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segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Os resultados de todas as eleições presidenciais


Reproduzimos do Negócios, com a devida vénia, um gráfico interactivo com os resultados de todas as eleições presidenciais:





Este gráfico, muito útil para motivar os conteúdos de Estatística no ensino básico, permite chegar a várias conclusões num relance de olhos:
• Ramalho Eanes e Mário Soares conseguiram aumentar o número de votos na reeleição enquanto Jorge Sampaio e Cavaco Silva foram reeleitos com um número drasticamente inferior.
• Nas reeleições de Jorge Sampaio e Cavaco Silva mais de metade dos eleitores abstiveram-se.
• Em 2011 a abstenção atingiu o maior valor de sempre.
• Em 2011 Cavaco Silva obteve o menor número de votos de sempre.


A abstenção não mudará nada



Os jornais portugueses são unânimes nas conclusões: Abstenção recorde. Cavaco venceu, mas com números historicamente baixos. Manuel Alegre desiludiu e, com ele, José Sócrates e o PS. As surpresas foram o independente Nobre e o “Tiririca” Coelho.

Se somarmos
  • os ministros, secretários, subsecretários de Estado e os deputados, com os seus chefes de gabinete, assessores e secretárias;
  • os governadores civis;
  • os autarcas (308 concelhos com os presidentes de câmara, vereadores, presidente da assembleia municipal e deputados municipais e 4260 freguesias, cada uma com um presidente, um secretário, um tesoureiro e um presidente da assembleia de freguesia);
  • os administradores do sector público administrativo (institutos, fundações, agências, ... ), do sector público empresarial e das empresas regionais e municipais,
no activo, subvencionados ou reformados, respectivos cônjuges, filhos e amantes devemos obter um número superior a uma centena de milhar.

Agora, caro leitor, vá a www.base.gov.pt, faça umas pesquisas de ajustes directos, contabilize os milhares de empresas privadas que vivem à sombra do Estado, junte os seus colaboradores e respectivos familiares e vai chegar a um milhão.

Esta gente irá sempre votar nalgum dos partidos representados na Assembleia da República e este milhão de votantes é tudo o que a classe política precisa para se manter à superfície da água.
Aliás nestas eleições em cada 4 eleitores, 1 votou em Cavaco, 1 votou outro e 2 ficaram em casa. Isto já é catastrófico, mas vê alguém preocupado?

Portanto podemos esperar sentados que a abstenção seja a chave da mudança.


A opinião dos outros:

Dr_House 24 Janeiro 2011
Democracia? Um presidente eleito por 23% dos portugueses tem alguma voz activa?
Estou feliz. Acabei de ganhar as eleições com 53,3% deixando todos os outros candidatos a larga distância, senão vejamos: Cavaco Silva com 2,2 sobre 9,6 milhões de portugueses dá uns 22,9 arredondemos para 23%! Cavaco Silva é o Presidente de 23% dos portugueses que têm poder de voto.
Eu e mais 5,139 milhões de portugueses pertencemos ao partido PACON que é um francesismo derivado de PAS=NÃO e CON=estúpido, ou seja, ao partido dos NÃO-ESTÚPIDOS. Somos já mais de 5.139.000 e nem sequer somei os votos nulos e brancos, que também pertencem ao partido PACON. Vivam os mais de 5 milhões de portugueses do PACON! O próximo objectivo é ultrapassarmos os 6 milhões, seguem-se os 7 milhões até atingirmos o objectivo final de 9 milhões. Nessa altura, apresentaremos nas TV's o ridículo da política e dos seus resultados.

A diferença entre o nosso povo e os políticos

Certo dia um florista foi ao barbeiro para cortar seu cabelo. Após o corte perguntou ao barbeiro o valor do serviço e o barbeiro respondeu:
— Não posso aceitar o seu dinheiro porque estou a prestar serviço comunitário esta semana.
O florista ficou feliz e foi-se embora. No dia seguinte, ao abrir a barbearia, havia um bouquet com uma dúzia de rosas na porta e uma nota de agradecimento do florista.

Mais tarde no mesmo dia veio um padeiro para cortar o cabelo. Após o corte, ao pagar, o barbeiro disse:
— Não posso aceitar o seu dinheiro porque estou a prestar serviço comunitário esta semana.
O padeiro ficou feliz e foi-se embora. No dia seguinte, ao abrir a barbearia, havia um cesto com pães e doces na porta e uma nota de agradecimento do padeiro.

Naquele terceiro dia veio um deputado para um corte de cabelo. Novamente, ao pedir para pagar, o barbeiro disse:
— Não posso aceitar o seu dinheiro porque estou a prestar serviço comunitário esta semana.
O deputado ficou feliz e foi-se embora. No dia seguinte, quando o barbeiro veio abrir sua barbearia, havia uma dúzia de deputados fazendo fila para cortar o cabelo.

Essa história ilustra bem a grande diferença entre os cidadãos do nosso país e os políticos que o administram.
"Políticos e fraldas devem ser trocados com frequência pelo mesmo motivo!"

Albatross 24 Janeiro 2011
Surpresa?
Para a comunicação social os resultados de Fernando Nobre só foram surpresa porque tudo fizeram para o silenciar. Hoje todos os jornalistas e comentadores políticos de Portugal deviam estar de luto, pois ficou demonstrado que em vez de cumprirem a nobre missão de informar estão ao serviço dos mais obscuros interesses deste país.
Dr. House
Não resisto a dizer ao comentador Dr. House que não vejo onde estão os motivos para tanta alegria. Afinal vai ser governado nos próximos anos pela mesma gente. Ou era isso que afinal queria quando apelou à abstenção?

