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terça-feira, 25 de setembro de 2012

No país das fundações - I


O Programa de Assistência Económica e Financeira a Portugal, acordado com a UE, o FMI e o BCE, determina uma análise detalhada das entidades das administrações públicas para decidir a sua manutenção ou extinção.

Por outro lado, o programa do Governo tem como prioridades a redução da estrutura organizativa do Estado e seus custos, bem como a promoção de uma maior eficiência operacional e uma maior eficácia governativa, com redução do denominado «Estado Paralelo» onde se encontram as fundações públicas.

Na consecução deste compromisso, a Assembleia da República, através da Lei 1/2012 determinou a realização de um censo dirigido às fundações, nacionais ou estrangeiras, que prossigam os seus fins em território nacional, com vista a avaliar o respectivo custo/benefício e viabilidade financeira e decidir sobre a sua manutenção ou extinção, tratando-se de fundações públicas, sobre a continuação, redução ou cessação dos apoios financeiros concedidos, bem como sobre a manutenção ou cancelamento do estatuto de utilidade pública, tratando-se de todo o tipo de fundações.

Relativamente às 230 fundações avaliadas, a Resolução do Conselho de Ministros 79-A/2012, hoje publicada, decide a manutenção de 92 fundações e, para as restantes, aprova as decisões seguintes:

  • O Governo vai extinguir 4 fundações:
    Fundação Cidade de Guimarães
    Fundação Museu do Douro
    Côa Parque — Fundação para a Salvaguarda e Valorização do Vale do Côa
    Fundação para a Protecção e Gestão Ambiental das Salinas do Samouco

  • Vai cortar a totalidade dos apoios financeiros públicos a 10 fundações:
    Fundação Casa de Mateus
    Fundação Oriente
    Fundação Casa de Bragança
    Fundação Luso Africana para a Cultura
    Fundação D. Manuel II
    Fundação Vox Populli
    Fundação para as Comunicações Móveis
    Fundação Alter Real
    Fundação Mata do Buçaco
    Fundação Convento da Orada

  • Vai reduzir 50% dos apoios à
    Fundação Portuguesa das Comunicações (através da ANACOM e CTT)

  • Vai reduzir 30% dos apoios a outras 38:
    Fundação para os Estudos e Formação Autárquica - Fundação CEFA
    Fundação da Juventude
    Fundação Arpad Szénes – Vieira da Silva
    Fundação Casa da Música
    Fundação de Arte Moderna e Contemporânea – Colecção Berardo
    Fundação de Serralves
    Fundação Ricardo do Espírito Santo Silva
    Fundação Conservatório Regional de Gaia
    Fundação Bracara Augusta
    Fundação Batalha de Aljubarrota
    Fundação Pedro Ruivo
    Fundação de Assistência Médica Internacional
    Fundação Mário Soares
    Fundação Inês de Castro
    Fundação Museu Nacional Ferroviário Armando Ginestal Machado
    Fundação do Gil
    Fundação Manuel Viegas Guerreiro
    Solidários – Fundação para o Desenvolvimento Cooperativo e Comunitário
    Fundação Maria Isabel Guerra Junqueiro e Luís Pinto de Mesquita Carvalho
    Fundação Casa Museu Maurício Penha
    Fundação Amadeu Dias
    Fundação António Quadros – Cultura e Pensamento
    Fundação das Universidades Portuguesas
    Fundação Eça de Queiroz
    Fundação Engenheiro António de Almeida
    Fundação Instituto Arquitecto José Marques da Silva – Universidade do Porto
    Instituto de Investigação Científica Bento da Rocha Cabral
    Fundação Minerva – Cultura – Ensino e Investigação Científica
    Fundação Professor Francisco Pulido Valente
    Fundação Económicas – Fundação para o desenvolvimento das ciências económicas, financeiras e empresariais
    Fundação Conservatório de Música da Maia
    Fundação Ensino e Cultura Fernando Pessoa
    Asilo de Santo António do Estoril
    Fundação Denise Lester
    IFEC - Fundação Rodrigues da Silveira
    Pro Dignitate - Fundação de Direitos Humanos
    Fundação INATEL
    Fundação Aga Khan Portugal

  • Vai reduzir 20% dos apoios financeiros públicos
    Fundação Centro Cultural de Belém

  • Manter apenas os apoios financeiros públicos associados a contratos plurianuais de parcerias em execução a 3 fundações:
    Fundação Cidade de Lisboa
    Fundação Portugal-África
    Instituto Marquês de Valle Flor.

