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sexta-feira, 7 de outubro de 2011

O visionário que mudou a comunicação


Steve Jobs não era, nem um cantor de rock, nem uma celebridade social. Era um empresário. No entanto, a sua morte causou uma emoção global e os depoimentos e vídeos que se seguem ajudam a esclarecer os motivos.


"Steve Jobs, não apenas um geek, mas um deus para designers", explica a Reuters num artigo e em vídeo:






A revista Wired, que ao longo dos últimos anos acompanhou as novidades do mundo das tecnologias, pôs-se de luto com um ecrã a preto e branco e uma fotografia de Steve Jobs ao lado das datas “1955 – 2011”. Um vídeo recorda os momentos em que anunciou os produtos que revolucionaram o modo de comunicar:





Os três astronautas que se encontram na Estação Espacial Internacional, a cerca de 360 quilómetros da Terra, levaram para o espaço iPods para ouvirem música. Mike Fossum, o comandante, descreve Jobs como um visionário:
"Em cada geração, há grandes pensadores e pessoas com a visão do que pode ser o futuro e a energia e as ferramentas para o fazer acontecer. Steve era definitivamente uma dessas pessoas raras no mundo, vamos sentir muito a sua falta."


"Steve, obrigado por seres um mentor e um amigo. Obrigado por mostrares que o que se faz pode mudar o mundo. Sentirei a tua falta", disse o fundador do Facebook, Mark Zuckerberg. 




Sergey Brin, co-fundador do Google, descreveu Jobs num texto publicado no Google+ como uma figura inspiradora:
"Desde os primeiros dias do Google, quando o Larry [Page] e eu procurávamos inspiração para a visão e liderança, não precisávamos de ir mais longe do que Cupertino. Steve, a tua paixão pela excelência é sentida por qualquer pessoa que alguma vez tocou num produto da Apple (incluindo o macbook onde estou a escrever isto agora)."


Bill Gates, o fundador da Microsoft, a empresa que desenvolveu o sistema operativo e as aplicações informáticas que correm na maioria dos computadores pessoais, escreveu no seu blogue pessoal:
"O Steve e eu conhecemo-nos há quase 30 anos, e fomos colegas, concorrentes e amigos durante mais de metade das nossas vidas. O mundo raramente vê alguém que tenha tido um impacto mais profundo que o do Steve, cujos efeitos se vão fazer sentir por muitas gerações."


Para finalizar, as palavras do presidente norte-americano Barack Obama:

"O Steve era um dos maiores inovadores americanos — corajoso o suficiente para pensar de forma diferente, ousado o suficiente para acreditar que podia mudar o mundo e talentoso o suficiente para fazê-lo.

Ao construir uma das empresas com mais sucesso em todo o mundo a partir da sua garagem, ele exemplificou o espírito de engenho americano. Ao tornar os computadores pessoais e ao pôr a Internet nos nossos bolsos, ele tornou a revolução na informação não só possível mas intuitiva e divertida. E ao redireccionar o seu talento para contar histórias, ele trouxe alegria a milhões de crianças e também a adultos. Steve gostava de dizer que vivia cada dia como se fosse o último. Porque o fez, ele transformou as nossas vidas, redefiniu indústrias inteiras e cometeu um dos feitos mais raros na história da humanidade: mudou a forma como cada um de nós vê o mundo.

O mundo perdeu um visionário. E não pode haver maior tributo ao sucesso de Steve que o facto de que grande parte do mundo soube da sua morte por um dispositivo que ele inventou.
"


quinta-feira, 6 de outubro de 2011

O empresário que vendia amor


O avanço tecnológico do hardware e o rigor na criação do software, a simplicidade e a beleza que Steve Jobs exigia às suas máquinas, seduziam e transformavam cada cliente num amigo indefectível.
A morte do empresário que amava os seus produtos emocionou milhões de pessoas.

Chove em Cupertino e chora-se no mundo inteiro:












































































































































Escrito num MacBook Pro.


O mundo ficou mais pobre



Stay Hungry. Stay Foolish.