Dr.Ginko 24 Janeiro 2011
Servir o País ou servir-se do...
É só mais um sinal que chegou a altura de mudança...
Para que servem estes Presidentes? Este Direito, estas elites? Por semelhança com o Direito, também o sistema político urge mudar. Há demasiadas garantias para os faltosos. O actual sistema é um luxo de loucos. O barco está a afundar-se e assobiamos para o lado, como se nada fosse. Eu votei contra o sistema.

rulo 24 Janeiro 2011
Ao auto-intitulado "não-estúpido" Dr.House, apenas lhe digo o seguinte...
Se tanto gostam que o país se transforme num dos muitos países em que os povos não votam, porque não podem votar, então façam o favor a Portugal de se deslocarem para uma das várias ditaduras que existem no mundo. Aí, poderão naturalmente não votar...
Ao contrário de muitos, para mim, conhecendo os Portugueses como conheço, o sinal de abstenção não é senão um 'deixa-andar'... Se querem votar contra o sistema, votem em branco ou nulo. Mas levantem-se do sofá, do café, da praia, ou do shopping e VOTEM!
Se não votam, não têm um único motivo de se queixarem, um único!

rciii 24 Janeiro 2011
Ao Dr. House
Engraçado este senhor dizer que ganhou as eleições. Este senhor não só não ganhou coisa alguma, como perdeu o direito de se manifestar, de criticar. Pois se na única altura que o poderia ter feito, preferiu ficar em casa e ainda por cima vir para aqui gabar-se de não ter feito nada para mudar o PR, que ao que parece, não é o que lhe agrada.
Há que respeitar o privilégio que temos em podermos escolher quem nos governa (mesmo que mal). Há países em guerra para ter o direito de votar e 53% dos portugueses desperdiçaram esse direito. Havia candidatos independentes, candidatos apoiados pela extrema esquerda até aos apoiados pelos partidos de direita. E nenhum agradou?
Se em vez de ficar em casa, os 53% tivessem ido votar, o resultado poderia ter sido diferente. O PR reeleito ganhou e ganhou bem. Temos PR por 5 anos e governo por mais três. Precisamos de estabilidade política e dar oportunidade ao governo para ver o resultado das medidas bem duras que tomou. Agora deixem-se de m€rdas e vão trabalhar para tirar o país do buraco!

HS-2011 24 Janeiro 2011
Nobre 14.1% a semente da esperança
Perdemos uma das últimas oportunidades de evitar a tragédia que se avizinha.
Eleitores inscritos: 9.629.630
Cavaco Silva: 2.230.170 — 23.16%
O povo português elegeu um Presidente com 23.16% dos votos dos eleitores inscritos e que perdeu 540.000 votos em relação ao 1º mandato. Houve 5.139.726 abstenções!
São resultados preocupantes. Quem não votou não tem autoridade moral para se queixar, é que não é o Pacon, é mesmo o Parvon, o partido dos parvos, dos egoístas, dos desmotivados, dos incivilizados, um pouco a causa de estarmos como estamos.

themainman 24 Janeiro 2011 - 15:08
Ditadura?
É incrível a ingenuidade/ignorância de algumas pessoas. Mas alguém acredita realmente que o país ficará melhor com um ditador? Abram os olhos e vejam os exemplos espalhados pela história e pelo mundo. Qualquer ditadura, seja de direita ou de esquerda, apenas beneficia quem está no poder, tudo o resto é um mero pretexto.
A democracia é, de longe, o melhor modelo de governação. Pois é o único que obriga os governantes a governar para todo o povo, sob pena de serem substituídos. Já para não falar do papel fiscalizador da oposição.

sugnaug 24 Janeiro 2011 - 15:18
themainman
LOL
O Salazar foi ditador e governou para o povo. Deixou lá 900 toneladas de ouro para os "democratas" se governarem a eles próprios...
Tenha vergonha.


Presidenciais 2011: os discursos finais


Cavaco Silva diz que "a honra venceu a infâmia"






Saiu com dignidade






A candidatura da Cidadania




Francisco Lopes insiste na "exigência de mudança"




Coelho promete "lutar por uma Madeira democrática"




Defensor Moura diz que a sua candidatura era "contra o clientelismo e a corrupção"




domingo, 23 de janeiro de 2011

Era possível


Convido-o, caro leitor, a observar os resultados das Presidenciais 2011:

4.260 freguesias apuradas de 4.260 (0 por apurar)
60 consulados apurados de 71 (11 por apurar)

Cavaco Silva
Manuel Alegre
Fernando Nobre
Francisco Lopes
José Coelho
Defensor Moura
________________

EM BRANCO
NULOS
________________
Votantes
Abstenção
________________
Inscritos


2.230.104 votos
831.959 votos
593.868 votos
300.840 votos
189.340 votos
66.091 votos
_______________

191.159 votos
86.543 votos
_______________
4.489.904 votos
5.139.726 votos
_______________
9.629.630 votos


52,94%
19,75%
14,10%
7,14%
4,50%
1,57%
_________
100,00%









49,67%
18,53%
13,22%
6,70%
4,22%
1,47%


4,26%
1,93%
__________
100,00%





23,16%
8,64%
6,17%
3,12%
1,97%
0,69%


1,98%
0,90%


53,37%
________
100,00%


Portanto Cavaco tem 2.230.104/(4.489.904-277.702) = 52,94% dos votos expressos e ganhou, folgadamente, à 1ª volta.

