sábado, 6 de julho de 2013

Ambição desmedida - II


Paulo Portas recua na demissão. Deverá manter-se no Governo e com uma posição mais reforçada.

É grande a probabilidade de Paulo Portas ficar como vice-primeiro-ministro — mais um tacho com o seu séquito de boys — e do independente Álvaro Santos Pereira ser chutado do governo para que António Pires de Lima, dirigente do CDS, possa ficar com a Economia.
Jorge Moreira da Silva, o primeiro vice-presidente do PSD, também terá sido convidado para integrar o Governo ficando com a pasta dos Negócios Estrangeiros.

*

No intuito de não perderem votos, e deitar as mãos aos fundos do QREN, Portas e outros dirigentes do CDS começaram a imitar Seguro e a anunciar a necessidade de uma reforma económica. O conselho de ministros encarregou-o de propor um projecto.
É óbvio que onde Vítor Gaspar, um técnico afiançado pelo Banco Central Europeu, fracassou, e onde os técnicos da troika CE/BCE/FMI fracassaram, não era um politicozeco que nada percebe de economia nem faz ideia do que é um modelo estatístico que ia descobrir a fórmula mágica capaz de relançar a depauperada economia deste País.
Mas aceitou logo a incumbência porque enquanto se vê se as medidas que vão ser propostas pelo CDS funcionam, ou não, os interesses económico-financeiros que este partido representa vão deitar as unhas aos fundos do QREN que, com a saída de Vítor Gaspar do ministério das Finanças e do independente Álvaro Santos Pereira do da Economia caem nas mãos de Portas.

Como vivemos num regime de partidos políticos vamos dar uma olhadela pelo que temos:

No Bloco de Esquerda, quem percebia de economia — Francisco Louçã — já não está à frente do partido. Agora as propostas económicas bloquistas resumem-se ao não pagamento da dívida pública, à saída da zona euro e à legalização do cultivo de cannabis.
Com a moeda de reduzido valor cambial com que íamos ficar, passávamos a comer o que produzimos, e de certeza não iríamos morrer de fome, mas esfumava-se todo o bem-estar de que ainda desfrutamos: o carro ficava a apodrecer à porta, porque os credores defraudados não mais nos emprestariam dinheiro para comprar gasolina, e quando a máquina de lavar roupa avariasse sem possibilidade de conserto, voltávamos a viver as cenas bucólicas descritas por Camilo Castelo Branco sobre a lavagem da roupa no tanque ao som do coaxar das rãs.

Com o PCP o nosso futuro seria idêntico, mas sem o lenitivo da cannabis...

Sobre o PS de Seguro, o deputado que assistiu à distribuição de dinheiro pelas clientelas do partido, à derrapagem financeira do País e alinhou em todos os esquemas de José Sócrates — os contratos com os produtores de energia eléctrica, os contratos das PPP, ... —, esperando calmamente que aquele caísse para lhe ocupar o lugar, sem um assomo de pudor, estamos conversados.

Resta o PSD de Passos Coelho, que inicialmente tinha força eleitoral para impor um número reduzido de ministros e depor as pastas cruciais – Finanças, Economia, Saúde e Educação – na mão de independentes face aos inúmeros lobbies da sociedade portuguesa.
Que não aumentou notoriamente os rendimentos a classe baixa, tão beneficiada pelos socialistas através do rendimento social de inserção e daquele complemento solidário para idosos que duplicou as pensões dos pensionistas de 200 euros a partir dos 65 anos.
Que reduziu drasticamente os rendimentos dos outros extractos sociais, a classe média e alta, sobretudo as pensões douradas da classe alta com a contribuição extraordinária de solidariedade (CES) que o Tribunal Constitucional não declarou inconstitucional, classe alta que tem dinheiro e acesso à comunicação social, e revoltou as outras classes, daí a perda abrupta de eleitorado do PSD.
Que agora está nas mãos de Portas.

Estamos entregues aos bichos!




O taxista que me prestou um serviço logo após o golpe de teatro de Portas, não teve dúvida em descrever a situação com estas palavras: “Quando o mar bate na rocha quem se lixa é o mexilhão”. O homem da rua, aquele anónimo com que nos cruzamos nas ruas do nosso país, não mordeu o isco!
Entretanto, nas caixas de comentários da comunicação social on-line, a esquerda radical procura empurrar o país para um banho de sangue.

