, muçulmana, imigrante e “de cor”. Sou uma das eleitoras silenciosas que votaram em Donald Trump. Não sou “intolerante”, “racista”, “chauvinista” ou “supremacista branca”, como os que votaram em Donald Trump estão a ser apelidados, nem faço parte da “reacção negativa dos brancos”.
No Inverno de 2008, eu era uma liberal de longa data e uma filha orgulhosa da Virgínia Ocidental, um estado que nasceu do lado certo da história da escravatura. Mudei-me para o estado conservador da Virgínia apenas porque este estado tinha ajudado a eleger Barack Obama como o primeiro Presidente afro-americano dos Estados Unidos.
Mas durante o último ano mantive a minha preferência eleitoral em segredo: o meu voto iria para Donald Trump. Na terça-feira à noite, momentos antes do fecho das urnas na Escola Primária de Florestville, no maioritariamente democrata Fairfax County, entrei na cabine de votação, com uma caneta entre os dedos, para assinalar a minha escolha para Presidente, preenchendo o círculo ao lado do nome de Donald Trump e do seu candidato a vice-Presidente, Mike Pence.
Após Hillary Clinton telefonar a Donald Trump, concedendo-lhe a vitória, e tornando-o o Presidente eleito dos Estados Unidos, uma amiga minha escreveu um pedido de desculpas ao mundo no Twitter, afirmando que há milhões de norte-americanos que não partilham do “ódio, discórdia e ignorância” de Donald Trump. E terminou assim: “Sinto-me envergonhada pelos milhões que partilham desses sentimentos.”
Provavelmente estaria incluída nesse grupo. Mas não estou, e Hillary Clinton foi derrotada por não abordar as preocupações dos eleitores. Rejeito abertamente o “ódio, discórdia e ignorância”. Apoio a posição do Partido Democrata em relação ao aborto, ao casamento entre pessoas do mesmo sexo e às alterações climáticas.
No entanto, sou uma mãe solteira que não se pode dar ao luxo de ter um seguro de saúde ao abrigo do Obamacare. O programa de modificação de empréstimo de hipotecas, “HOPE NOW” [esperança já], não me ajudou. Na terça-feira, saí da minha cidade natal, Morgantown na Virgínia Ocidental — onde vejo cidadãos norte-americanos comuns, de meios rurais, como eu, ainda em dificuldades, após oito anos de administração Obama — em direcção à Virgínia.
E por fim, enquanto muçulmana que sentiu, em primeira mão, o extremismo islâmico que há neste mundo, opus-me à decisão do Presidente Barack Obama e do Partido Democrata em andar à volta do “Islão” do Daesh. É claro que a retórica de Donald Trump tem sido muito mais do que indelicada e todos podemos ter diferenças políticas em relação às suas recomendações mas, para mim, esta tem sido exagerada e demonizada pelos governos do Qatar e da Arábia Saudita, pelos seus meios de comunicação, tais como a Al Jazeera, e pelos seus representantes no Ocidente, apresentando uma distracção conveniente da questão que mais me preocupa enquanto ser humano neste planeta: o islamismo extremista que tem feito derramar sangue em corredores do hotel Taj Mahal em Bombaim e na pista de dança da discoteca Pulse em Orlando, na Flórida.
Em Junho, após o trágico tiroteio no Pulse, Trump escreveu uma mensagem no Twitter com o seu estilo característico e subtil: “Será que o Presidente Barack Obama irá finalmente mencionar o terrorismo islâmico radical? Se não o fizer deve imediatamente sair do cargo que ocupa!”
Por volta da mesma altura, no programa New Day da CNN, Hillary Clinton parecia estar em sintonia com Barack Obama, afirmando: “Da minha perspectiva, importa mais o que fazemos do que o que dizemos. E importa que tenhamos capturado Bin Laden, não o nome que lhe demos. Já afirmei explicitamente que não interessa se lhe chamamos jihadismo radical ou islamismo radical, é-me indiferente. Na minha opinião, ambas as expressões têm o mesmo significado.”
Em Outubro, foi um e-mail de 17 de Agosto de 2014, divulgado pela WikiLeaks, que me fez virar as costas a Hillary Clinton. Nesse e-mail, Hillary Clinton dizia ao seu assistente John Podesta: “Temos de usar os nossos activos diplomáticos e mais tradicionais para pressionar os governos do Qatar e da Arábia Saudita, que estão a providenciar apoio financeiro e logístico ilegais ao Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL),” — o nome politicamente correcto do Estado Islâmico — “e a outros grupos sunitas radicais da região.”