Agora suponha, caro leitor, que aqueles 277.702 votos em branco/nulos eram direccionados para outro candidato.
Cavaco passaria a ter 2.230.104/4.489.904 = 49,67%. E a ser obrigado a percorrer a via sacra da 2ª volta.
Dir-me-ão que nessa altura os eleitores optariam por Cavaco Silva para não darem ao governo de Sócrates um balão de oxigénio chamado Manuel Alegre.
Mas, quem disse que os votos em branco/nulos tinham de ir parar às mãos de um político?

Ora vejamos: 593.868+277.702 = 871.570
Era à tangente? Pois era. Mas era possível afastar a classe política da Presidência da República, se os portugueses não fossem obstinados, se quisessem raciocinar e fixar um objectivo.
E, se têm amor à verdade, não tentem dizer que Cavaco Silva e Fernando Nobre são iguais, porque ao longo da vida mostraram que não são: ambos doutos profissionais, mas um é ganancioso e o outro generoso.


O futuro da Democracia


Apenas 46,6% dos eleitores inscritos se decidiram a arrostar com o frio polar que se abateu sobre o país para exercer o direito, e o dever, que a Democracia lhes concede de escolherem o Presidente da República.
É certo que a abstenção já fora ligeiramente superior ao número de votantes nas eleições presidenciais de 2001. No entanto, a abstenção de hoje prenuncia, a médio prazo, a catástrofe da Democracia.

Pode evitar-se? Pode.
Precisamos, por um lado, que apareçam candidatos de grande mérito e acima de qualquer suspeita de envolvimento com a política, por causa do nepotismo e da corrupção associados. E, por outro lado, precisamos que os eleitores deixem de continuar a refugiar-se no cómodo pensamento de que os candidatos “são todos iguais”, para poderem mergulhar de consciência tranquila no prazer da alienação pelo futebol e pelas telenovelas e, em vez disso, adquiram apetência para se informarem sobre a saúde, o ensino, a justiça, a economia e as finanças do país.

No curriculum do ensino regular pontua a Formação Cívica e no Curso Novas Oportunidades temos a Cidadania e Empregabilidade mas, pelos vistos, os docentes a quem os directores dos agrupamentos confiam a leccionação destas áreas estão a obter um tremendo insucesso. Talvez porque privilegiem o compadrio em detrimento do mérito...

Mas isto levar-nos-ia para o fosso entre os resultados inscritos nas actas das reuniões de avaliação e os resultados verídicos, o que é um problema de política educativa portanto cabe aos políticos resolvê-lo. A não ser que persigam o objectivo de reduzir as eleições ao universo dos militantes dos seus partidos.
Temos de concordar que é um método seguro de gerir as suas carreiras. O único senão é que vão incentivar a diáspora e transformar Portugal no país mais pobre da União Europeia.


Presidenciais 2011: directo


As eleições em directo.


sábado, 22 de janeiro de 2011

"Votar, mesmo que sem caneta"


"Se eleito, quando Cavaco Silva terminar o seu segundo mandato como Presidente da República terá tido responsabilidades no poder em Portugal por mais de 22 anos, entre as funções que ocupou como ministro das Finanças da Aliança Democrática (1980-1981), a chefia do Governo entre 1985 e 1995 e como Presidente da República; Aníbal Cavaco Silva é o político que mais tempo esteve à frente de um Governo na história portuguesa do pós-25 de Abril.

Manuel Alegre esteve 34 anos no Parlamento. Passou por responsabilidades públicas outras: foi nomeado para Director dos Serviços Recreativos da Radiodifusão Portuguesa em 1974; no I Governo Constitucional, liderado por Mário Soares, foi primeiro secretário de Estado da Comunicação Social e depois secretário de Estado Adjunto do Primeiro-Ministro. Foi vice-presidente do Grupo Parlamentar do Partido Socialista e vice-presidente da Assembleia da República. Perdeu as eleições para a liderança do PS em 2004 para José Sócrates, e em 2006 foi candidato independente, obtendo o famigerado milhão de votos nessas eleições Presidenciais, sendo o segundo candidato mais votado no sufrágio.

Tudo indica que um destes dois homens será o próximo Presidente da República, num mandato que terminará muito perto dos 42 anos da nossa Democracia. Talvez por essa altura a necessidade — que a tanto obriga — nos tenha forçado a uma profunda reflexão sobre as fundações e as perversões do sistema político-partidário, talvez a mais séria ameaça ao nosso desenvolvimento, prosperidade, liberdade e auto-determinação que enfrentamos. Até lá, não se dissipará o perigo do humilhante retrocesso, às mãos da promiscuidade e do clientelismo, ou por outra, da sensação de impunidade a que nos condenam — gasolina para cima das brasas da nossa Democracia.
"


partidocracia 21 Janeiro 2011 - 19:13
Mudar o sistema eleitoral

(1) Não podia concordar mais: o sistema eleitoral é de facto a causa profunda da maior parte dos problemas de Portugal.
Portugal tem sido muitíssimo mal governado e a razão é que os cidadãos não têm uma palavra a dizer sobre o elenco do parlamento. O problema nem sequer é estável: tem vindo a degradar-se a cada mandato parlamentar. É por isso que acontecem coisas como [alguém] dizer que viu o CV de todos os deputados e constatou que nenhum tem experiência de ter integrado os quadros de administração duma empresa.

