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sexta-feira, 5 de junho de 2015

In Memoriam Portugal Telecom





A PT SGPS entrou na bolsa de Lisboa em 1995 a valer 2,37 euros. Depois de anos de prémios e reconhecimento, chegou a ter o estatuto de cotada mais valiosa da praça portuguesa. A valorização de 40,36% registada em 2009 foi a última subida anual. Nessa altura valia cerca de 2000 milhões de euros.

Em Julho de 2010, Henrique Granadeiro, presidente do conselho de administração, e Zeinal Bava, presidente executivo, venderam a participação na brasileira Vivo à espanhola Telefónica por 7,5 mil milhões de euros.
Em Janeiro de 2011, Granadeiro e Bava fazem um desastroso acordo com a brasileira Oi a quem entregam a PT Portugal, dona do Meo e dos activos valiosos, em troca de uma participação de 25,58% no capital da Oi.

Em 2014, a Rioforte — holding não-financeira do Grupo Espírito Santo (GES) — entra em falência e descobre-se que Granadeiro e Bava tinham aplicado cerca de 900 milhões de euros da PT SGPS em títulos de dívida daquela holding do GES.
Foi precisamente devido ao default da Rioforte que a PT SGPS baixou da fasquia dos 1000 milhões de euros em bolsa.

A venda da PT Portugal ao grupo francês Altice foi concluída pela Oi, em 2 de Junho deste ano, por 5,7 mil milhões de euros, dos quais 4,9 mil milhões de euros “em caixa”.

Passados 20 anos, a PT SGPS perdeu praticamente 80% do seu valor, estava no sexto ano consecutivo de perdas e os accionistas aprovaram a mudança de nome para Pharol. Hoje chegou ao fim.





A empresa liderada desde o final de Maio por Palha da Silva é hoje bem diferente. Além da alteração de nome para Pharol e da transferência da sede, de Picoas para as Amoreiras, a empresa tem actualmente como única actividade a gestão de uma posição na brasileira Oi e uma carteira de dívida da Rioforte.

A capitalização bolsista da Pharol corresponde agora a pouco mais de 400 milhões de euros, aproximadamente metade do valor investido na dívida da Rioforte.


*


Os pequenos accionistas, que enterraram as poupanças na PT SGPS, fazem o velório:

tojornais
02 Junho 2015 - 16:02
Grande Sócrates, conseguistes fazer mais um grande negócio para Portugal com esta venda da PT aos teus amigos da Oi brasileira. Devias de apodrecer aí na gaiola. Regado com gasolina super e atear um fósforo. E andam estes bastardos dos socialistas a apregoar banha da cobra. Falem das auto-estradas e das PPP, desses negócios bem manhosos.

SALAZAR
02 Junho 2015 - 22:01
Se o Salazar cá estivesse, nada era assim. Andava tudo na ordem e hoje eramos um dos países mais ricos do mundo. A "Finlândia" da Europa do Sul.
Hoje com a fantochada dos PS e PSD e o 25 de Abril somos o cu da Europa.


04 Junho 2015 - 18:13
Eu ainda não consegui entender isto. Afinal a Pharol é que detém uma participação na Oi ou é a Oi que detém a Pharol? Afinal o que diabo foi vendido para a Altice? A Altice é dona da Pharol ou a Oi é que é a dona da Pharol ou nem uma coisa nem outra? Alguém me elucide, por favor.