  • Vai cancelar o estatuto de utilidade pública a 3 fundações:
    Fundação Manuel Simões
    Fundação Frei Pedro
    Fundação Manuel Leão

  • Vai recomendar às instituições de ensino superior públicas fundadoras a extinção de 13 fundações:
    Fundação Carlos Lloyd de Braga (Universidade do Minho)
    Fundação Cultural da Universidade de Coimbra (Universidade de Coimbra)
    Fundação da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (Universidade de Lisboa)
    Fundação da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa (Universidade Nova de Lisboa)
    Fundação da Universidade de Lisboa (Universidade de Lisboa)
    Fundação Fernão de Magalhães para o Desenvolvimento (Instituto Politécnico de Viana do Castelo)
    Fundação Gomes Teixeira (Fundação da Universidade do Porto)
    Fundação Instituto Politécnico do Porto (Instituto Politécnico do Porto)
    Fundação João Jacinto de Magalhães (Fundação da Universidade de Aveiro)
    Fundação Luis de Molina (Universidade de Évora)
    Fundação Museu da Ciência (Universidade de Coimbra)
    FNE — Fundação Nova Europa (Universidade da Beira Interior)
    Fundação para o Desenvolvimento da Universidade do Algarve (Universidade do Algarve)

  • Vai recomendar à CGD a redução de 30% dos apoios financeiros às fundações:
    Fundação Caixa Geral de Depósitos – Culturgest
    Fundação Júlio Pomar

  • Propõe às autarquias

    • a extinção de 21 fundações:
      Fundação ELA, Município de Vila Nova de Gaia
      Fundação PortoGaia para o Desenvolvimento Desportivo, Município de Vila Nova de Gaia
      Fundação Carnaval de Ovar, Município de Ovar
      Fundação Paula Rêgo, Município de Cascais
      Fundação D. Luís I, Município de Cascais
      Fundação Bienal de Arte de Cerveira, Município de Vila Nova de Cerveira
      Fundação para o Desenvolvimento Social do Porto, Município do Porto
      Fundação Ciência e Desenvolvimento, Município do Porto
      Escola Profissional de Setúbal, Município de Setúbal
      Escola Profissional de Leiria, Município de Leiria
      Fundação de Ensino Profissional da Praia da Vitória, Município de Praia da Vitória
      Fundação Odemira, Município de Odemira
      Fundação Serrão Martins, Município de Mértola
      Fundação Dr. Elias de Aguiar, Município de Vila do Conde
      Fundação Comendador Manuel Correia Botelho, Município de Vila Real
      Fundação Robinson, Município de Portalegre
      Fundação António Aleixo, Município de Loulé
      Fundação Arquivo Paes Teles, Freguesia de Ervedal (Avis)
      Fundação Santo Thyrso, Município de Santo Tirso
      Fundação Marquês de Pombal, Município de Oeiras
      Fundação Cultura Juvenil Maestro José Pedro, Município de Viana do Castelo

    • o corte total de apoios a 4 fundações:
      Fundação Arbués Moreira, Município de Sintra
      Fundação Cultursintra, Município de Sintra
      Fundação Abel e João de Lacerda, Município de Tondela
      Fundação Terras de Santa Maria da Feira, Município de Santa Maria da Feira

    • o corte de 30% dos apoios a 12 fundações:
      Fundação Cascais, Município de Cascais
      Fundação Átrio da Música, Município de Viana do Castelo
      Fundação Gil Eannes, Município de Viana do Castelo
      Fundação Cidade Ammaia, Município de Marvão
      Fundação Os Nossos Livros, Município de Bragança
      Lugar do Desenho — Fundação Júlio Resende, Município de Gondomar
      Fundação A Lord, Freguesia do Lordelo (Paredes)
      Fundação João Carpinteiro, Município de Elvas
      Fundação Castro Alves, Município de Vila Nova de Famalicão
      Fundação Maria Ulrich, Município de Lisboa
      Fundação Manuel Cargaleiro, Município de Castelo Branco
      Fundação Frederic Velge, Município de Grândola