As revelações de contribuições multimilionárias do Qatar e da Arábia Saudita para a Fundação Clinton ditaram o fim do meu apoio a Hillary Clinton. Sim, quero igualdade de remuneração para as mulheres. Não, rejeito a “conversa de balneário” de Donald Trump, a ideia de um “muro” entre os Estados Unidos e o México e um plano para “banir” todos os muçulmanos. Mas tenho confiança de que os Estados Unidos não se convencem com esta hipérbole política — uma política identitária com uma agenda — que demonizou Donald Trump e os seus apoiantes.
Tentei, delicadamente, expressar as minhas opiniões no Twitter mas a “revolução das mulheres de fato” esmagava qualquer discurso ponderado. Quem apoia Donald Trump tem de ser um provinciano. Dias antes das eleições, um jornalista da Índia enviou-me um e-mail a perguntar: “Quais são os seus pensamentos enquanto muçulmana nos Estados Unidos de Donald Trump?”
Respondi que enquanto pessoa que nasceu na Índia, e tendo chegado aos Estados Unidos com 4 anos no Verão de 1969, não tenho qualquer medo sendo muçulmana nos “Estados Unidos de Donald Trump”. A separação e equilíbrio de poderes deste país e o nosso passado rico em justiça social e direitos civis nunca permitirão que a incitação ao medo associada à retórica de Donald Trump se concretize.
O que mais me preocupou foi a minha apreensão sobre a influência de ditaduras teocráticas muçulmanas, incluindo o Qatar e a Arábia Saudita, nos Estados Unidos de Hillary Clinton. Estas ditaduras não representam exemplos notáveis de sociedades progressivas, não conseguindo oferecer direitos humanos e esperança para a cidadania de imigrantes da Índia, refugiados da Síria e dos escravos que vivem nessas ditaduras.
Temos de nos erguer com coragem moral perante o ódio contra os muçulmanos, mas também perante o ódio dos muçulmanos, para que possamos viver com sukhun, ou paz de espírito. E assim terminei a minha reflexão perante o jornalista da Índia. Ele não recebeu o e-mail. Não o reenviei, com medo da indignação que pudesse receber de volta. Mas fui votar.
Exclusivo PÚBLICO/Washington Post"
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A opinião dos outros:
joao Abdullah Issa, 11 anos, decapitado pelos "rebeldes" apoiados pelas americanos e aliados
11/11/2016 23:07
Fui tentar perceber quem é esta mulher “inculta” “estúpida” “ignorante” “submissa” “machista”, etc, que votou no Trump. Pois encontrei que é uma mulher com instrução de mais alto nível, com longa carreira jornalística, escritora, activista de longa data de várias causas, activista activa dos direitos das mulheres no mundo muçulmano, e por aí fora, mulher e mãe, ... curriculum avassalador. Curriculum que indicia enorme riqueza cultural, inteligência e valores morais, até fiquei na dúvida se seria ela que tinha votado no traste do Trump. Reverifiquei e parece que é ela mesmo.
Como é que uma mulher tão inteligente, tão instruída, cidadã tão activa, tão ciente da condição feminina e da condição da mulher muçulmana, em particular, como não votou na Clinton? Saliento dois dos seus argumentos. Um argumento é a constatação das guerras e dos crimes e do sofrimento sem fim que a aliança saudita/americana tem trazido às pessoas e ao mundo. Ela refere o conteúdo duns leaks de mails mas esta aliança já existe pelo menos desde 1979 com o envio de terroristas extremistas para o Afeganistão, e espalhou-se desde o Mali às Filipinas, passando pela Síria e Yemen. Pelos vistos essa aliança e os seus crimes causam-lhe repugnância e ela sabe que a Clinton faz parte dessa aliança.
Outro argumento é o incómodo e a saturação que ela sente pelos “jornalistas” gulosos que procuram satisfazer as suas quotas de produção de artigos manhosos, mesquinhos e manipuladores. Generalidade de “jornalistas” que ela sabe que nunca publicariam o que ela respondesse à pergunta “preparada” porque a resposta não corresponderia à narrativa agendada, que omitem os crimes do sistema politicamente correcto instalado e procuram e inventam o que possa beatificar o sistema, que não informam mas são, sim, o principal motor das campanhas partidárias e do sistema. São argumentos de repulsa, mesmo os outros que ela enumera, mais de repulsa pela Clinton e o que ela representa, do que de atracção pelo Trump e o que ele pode (se alguém souber) representar. Penso, é a minha leitura, a triste situação.