Uma amostra dos comentários à notícia no Público:


Marco Carneiro 01:49
Com os movimentos cívicos que há, deixo aqui a ideia de incriminar Paulo Portas pelo prejuízo causado à nação para que a sua manha o levasse a conquistar mais poder. Há formas de o fazermos responder em tribunal? Já não se trata de uma questão de honra para um energúmeno deste calibre, mas seria importante julgá-lo pelo mal que causa à nação.

Anónimo 02:00
Este Portas tem uma birra, o país perde milhares de milhões de euros e volta como se nada fosse... É preciso muita cara de pau. Provavelmente um segundo resgate e talvez meses de sacrifício do povo português por... uma birra. Estas birras têm-se à porta fechada para não prejudicar o país!

Anónimo 02:06
É no que dá deixarem psicopatas com tanto poder. Revolução já, não há outra alternativa. OBS: e nada de cravos desta vez!

Anónimo 02:28
Portas, se querias defender os interesses de Portugal, não te tinhas demitido. Criares o problema que criaste e agora voltares (com poderes convenientemente reforçados) depois de teres deitado por terra a única coisa onde este governo começava a ter sucesso — a credibilidade nos mercados — pode-nos custar muito dinheiro.

Anónimo 02:56
Voltar tudo "ao mesmo" já era o esperado. Porém, esse "mesmo" é totalmente diferente: para o ano a troika estará cá outra vez; os mercados já nos avisaram de que a austeridade vai voltar a doer, se é que não vai doer mais; os gastos já são irreversíveis — sim, perderam-se milhões em poucos dias, durante esta semana; os juros impostos a Portugal são, a partir de agora, semelhantes aos pedidos à Grécia; e a própria União Europeia vai sofrer com esta derrocada política, económica e social.
Tudo isto por causa de uma aventura política: é verdade, em democracia qualquer político pode escolher o caminho e contestar o caminho que até aí percorreu, caso esteja insatisfeito. Mas, neste caso, uma decisão "irrevogável" acabará por ser sofrida por milhões de portugueses.
Maria Pereira

Anónimo 02:57
Saber recuar em nome de um bem maior é uma virtude e não um defeito. Com uma amostra assustadora do que poderia ser o início da iminente derrocada do país se o governo caísse agora, assim chegamos a mais um compromisso, algo que a esquerda já demonstrou vezes sem conta de que nem sabe o que significa.
Mesmo que seja contra a maré do politicamente correcto do "eleições já", mostra o político de excepção que é. Portas com toda a experiência que tem, e contra todo este jogo de intrigas e de gozo permanente de comentadores que só sabem discordar do mal actual, provou mais uma vez o que é saber negociar, até nas condições mais difíceis. Espero que este sacrifício produza bons frutos pois tudo o que já se experimentou não podia ser mais amargo, a máfia política do tal arco do poder.
  • Anónimo 06:12
    Deixe-se de lirismos. Isto foi só show. Não houve mortos nem feridos, pode guardar a guitarra do fado na sacola.

Flama
Lisboa 03:31
Os cronistas, os comentadores televisivos, os líderes políticos, os sindicalistas, todos esperavam a queda do Governo. Afinal essa é a política portuguesa normal, não é? Um ou dois artigos irados nos jornais, uma ou outra greve geral, umas manifestações fortes e um governo cai. Está esgotado, diriam.
Mas a Comissão Europeia/BCE/FMI não tem paciência para a política latina e este país e este Governo estão dependentes e aplicam políticas oriundas do estrangeiro. Desde que exista uma aparência de normalidade (ler coligação PSD/CDS com Passos Coelho como PM) é para manter. Em condições normais, quantos governos já teríamos tido? Comentadores e especialistas é necessário adaptar as previsões à nova realidade. Portas afinal fica? É que nem achei surpreendente...