  • Foi proposta ao Governo Regional da Madeira a extinção da
    Fundação Madeira Classic

  • O Governo Regional dos Açores não aceitou as propostas relativas às fundações:
    Fundação Gaspar Frutuoso (extinção)
    Fundação Engenheiro José Cordeiro (redução de 30% dos apoios)
    Fundação Rebikoff-Niggeler (cancelamento do estatuto de utilidade pública)

  • Para as fundações que forneceram respostas incompletas e/ou não disponibilizaram documentação no âmbito do censo, o Governo determinou o seguinte:

    • Cancelamento do estatuto de utilidade pública:
      Fundação Hispano-Portuguesa Rei Afonso Henriques
      Fundação Nadir Afonso

    • Não atribuição de número de registo para efeitos de obtenção de apoios financeiros públicos:
      Armazém das Artes — Fundação Cultural
      Fundação Marion Ehrhardt
      Fundação D. António Ribeiro
      Fundação do Jardim José do Canto
      Fundação GDA

  • Por falta de reconhecimento como fundações, o Governo vai notificar o Instituto dos Registos e Notariado para que proceda ao cancelamento do registo,

    • com concomitante notificação ao Director-Geral do Tribunal de Contas para efeitos de apuramento de responsabilidade financeira dos titulares dos órgãos autárquicos que tenham deliberado favoravelmente a atribuição de apoios financeiros públicos, relativamente às seguintes entidades:

      Escola Profissional de Vila Franca do Campo, Município de Vila Franca do Campo
      Fundação de Ensino e Desenvolvimento de Paços de Brandão, Freguesia de Paços de Brandão (Santa Maria da Feira)
      Fundação Fausto Figueiredo, Município de Cascais
      Fundação La Salette, Município de Oliveira de Azeméis
      Navegar — Fundação para o Desenvolvimento Cultural, Artístico e Científico de Espinho, Município de Espinho

    • com concomitante notificação aos dirigentes e gestores públicos para cessarem a concessão da totalidade de apoios financeiros públicos, relativamente às seguintes entidades:

      FEDRAVE — Fundação para o Estudo e Desenvolvimento da Região de Aveiro
      Fundação Associação Académica da Universidade do Minho (Universidade do Minho)
      Fundação Carlos Serrano
      Fundação Eurocrédito
      Fundação Gramaxo de Oliveira
      Fundação Hermínia Ester Lopes Tassara
      Fundação José Cardoso
      Fundação Maria Augusta de Brito Subtil
      Fundação Mater-Timor Loro’Sae
      Fundação Rei D. Dinis — UTAD (Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro)

*

Amanhã, e dias seguintes, o Governo vai ficar debaixo do fogo de artilharia dos extintos, cortados, reduzidos, cancelados ou evaporados que vão jurar e trejurar que prestam serviços culturais essenciais à sobrevivência do país e exigir a demissão do Governo.
Com a família Soares (Fundação Mário Soares e Pro Dignitate - Fundação de Direitos Humanos) a comandar as operações. Apesar de muitas mordomias já recebidas.


quinta-feira, 2 de agosto de 2012

É possível poupar 200 milhões de euros nas fundações



O Relatório de Avaliação das Fundações, hoje divulgado no portal do Governo, começa por referir o objectivo:
Este trabalho insere-se no objetivo de redução do peso do chamado “Estado-Paralelo”, consumidor de amplos recursos públicos e relativamente ao qual surge, não raro, associada a ideia de que não existe uma contrapartida de vantagens públicas entregues à sociedade que justifique a sua existência, para além da perceção geral existente de que as fundações ocultam interesses privados e/ou pouco legítimos.