Steve Jobs






Steve Jobs

1955-2011





In Memoriam Steve Jobs





1. Juventude

Steven Paul Jobs
nasceu em 24 de Fevereiro de 1955 na cidade de São Francisco, na Califórnia e foi adoptado por Paul e Clara Jobs.
Os seus pais biológicos foram Abdulfattah Jandali, um estudante universitário sírio que chegou a ser professor de Ciências Políticas, e Joanne Simpson, estudante universitária americana que mais tarde se tornou terapeuta da linguagem.

Jobs frequentou a escola secundária de Cupertino e depois das aulas assistia a palestras na empresa de produtos electrónicos Hewlet-Packard em Palo Alto, na Califórnia, onde obteve um contrato de trabalho de Verão. Aí conheceu Stephen Wozniak, um engenheiro que saíra recentemente da Universidade da Califórnia em Berkeley. Wozniak, que era um prodígio da engenharia com uma paixão por aparelhos electrónicos, andava naquela época a aperfeiçoar a sua 'caixa azul', um acessório ilegal para telefone que cabia num bolso e permitia fazer chamadas gratuitas de longa distância.
Em 1972 terminou o ensino secundário e matriculou-se no Reed College em Portland, no Oregon. Preocupado com os sacrifícios que os pais faziam para pagar as propinas, afastou-se ao fim do semestre do Outono, mas continuou a frequentar aulas em Reed durante um ano, enquanto dormia no chão em casa de amigos, recolhia garrafas de Coke para ganhar algum dinheiro e almoçava gratuitamente no templo de Hare Krishna da cidade.
Mais tarde responsabilizou um desses cursos — Caligrafia — pela existência de fontes nas aplicações informáticas:
"Se nunca tivesse frequentado este curso, o Mac nunca teria os múltiplos tipos de letra ou as fontes proporcionalmente espaçadas que depois a Microsoft copiou".

No início de 1974 começou a trabalhar na Atari, uma empresa produtora de jogos de vídeo, onde ganhou o dinheiro suficiente para viajar até à Índia, país em que se converteu ao budismo e adquiriu profundas raízes culturais.

Regressado à Califórnia no Outono de 1974, Jobs começou a frequentar as reuniões do 'Homebrew Computer Club' de Wozniak, cujos membros eram aficionados na criação de aparelhos electrónicos. Jobs não era tão bom engenheiro como Wozniak mas estava interessado na comercialização de produtos electrónicos e convenceu Wozniak a trabalhar com ele na construção de um computador pessoal.


2. Apple Computer

Wozniak e Jobs desenharam o computador Apple I no quarto de Jobs e construíram o protótipo na garagem dos pais de Jobs. Quando apresentou o aparelho a um comerciante local de equipamentos electrónicos, recebeu uma encomenda de 25 computadores. Nessa altura Jobs aconselhou-se com um engenheiro electrotécnico da University of Southern California que fora CEO da Intel, A. C. Markkula, e ele ajudou-os nas estratégias de marketing para vender o novo produto. Foi assim que Jobs e Wozniak conceberam a ideia de criar uma empresa de informática para produzir e vender computadores.

Para financiarem a empresa venderam os seus bens mais valiosos. Jobs vendeu a sua carrinha Volkswagen e Wozniak a sua calculadora científica Hewlett-Packard, tendo arrecadado US $ 1.300 para começarem a sua nova empresa. Com este capital e algum crédito pedido a fornecedores locais de dispositivos electrónicos, montaram a primeira linha de produção.
Jobs incentivou Wozniak a largar o emprego na Hewlett-Packard para se tornar no vice-presidente responsável pela investigação e desenvolvimento da nova empresa para a qual propôs o nome de Apple, em memória de um Verão feliz que tinha passado como trabalhador num pomar em Oregon.

De 1978 a 1983, a taxa de crescimento foi superior a 150% ao ano. Então a IBM entrou no negócio de computadores pessoais. Para competir com a IBM, Jobs teria que fazer a Apple compatível com os computadores IBM para poderem ser comercializados no mundo dos negócios que a IBM controlava. Para ajudá-lo a comercializar esses novos computadores Jobs recrutou John Sculley de Pepsi-Cola para o cargo de presidente da Apple.