Anónimo
04 Junho 2015 - 18:35
"Jé", a história é assim:
A PT Portugal pertencia à PT SGPS (que estava cotada em Lisboa). Com a integração entre os activos da PT SGPS e da OI, a OI ficou com a totalidade da PT Portugal e a PT SGPS ficou com uma participação (25,58%) na OI mais a dívida de 900M da Rioforte. Agora a OI vendeu a PT Portugal à Altice e a PT SGPS muda de nome para Pharol que, tirando a dívida, não tem nenhum activo em Portugal.

portulord
05 Junho 2015 - 03:38
O engraçado é que, neste momento, a dívida da RIOFORTE (896 milhões de euros que corresponde a 3162 milhões de reais) dava para comprar mais de 60% das ações da OI que neste momento, se considerarmos a média de 6,75 reais para cada uma das 856 milhões de acções, vale 5830 milhões de reais.
E mais engraçado é que venderam a PT Portugal à Altice por 17.000 milhões de reais, ou seja, quase 3 vezes o valor da OI.
Pergunto: ninguém vai preso em Portugal por terem feito este negócio? Concluindo, isto foi mesmo uma pharolada.

labareda
05 Junho 2015 - 10:26
O Fim da PT ficou marcado quando Sócrates resolveu que ia usar o Fundo de Pensões da PT para tapar o Défice de 2010...
Interveio directamente na venda da óptima VIVO. Depois, com ajuda do Camarada (e também ladrão) Lula, meteu a PT num buraco chamado OI. Tudo sob aplausos da parolada accionista. Agora o Estado é responsável por mais essas pensões e acabamos todos na miséria a cantar o Grândola...

J. SILVA
05 Junho 2015 - 10:55
A PT SGPS vale menos de metade do empréstimo à RioForte. Mas sejamos realistas, o que levou a empresa a esta degradação foi a entrada na OI e a pseudo fusão. A RioForte foi um pretexto para os brasileiros nos tratarem com atrasos de vida com a conivência dos bandidos que a geriram.

portulord
05 Junho 2015 - 19:39
Mas afinal quanto vale hoje cada acção da Pharol?
Será que o Jornal de Negócios não poderia colocar uma calculadora, como faz com os dividendos, em que se pudesse verificar em tempo rápido o valor indexado á OI? Ou seja, nº de acções da oibr3 (277.730.251), da oibr4 (565.035.885), colocava-se o valor de cada uma e somava-se. Desse total, a Pharol tem 25,58% e o quociente pelo nº de acções da Pharol que são 896.512.500 dava-nos o valor da acção sem o investimento na Rioforte.


sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Europa ofereceu-nos 55 mil milhões e não foi generosa?


Henrique Granadeiro, presidente do conselho de administração da Portugal Telecom, em mais uma Redacção Aberta do Negócios. Ouçamos aquele que a Universidade de Lisboa escolheu para presidir ao seu Conselho Geral:


"É impossível o país ter quinze universidades"



"[Vejamos] o caso do funcionalismo público, o caso do Estado. O facto de ter havido uma medida transversal de redução da despesa com salários e pensões é uma medida inadequada e, seguramente, provisória porque o que há é que eliminar uma quantidade enorme de serviços que não fazem nada e apenas estão à mesa do orçamento. (...)
Seguramente que o Estado vai ter que reduzir efectivos e eliminar muitos serviços e muitas instituições que são praticamente inoperantes.

Vou dar um exemplo. O orçamento das universidades, antes desta punção do 13º mês e subsídio de férias, foi reduzido em 8,5%. (...) O ministro das Finanças fez muito bem em reduzir 8,5% e digo-lhe isto com alguma dose de coragem porque sou presidente do conselho geral da Universidade de Lisboa. No quadro de austeridade em que o País vive, isso é aceitável.
Temos 15 universidades e mais 20 institutos politécnicos, portanto 35. Temos universidades com três mil alunos. Temos universidades que, num raio de 50 Km, têm três pólos o que significa três fontes de despesas fixas.
É impossível o País ter 15 universidades. O problema não é do senhor ministro das Finanças que tem toda a razão em cortar 8,5%, o problema é do senhor ministro da Educação que tem de ter a coragem de fechar algumas destas universidades e muitos destes institutos politécnicos, porque nem têm massa crítica para poder ali exercitar-se a universalidade do saber, como é próprio das universidades, nem têm condições de prestar um ensino qualificado e, por isso, o que fazem é a produção da tal geração à rasca. (...)