A Lei 1/2012, de 3 de Janeiro

Esta lei foi aprovada para se realizar um censo a todas as fundações, nacionais ou estrangeiras, que prossigam os seus fins em território nacional, com vista a proceder:
  • à avaliação do respectivo custo/benefício e viabilidade financeira; e
  • à decisão sobre
    • extinção de fundações públicas de direito privado;
    • manutenção das fundações, acompanhada da redução de 30% do total de apoios financeiros públicos;
    • manutenção das fundações, acompanhada da eliminação do apoio financeiro público;
    • cancelamento do estatuto de utilidade pública de fundações privadas.

O universo de resposta
De cerca de 831 fundações⁷, responderam ao censo 558 entidades. Destas, 401 foram objeto de análise, sendo 227 fundações avaliadas com base na aplicação de um modelo de avaliação, especificamente concebido para o efeito e 174 fundações de solidariedade social (IPSS) analisadas numa ótica económico-financeira.

Das 558 entidades respondentes, 157 não foram analisadas, uma vez que 56 entidades não eram fundações, 1 fundação foi extinta no decurso da avaliação e as 100 restantes terão sido, ao que tudo indica, criadas ao abrigo da concordata assinada entre a Santa Sé e a Republica Portuguesa⁸.

No universo das 401 fundações, não foi possível avaliar 37 fundações não IPSS, por falta de elementos de resposta a um vasto conjunto de questões do censo, e 6 fundações IPSS, por terem sido reconhecidas depois de 2011 ou iniciado atividade após essa data.


⁷ Presume-se este valor por indicação do Instituto dos Registos e Notariado, I.P., o que não significa que existam ou que estejam em atividade. Com base em informação disponibilizada por diferentes entidades foi ainda possível identificar um conjunto de 236 fundações não respondentes ao censo.
⁸ Excluídas do âmbito da avaliação nesta fase do trabalho nos termos do Despacho do Senhor Secretário de Estado da Administração Pública, exarado em 24 de abril de 2012, sobre a Informação n.º 451/2012, da Inspeção-Geral de Finanças.

O modelo de avaliação

Foi concebido um modelo de avaliação assente em três critérios, considerando a informação disponibilizada pelas próprias fundações em sede de resposta ao censo:
  • Pertinência / relevância
    [Aferir se se justifica a existência das entidades ou a manutenção do regime fundacional, atendendo aos fins prosseguidos e às actividades desenvolvidas, bem como à existência de outras entidades públicas e/ou privadas que actuem no mesmo domínio.] Ponderação: 20%
  • Eficácia / eficiência
    [Avaliar o custo-benefício das principais actividades desenvolvidas pelas fundações e se se justificam os apoios financeiros públicos afectos à prossecução das mesmas.] Ponderação: 30%
  • Sustentabilidade
    [Determinar se está assegurada a viabilidade económica e qual o nível de dependência dos apoios financeiros públicos das fundações.] Ponderação: 50%


Caracterização das fundações analisadas



¹ As fundações IPSS foram apenas analisadas na perspectiva da sua viabilidade financeira. As restantes fundações foram avaliadas de acordo com o modelo de avaliação aprovado (critérios definidos: pertinência/relevância, eficácia e sustentabilidade).
² A este valor, acrescem ainda M€ 758 referentes ao património de fundações públicas de direito privado, abrangidas pelo regime jurídico das instituições de ensino superior (Lei 62/2007, de 10 de Setembro), em 2010.
³ Montante identificado por 118 fundações respondentes. A este montante acrescem ainda M€ 458 referentes a apoios financeiros públicos a fundações públicas de direito privado, abrangidas pelo regime jurídico das instituições de ensino superior.
⁴ Os dados do ISV e da consignação de 0,5% do IRS referem-se apenas às fundações IPSS.
⁵ Redução de taxa das contribuições para a segurança social nos encargos com pessoal das fundações.
⁶ A este valor acrescem aproximadamente M€ 3, referentes às fundações públicas de direito privado, abrangidas pelo regime jurídico das instituições de ensino superior.