Os pontos fortes deste projecto Macintosh não eram a memória, a potência ou a capacidade de manipulação, mas simpatia, flexibilidade e adaptabilidade para realizar um trabalho criativo. O Macintosh dava a possibilidade da informática poder evoluir para além da trituração irracional dos números por legiões de empresas contadoras de feijões. Aqueles que assistiram à memorável demonstração de Janeiro de 1984 aplaudiram:





Jobs criou uma estratégia radical para introduzir o Macintosh: apresentou a sua aparente vulnerabilidade como um acto revolucionário infundido de altruísmo, uma bomba tecnológica. Quando o aparelho foi apresentado ao público no domingo da Super Bowl, Steve Jobs chamou-lhe "o gladiador a entrar na arena, dizendo: Aqui está!".





As vendas, porém, diminuíram e os outros administradores, liderados por Sculley, marginalizaram-no.


3. NeXT Computer

Uma conversa com Paul Berg, bioquímico da Stanford University e prémio Nobel da Química, levou Steve Jobs a virar-se para projectos educativos ligados a meios universitários.
Em Setembro de 1985, pede a demissão da Apple levando consigo os cinco melhores trabalhadores da Apple. Funda a NeXT Computer mas os computadores são tão caros que apenas foram produzidas 50 000 máquinas. Acaba por fechar a divisão de hardware em 1993 e a partir de então vira-se para a indústria do software.

No entanto, alguns dos computadores ficaram célebres.
Foi neste computador NeXT do CERN (Conseil Européenne pour la Recherche Nucléaire) que Berners-Lee criou dois softwares essenciais: o editor-navegador para produzir, e ler, o hipertexto que permitia navegar pelos documentos HTML (Hypertext Markup Language) guardados nos computadores da Internet e o programa para enviar a informação, chamado servidor.
O editor-navegador foi chamado WorldWideWeb e este computador histórico concebido pela NeXT tornou-se, em 25 de Dezembro de 1990, no primeiro servidor web mundial.


4. Pixar & Disney

Em 1986, Jobs comprou o Graphics Group da divisão de computação gráfica da Lucasfilm, mais tarde renomeado Pixar. Depois de anos de vendas reduzidas, firmou um contrato com a Disney para produzir filmes animados em computador que esta empresa se encarrega de financiar e distribuir.

O primeiro filme produzido pela parceria, Toy Story, trouxe a fama e o aplauso da crítica ao estúdio quando foi lançado em 1995. Nos dez anos seguintes, sob a orientação criativa de John Lasseter, o criativo chefe da Pixar, a empresa produziu grandes sucessos de bilheteira: A Bug's Life (1998), Toy Story 2 (1999), Monsters, Inc. (2001), À procura de Nemo (2003), The Incredibles (2004), Cars (2006), Ratatouille (2007), WALL-E (2008), Up (2009) e Toy Story 3 (2010).
À procura de Nemo, The Incredibles, Ratatouille, WALL-E e Toy Story 3 receberam o Óscar para o Melhor Filme de Animação, um prémio introduzido em 2001.










5. Regresso à Apple

Em 1996 a Apple decidiu comprar a NeXT Computer e Jobs regressou à empresa que tinha co-fundado. Em breve tornou-se o CEO interino depois dos directores terem perdido confiança no CEO dessa altura.
Muita da tecnologia da NeXT foi aplicada nos produtos da Apple, especialmente o sistema operativo NeXT Step que evoluiu para o Mac OS (1998) e, posteriormente, para o Mac OS X.





Nos últimos anos a companhia criou novos produtos como o iPod (2001), um dispositivo do tamanho de um bolso que permite guardar e tocar música, e entrou no ramo dos smartphones com o iPhone (2007).