Temos de esperar que esta medida transversal se converta em reformas estruturais. Necessitamos de menos universidades para termos melhores universidades, para termos um serviço de apoio aos estudantes que leve a quem tiver capacidade não deixar de estudar e fazer o curso que pretende.
"


Absolutamente de acordo, na Europa há uma universidade por cada milhão de habitantes.


"A chuva dos milhões que malbaratámos é uma história muito mal contada"



"Este orçamento é o orçamento das medidas de austeridade, da compressão da despesa sobretudo onde ela é, de facto, impeditiva do desenvolvimento (...). Por isso, este orçamento é apenas metade da narrativa.
A outra metade da narrativa é a apresentação ao País de reformas estruturais e de uma agenda para o crescimento. A União Europeia tem olhado com bastante displicência para esta crise e para um dos princípios fundamentais da União Europeia que é o promover a harmonização dos níveis de desenvolvimento entre os diversos países membros.
Nessa matéria aquilo que tem sido apresentado como a chuva dos milhões que malbaratámos é uma história muito mal contada. Tive ocasião de fazer as contas, que vos facultei em gráficos, e dos 700 mil milhões que Portugal investiu em activos fixos desde a nossa entrada na União Europeia em 1986, vão portanto 25 anos (fazemos as bodas de prata do nosso casamento com a União Europeia), recebemos qualquer coisa como 77 mil milhões, dos quais temos de deduzir a nossa contribuição para essa comunidade. Nós recebemos um contributo líquido, ao longo de 25 anos, de 55 mil milhões de euros, o que não se pode dizer que seja uma chuva de milhões como nos têm feito crer.

A Europa não tem sido muito generosa na forma como tem abraçado os novos membros que chegam à comunidade e aportam mercados a essa comunidade. Tem-se verificado uma relação muito mercantilista em que eles subsidiavam o desmantelamento da nossa actividade económica em troca de nos manterem o frigorífico cheio.
Daí que tivéssemos chegado a um ponto em que praticamente não temos capacidade produtiva capaz de abastecer o País, capaz de suportar as relações de troca com os outros membros da comunidade, a balança comercial é cronicamente deficitária. A nossa capacidade produtiva tem sido incapaz de responder até às necessidades do nosso próprio consumo.
Essa degradação da relação comercial entre Portugal e os seus parceiros comunitários tem sido a demonstração da insuficiência dos meios de ajuda ao desenvolvimento que fazem parte do tratado fundador e um dos sete princípios da proclamação inicial do Tratado de Roma.
"


Como a maior parte dos fundos chegaram a Portugal na década a seguir à adesão, a UE pôs à disposição do País, nos anos 90, aproximadamente, 5 mil milhões por ano para desenvolvimento económico.
A Europa não foi generosa? Ou os políticos e os empresários não souberam, ou não quiseram, usar estes fundos para o desenvolvimento do País, optando por distribuir o dinheiro a eito entre eles e pela população?
O problema foi não termos tido os governantes e os empresários franceses, alemãs ou de outros países do Centro ou Norte da Europa.


"Espero que a PAC venha a ser sepultada"



"Espero que a Política Agrícola Comum venha a ser sepultada porque é uma política profundamente absurda que favorece os países ricos — Alemanha, Norte de Itália, Inglaterra e França — que são os grandes recebedores dessa política.
É um bocado estranho e bizarro que essa reforma da política agrícola comum tenha sido feita sob a presidência de um país periférico e pobre que é Portugal. Foi durante a primeira presidência portuguesa
[1992], em pleno Centro Cultural de Belém, que foi assinada essa política assassina da agricultura portuguesa que foi a nova Política Agrícola Comum."


Absolutamente de acordo. Com uma população activa diplomada, mas maioritariamente pouco qualificada, o crescimento da agricultura cria emprego e substitui importações. O problema será convencer as pessoas a regressarem ao trabalho agrícola, árduo e mal pago, e ao interior do País.


sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Jogos de poder


No seu discurso no 4º Congresso da Ordem dos Economistas, o Presidente da República afirmou que a proposta de OE 2012, ao suspender o subsídio de férias e Natal apenas de um grupo específico de cidadãos, viola o princípio de equidade fiscal.

RTP 2011-10-19 20:16


Durante este congresso, os economistas João Salgueiro, Vítor Bento e Miguel Beleza deram a sua opinião sobre as palavras de Cavaco Silva e a necessidade de haver medidas de austeridade.

RTP 2011-10-19 13:28


Posteriormente, saíram a terreno administradores de empresas, empresários de topo e antigos ministros para criticar Cavaco Silva.



Só uma voz se ouviu em defesa do princípio da equidade fiscal nas medidas de austeridade. No programa Quadratura do Círculo, Pacheco Pereira, ex-deputado do PSD, concordou com Cavaco Silva, afirmando que se está a criar uma clivagem "perigosa" na sociedade portuguesa e acrescentou: "Duvido que os funcionários públicos voltem a receber subsídios na próxima década".
Pacheco Pereira mostrou-se preocupado com a falta de informação prestada pelo Governo: "Há um mês, ninguém pensava que era preciso tirar um subsídio inteiro, agora tiram dois. Alguém me sabe explicar porque passámos de repente para uma situação tão dramática?"

Não sabemos. Agora estes senhores que abandonaram Cavaco Silva e se passaram de armas e bagagens para o lado de Passos Coelho, decerto conhecem a resposta:


RTP 2011-10-21 20:23:03

O antigo ministro das Finanças de Cavaco Silva, Eduardo Catroga, afirmou que "a equidade fiscal não está posta em causa" e repreendeu o presidente da República: "Não fez bem em falar" porque "estes temas devem ser tratados nas reuniões bilaterais e acho que foi num momento prematuro".

*

convi 21 Outubro 2011
Dr. Catroga,
Trabalhei consigo e devo dizer-lhe que, quer pessoalmente quer profissionalmente, me deixou a melhor das impressões. Lamento a sua análise a propósito das declarações do seu amigo, Prof. Cavaco Silva, actual Presidente da República.
Logicamente que o PR, em privado, terá dito a Passos Coelho, o mesmo que declarou publicamente. E não me venha dizer, a mim, que sei o que é, ou não é, equidade fiscal/tributária, que o PR não tem razão.
Logicamente que se poderá argumentar que se trata de redução de despesa pública e não de tributação de rendimentos. Aceito mas, então, terá a natureza de confisco e uma atitude discriminatória. Sejamos claros: duas pessoas, com o mesmo rendimento, uma na FP e outra na actividade privada, deveriam contribuir igualmente, ou seja, com o mesmo esforço, para o desiderato que o governo pretende alcançar!

