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sexta-feira, 26 de junho de 2015

O massacre na França, no Kuwait e na Tunísia - III


França, 8h00. Kuwait, 12h30. Tunísia, 13h30.

Um ataque islamista a uma estância turística na Tunísia matou 39 turistas e feriu mais 36.

Sousse, Tunísia, 26 de Junho de 2015.
REUTERS/Amine Ben Aziza


Um homem que se fez passar por turista abriu fogo com uma metralhadora Kalashnikov na praia junto a um hotel, por volta do meio-dia de hoje. Foi abatido pela polícia que procura possíveis cúmplices.

O hotel é o Riu Imperial Marhaba, em Sousse, sensivelmente a 150 quilómetros da capital do país, Tunes.
Segundo contou à Reuters um trabalhador deste hotel, que assistiu ao ataque, havia só um atirador, que abriu fogo junto à piscina do hotel: "Era só um atacante. Era um jovem vestido com calções como se fosse também um turista."

As vítimas mortais são turistas, sobretudo britânicos, alemães e belgas, segundo o Ministério do Interior tunisino, que tem estado a actualizar a estimativa do número de mortos. O assassino foi um estudante de Kairouan, uma cidade no centro do país que é uma das cidades santas do Islão.









Considerada o melhor exemplo de evolução democrática da Primavera Árabe, a Tunísia já tinha assistido a um ataque terrorista perpetrado por extremistas muçulmanos em Março que teve como alvo o museu Bardo, em Tunes. Morreram 22 pessoas, todos turistas.


*


Sousse é uma das principais cidades turísticas na Tunísia muito procurada pelas estâncias turísticas junto à praia. O país é visitado anualmente por seis milhões de turistas, a maior parte dos quais europeus, que procuram as praias e os locais históricos. Estes ataques dirigidos contra os turistas são uma catástrofe para a economia tunisina que tem no turismo uma importante fonte de receita.

Afastando os turistas, a economia tunisina entra em recessão, a população empobrece e, com o decorrer do tempo, acaba por aderir a ideologias extremistas como as professadas pelos radicais islamistas.

Cabe aos líderes europeus serem capazes de fazer fracassar o terrorismo do Estado Islâmico que, a par e concomitantemente com a imigração islâmica, são o maior perigo que a Europa enfrenta.

Merecem uma leitura estes comentários à notícia no Observador:

Luis Fonseca
26 Jun 2015
Vamos à guerra contra essa gente. Eles não querem saber de ninguém, estão em guerra connosco, que estamos à espera para lhes dar troco? Que invadam ainda mais a Europa?

Pedro de Almeida
26 Jun 2015
Luis Fonseca,
Calma, há que compreender a revolta dos pobres muçulmanos, humilhados e ofendidos pelo despudor dos ocidentais.
E, claro, há as desigualdades económicas gritantes, que contribuem para a sua revolta.
Como é que se sentiria se vivesse num país com um PIB per capita ainda inferior ao Grego (esses desgraçados esmagados pela austeridade neoliberal)?
Certamente também se sentiria revoltado, e com vontade de atacar resorts turísticos, não?
Por isso, nada de julgamentos apressados.
(Até porque, como todos sabemos, o Islão é uma religião de paz, e não são um ou dois jovens mais excitados que alteram esse facto. Temos de respeitar a cultura deles!)
  • David Pinheiro
    26 Jun 2015
    ;)

Daniel Teixeira
26 Jun 2015
Caro Pedro de Almeida,
Não deixa de ser curioso que noutras culturas com a mesma desigualdade social não se passe o mesmo – Não me lembro de ver nenhum Hindu ou Budista a matar e decapitar pessoas. Mais curioso ainda é a proclamação diária da religião da paz...

A Indocrinação é fácil de acontecer numa sociedade pouco educada – no entanto, olhando para todos estas sociedades e diferentes religiões o padrão é sempre o mesmo – Apenas no médio/próximo oriente isto acontece – qual o ponto em comum?
  • Nuno Gonçalves
    26 Jun 2015
    Daniel, eu sei que o sarcasmo é difícil de detectar através da escrita, mas está mais que presente no comentário do Sr. Pedro de Almeida.

Pedro de Almeida
26 Jun 2015
Daniel Teixeira,
Isso é um pensamento maldoso, que resulta de pensar demais e perder tempo a analisar realidades.
Não seja assim.
Escreva 100 vezes (à mão, num papel qualquer, fazer copy/paste num computador não serve) “O islão é uma religião pacífica”, e vai ver que se sente melhor.


O massacre na França, no Kuwait e na Tunísia - II


França, 8h00. Kuwait, 12h30. Tunísia, 13h30.

Um bombista suicida fez um ataque terrorista numa mesquita xiita do Kuwait que causou 27 vítimas mortais e feriu 227 pessoas.





Era a hora das orações na cidade do Kuwait, capital do pequeno Estado do golfo Pérsico com o mesmo nome.
A mesquita Imam Sadiq continha cerca cerca de 2000 pessoas, quando houve uma forte explosão. Logo a seguir, dezenas de homens com vestimentas brancas salpicadas de sangue fugiram para fora da mesquita xiita no meio da fumaça.