O mais recente dispositivo é o iPad (2010), um tablet que permite ler livros, jornais, correr jogos, ver filmes e navegar na Internet. Em 2 de Março deste ano Steve Jobs apresentou uma nova versão do aparelho, o iPad 2:



Vimo-lo ainda na Worldwide Developers Conference 2011, em 6 de Junho, na apresentação das versões mais recentes do sistema operativo Mac OS X (10.7 ou Lion) e do sistema operativo móvel, o iOS 5, bem como do serviço iCloud.


6. O legado

Em 12 de Junho de 2005, convidado pela Stanford University para pronunciar o 114º discurso de formatura, Steve Job decidiu descrever os três momentos cruciais da sua vida: o nascimento, o despedimento da Apple e a morte.





Todos tocantes, para terminar esta breve biografia escolhemos, do segundo momento, as seguintes palavras:


Tenho a certeza que nada disso [a criação da NeXT e da Pixar] teria acontecido se eu não tivesse sido demitido da Apple. Foi um remédio amargo, mas penso que o paciente precisava dele. Por vezes a vida atirar-vos-á com um tijolo à cabeça. Não percam a fé.
Estou convencido de que a única coisa que me motivou foi amar o que fazia. Têm que encontrar aquilo que amam. E isso é tão verdade para o trabalho como para os amores.
O trabalho vai preencher uma grande parte da vossa vida, e a única maneira de ficarem realmente satisfeitos é fazer o que acreditarem ser um excelente trabalho. E a única maneira de fazerem um excelente trabalho é amar aquilo que fazem. Se ainda não encontraram, continuem a procurar. Não se acomodem. Como em todos os assuntos do coração, saberão quando o encontrarem. E, como qualquer grande relacionamento, só melhora e melhora à medida que os anos passam. Portanto continuem a procurar até encontrá-lo. Não se acomodem.











sábado, 12 de fevereiro de 2011

A Idade da Web


Antes do uso da escrita, a vida das comunidades humanas só é conhecida através das armas e utensílios que usavam. A partir dos materiais usados no seu fabrico, dividem-se os tempos pré-históricos em:
  • Idade da Pedra;
  • Idade dos Metais.

Já os tempos históricos costumam dividir-se por acontecimentos notáveis:
  • História Antiga, desde o uso da escrita até 476, ano da queda do Império Romano do Ocidente;
  • História Medieval, ou Idade Média, desde 476 até 1453, ano da queda do Império Romano do Oriente;
  • História Moderna, desde 1453 até 1789, início da Revolução Francesa;
  • História Contemporânea, desde 1789 até 25 de Dezembro de 1990, dia em que Tim Berners-Lee estabeleceu a primeira comunicação entre dois computadores, um servidor e um cliente, usando o HTTP, através da Internet;
  • História da Word Wide Web, a partir de 1990.

Estamos a presenciar o nascimento de um novo tempo histórico: a Idade da Web.


A Internet é uma rede de cabos e computadores regida por protocolos






Timothy Berners-Lee, físico britânico, investigador de Ciência da Computação e professor do MIT, estabeleceu a primeira comunicação entre dois computadores, um servidor e um cliente, usando o HTTP (Hypertext Transfer Protocol) através da Internet.





Em Março de 1989 enviou aos seus colegas do CERN (Conseil Européenne pour la Recherche Nucléaire) um documento com a proposta.

Foi neste computador NeXT do CERN que Berners-Lee criou dois softwares essenciais: o editor-navegador para produzir e ler o hipertexto dos documentos HTML (Hypertext Markup Language) guardados em computadores da Internet e o programa para enviar a informação, chamado servidor.
O editor-navegador foi chamado WorldWideWeb e este computador histórico, concebido pela NeXT, uma empresa de Steve Jobs, tornou-se no primeiro servidor web mundial.


quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

A PIDE electrónica


A direcção da escola onde trabalho criou uma conta de correio electrónico para cada um dos professores, numa plataforma cedida pelo Google, e passou a enviar toda a documentação para esse endereço. Acolhemos a ideia com agrado porque nos permitia contactar todos os colegas, mesmo aqueles cujo endereço electrónico desconhecíamos.
Só a usava para troca de documentos de trabalho mas o texto dos e-mails, por vezes, continha observações menos ortodoxas sobre os assuntos tratados.