(2) O cenário é sempre o mesmo: a semanas de cada eleição, o elenco do parlamento seguinte já está largamente decidido, vide "lugares elegíveis". Cinco chefias partidárias escolhem livremente os membros das listas eleitorais, sem qualquer intervenção do eleitorado. Os eleitores só decidem quantos deputados cabem a cada partido e nem sequer podem reordenar as listas. Portugal é, literalmente, uma partidocracia.
Há quem diga que a razão é a falta de exigência do eleitorado. Mas imaginem que nas próximas eleições as chefias partidárias resolvem elaborar listas exclusivamente constituídas por Tiriricas. Suponham também que nessas eleições o eleitorado português tornou-se tão exigente e esclarecido quanto o sueco. Com estas regras, que opções tem o eleitorado? Votar na opção menos má? Ficar em casa? Votar branco? Nulo? O resultado é sempre o mesmo: um parlamento de 230 Tiriricas.

(3) Há muito que os partidos se aperceberam do poder e impunidade que isto lhes confere. Paulatinamente instalou-se nos partidos uma oligarquia partidária que capturou não só o sistema político como o próprio regime e as instituições do Estado.
Todos os problemas têm origem directa ou indirectamente daí. Por exemplo, é por isso que muitos governantes parecem não ter estratégia, ou as competências requeridas para os cargos que ocupam (incluindo nas empresas públicas). Os governos governam mal porque não há verdadeiro escrutínio. A história recente já demonstrou que trocar de partido a cada eleição não resolve o problema.

(4) Muitos problemas de Portugal já estão diagnosticados há anos e no entanto as medidas correspondentes nunca foram tomadas. Dado que as energias são limitadas, mais vale focarmo-nos na causa profunda.
Dificilmente a iniciativa de mudar o sistema eleitoral virá dos partidos. Mesmo que o líder de um dos principais partidos pense desta forma, nunca estará em posição de a defender abertamente. Se o fizesse, as clientelas partidárias tratariam rapidamente de o neutralizar e expulsar da liderança. Sem exageros, estamos entregues a uma oligarquia.

(5) Provavelmente o sistema não é reformável por dentro. Não vale a pena esperar que venha um Sebastião salvador, um "político diferente", que ponha cobro a isto.
A sociedade civil está entregue a si própria e é dela que têm de partir as iniciativas para desalojar as clientelas que capturaram o sistema. Terá de gerar movimentos focados específica e explicitamente para esse efeito. Na história recente, o mais próximo disso foram os movimentos que se geraram no contexto dos referendos. Agora, há que replicar esse feito num jogo muito mais complexo e cuja parada é muito mais alta.

(6) Mesmo que algum movimento da sociedade civil consiga impor na agenda política a mudança do sistema eleitoral, não há garantia de que uma reforma seja levada até ao fim. Os partidos têm o poder de decidir que reforma é aprovada e podem facilmente sabotar o processo, a pretexto de discordâncias.
Provavelmente qualquer mudança que acarrete longas negociações entre chefias partidárias nunca produzirá um acordo. Seria o caso da opção por círculos uninominais, que requerem o delimitar de muitos círculos. Tais negociações eternizar-se-iam e o tema acabaria por sair da agenda.

(7) Para maximizar as hipóteses de vingar, a mudança no sistema tem de parecer moderada e prescindir de negociações morosas.
Uma hipótese é manter o actual sistema eleitoral, mas introduzindo um voto personalizado que determine a ordem efectiva dos candidatos nas listas. Não é o ideal, mas é um passo na direcção certa, e significativo. Já introduziria um elemento de pressão concorrencial, no bom sentido, que contribuiria para elevar gradualmente o nível de exigência. Talvez isto seja o máximo que os partidos consiguem digerir numa primeira fase.


terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Votar em branco/nulo é ajudar Cavaco Silva


Reparem nesta sondagem:

Eleições presidenciais portuguesas de 2011

Em qual candidato vai votar?

Cavaco Silva

Defensor Moura

Francisco Lopes

José Manuel Coelho

Manuel Alegre

Fernando Nobre

votos brancos/nulos
________________________
Votos totais:

763

30

46

93

95

188

138
__________
1353

56%

2%

3%

7%

7%

14%

10%
__________



As amostras têm mil votantes aproximadamente.
Portanto esta amostra com 1353 votantes tem alguma credibilidade, apesar de ter apenas eleitores com acesso à Internet (por exemplo, os RSI não estão representados porque não têm apetência pela Net, são consumidores de televisão).

Parece que o candidato mais votado tem 56% dos votos.
Mas será sempre eleito, à primeira ou segunda volta, o candidato que tiver mais de metade dos votos expressos, qualquer que seja o número de votos brancos ou nulos.
Portanto Cavaco tem 763/(1353-138) = 63% dos votos expressos e ganha, folgadamente, à 1ª volta.