O atentado foi reivindicado por um grupo jihadista ligado ao sunita Estado Islâmico.


*


A facção sunita do Islão deteve o poder no Iraque até ao derrube de Saddam Hussein pela invasão americana e britânica em 2003.

Desde essa época não mais parou a insurreição sunita no Iraque, que tanto lutou contra as forças da coligação liderada pelos Estados Unidos como contra as milícias da facção xiita do Islão, entretanto constituídas para combater o governo interino formado em 2004. Um grupo jihadista sunita tornou-se na Al-Qaeda do Iraque em Outubro desse ano.

A insurreição sunita intensificou-se em 2005, não obstante as eleições, primeiro para redigir a constituição e depois para criar um parlamento. E continuou contra o governo xiita depois das forças armadas americanas terem abandonado o Iraque em 2011.

A guerra civil síria, que teve início nesse ano, levou os grupos sunitas a atravessar a fronteira para combater o regime de Bashar al-Assad. Em 2014, um grupo ultra-conservador, de inspiração salafista, consegue controlar algumas das maiores cidades iraquianas, como Tikrit, Fallujah e Mosul, e autoproclama o Estado Islâmico do Iraque e da Síria (ISIS, na sigla inglesa) onde impõe um clima de terror.

Agora o ódio do Estado Islâmico alastrou para a Europa mas não esquece o ramo xiita do Islão.


O massacre na França, no Kuwait e na Tunísia - I


França, 8h00. Kuwait, 12h30. Tunísia, 13h30.

Um ataque terrorista em Lyon, na França, provocou uma explosão numa fábrica de gás e fez vários feridos. Há também um homem decapitado.

AFP/Getty Images

Um homem fez colidir uma viatura contra o portão da fábrica da Air Products em Saint-Quentin-Fallavier, a 25 quilómetros de Lyon, cerca das 8:00 desta sexta-feira. Depois de entrar, provocou a explosão de garrafas de gás.

Os bombeiros chegaram rapidamente e depararam com o suspeito deste atentado, Yassin Salhi, a gritar "Allah Akbar", que conseguiram manietar até à chegada dos polícias. Posteriormente, a mulher e uma irmã do suspeito foram detidas na sua residência.

No exterior do edifício encontrava-se um corpo decapitado que, mais tarde, foi identificado como o gerente de uma empresa de transportes e patrão de Yassin Salhi. A sua cabeça fora colocada pelo terrorista num gradeamento e junto do corpo decapitado estava uma bandeira do autoproclamado Estado Islâmico.

Segundo o ministro do Interior francês, Bernard Cazeneuve, o suspeito nasceu em 1980 e residia na região de Lyon. Em 2006 fora identificado pela polícia como um radical islâmico, mas a sua "ficha S" (de Segurança do Estado) não foi renovada quando foi feita uma actualização dos dados policiais, em 2008.


Le Monde.fr | 26.06.2015 à 14h31

Tanto o Presidente François Hollande como o primeiro-ministro Manuel Valls classificaram este ataque como um atentado terrorista.


*


Depois dos ataques de 11 de Janeiro, contra a redacção do semanário satírico Charlie Hebdo e contra um supermercado judeu, a França volta a ser o alvo de um novo atentado islamista. E desta vez não há a desculpa de que os autores do atentado ficaram ofendidos com as caricaturas de Maomé.

A opinião dos outros:

Luis Marques
Javali profissional, Manchester 26/06/2015 11:49
Os franceses são fracos, são um povo submisso ao politicamente correcto que recua recua, recua, até não mandar mais no seu país. Mas isto já é dito há bastantes anos e nada fizeram para alterar a situação.
O medo de serem chamados fascistas, ou coisa parecida, pela turba politicamente correcta tem-nos paralisado e diminuído a França. Pode ser que acordem antes que seja tarde demais ou então irão continuar até não reconhecerem o país que habitam.
  • Vanity_Kingdom
    26/06/2015 12:04
    O Cameron já legislou em 2012, que cônjuge extra-comunitário só pode viver em Inglaterra se o cônjuge inglês auferir £18.600. Os franceses são patéticos.

Krys
26/06/2015 12:35
Sou italiano e brasileiro, mas digo, sou completamente contra a turba de imigrantes que invadem a Europa e querem cá impor o seu estilo de vida.
Se querem vir para cá, que venham, mas primeiro entrem pela porta da frente, imigrantes ilegais têm que ser deportados. Que tenham a obrigação de aprender e comunicar no idioma do país no qual residem, que sigam as tradições locais e respeitem os usos e costumes.
Querem vir para os países da Europa ou América, mas querem trazer a mesma desgraça da qual fogem. A França, Bélgica e outros já foram colonizados, quem lá esteve por algum tempo sabe ao que me refiro. A onda do politicamente correcto enfraquece e põe a Europa de joelhos.