IRC – Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas
IUC – Imposto Único de Circulação
IMT –Imposto Municipal Sobre as Transmissões Onerosas de Imóveis
IPSS – Instituições Particulares de Solidariedade Social
IS – Imposto de selo
ISV – Imposto Sobre Veículos
IVA – Imposto sobre o Valor Acrescentado
IMI – Imposto Municipal sobre Imóveis


O ranking das fundações

O quadro seguinte apresenta um ranking parcial (as 50 fundações mais conhecidas) construído sobre as fichas de avaliação das 190 fundações não IPSS:





Nenhuma das fundações teve nota 100 mas a Fundação da Casa de Mateus, com sede em Vila Real, foi a que atingiu maior pontuação.
A Fundação Minerva, a quem foi atribuída a quarta melhor classificação, é a entidade responsável pelo funcionamento da universidade Lusíada.
Em quinto lugar ficou a Fundação da AMI administrada por Fernando Nobre.

No outro extremo temos a fundação pior classificada, a Fundação Associação Académica da Universidade do Minho.

De assinalar que a FCM-Fundação para as Comunicações Móveis, que geriu o programa de atribuição dos computadores portáteis Magalhães, foi a que recebeu mais apoios financeiros públicos no triénio 2008 a 2010 — 454,4 milhões de euros — quase metade dos apoios totais concedidos a fundações. O Governo já anunciou que vai encerrá-la.

O leitor poderá encontrar rankings completos aqui.

As fundações públicas de direito privado da Universidade do Porto, da Universidade de Aveiro e do ISCTE estão abrangidas pelo regime jurídico das instituições de ensino superior, já acima referido, pelo que os apoios financeiros se destinam ao funcionamento regular destas instituições do ensino superior.


A poupança
Com referência ao resultado da avaliação efetuada às 227 fundações não IPSS e tendo presente os cenários de decisão formulados, estima-se a possibilidade de atingir poupanças anuais, em matéria de apoios financeiros públicos, entre os M€ 150 e os M€ 200/ano, dependendo naturalmente do grau de implementação que vier a ocorrer das propostas submetidas às entidades responsáveis pelas decisões.
A poupança pode ser maior se considerarmos:
  • A receita fiscal resultante da proposta de extinção de fundações com valor patrimonial tributário isento (em 2010) de M€ 31,4;
  • A despesa fiscal e parafiscal de cerca de duas centenas de fundações que não vieram ao censo, cujos montantes se encontram em fase de identificação;
  • A poupança associada às fundações IPSS que será estimada na avaliação conjunta do Ministério da Finanças com o Ministério da Solidariedade e da Segurança Social e com o Ministério da Educação e Ciência;
  • E, ainda, a poupança associada à cessação imediata de todos os apoios que vêm sendo concedidos a entidades que não tinham o estatuto de fundação reconhecido (portanto não são fundações) e que foram detectadas no decurso da avaliação.


Anexos:


terça-feira, 12 de abril de 2011

“Desta vez foi o coelho que tirou um ilusionista da cartola”


Encontrei este comentário anónimo numa das muitas notícias que a empresa publicou sobre a primeira candidatura à presidência da Assembleia da República.
Curto, incisivo, profundo.


Aquando das recentes eleições presidenciais, os candidatos políticos não convenciam: Cavaco Silva estava tolhido por demasiadas ligações perigosas e a Manuel Alegre só reconheço méritos poéticos.
Muita gente disse que a AMI vive de subsídios do Estado, mas esta organização humanitária soube captar outros fundos prestando cuidados médicos à população portuguesa. Parecia que Fernando Nobre era desenvolto, genuinamente independente e capaz de meter José Sócrates na ordem e defendi o voto nele, perdoando-lhe alguns descomedimentos de linguagem.

Tal como os outros partidos, o PSD está ainda a redigir o programa e a constituir as listas de candidatos a deputados com que se irá apresentar nas eleições legislativas de Junho. É, portanto, incontornável que Fernando Nobre aceitou ser candidato sem conhecer esse programa e essas listas, transmitindo a ideia que abandonou o dinâmico movimento cívico gerado à sua volta para obter um cargo político decorativo mas com largas mordomias.

Quando Freitas do Amaral apareceu como ministro dos Negócios Estrangeiros de Sócrates, acreditei que tivesse alguma influência positiva no PS e achei excessiva a atitude de Portas ao enviar o retrato do antigo dirigente do CDS para o Largo do Rato.
Acontece que Freitas do Amaral não só não teve qualquer valia no governo, como abandonou o barco pouco tempo depois, supõe-se por não ter alcançado o objectivo de ser escolhido como candidato presidencial em 2005.
Penso que vai suceder o mesmo com Fernando Nobre. Ninguém imagina quanto gostaria de me enganar mas, vão desculpar-me, perdi a confiança nele.

Se Nobre não fosse caso único e as listas de candidatos a deputados do PSD estivessem repletas de pessoas que, realmente, fizeram o seu percurso profissional sem a sombra protectora do orçamento do Estado, coisa em que, neste momento, não consigo crer, obviamente teria de me retratar.

Para já, não passarei mais cheques em nome de independentes, e muito menos em branco, votarei nulo e defendo que o voto nulo corresponda a lugares vagos no parlamento: é a única forma de obrigar partidos políticos acomodados à alternância a reformarem-se genuinamente.



segunda-feira, 11 de abril de 2011

PPC tirou um coelho da cartola


Fernando Nobre morreu.
Foi um homem generoso e candidato independente nas eleições presidenciais 2011.
Que descanse em paz.


segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Presidenciais 2011: os discursos finais


Cavaco Silva diz que "a honra venceu a infâmia"






Saiu com dignidade






A candidatura da Cidadania




Francisco Lopes insiste na "exigência de mudança"




Coelho promete "lutar por uma Madeira democrática"




Defensor Moura diz que a sua candidatura era "contra o clientelismo e a corrupção"




quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Entrevista de Fernando Nobre




Em entrevista ao Negócios, o candidato independente à Presidência da República reconhece que era considerado "uma referência como cidadão" e "não estava habituado a ser silenciado, desprezado e insultado".


manelze 13 Janeiro 2011 - 11:55
Conte com o meu voto
Mas... Só enquanto não pertencer a uma qualquer quadrilha partidária.


TOURALENSE 13 Janeiro 2011 - 13:18
Eu disse-o
Aquando da polémica questão do não pagamento da renda da sede da campanha, escrevi que o Dr. Fernando Nobre me tinha surpreendido ao meter-se na política pois, sendo ele uma personalidade que eu muito admirava pelo seu espírito humanista e pela sua obra na AMI, ia juntar-se com os coveiros da Nação, ser espezinhado por eles e por quem os apoia e vive às custas da situação vigente. E terminava dizendo que se juntava a gente que não presta.
Hoje tenho o reconhecimento de que as minhas palavras não pecaram por excesso, mas talvez por defeito. Penso que não irá desistir, também penso que terá muitos votos, mas sem que correspondam a outra coisa que não seja a demonstração de repúdio pelos candidatos políticos profissionais.


Albatross 13 Janeiro 2011 - 13:31
Força Fernando Nobre!
Espero que Fernando Nobre continue em frente. Portugal precisa de mudar e há muitas pessoas que confiam nele para essa mudança.
Basta de nos conformarmos com a triste política que tem sido a nossa nos últimos anos.
Mesmo que perca, Fernando Nobre será sempre um Grande Homem que vai ficar na história do nosso país por muitas boas razões.


baltar2000 13 Janeiro 2011 - 17:16
helder
Pode contar com o meu voto Sr. Nobre.
Conheço a sua obra na AMI e a sua capacidade para lidar com verdadeiros problemas, estando ao lado de quem sofre e tomando decisões certas na altura certa.


sábado, 18 de dezembro de 2010

Fernando Nobre versus Cavaco Silva





serpi 18 Dezembro 2010
Nobre
Contra Cavacos, cavaquistas e partidos, eu voto Nobre, Fernando Nobre.
Para que não proliferem os agentes da ruína e da vergonha do país, diminuição do número de deputados, de freguesias, de câmaras municipais, de governos civis, isto é, de boys, eu voto Fernando Nobre.


Keromais 18 Dezembro 2010
Ninguém pode confiar em Cavaco
Este Sr. é mentiroso ao afirmar que cumpriu a Constituição e o seu juramento. Este Sr. assistiu às maiores violações da Constituição, que o governo praticou, e esteve sempre caladinho, ia dizendo que estava em cooperação estratégica... Foi exactamente o seu comportamento politiqueiro que levou à destruição do país. Não merece a confiança dos portugueses.
Quanto ao Sr. Nobre, esse muito menos confiança merece. Está rodeado de pessoas com um passado péssimo e que não merecem qualquer credibilidade.
Todos devemos votar em branco para acabar com esta pouca vergonha e retirar estes malfeitores do poder.


cad7 18 Dezembro 2010 - 13:41
Não entendo...
... o que a direita vê neste mago da economia que destruiu os sectores produtivos em Portugal, incrementou a despesa de forma desmedida e incomportável e assim pariu o monstro, que fala quando deve estar calado e está calado quando deve falar, que ganhou mais valias de forma muito, mas muito questionável, enfim com um curriculum mais que afastado do que deveria ser o perfil do PR.


10011949 18 Dezembro 2010
F. Nobre
Eu voto Fernando Nobre.
Não acredito em cavaquistas, que fizeram parte do grupo organizado que destruiu o nosso país. Nem pensar, não precisamos de vasos de flores na presidência.
Tenho a certeza que F. Nobre se candidata para tentar fazer alguma coisa por este país, que tem sido governado depois do 25 de Abril por políticos corruptos que só defendem os seus interesses e os dos familiares e amigos.
Se Cavaco continuar isto fica na mesma ou pior, portanto votemos Fernando Nobre.

Keromais
Oh meu amigo, o Sr. está a dar um péssimo conselho. Então o Sr. está a dizer para votarem em branco?
Se o senhor não gosta de nenhum, e aliás está no seu direito, então inutilize o voto fazendo uma grande cruz de ponta a ponta do voto e pronto, agora não aconselhe a votar em branco por amor de Deus, isso é um erro.

Nota: Os votos em branco e os votos nulos não têm influência no apuramento dos resultados, segundo uma informação da Comissão Nacional de Eleições.
Mas num país na 32ª posição do Índice de Percepção da Corrupção, o voto em branco pode ser transformado em voto nalgum candidato, frustrando a intenção do eleitor.


jomad 18 Dezembro 2010 - 16:55
Surpresa?
Este debate teve o mérito de pôr a nu a falta de resposta de Cavaco Silva face a um iniciado na política. Pelo seu comportamento o candidato Cavaco demonstra a inutilidade da eleição do P.R. por sufrágio directo, bastava ser eleito pela Assembleia da República!
Quanto a Fernando Nobre, bem aconselhado poderia vir a ser o tal Presidente que poderia fazer a diferença, para pôr os partidos na ordem, dissolução de Assembleia da República, um referendo, nova Constituição, IV República!


Albatross 18 Dezembro 2010 - 19:24
Eu voto Fernando Nobre
Quando soube da candidatura de Fernando Nobre pensei que os portugueses iam aproveitar esta oportunidade única de colocar na presidência da república um homem verdadeiramente livre e empenhado no bem-estar do seu semelhante.
Custa-me a crer que se continue a votar sempre no mesmo, apesar dos tristes resultados que estão à vista. Ainda acredito que todos juntos podemos mudar Portugal.


HMPS 19 Dezembro 2010 - 15:36
Levantei-me do sofá...
O debate entre Cavaco Silva e Fernando Nobre foi para mim o confronto entre o velho e o novo.
Cavaco Silva personificou o pior que existe, as ideias velhas, o mundo do século passado, o imobilismo, o derrotismo perante as adversidades, ele está politicamente acomodado, representa o caduco.
Fernando Nobre pelo contrário é a esperança, com um discurso novo, motivador, mobilizador, virado para o século XXI, rompendo com a situação de impotência generalizada da nossa actual classe político-partidária. A juventude precisa deste discurso para acreditar que não tem de estar condenada a uma vida cinzenta, medíocre, triste, é possível os jovens realizarem os seus sonhos.
No final fiquei ainda com mais esperança que é possível uma mudança, a começar pelas mentalidades e a partir do próximo dia 23 de Janeiro.
Aconteça o que acontecer já nada ficará como dantes, muitas pessoas já despertaram, outras se seguirão.
Voto Fernando Nobre!