Agora suponha, caro leitor, que aqueles 138 votos se distribuíam por algum, ou alguns dos outros candidatos.
Cavaco passaria a ter os 763/1353 = 56%. E a aproximar-se da perigosa metade dos votos expressos.
Mas não se esqueça que os RSI vão votar, e votarão no candidato do PS para garantirem o seu subsídio sem terem de retribuir com serviço para a comunidade, portanto o denominador desta fracção aumenta e a percentagem ainda diminui mais.
Cavaco sabe fazer cálculo, daí o seu discurso na última semana.

A Matemática não engana. Pense nisto.
Votar em branco/nulo, caro leitor, é ajudar Cavaco Silva que não merece.
Não vote em políticos.
Vote num Cidadão.


sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Votar é um direito e um dever


Temos sido confrontados com a promiscuidade entre a economia e a política, com as remunerações, prémios e mordomias obscenas de gestores de empresas altamente endividadas do sector público empresarial, com a acumulação de pensões de reforma pelos detentores de cargos públicos e políticos, muitas vezes obtidas antes dos 50 anos.
Ouvimos os nossos governantes mentirem despudoradamente, observamos o crescimento descontrolado da dívida pública, o alastrar da corrupção e assistimos ao bloqueio da justiça pelos códigos aprovados pelos nossos deputados.
Muitos de nós já não confiam nem na competência, nem na ética da classe política.
A poucos dias das eleições presidenciais vêem-se, em comentários nos jornais, apelos à abstenção ou ao voto em branco. Em sondagens neste blogue, que atrai leitores de nível cultural muito superior à média nacional, o voto em branco está em 2º lugar. Daí propor-se uma reflexão sobre o assunto.

Não se apoia a abstenção porque significa alheamento e incumprimento de um dever de cidadania.

Compreende-se o desencanto que conduz ao voto em branco e ao voto nulo, apesar de permitir ao candidato mais votado ufanar-se de ter ganho as eleições à primeira volta.
Porque, caro leitor, segundo uma informação da Comissão Nacional de Eleições, os votos em branco e os votos nulos não têm influência no apuramento dos resultados.

No entanto, os eleitores já foram tantas vezes ludibriados que alguns nem num candidato independente conseguem confiar e vão votar branco ou nulo.
• Ora num país em 32ª posição no Índice de Percepção da Corrupção, o voto em branco pode ser transformado em voto nalgum candidato, frustrando a intenção do eleitor. Cuidado!
• Pelo contrário, o voto nulo é seguro. Para anular o voto pode-se escrever uma frase ou traçar uma grande cruz.


Mas será sempre eleito, à primeira ou segunda volta, o candidato que tiver mais de metade dos votos expressos, qualquer que seja o número de votos brancos ou nulos.


quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Entrevista de Fernando Nobre




Em entrevista ao Negócios, o candidato independente à Presidência da República reconhece que era considerado "uma referência como cidadão" e "não estava habituado a ser silenciado, desprezado e insultado".


manelze 13 Janeiro 2011 - 11:55
Conte com o meu voto
Mas... Só enquanto não pertencer a uma qualquer quadrilha partidária.


TOURALENSE 13 Janeiro 2011 - 13:18
Eu disse-o
Aquando da polémica questão do não pagamento da renda da sede da campanha, escrevi que o Dr. Fernando Nobre me tinha surpreendido ao meter-se na política pois, sendo ele uma personalidade que eu muito admirava pelo seu espírito humanista e pela sua obra na AMI, ia juntar-se com os coveiros da Nação, ser espezinhado por eles e por quem os apoia e vive às custas da situação vigente. E terminava dizendo que se juntava a gente que não presta.
Hoje tenho o reconhecimento de que as minhas palavras não pecaram por excesso, mas talvez por defeito. Penso que não irá desistir, também penso que terá muitos votos, mas sem que correspondam a outra coisa que não seja a demonstração de repúdio pelos candidatos políticos profissionais.


Albatross 13 Janeiro 2011 - 13:31
Força Fernando Nobre!
Espero que Fernando Nobre continue em frente. Portugal precisa de mudar e há muitas pessoas que confiam nele para essa mudança.
Basta de nos conformarmos com a triste política que tem sido a nossa nos últimos anos.
Mesmo que perca, Fernando Nobre será sempre um Grande Homem que vai ficar na história do nosso país por muitas boas razões.


baltar2000 13 Janeiro 2011 - 17:16
helder
Pode contar com o meu voto Sr. Nobre.
Conheço a sua obra na AMI e a sua capacidade para lidar com verdadeiros problemas, estando ao lado de quem sofre e tomando decisões certas na altura certa.


segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

"Reaja, reaja, senhor Presidente, não tenha medo dele"




Diz o Jornal de Negócios:
O candidato presidencial Cavaco Silva ouviu hoje nas Caldas da Rainha, alguns insultos dirigidos ao primeiro-ministro, José Sócrates, e, em resposta a uma mulher, disse que não tem medo dele.”

Sentemo-nos na primeira fila para assistir à peça teatral que vai começar.
Qual é o tema?
É sobre a chegada do FMI, a dissolução da Assembleia da República e a apoteose da chegada ao poder de Passos Coelho, o homem que vai ser primeiro-ministro sem ter sequer a experiência de secretário de Estado.
(Nem é preciso, lá estarão Cavaco Silva e os seus boys para o guiarem.)
Cai o pano e o povo aplaude.