Recentemente recebi uma mensagem do Google, longa, em inglês, com vários links, um dos quais me enviou para uma página onde me avisavam que o administrador do sistema podia ler os e-mails. Com excepção dos docentes de inglês, poucos professores do ensino básico e secundário terão conhecimentos suficientes da língua inglesa para entenderem aquela mensagem.
Logo de seguida apareceu uma mensagem do administrador, que pertence ao grupo de compadrio da direcção (socialista), anunciando-nos que agora podíamos aceder a esta conta de correio electrónico como se de um vulgar gmail se tratasse, sem ser preciso entrar no site da escola, e que todas as mudanças tinham sido no sentido de passarmos a aceder a várias aplicações do Google. Nenhuma referência à possibilidade de poderem ler os e-mails.

Obviamente que o objectivo é levar os docentes a usarem habitualmente esta conta de correio electrónico para conhecerem o seu pensamento e contactos, a fim de prejudicarem a carreira, e eventualmente eliminarem, todos os que se rebelarem contra a formatação socialista.
Não tenhamos qualquer dúvida que estamos perante uma PIDE electrónica.


segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Egipto: a Internet está desactivada no país


O Egipto tem 20 milhões de cibernautas, cerca de um quarto da população, que são afectados pelo corte da Internet ordenado pelo Governo.
As redes de telemóvel também foram, pelo menos parcialmente, bloqueadas. Um comunicado da Vodafone local informa que todos os operadores móveis receberam instruções para cortar as comunicações em algumas zonas. Segundo dados da CIA, cerca de 55 milhões de egípcios (69 por cento da população) têm telemóvel.
É a população jovem — 46 por cento dos egípcios têm entre 10 e 34 anos — quem mais usa a Internet e os telemóveis para comunicar.

"Nós não saímos daqui enquanto Mubarak não deixar o país. Ficaremos dia e noite", diz Fatma, de 45 anos, professora, que está com um grupo que luta pelos direitos das mulheres. "O regime tem humilhado as pessoas. Conheço uma mulher cujo filho morreu no incêndio de uma escola. Morreram todos os alunos, porque era uma escola pública e, como tal, não tinha sistemas de segurança. Mas o Governo disse que a culpa foi das crianças. E recusava-se a entregar os corpos às famílias. Algumas mães decidiram assaltar a escola, roubando os corpos dos filhos, para lhes fazer o funeral. E foram espancadas pela polícia. É este o regime que temos. Por isso não saímos daqui. Já sofremos demasiado. Os helicópteros não nos temem medo."

Wael Abbas, jovem advogado, anda às voltas pela praça, a falar com uns e outros. "Quero auscultar as pessoas. Perceber o que elas pensam", diz ele. Wael é um dos activistas da página do Facebook designada Kolane Khaled Saied que foi fundamental no eclodir da revolta. O nome significa "Todos somos Khaled Saied", em homenagem a um activista e blogger que foi assassinado pela polícia em Junho do ano passado.

"Fomos nós que iniciámos esta revolução", diz Wael. "A nossa página e outras, como a 6 de Abril, foram conglomerando o descontentamento. Foi ali que nasceu a consciência de que era preciso mudar."

A Internet está desactivada no país, por ordem de Mubarak, e isso, admite Wael, "é um problema. Não temos forma de comunicar com as pessoas. Por isso fazemo-lo aqui. A Praça Al-Tahrir transformou-se numa rede social, num Facebook ao vivo. Eu ando a tentar recolher opiniões para perceber quais são os pontos comuns, as convergências, para podermos propor plataformas, ideias que depois apresentaremos aos políticos que nos representem".


sábado, 22 de janeiro de 2011

Tunísia: os bloggers desencadearam o movimento contra a corrupção


Na Tunísia a acção dos bloggers foi determinante na mobilização das pessoas contra os políticos corruptos que governavam o pais, o que conduziu à queda do presidente da República e à substituição do governo: