França, 8h00. Kuwait, 12h30. Tunísia, 13h30.
Um ataque islamista a uma estância turística na Tunísia matou 39 turistas e feriu mais 36.
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REUTERS/Amine Ben Aziza
Um homem que se fez passar por turista abriu fogo com uma metralhadora Kalashnikov na praia junto a um hotel, por volta do meio-dia de hoje. Foi abatido pela polícia que procura possíveis cúmplices.
O hotel é o Riu Imperial Marhaba, em Sousse, sensivelmente a 150 quilómetros da capital do país, Tunes.
Segundo contou à Reuters um trabalhador deste hotel, que assistiu ao ataque, havia só um atirador, que abriu fogo junto à piscina do hotel: "Era só um atacante. Era um jovem vestido com calções como se fosse também um turista."
As vítimas mortais são turistas, sobretudo britânicos, alemães e belgas, segundo o Ministério do Interior tunisino, que tem estado a actualizar a estimativa do número de mortos. O assassino foi um estudante de Kairouan, uma cidade no centro do país que é uma das cidades santas do Islão.
Considerada o melhor exemplo de evolução democrática da Primavera Árabe, a Tunísia já tinha assistido a um ataque terrorista perpetrado por extremistas muçulmanos em Março que teve como alvo o museu Bardo, em Tunes. Morreram 22 pessoas, todos turistas.
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Sousse é uma das principais cidades turísticas na Tunísia muito procurada pelas estâncias turísticas junto à praia. O país é visitado anualmente por seis milhões de turistas, a maior parte dos quais europeus, que procuram as praias e os locais históricos. Estes ataques dirigidos contra os turistas são uma catástrofe para a economia tunisina que tem no turismo uma importante fonte de receita.
Afastando os turistas, a economia tunisina entra em recessão, a população empobrece e, com o decorrer do tempo, acaba por aderir a ideologias extremistas como as professadas pelos radicais islamistas.
Cabe aos líderes europeus serem capazes de fazer fracassar o terrorismo do Estado Islâmico que, a par e concomitantemente com a imigração islâmica, são o maior perigo que a Europa enfrenta.
Merecem uma leitura estes comentários à notícia no Observador:
Luis Fonseca
26 Jun 2015
Vamos à guerra contra essa gente. Eles não querem saber de ninguém, estão em guerra connosco, que estamos à espera para lhes dar troco? Que invadam ainda mais a Europa?
Pedro de Almeida
26 Jun 2015
Luis Fonseca,
Calma, há que compreender a revolta dos pobres muçulmanos, humilhados e ofendidos pelo despudor dos ocidentais.
E, claro, há as desigualdades económicas gritantes, que contribuem para a sua revolta.
Como é que se sentiria se vivesse num país com um PIB per capita ainda inferior ao Grego (esses desgraçados esmagados pela austeridade neoliberal)?
Certamente também se sentiria revoltado, e com vontade de atacar resorts turísticos, não?
Por isso, nada de julgamentos apressados.
(Até porque, como todos sabemos, o Islão é uma religião de paz, e não são um ou dois jovens mais excitados que alteram esse facto. Temos de respeitar a cultura deles!)
- David Pinheiro
26 Jun 2015
;)
Daniel Teixeira
26 Jun 2015
Caro Pedro de Almeida,
Não deixa de ser curioso que noutras culturas com a mesma desigualdade social não se passe o mesmo – Não me lembro de ver nenhum Hindu ou Budista a matar e decapitar pessoas. Mais curioso ainda é a proclamação diária da religião da paz...
A Indocrinação é fácil de acontecer numa sociedade pouco educada – no entanto, olhando para todos estas sociedades e diferentes religiões o padrão é sempre o mesmo – Apenas no médio/próximo oriente isto acontece – qual o ponto em comum?
- Nuno Gonçalves
26 Jun 2015
Daniel, eu sei que o sarcasmo é difícil de detectar através da escrita, mas está mais que presente no comentário do Sr. Pedro de Almeida.
Pedro de Almeida
26 Jun 2015
Daniel Teixeira,
Isso é um pensamento maldoso, que resulta de pensar demais e perder tempo a analisar realidades.
Não seja assim.
Escreva 100 vezes (à mão, num papel qualquer, fazer copy/paste num computador não serve) “O islão é uma religião pacífica”, e vai ver que se sente melhor.
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