Sascencao 21 Outubro 2011
"Violação da equidade fiscal"?
  • Existem funcionários públicos em excesso, e quem suporta o sobredimensionamento do sector público são na maioria contribuintes do sector privado.
  • A generalidade dos funcionários públicos ganham mais que os trabalhadores do privado mesmo considerando responsabilidades e níveis de formação equivalentes.
  • Os funcionários públicos gozam do privilégio que é a estabilidade no emprego, protegidos da dureza do mercado de trabalho competitivo real onde estão inseridos os trabalhadores do privado.
  • Se uma empresa privada está falida ou em dificuldade os trabalhadores são despedidos, no caso do Estado os funcionários públicos não têm que se preocupar porque aumenta-se os impostos ou pede-se emprestado para os outros pagarem.
  • A produtividade dos funcionários públicos é questionável, quem recorre a serviços públicos sabe do que estou a falar, no privado se o trabalhador não é produtivo provavelmente é despedido.
  • A progressão de carreira de muitos funcionários públicos tem sido automática justificado apenas pela antiguidade, e as promoções de muitos pela filiação. No privado é preciso provar-se competente e trabalhar muito para evoluir na carreira.
  • Muitos funcionários públicos têm subido de escalão remuneratório apenas por terem conseguido terminar uma licenciatura. No privado alguns trabalhadores precisam de tirar a licenciatura apenas para manter o local de trabalho e não serem substituídos.
  • Geralmente só os trabalhadores do privado estão sujeitos à avaliação de desempenho e às devidas consequências.
  • A gestão danosa dos governantes do Estado – todos eles funcionários públicos – fica impune, no caso do privado provavelmente é julgado por todo prejuízo causado.
  • Ao sector privado tem-se pedido flexibilização do mercado de trabalho para melhorar a competitividade, ao sector público não se tem pedido nada.
  • O emprego precário e as pressões no local de trabalho é um mal que afecta principalmente o sector privado.
  • No sector privado a maioria dos trabalhadores já viu o seu rendimento reduzido: muitos perderam os incentivos, bónus e comissões e só lhes resta o ordenado base; alguns negociaram a redução de salário com os patrões; muitos foram dispensados e depois contratados a ganhar uma fracção do que ganhavam antes; outros continuam desempregados e desses, muitos perderam 100% do rendimento, sem trabalho e sem subsidio de desemprego.
Honestamente, quem se acha injustiçado ou sente prejudicado por trabalhar na função pública, por favor, largue o conforto, demita-se e aventure-se no mercado de trabalho privado!

Raiano 21 Outubro 2011
Lamentável
Lamento a posição do Sr. Presidente. Como economista que é, deve saber que o que está em causa é reduzir o deficit orçamental do Estado. Logo é preciso reduzir custos no Estado e não no sector privado onde, quando as empresas estão mal financeiramente, entram em falência e, como é costume, os trabalhadores vão para o desemprego. Ou será que desconhece o número de desempregados deste país?

simcos 21 Outubro 2011
Só é lamentável para este governo? Disse o mesmo do anterior...
Caro Sr Raiano, o Sr. Presidente sabe muito bem que há um défice orçamental a cumprir, mas também sabe que para chegar lá há vários caminhos, só que o PPC quer reduzir o défice por parte da despesa, sim, os subsídios 13º e 14º da FP e dos reformados são despesa.
Porque não se distribui também pelos privados e assim, em vez dos 2 subsídios sobre uns, só seria 1 subsídio a menos para todos? Eu sei qual o problema, é que assim teria que transformar-se esses subsídios em taxa de impostos, e então o encaixe passaria a ser feito pela via da receita.
Mas qual é a justeza de um reformado do sector privado (Segurança Social) perder 2 mensalidades da reforma e os do activo nada?

cafrancisco 21 Outubro 2011 - 19:58
O sofisma
O problema do país não está no deficit público. Está na dívida pública.
O que o país precisa é que haja mais exportações e menos importações. Logo é necessário também cortar os vencimentos aos privados para haver menos dinheiro em circulação, logo haver menos compras, logo haver menos importações. O resto são desculpas esfarrapadas...
O Sr. Primeiro-ministro decidiu pelos cortes na Função Pública porque representam 1/10 dos eleitores. Mas, mais tarde ou mais cedo, os trabalhadores do sector privado vão ser chamados a ajudar a pagar a factura. E não vai demorar muito.

mrnogueira01 22 Outubro 2011 - 13:05
E a subvenção?
A subvenção pública que recebe sabe-lhe bem, não é assim?
Será que o Sr. Catroga e as centenas de políticos que usufruem das mesmas estão dispostos a devolvê-las ao Estado? Será que não recebeu vencimentos enquanto exerceu cargos políticos?
Olhe que não acredito que tenha feito tal. É que, se não recebeu, então concordo que lhe atribuem a tal pensão vitalícia, ganha ao fim de 8 anos de actividade em cargos políticos.
E que tal o fim dos subsídios aos partidos, conforme o número de deputados que têm? Também não seria uma medida da mais elementar justiça?
Não acha que devem ser os militantes e os "boys" a contribuírem para os respectivos partidos?
E “dinheirinho" que certos partidos (PS/PSD/CDS) recebem dos empresários, constam das contas dos respectivos partidos?
Pois Sr. Catroga, muito bem prega "Frei Tomás”.
E a defesa de uma única reforma, com o tecto máximo de 3.000 euros, por exemplo, convém-lhe?
Ah, pois! É muito fácil falar de cátedra, não é Sr. Dr.?

*

RTP 2011-10-21 20:23:03

Francisco Van Zeller, actual presidente do Conselho pela Promoção da Internacionalização e ex-presidente da Confederação da Indústria Portuguesa, considerou "muitíssimo grave" o discurso de Cavaco Silva porque "vai dar apoio a todas as manifestações de rua que venham a ocorrer, que agora têm as costas quentes pelo chefe de Estado".
E finalizou, dramatizando: "[o Presidente da República] criou um enormíssimo problema ao país. Não ao Governo. (...) Agora lá fora vão ver que o chefe do Estado, nada menos, está contra a política que leva à consolidação orçamental".

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VBM52 21 Outubro 2011 - 20:38
Complexo de caudilho?
Ninguém vai pela cabeça dos outros seja PM, PR ou um qualquer Zeller. O que movimenta as massas são as condições de vida adversas e a tomada de consciência das mesmas e como estas afectam o presente e as perspectivas futuras que cada um alicerçou para si. É natural a indignação e a reacção ao que nos afecta. O inverso é que seria antinatural, sintoma de amorfismo ou conformismo.
O velho princípio: a cada acção corresponde uma reacção...

*



Henrique Granadeiro, presidente do Conselho de Administração da Portugal Telecom depois de classificar as críticas de Cavaco Silva de "ambíguas" e "perigosas", afirmou que "estas questões devem ser tratadas nas instâncias próprias". E finalizou com esta afirmação:
"Vemos responsáveis por instituições a falar cada um por seu lado, o que de facto dá muito pouca unidade de combate a um problema grave que o país atravessa. Acho que nós estamos a atravessar um PREC da direita".

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VBM52 21 Outubro 2011 - 19:58
Perigosos são eles
O PR instado pela jornalista a comentar as medidas, uma vez que, em Janeiro, havia discordado do Governo PS por diminuição do salário da FP, não podia, a bem da coerência, concordar com as actuais medidas, só prque tomadas por Governo PSD.
Por outro lado, tem sido propalado, por ministros impreparados, não haver despedimento na função pública o que é falso.
Desde 2008, existem duas vinculações à FP [Lei 12-A/2008]: por nomeação — Magistrados, Policias, Corpo Diplomático — estes, sim, com direitos especiais, incluindo o direito a despedimento por acordo; e por contrato individual de trabalho, os demais trabalhadores do Estado. Estes podem perder o posto de trabalho, a qualquer momento, bastando que a extinção desse posto resulte da reestruturação do organismo. Nem é preciso justa causa, nem está prevista qualquer indemnização ou acordo de rescisão. Somente um ano no contingente de mobilidade, com 60% do vencimento, depois, se não conseguir colocação, zero.

*

Jornal Negócios 2011-10-21 10:23

Outro antigo ministro de Cavaco Silva, Luís Mira Amaral, também se mostrou discordante: "Não concordo com o presidente da República nem do ponto de vista político, nem do ponto de vista económico. Neste momento dramático, todos os órgãos de soberania têm de remar no mesmo sentido".
Em relação ao Orçamento do Estado para 2012, defendeu que "a Função Pública tem de se lembrar que têm um patrão falido e que, se fosse um patrão privado, falia e as pessoas perdiam o emprego.
Felizmente ainda é possível pagar salários e pensões, dado que o Estado está quase em falência técnica mas ainda conseguimos negociar um acordo com a troika.
"

