sábado, 13 de outubro de 2012

Os rankings das escolas 2012


Publicados os rankings 2012, vamos considerar os que contabilizaram apenas os exames da 1ª fase e realizados por alunos internos. E também as escolas que fizeram, pelo menos, 50 provas.

Pela primeira vez, desde 1973, houve exames no final do 2º ciclo, possibilitando a construção de um ranking do Ensino Básico 6º ano. Agora os encarregados de educação podem conhecer os resultados das escolas da área de residência ou do emprego mais cedo, apressando-se a escolher aquela onde pretendem matricular os seus filhos.
Como é habitual nestes rankings, os lugares de topo também estão ocupados por escolas privadas porque nestas escolas há mais pais que se preocupam com o sucesso escolar dos filhos.
A primeira pública aparece na 14.ª posição e é a Escola Secundária Artística do Conservatório de Música de Calouste Gulbenkian, em Braga. Seguem-se o Conservatório de Música do Porto, na posição 54ª, e o Conservatório Nacional de Música, em Lisboa, na posição 76ª.

No ranking do Ensino Básico 9º ano, a primeira pública é a Escola Secundária Dr. Mário Sacramento, em Aveiro, que ficou em 22.º lugar. Depois temos em 26º lugar a Escola Secundária Artística do Conservatório de Música de Calouste Gulbenkian, em Braga, e em 34º a Escola Básica dos 2º e 3º Ciclos D. Pedro IV, em Sintra.

No ranking do Ensino Secundário, a primeira secundária pública — a Infanta D. Maria, de Coimbra — aparece em 22.º lugar. Seguem-se o Instituto de Odivelas na posição 23ª, a Escola Secundária de Raúl Proença, nas Caldas da Rainha, em 25º lugar e uma escola de Lisboa, a Escola Secundária de José Gomes Ferreira, na 28ª posição.


Outra novidade é que o Ministério da Educação e Ciência divulgou, em conjunto com as bases dos exames nacionais, informação sobre as características socioeconómicas dos agregados familiares dos alunos das escolas públicas do continente relativas ao ano lectivo 2011/2012.

Com base na habilitação média em anos de escolaridade dos pais dos alunos, da profissão só do pai e da percentagem de alunos abrangidos pelo escalão A da Acção Social Escolar, as escolas foram agrupadas em quatro contextos, de 1 para o mais desfavorecido ao 4 para o contexto mais favorável.
O valor esperado para cada escola foi calculado para o PÚBLICO por uma equipa da Universidade Católica do Porto.

Pelo menos 51% das escolas secundárias públicas ficaram, nos últimos exames nacionais, abaixo do que era esperado em função das características socioeconómicas dos seus alunos. Aconteceu o mesmo com 48% das escolas básicas do 3º ciclo.

Das 458 secundárias públicas com dados de contexto, 254 ficaram abaixo do seu valor esperado do contexto e 204 superaram-no.
Nas escolas do 3º ciclo, das 1055 também com informação socioeconómica, 537 não atingiram o seu limiar, mas 518 foram mais além. Entre estas últimas estão mais de 100 escolas inseridas no contexto mais desfavorecido.

Os grupos de compadrio formados em muitas escolas à volta dos directores, na época funesta dos governos de José Sócrates, têm cada vez menos poder de aldrabar as avaliações dos alunos, graças à existência de exames nacionais...


Mas pode-se melhorar:

Anónimo, Coimbra, Portugal. 13.10.2012 22:53
A brincadeira continua
A brincadeira ou areia atirada para os olhos do pessoal continua. Tornem obrigatório que todos os alunos do secundário façam exames nas escolas públicas com os exames corrigidos por professores das públicas. Façam 4 exames no 11º e 4 no 12º ano, sendo que apenas estes 8 exames contariam como nota para entrar na universidade e formar o ranking. Assim, acabava a pouca vergonha do martelanço das notas e dos rankings. Quando houver um ministro a fazer isto, o ensino em Portugal ficará muito mais limpo.

Anónimo, Fafe. 14.10.2012 20:43
A realidade de um país em declínio
Em resposta a alguns comentários, venho dizer o seguinte.
Tenho o meu filho numa destas escolas nomeadas em primeiro lugar nos exames do 6º ano, a de Fafe. A propina é de 190€ mensais (um ATL custa 85€). O meu filho foi para lá pelo exclusivo motivo da segurança, o ensino praticado não conhecia, logo não entrou em conta.
Sou motorista de transporte de crianças, não vou de férias para o Algarve nem compro roupas de marca e vejo automóveis velhinhos à porta da escola privada do meu filho. O privado é uma opção de vida desejada para o futuro dos filhos e não uma questão de rendimento. Sei que existe disciplina, ensino, apoio e ambiente propício aos estudos. Algo que desapareceu do público. Sem calma na sala de aula não há transmissão de conhecimento.


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