Quatro são franceses: Ibrahim Abdeslam (31 anos) e Bilal Hadfi (20 anos) que se fizeram explodir no Comptoir Voltaire e no Estádio de França, respectivamente, Amimour Samy (28 anos) e Ismaël Omar Mostefai (29 anos), filho de mãe portuguesa, ambos no Bataclan.
Dois entraram na Europa, em Outubro, através da Grécia. Trata-se daquele terrorista que detonou o cinto de explosivos perto do Estádio de França e junto do qual foi encontrado um passaporte sírio de autenticidade duvidosa, porém, havendo uma correspondência entre as suas impressões digitais e as encontradas aquando de uma fiscalização na Grécia; e de um segundo formalmente identificado nesta sexta-feira.
Permanece por identificar um bombista suicida, o terceiro que estava no Bataclan.
A polícia continua na peugada de Salah Abdeslam, suspeito de pertencer ao comando terrorista que alvejou as esplanadas dos cafés e dos restaurantes em Paris com o seu irmão Ibrahim que, depois, se fez explodir no boulevard Voltaire. Ele terá sido ajudado a sair de Paris na manhã seguinte. Dois supostos cúmplices da fuga foram presos em Bruxelas na segunda-feira e indiciados por ataque terrorista. Também na Bélgica, um terceiro homem foi indiciado nesta sexta-feira por terrorismo.
Abdelhamid Abaaoud, o presumível instigador dos ataques, está morto: o seu corpo "crivado de projécteis" foi identificado pelos investigadores, na sequência do ataque policial a um apartamento em Seine-Saint-Denis na quarta-feira. A formação e como chegou a França permanecem desconhecidos.
Terão sido encontrados vestígios que lhe pertenciam numa das três Kalashnikovs descobertas no Seat abandonado em Montreuil, o que sugere que fazia parte do comando responsável pelos tiroteios nas esplanadas. Além disso, foi filmado pelas 22:00 de 13 de Novembro, por uma câmara no metro de Montreuil, perto do lugar onde o carro foi abandonado.
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Países com mais de 5% de população muçulmana
sunitas ████████ xiitas ████████
O Estado Islâmico do Iraque e da Síria (ISIS, no acrónimo inglês, ou Daesh, no acrónimo árabe) é uma entidade que defende o regresso aos primórdios do Islão, no séc. XVII, quando o profeta Maomé conquistava territórios, tomava os vencidos como escravos e ordenava decapitações. Praticam a versão mais fundamentalista do Islão, o Wahhabismo.
Origem
Tudo começou com a invasão do Iraque pelos EUA e aliados em 2003. Afastada do poder pelos xiitas, a minoria sunita a que pertencia Saddam Hussein gerou uma guerrilha baseada no noroeste iraquiano onde era dominante. O líder do grupo era Abu Musab al-Zarqawi e obedecia à al-Qaeda.
Em 2006, al-Zarqawi foi morto num ataque americano. O grupo reforçou-se com alianças entre tribos sunitas e o novo chefe, Abu Omar al-Baghdadi, proclamou o Estado Islâmico do Iraque (ISI). No entanto, ofensivas conjuntas das forças armadas iraquianas e americanas, foram dizimando a guerrilha e, em 2010, foi anunciada a morte ou captura de 80% dos líderes do ISI, incluindo al-Baghdadi, bem como de recrutadores e financiadores. A ligação com a al-Qaeda do Paquistão ficou cortada.
Abu Bakr al-Baghdadi, o novo líder, foi recrutar ex-militares e ex-funcionários dos serviços de informações do antigo partido Baath que tinham servido durante o governo de Saddam Hussein, quase todos saídos de prisões militares americanas, para promover o renascimento do ISI.
Em 2011, a monarquia wahhabita que governa a sunita Arábia Saudita decidiu desestabilizar a Síria governada pelo alauita (um ramo do xiismo) Bashar al-Assad, com o apoio do aliado americano e a anuência tácita de ingleses e franceses.
Em poucos meses, os protestos civis deram lugar à guerra. Em Agosto, al-Baghdadi começou a enviar elementos iraquianos e sírios do ISI para a Síria para aí estabelecerem uma organização. Liderados pelo sírio Abu Muhammad al-Julani, este grupo recrutou combatentes e estabeleceu células em todo o país. No início de 2012, o grupo anunciou a formação da Frente al-Nusra, uma força de combate que contou com o apoio da oposição ao governo de Assad, bem como de muitos muçulmanos radicalizados na Europa que foram atraídos para a Síria por uma "jihad" onde descobriam uma identidade estimulante.
Em Abril de 2013, al-Baghdadi anunciou a fusão entre o ISI e a Frente al-Nusra sob o nome "Estado Islâmico do Iraque e Levante", mais conhecido por "Estado Islâmico do Iraque e da Síria". O anúncio provocou-lhe divergências com al-Julani e o líder da al-Qaeda, al-Zawahiri, mas este último mandou cessar os ataques da Frente al-Nusra ao ISIS.
Em Junho de 2014, além do oeste iraquiano, o ISIS já controlava a maior parte do território sírio. Depois de conquistar a cidade iraquiana de Mossul, al-Baghdadi proclamou o califado e declarou-se califa, transformando-se no guia espiritual dos muçulmanos de todo o mundo.
Os Governos ocidentais, obcecados pela "Primavera árabe" e pelo derrube de ditadores, como Mubarak, Kadhafi ou Assad, permitiram ao Estado Islâmico o controle de partes do Iraque, da Síria, da Líbia e da África central. A capacidade de atracção de novos voluntários para as suas forças nos países ocidentais permite-lhe criar raízes para o futuro. O Estado Islâmico descreve a sua estratégia militar como a capacidade de se mover como uma serpente entre as rochas, ou seja, usa forças militares flexíveis que atacam alvos fáceis, nunca entrando em conflitos prolongados.
Financiamento
Para a guerra o EI precisa de dinheiro. Uma das fontes é o petróleo das refinarias que é vendido no mercado negro. As mais recentes estimativas dizem que o EI recebe mensalmente 40 milhões de dólares pela venda do petróleo dos campos que controla na Síria e Iraque.
Outra fonte de receitas são os donativos de milionários árabes que defendem a guerra santa contra os xiitas e o Ocidente. Além disso o EI apropriou-se do dinheiro dos bancos das zonas controladas, vendendo também muitas das obras de arte que saqueou em cidades históricas.
Nos últimos tempos, o EI conseguiu obter duas novas fontes de receitas: a circulação de refugiados, que têm de pagar uma taxa para emigrarem para a Europa, e os raptos de sírios ricos ou de ocidentais.
No caso dos refugiados que emigram para a Europa as receitas do EI terão ascendido a cerca de 100 milhões de euros. No regresso, os camiões que levam os refugiados voltam com contrabando que é vendido no mercado negro das áreas controladas.
Os reféns podem render politicamente, como sucedeu com os decapitados, ou economicamente, quando os Estados estrangeiros pagam o resgate. Sabe-se que os negociadores europeus pagam entre um e seis milhões de dólares pela libertação de cada refém. São perto de 70 milhões de dólares que entram nos cofres do EI que apresenta relatórios das suas actividades como se fosse uma empresa.
Em 2014, as receitas totais do EI terão rondado os 1,2 mil milhões de dólares. É com elas que pagam o armamento e também os salários dos "jihaddistas" europeus recrutados, sobretudo, através da Internet.
A Torre de Belém, em Lisboa, juntou-se à homenagem.
Recolhimentos espontâneos aconteceram em todo o mundo como reacção aos ataques terroristas em Paris.
Várias centenas de pessoas cantaram A Marselhesa, o hino nacional francês, em Sydney (Austrália). Em Moscovo (Rússia), como em Seul (Coreia do Sul), flores, velas e mensagens de apoio foram depositadas diante das embaixadas da França. Em Bangkok (Tailândia), centenas de pessoas reuniram-se para homenagear as vítimas.
Os atentados começaram na sexta-feira 13 de Novembro, pelas 21:20 (20:20 em Lisboa), e visaram o Estádio de França, em Saint-Denis, restaurantes, bares e a sala de concertos Bataclan, em Paris.
No Estádio de França, em Saint-Denis, decorria um jogo de futebol amigável entre a França e a Alemanha. Pelas 21:20 ouviu-se uma explosão, seguida por outra alguns minutos mais tarde, ambas junto de portas do estádio. Haveria ainda uma terceira explosão às 21:53 a quatrocentos metros do recinto.