*

paraver 21 Outubro 2011
O Senador imoral
Mira Amaral é apologista do pensamento único, o que é natural face ao convívio que mantém com ditaduras repressivas e sanguinárias. É o mesmo Mira Amaral que contribui para a falência do Estado por ter feito uma negociata para embolsar 18.000€/mês de pensão de forma ilegítima e das restantes mordomias que acumula por ter sido ministro. Mais, Mira Amaral trabalha, mas continua a embolsar pensões. Com que idade se reformou? Pois...

alverca 21 Outubro 2011
O "patrão" está falido...
... porque andou durante demasiados anos a desbaratar milhões em negócios ruinosos, estudos manhosos, pensões múltiplas milionárias e outras mordomias para amigos e influentes deste pobre país e a distribuir subsídios e prebendas para tudo quanto era sítio.
Porque, nos últimos anos, o "patrão" e seus apaniguados elevaram o oportunismo saloio a política de Estado, em conluio ou com a passividade de uma classe política mais que medíocre. Noutro país mais civilizado, com uma Justiça digna desse nome, o "patrão" e muito “boa gente” estariam agora a pagar pelas políticas desastrosas que conduziram Portugal a este estado de calamidade.

jorgex74 21 Outubro 2011
'Só fala quem tem que se lhe diga'
Neste caso o provérbio assenta que nem uma luva! Apesar de concordar com parte do comentário, não posso deixar de referir que o Estado gasta por ano, com estes senhores, milhões de euros em subvenções vitalícias. Subvenções essas que podem começar a ser recebidas quando acabam as "funções". Para já não falar das subvenções públicas, que representam também centenas de milhões de euros por ano. Claro que assim, tudo somado..... O PATRÃO ESTÁ REALMENTE FALIDO.

mrnogueira01 22 Outubro 2011 - 12:06
Sr. Mira Amaral,
Se o senhor fosse uma pessoa digna devolvia os 18 000 euros que recebe de reforma porque quem trabalha 18 meses para uma Instituição não pode, por imperativos morais e éticos, receber uma reforma de tal valor.
Também quando o Sr. diz que a subvenção vitalícia que recebe do Estado não deve ser taxada, porque não a recebe por 14 meses mas sim 12, é outra falácia.
Há alguma outra profissão onde alguém recebe subvenções vitalícias ao fim de 8 anos por ter exercido cargos políticos — o seu caso — e que é actualmente de 12 anos?
Eu, na minha família, fui ensinado que a política é uma profissão nobre, para onde vai quem quer servir a causa do bem comum da respectiva comunidade e não servir-se a si próprio.
Ora, vai desculpar-me, nem foi isso que se passou consigo nem é isso que se tem vindo a passar. O Sr. actualmente defende o interesse de Angola, oferecendo-lhes o BPN que já custou mais de 5 mil milhões de euros aos contribuintes portugueses.
E, como sabe, o Governo actual prepara-se para injectar mais 12 mil milhões nos Bancos com o confisco aos contribuintes.

É muito bonito falar em Estado falido quando foi o Sr. e todos os políticos pós-entrada na CEE, hoje UE, que se abotoaram com grande parte dos fundos estruturais que Portugal recebeu, ou é mentira? Para além das auto-estradas, para onde foram as restantes verbas?
Dou-lhe dois exemplos. Dias Loureiro e Duarte Lima chegaram à estação de Santa Apolónia com uma meia de cada cor e agora usufruem de riquezas incalculáveis. Um, até é o principal suspeito de ter assassinado uma senhora muito rica, no Brasil.
O desplante e o descaramento desta gente não tem fim. Certamente conhece o ditado: "Pode enganar-se toda a gente uma vez, mas não se consegue é enganá-la o tempo todo." E parece que a maioria dos portugueses começa a acordar do seu longo sono.
Este país é, claramente, uma utopia, nasceu porque um filho resolveu bater na mãe e foi restaurado porque uma senhora não queria continuar no grupo dos vassalos e disse, para o marido, que queria ser rainha pelo menos um dia.
Tenha um pingo de dignidade e, pelo menos, deixe de aparecer em público como se não tivesse nenhuma responsabilidade no que se passa.