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quarta-feira, 8 de julho de 2015

A Grécia em default parcial - II a. Foi pedido um terceiro resgate


Já conhecido pela sua educação, cordialidade e por falar inglês com pronúncia britânica impecável — ou não se tivesse licenciado e doutorado em Oxford —, Euclides Tsakalotos era aguardado com expectativa no recomeço das negociações entre o governo grego e os outros 18 governos da Zona Euro para resolver a crise helénica.

O novo ministro das Finanças grego chegou à reunião do Eurogrupo desta terça-feira e pediu um empréstimo urgente de 7 mil milhões de euros para a Grécia, não tendo distribuído aos presentes quaisquer propostas de reformas. Instado pelos colegas, tirou da pasta um papel onde... estavam esboçadas algumas ideias.


Reunião extraordinária do Eurogrupo - 7 de Julho de 2015

07 Jul, 2015, 21:00

Os ministros das Finanças da Eslovénia e da Eslováquia, assim como os dos países bálticos — Estónia, Letónia e Lituânia —, países com salários mínimos mais baixos do que os gregos, ficaram agastados.
A Finlândia já fala em convocar um referendo para saber se os finlandeses estão dispostos a dar mais ajuda financeira à Grécia. Os governos de Portugal e Espanha, com eleições no fim do ano, também se interrogam sobre as reacções dos contribuintes dos seus países. Só a França parece disposta a suportar a farsa grega.

A seguir à reunião do Eurogrupo, decorreu a cimeira dos líderes da Zona Euro.

Cimeira do Euro - 7 de Julho de 2015

08 Jul, 2015, 07:55

Na conferência de imprensa, o presidente do Conselho Europeu, o polaco Donald Tusk, resumiu a posição dos chefes de Estado e primeiros-ministros da Zona Euro em cinco pontos.
No quarto ponto fixa-se um limite temporal para o Governo do Syriza e dos Gregos Independentes formularem o pedido de resgate ao MEE com propostas de reformas: quinta-feira, 9 de Julho.
O quinto anuncia uma cimeira dos chefes de Estado ou Governo no próximo domingo, 12 de Julho.
No fim da declaração acrescentou estas palavras: "A dura realidade é que ficam apenas cinco dias para encontrar o acordo final. Até agora, tenho evitado falar sobre prazos. Mas hoje tenho que dizer alto e bom som que o prazo final termina esta semana. Todos nós somos responsáveis pela crise e todos nós temos a responsabilidade de resolvê-la."

Euro Summit, on 7 July 2015

Na parte da conferência reservada a perguntas e respostas, Donald Tusk esclareceu que, na cimeira extraordinária convocada para decidir o terceiro resgate à Grécia, estarão presentes todos os líderes dos 28 países da União Europeia porque não se pode excluir o cenário negro de saída da Grécia do euro, sendo necessário que todos os Estados-membros se pronunciem.
Um descoroçoado presidente da Comissão Europeia reforçou esta resposta, dizendo que passou a admitir três cenários para o futuro da Grécia. Um deles é o Grexit. E, noutra questão, Jean-Claude Juncker acrescentou que tudo depende das propostas de reformas que o governo grego apresente o mais tardar na sexta-feira de manhã às 8:30.

Esta manhã o governo grego entregou o pedido de terceiro resgate ao Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE) que agora vai ser analisado pelos restantes parceiros e também pelo FMI, Comissão Europeia e Banco Central Europeu. Parece que os gregos já aprenderam que os prazos são para cumprir fora da Grécia. Dentro da Grécia, não são: os bancos não foram reabertos na terça-feira, ao contrário do que fora fixado pelo governo de Alexis Tsipras.

Durante a visita que fez hoje, quarta-feira, ao parlamento europeu, o primeiro-ministro grego prometeu fazer reformas em troca do dinheiro dos contribuintes dos restantes 18 países da Zona Euro, mas foi confrontado por alguns eurodeputados para que apresentasse propostas concretas de reformas. Eis um excerto do debate com o deputado europeu belga Guy Verhofstadt:

sábado, 9 de junho de 2012

Espanha pede resgate de 100 mil milhões de euros


O Eurogrupo apoia os esforços das autoridades espanholas para enfrentar resolutamente a reestruturação do seu sector financeiro e congratula-se com a sua intenção de procurar apoio financeiro dos Estados-Membros da zona euro para tal efeito.

O Eurogrupo foi informado de que as autoridades espanholas vão apresentar um pedido formal brevemente e está disposto a responder favoravelmente a esse pedido. A assistência financeira será fornecida pelo FEEF/MEEF para recapitalização das instituições financeiras. O empréstimo será dimensionado para proporcionar uma cobertura efectiva de todos os requisitos de capital estimados pelo diagnóstico que as autoridades espanholas comissionaram aos auditores externos e aos auditores internacionais. O montante do empréstimo deve cobrir as necessidades de capital estimadas com uma margem adicional de segurança, no total estimado até 100 mil milhões de euros.

Na sequência do pedido formal, será fornecida uma avaliação pela Comissão, em colaboração com o BCE, o EBA e o FMI, bem como uma proposta de condicionalismos políticos necessários para o sector financeiro que acompanhará a assistência.

O Eurogrupo considera que o Fundo de Reestruturação Ordenada da Banca (FROB), actuando como agente do governo espanhol, pode receber os recursos e canalizá-los para as instituições financeiras em causa. O governo espanhol vai manter a plena responsabilidade da assistência financeira e assinará o Memorando de Entendimento.

O Eurogrupo salienta que Espanha já implementou importantes reformas orçamentais e laborais e medidas para fortalecer a base de capital da banca espanhola. O Eurogrupo está confiante que Espanha vai honrar os seus compromissos no âmbito do procedimento relativo aos défices excessivos e no que respeita as reformas estruturais, numa perspectiva de correcção dos desequilíbrios macroeconómicos no âmbito do semestre europeu. O progresso nessas áreas também será vigiado de perto e regularmente, em paralelo com a assistência financeira.

Além da execução destes compromissos, o Eurogrupo considera que os condicionalismos políticos da assistência financeira devem ser centradas nas reformas específicas orientadas para o sector financeiro, incluindo planos de reestruturação de acordo com as normas da UE sobre auxílios estatais e reformas estruturais horizontais do sector financeiro nacional.

Convidamos o FMI para apoiar, com relatórios periódicos, a implementação e acompanhamento da assistência financeira."