Beagle 10 Janeiro 2011 - 15:20
LOL
Cavaco não tem medo de Sócrates? Só mesmo para rir...
Passou 5 anos a assinar por baixo os desvarios do Sócrates e agora diz que não tem medo dele...
Aqueles dois que apertam a mão, na foto acima, são os coveiros de Portugal. O da esquerda é o mandante, o da direita é o assinante. LOL
Grande dupla de cooperação estratégica para enterrar o país!
Não se abstenham! Votem Fernando Nobre. Os votos dos abstencionistas são suficientes para finalmente colocar na Presidência da República alguém que não faça parte do sistema.


jpgjpg 10 Janeiro 2011 - 15:39
Cavaco tem sido um submetido, um carneirinho, um boy de Sócrates
E o resto é conversa. Cavaco está mesmo amedrontado (por causa dos negócios do genro com os sucateiros "xuxialistas"?) e está há cinco anos acomodado com esta situação. Cavaco tem sido covarde.


Dr_House 10 Janeiro 2011 - 16:54
Cavaco esquece-se que é co-responsável de toda a gestão?

Cavaco virá também dizer que não se lembra de ter assinado? Não assina as leis que nos desgovernam? Como pode permitir os gastos desenfreados e excessivos da administração?
Afinal, para que serve um Presidente? Para passear e lançar para o vento falsas esperanças?
Cavaco, és responsável por esta situação, porque nunca gritaste e nunca deste um murro na mesa: Alto e pára o baile!


amartins42 10 Janeiro 2011 - 17:29
PR deve ser uma pessoa serena, credível e sábia...
Cavaco não tem poder executivo, nem poder para criar leis. A Assembleia da República é o local onde toda a discussão tem lugar e do qual saiem as leis.
Só tem que examinar as leis à luz da Constituição, antes de assinar. Se está de acordo com a Constituição, deve assinar mesmo que seja uma má lei. Não se substitui ao governo.
Se assina é porque assina, se não assina é porque não assina! Enfim, a falta de informação leva muitas pessoas a emitirem juízos errados sobre as competências do Presidente. Deve ser discreto, estadista e referência nacional e internacional. Murros na mesa é para os revolucionários...


jdiogenes 10 Janeiro 2011 - 19:12
Não tem, mas devia ter
Penso que o vencimento do PR também foi reduzido. E Sócrates quer hoje, como quis no passado, um PR chamado Cavaco, faz dele gato-sapato.
Na anterior eleição, Sócrates apoiou o Sr. Soares porque sabia, pelas sondagens, que tinha poucas hipóteses de ser eleito. Sabia que, se o Sr. Soares fosse eleito, não o deixaria pular em ramo verde.
Agora a história repete-se. Sócrates não quer o Poeta em Belém, prefere Cavaco, por que será?
E nós? Vamos fazer-lhe a vontade?
Está na nossa mão colocar alguém em Belém que não seja mais um, como aconteceu neste último mandato. É bom recordar que, para além de estar preocupado com os seus poderes sobre a região autónoma dos Açores e com as escutas, em nada mais se deu, infelizmente, por ele.


domingo, 2 de janeiro de 2011

Mensagem de Ano Novo do PR, ou como fazer campanha eleitoral sem os eleitores perceberem




Muitos comentadores apelam ao voto em branco.
Os votos em branco e os votos nulos não têm influência no apuramento dos resultados, segundo uma informação da Comissão Nacional de Eleições.
Cuidado! Num país em 32ª posição no Índice de Percepção da Corrupção, o voto em branco pode ser transformado em voto nalgum candidato, frustrando a intenção do eleitor.
Pelo contrário, o voto nulo é seguro.
Mas será sempre eleito, à primeira ou segunda volta, o candidato que tiver mais de metade dos votos expressos, qualquer que seja o número de votos brancos ou nulos.


vortex7 01 Janeiro 2011
Repartido por todos?
A começar pelos 4000 GNR's promovidos para fugir aos cortes salariais na função pública. Será isto o conceito de repartido por todos?

Keromais 01 Janeiro 2011
Não tem qualquer credibilidade este senhor!
Diz o Senhor Presidente:
"Não podemos deixar para trás os que mais precisam: os jovens que buscam emprego, os desempregados de longa duração, os idosos mais carenciados e os que sofrem de pobreza e exclusão".
Sr. Presidente, de uma vez por todas deixe-se de discursos eleitoralistas e hipócritas!
Foi V. Exa. quem mais contribuiu para a desgraça, para a exclusão e para a pobreza em Portugal, ao cooperar estrategicamente com um Governo aldrabão, e o mais desonesto da história, permitindo que este violasse constantemente a Constituição praticando "crimes" bárbaros.
V. Exa. não cumpriu o seu dever, ignorando todas as burlas praticadas pelo Governo.
O governo com os seus maus exemplos, tem sido uma fábrica de "criminosos".
V. Exa. tem recebido imensas reclamações destas desonestidades, tendo ficado muitas pessoas em extrema pobreza, e o Sr. Presidente nem sequer responde. Se alguma vez respondeu foi para sacudir a água do seu capote porque não sabe o que é ser atingido por tais malfeitorias.
Assim, não tem qualquer moralidade ao aproveitar-se dos pobres para ganhar as eleições.
Queremos gente honesta no poder e, não, gente hipócrita que apenas olha pela sua vidinha, dando cobertura a todas as vigarices, ajudando a pôr o país na ruína.

Nenhum dos candidatos serve o país.
Eu voto em branco até que apareça gente séria e que mereça respeito.
Todos devíamos votar em branco
para desmantelar este "polvo".


Economy 01 Janeiro 2011
Sr. Presidente, seja sério e justo!
Os sacrifícios têm que ser repartidos mas apenas pelos que têm passado pelo poder, incluindo o actual governo e V. Exa. que foi quem desgovernou o País e permitiu toda a "roubalheira".
Não podemos continuar a sustentar parasitas Boys, Faces Ocultas, Tagus Parks e outros.
É tempo de pôr alguma decência na política.


Beagle 02 Janeiro 2011
Palavras versus realidade
Em Portugal, a diferença entre as palavras e a realidade é cada vez maior.
Os recentes exemplos dos dirigentes da Segurança Social e do Presidente do Governo Regional dos Açores, são apenas a confirmação da falsidade deste "por todos, sem excepções ou privilégios".
Cambada de mentirosos! E é pena que o PR tenha sido conivente com o bandalho que governa o país, tornando-se ele próprio (o PR) no maior aliado do Governo nesta campanha de institucionalização da escravatura em Portugal, com a desculpa de que a Europa assim o exige.

Os portugueses estão fartos de palavras bonitas que depois sempre acabam por se revelar mentiras e patavinas!
Já ninguém liga ao que diz o PR e o PM, são palavras vãs, palavras depois desmentidas pelos factos...


GastonGaston 02 Janeiro 2011 - 01:19
O BPN e os Pobrezinhos
Não há nada mais estimulante do que ter uns pobrezinhos de estimação.
Cada um, no seu bairro ou condomínio fechado, devia adoptar um exemplar.
Eu já me decidi e vou levar para casa um daqueles rapazes do BPN amigos do Sr. presidente.
Somos um país de ignorantes.


Keromais 02 Janeiro 2011 - 10:58
Quem estoirou o país e "engordou" à custa do mesmo é que tem de fazer sacrifícios.
Vou dar-lhe um justo exemplo:
Assuma-os, pague a sua parte e reparta-os com os burlões seus amigos (Dias Loureiro, seu protegido, que está fugitivo em Cabo Verde, Oliveira e Costa e muitos outros) e ainda os governantes vigaristas que desgovernaram e continuam a desgovernar o País com a sua cooperação. Nem só o que faz o assalto é ladrão, mas também o que fica à porta e até diz que coopera...

Retirando as clientelas que beneficiam das suas reprováveis condutas, e que o vão eleger injustamente, todos os restantes cidadãos estão revoltados com as suas malabarices e por isso vão votar em branco.
É altura de dizer não aos malfeitores do país.


kumbay? 02 Janeiro 2011 - 11:08
Votar em Branco não serve de nada...
Votem em independentes, como o FERNANDO NOBRE.
Não é vinculado à esquerda nem à direita, ou se é, então também mente bem.
Não há-de ser perfeito, mas o PR também não tem que ser nenhum génio. E não conheci nenhum assim em Portugal.
Tem é que ter carácter, critério, juízo, independência e aplicar a lei, pelo menos uma vez por semana, o que não é o caso do Cavaco.
Passear e arrotar bacoradas, qualquer um faz. O Sócrates faz isso tão bem como ele.


jpmpgraca 02 Janeiro 2011 - 11:35
Até acreditava em si Sr. Presidente, se ...
... para além de palavras visse actos!
Que tal doar uma das suas reformas a uma instituição de solidariedade social?
Ou utilizar os 2 milhões de euros da sua campanha em algo verdadeiramente positivo no combate à pobreza?
Pelo contrário, vejo-o a pactuar com medidas de exclusão e que penalizam sempre os mesmos: funcionários públicos, reformados, pobres e agora também a classe média.


Euxegol?/> 02 Janeiro 2011 - 12:39
E 15 anos!?
Independentemente da boa ou má (?) governação, que o Prof. Cavaco Silva seja elogiado ou acusado, eu pergunto aos intervenientes nestes comentários: E os 15 anos de governação socialista fizeram o quê, ou resolveram que problema? (eu sei que houve um pequeno interregno de pouco mais de dois anos).
O que é que esta malta fez pelo País, a não ser dar cabo do pouco que ainda funcionava e encherem-se a eles e aos amigos?
O que é que eles corrigiram do, os senhores aqui dizem, mau governo do Professor? Que eu me lembre, nunca se esteve tão á beira da desgraça como agora! Por isso, meus senhores, façam um exame de consciência, antes de o acusarem.

E mais...
Foi um socialista que fez a "linda" negociação para entrarmos na UE, e não vejo nenhum político a tentar renegociar as nossas quotas. Vejo, sim, é subsídio-dependentes, taxistas, conluios e incompetentes que nada fazem, nem nada deixam fazer. E não querendo saber do que vocês pensam, continuo a afirmar: "Volta, tio António, que estás perdoado!"
Vão mas é trabalhar e façam alguma coisa pelo País, pois o País já está farto de fazer por vocês que não o merecem!


Economy 02 Janeiro 2011 - 13:12
Ao Sr. Euxegol
Deixe-se de tretas e de paixões Cavaquistas!
Ou será que tem mais alguns interesses a defender?
Aceite a realidade dos factos e não tente criar confusão e mentira!
Cavaco Silva, não, obrigado.
Reeleger Cavaco Silva é o mesmo que manter, e ainda aumentar, o desemprego, a pobreza e a miséria em Portugal.
Não se esqueça que este Sr. coopera com os malfeitores que nos desgovernam. Assiste pacificamente a todas as violações da lei e nada fez nem faz, apesar do seu juramento de cumprir a Constituição, como era seu dever e obrigação.
Manter Cavaco Silva no poder é o mesmo que manter tudo na mesma. Privilégios, corrupção, compadrio e não fazer ondas para manter o sistema corrupto como está.

Nenhum candidato serve os interesses do país.
Todos devem votar em branco, até que apareça gente séria e patriota.
Portugal precisa de um "abanão", não vamos permitir que a bagunça continue!


sábado, 18 de dezembro de 2010

Fernando Nobre versus Cavaco Silva





serpi 18 Dezembro 2010
Nobre
Contra Cavacos, cavaquistas e partidos, eu voto Nobre, Fernando Nobre.
Para que não proliferem os agentes da ruína e da vergonha do país, diminuição do número de deputados, de freguesias, de câmaras municipais, de governos civis, isto é, de boys, eu voto Fernando Nobre.


Keromais 18 Dezembro 2010
Ninguém pode confiar em Cavaco
Este Sr. é mentiroso ao afirmar que cumpriu a Constituição e o seu juramento. Este Sr. assistiu às maiores violações da Constituição, que o governo praticou, e esteve sempre caladinho, ia dizendo que estava em cooperação estratégica... Foi exactamente o seu comportamento politiqueiro que levou à destruição do país. Não merece a confiança dos portugueses.
Quanto ao Sr. Nobre, esse muito menos confiança merece. Está rodeado de pessoas com um passado péssimo e que não merecem qualquer credibilidade.
Todos devemos votar em branco para acabar com esta pouca vergonha e retirar estes malfeitores do poder.


cad7 18 Dezembro 2010 - 13:41
Não entendo...
... o que a direita vê neste mago da economia que destruiu os sectores produtivos em Portugal, incrementou a despesa de forma desmedida e incomportável e assim pariu o monstro, que fala quando deve estar calado e está calado quando deve falar, que ganhou mais valias de forma muito, mas muito questionável, enfim com um curriculum mais que afastado do que deveria ser o perfil do PR.


10011949 18 Dezembro 2010
F. Nobre
Eu voto Fernando Nobre.
Não acredito em cavaquistas, que fizeram parte do grupo organizado que destruiu o nosso país. Nem pensar, não precisamos de vasos de flores na presidência.
Tenho a certeza que F. Nobre se candidata para tentar fazer alguma coisa por este país, que tem sido governado depois do 25 de Abril por políticos corruptos que só defendem os seus interesses e os dos familiares e amigos.
Se Cavaco continuar isto fica na mesma ou pior, portanto votemos Fernando Nobre.

Keromais
Oh meu amigo, o Sr. está a dar um péssimo conselho. Então o Sr. está a dizer para votarem em branco?
Se o senhor não gosta de nenhum, e aliás está no seu direito, então inutilize o voto fazendo uma grande cruz de ponta a ponta do voto e pronto, agora não aconselhe a votar em branco por amor de Deus, isso é um erro.

Nota: Os votos em branco e os votos nulos não têm influência no apuramento dos resultados, segundo uma informação da Comissão Nacional de Eleições.
Mas num país na 32ª posição do Índice de Percepção da Corrupção, o voto em branco pode ser transformado em voto nalgum candidato, frustrando a intenção do eleitor.


jomad 18 Dezembro 2010 - 16:55
Surpresa?
Este debate teve o mérito de pôr a nu a falta de resposta de Cavaco Silva face a um iniciado na política. Pelo seu comportamento o candidato Cavaco demonstra a inutilidade da eleição do P.R. por sufrágio directo, bastava ser eleito pela Assembleia da República!
Quanto a Fernando Nobre, bem aconselhado poderia vir a ser o tal Presidente que poderia fazer a diferença, para pôr os partidos na ordem, dissolução de Assembleia da República, um referendo, nova Constituição, IV República!


Albatross 18 Dezembro 2010 - 19:24
Eu voto Fernando Nobre
Quando soube da candidatura de Fernando Nobre pensei que os portugueses iam aproveitar esta oportunidade única de colocar na presidência da república um homem verdadeiramente livre e empenhado no bem-estar do seu semelhante.
Custa-me a crer que se continue a votar sempre no mesmo, apesar dos tristes resultados que estão à vista. Ainda acredito que todos juntos podemos mudar Portugal.


HMPS 19 Dezembro 2010 - 15:36
Levantei-me do sofá...
O debate entre Cavaco Silva e Fernando Nobre foi para mim o confronto entre o velho e o novo.
Cavaco Silva personificou o pior que existe, as ideias velhas, o mundo do século passado, o imobilismo, o derrotismo perante as adversidades, ele está politicamente acomodado, representa o caduco.
Fernando Nobre pelo contrário é a esperança, com um discurso novo, motivador, mobilizador, virado para o século XXI, rompendo com a situação de impotência generalizada da nossa actual classe político-partidária. A juventude precisa deste discurso para acreditar que não tem de estar condenada a uma vida cinzenta, medíocre, triste, é possível os jovens realizarem os seus sonhos.
No final fiquei ainda com mais esperança que é possível uma mudança, a começar pelas mentalidades e a partir do próximo dia 23 de Janeiro.
Aconteça o que acontecer já nada ficará como dantes, muitas pessoas já despertaram, outras se seguirão.
Voto Fernando Nobre!