Os acessos ao estádio foram encerrados. No final do jogo, a multidão concentrou-se no relvado do campo. O presidente francês, François Hollande, que também estava a assistir ao jogo, foi imediatamente retirado do local.
Estes ataques terão vitimado 1 pessoa e os três terroristas provocaram as explosões detonando os cintos de explosivos.
Pelas 21:25, no cruzamento da rue Bichat com a rue Alibert, o bar Le Carillon, assim como a esplanada do restaurante Le Petit Cambodge que fica em frente, foram alvo de um tiroteio que partiu de um carro Seat Leon de cor negra. Morreram 15 pessoas.
O carro seguiu para o cruzamento da rue Faubourg du Temple com a rue de la Fontaine-au-Roi onde os terroristas repetiram o tiroteio, agora sobre as pessoas que se encontravam no café Bonne Bière que procuraram refugiar-se debaixo das mesas. Eram 21:32. Fizeram mais 5 vítimas.
Às 21:36, os mesmos terroristas chegaram ao cruzamento da rue Faidherbe com a rue de Charonne. Aí abriram fogo sobre a esplanada cheia de clientes do restaurante La Belle Équipe. Mataram 19 pessoas.
Pouco depois, outro terrorista suicida detonou o seu cinto de explosivos na esplanada do café Comptoir Voltaire, no boulevard Voltaire, provocando vários feridos, um dos quais se encontra em estado grave.
Pelas 22h09, no cruzamento do Boulevard Voltaire com a Passage Saint-Pierre Amelot, o fotógrafo Patrick Zachmann filmou as primeiras trocas de tiros no Bataclan entre as forças de segurança e os terroristas.
No momento do ataque terrorista no Bataclan, Daniel Psenny, jornalista do Le Monde, filmou a fuga dos espectadores pela saída de emergência da sala de concertos parisiense. Ler a história da mulher pendurada na janela aqui.
O ataque mais grave teve lugar no Bataclan, no boulevard Voltaire. Pelas 21:40, um grupo de quatro terroristas chegou num Volkswagen Polo negro e entrou de rosto descoberto nesta sala de espectáculos da capital francesa quando estava a decorrer um concerto da banda rock "Eagles of Death Metal" presenciado por cerca de 1500 espectadores. Muitos ficaram sequestrados e foram abatidos pelos terroristas que, armados com metralhadoras kalashnikov, disparavam indiscriminadamente. Um deles terá gritado "Tudo isto é culpa do vosso presidente!", aludindo à intervenção francesa na Síria e no Iraque.
O pânico instalou-se na sala. Alguns espectadores fugiram pelas traseiras, outros por uma abertura que dava para o telhado e um conseguiu publicar mensagens no Twitter pedindo ajuda. Quando a polícia assaltou o recinto, três dos terroristas fizeram detonar os coletes de explosivos e o quarto conseguiu fugir. Há a lamentar, pelo menos, 89 vítimas.
O Estado Islâmico já reivindicou a autoria dos ataques.
Numa declaração ao país, por volta da meia-noite (23:00 em Lisboa), o presidente francês disse que havia decidido decretar o estado de emergência nacional e restabelecer o controle das fronteiras.
*
O passaporte sírio encontrado pela polícia francesa no local de uma das explosões junto ao Estádio de França pertencia a um refugiado registado na ilha de Lesbos, Grécia, em Outubro, disse hoje um ministro grego.
Entre aqueles refugiados — a larga maioria — que fogem da guerra na Síria e procuram uma vida melhor para as suas famílias na União Europeia, escondem-se os terroristas que não têm outra ambição que não seja destruir os povos europeus.
A partir dos massacres de sexta-feira 13 de Novembro em Paris deixou de ser possível iludirmos esta realidade. Se ouvirmos atentamente este extracto da conferência de imprensa do procurador da República de Paris, teremos de reconhecer que os serviços de informações, por melhor que seja a sua organização, serão sempre insuficientes:
Os terroristas vivem no interior dos países europeus, querem destruir o modelo de vida e os valores éticos da nossa sociedade e estão dispostos a morrer para nos matarem. Subestimar a sua força poderá ser fatal.
Há que interiorizar este grave problema e procurar soluções — por exemplo, aceitar para líder da Síria uma personalidade educada no modelo de valores ocidentais, como é Bashar al-Assad, para pôr fim à guerra e reunificar o país. Antes que seja demasiado tarde.
Outras opiniões:
Anónimo
01:03
Na minha casa tenho porta e só entra quem quero... Façam o mesmo sendo Europa e deixem as caganças de fora, devia ter sido sempre assim.
Grunho
02:13
Isto é o preço do apoio da Europa à campanha dos imperialistas dos USA de saque do petróleo dos árabes, não tem nada a ver com rezas. E a nós o que nos vale é a nossa insignificância, porque senão já tínhamos aqui outra desgraça.
Aquiles
11:58
Eis os refugiados a cumprirem a sua missão ao invadirem a Europa! Uma vergonha para os dirigentes europeus que alinharam com a estratégia dos USA que financiam o EI para a guerra e fomentam a invasão europeia por muçulmanos assassinos.
DantasPt
12:02
Quando foram bombardear o Iraque, e aterrorizaram todo um país, onde morreram mais de 500 mil pessoas, sem nenhum motivo para o fazerem, assinaram uma declaração de guerra. Agora estamos a pagar essa guerra, que está a levar todo o mundo para conflitos globais que pode desencadear a mais mortífera guerra a nível mundial.
Ainda espero ver presos e mandados para o Iraque todos aqueles que invadiram o Iraque a fim de que o povo Iraquiano os julgue.
Anónimo
12:39
O EI é o resultado das "primaveras" árabes. Por cada ditador derrubado aparece um pior. A democracia ali não resulta.
Acontece que o EI tem pouco de Islâmico e fomenta o ódio contra uma cultura maioritariamente pacífica. Esse ódio criará mais fundamentalistas.
Miguel Santos @ Facebook
13:09
Venham mais muçulmanos, abram as fronteiras, cambada de mansos! Venham daí esses malditos defensores de muçulmanos! Sejam bem-vindos, refugiados muçulmanos que todos os dias chegam aos milhares! Estamos a ser invadidos e ainda os vamos buscar!
Adriano Coelho @ Facebook
14:39
À guerra terrorista responde-se com a aniquilação sem piedade destes grupos. Já é tempo de forças militares europeias fazerem uma limpeza nos países de origem destes terroristas. Sugiro que a NATO deixe de fazer exercícios no Alentejo e passe ao ataque dos locais onde estes criminosos se escondem.
Em tempo de guerra, suspendem-se as circulações
15:28
Continuem a tratar estes monstros com luvas e depois queixem-se.
Continuem a insistir na manutenção do chamado "Espaço Schengen" e na liberdade de movimentos, sem controlo, dentro da UE, e depois queixem-se.
Continuem a não filtrar as fronteiras, à entrada de criminosos, e depois queixem-se.
E agora? Que fazer? A guerra está a nossa porta
17:12
Muitos dos que comentam não fazem a mínima ideia do que é guerrilha e terrorismo. Os americanos, cheios de tecnologia e poder militar, foram corridos do Vietname e Iraque.
Querem Paz na Europa e no mundo? Não fomentem guerras para roubarem as riquezas dos outros.
“A FRANÇA ESTÁ A COLHER O FRUTO DO QUE SEMEOU”
19:51
Telefonou, há bocado para a SIC, uma enfermeira portuguesa, a trabalhar em França, há 4 anos, dizendo que os chamados "refugiados" chegam a França, não trabalham, têm casa grátis à espera, recebem subsídio, tudo isto pago pelos contribuintes, enquanto que ela tem a filha numa escola onde é a única criança de confissão cristã, onde se sente discriminada e aculturada, uma vez que todas as outras suas colegas de turma são filhas de famílias muçulmanas.
Acrescentou — e bem — que a França está a colher o fruto daquilo que semeou, ao abrir-se, sem controlo, à vaga muçulmana.
Simões Álvaro @ Facebook
00:58
É lógico. Mas é preciso é actuar e deixarem-se de tretas e mesquinhices interesseiras. É tacar os criminosos com força e coragem, como faz Putin, e juntarem-se aos Curdos e outros que lutam com valentia no terreno, deixando a cobardia cá nos piegas da Europa e nas mariquices de alguns que não entendem. Proteger os inocentes e vítimas de cá.
uma coisa é certa
11:10
Não é prático, nem é razoável vivermos num Estado policial para podermos garantir a segurança devido a elementos radicais da religião islâmica que está enraizada na Idade Média enquanto o ocidente está no séc.XXI.
As comunidades islâmicas deviam colaborar com a polícia para evitar esta situação.