Anónimo 04:21
O badameco conseguiu o que queria: os agiotas das agências de rating baixaram de imediato a nota a Portugal e os outros usurários já aumentaram as taxas de juro da dívida. Agora que assegurou mais uns trocos, já pode desfazer a sua decisão irrevogável. Não tem honra. Não tem vergonha. Deixa-o estar lá: fica bem entre os restantes palhaços; quando forem, que vão todos de uma vez. E é esta porcaria de políticos que pretende dar lições de seriedade aos seus iguais de governos anteriores? É este o comportamento de referência da social-democracia e da direita? É isto que propõem e defendem? Vão morrer longe, mas mesmo longe, para que não nos incomodem com o cheiro a podre.
  • Anónimo 05:32
    A esquerda é bem pior. Ao menos a direita não finge que está tudo bem enquanto rouba tudo ao povo.
  • Anónimo 07:42
    Este, deve ser, ou querer ser, mais um Costa Martins, ministro do trabalho em 1974.

Francisco 04:26
Melhor assim. Já baixaram os juros e a situação acalmou-se. Se se fizessem eleições e ainda por cima ganhassem os socialistas, aí é que era um desastre total já que eles não têm credibilidade nenhuma no estrangeiro. Até o alentejano Zorrinho, toda a vida habituado a carro de mula, anda agora de Audi A5 e VW Passat pagos com o dinheiro dos contribuintes. Renault Clio o Zorrinho não quis porque não era digno dele.
  • Anónimo 07:39
    Não se esqueçam. Quer queiram, quer não, o regabofe começou logo no dia 25 de Abril de 1974. Pesquisem na internet e ficarão mais esclarecidos.

Anónimo 08:12
Concordo que este governo é fraquíssimo e inclui pessoas com um passado suspeito, o que é ainda mais grave. Mas querem o quê? Voltar ao PS? Seria 1000 vezes pior e só quem não tiver o mínimo de memória pode ter esse desejo. O PS não só não governou, como roubou e permitiu que todos roubassem. Beneficiaram os ricos, e perdeu o país.
Quem exige a queda do governo, quer o quê? Por culpa do PS perdemos tudo e estamos todos a pagar por isso. Se fosse feita justiça, o PS já nem devia existir. Além disso, sejamos racionais. Ainda que houvesse eleições e o PS ganhasse, nunca teria a maioria absoluta, logo, precisaria de alianças, que seriam impossíveis de obter considerando que destruiu o país e fez tudo para destruir o governo que se seguiu. Esse cenário, seria passar do caos à anarquia.
  • Anónimo 10:19
    Tem razão, sim senhor(a)! Só uma observação: o PS e restante corja destruíram o país porque este povo hipócrita, sempre lhes passou cheques... em branco! E quer continuar a passar! Povo de m..da! E, claro, a corja não se faz rogada.

Observador 09:01
Só a percepção pública da pouca capacidade de Seguro, justifica não haver um clamor da população exigindo eleições. Sempre se disse que Seguro era o seguro de vida de Passos e está a confirmar-se.
O governo sai fragilizado deste episódio, terá que continuar com o programa de austeridade, cortes vários e não sei se terá força para isso. Poderá ser a vez dos ministros independentes (Crato, Macedo) baterem com a porta. Parece que se preparam para correr com Álvaro, pessoa séria e bem intencionada. De qualquer modo, são pormenores o que interessa é que a austeridade veio para ficar e melhor é esquecer planos de consumo, antes planos de poupança...
  • Joao Rodrigues
    Alto Alentejo 09:48
    Estamos agora a perceber que finalmente e como sempre são os melhores que se vão e os piores ficam. Nós, portugueses, temos dons: o do remorso e o do arrependimento que para nada servem, a não ser na Igreja.
  • Tiago 10:35
    De acordo. Ia tentar escrever qualquer coisa parecida mas acho que já nem capacidade para isso tenho. Sim, parece que Álvaro tem a cabeça a prémio e vai, mais cedo ou mais tarde, pelo mesmo caminho de Henrique Gomes. Apesar de tudo "prefiro" este governo com Portas do que sem Portas, mas se calhar já estou a desenvolver o síndrome de Estocolmo

jc
Cascais 09:33
Pobre país de fantoches. Governantes a fazerem figura de fantoches, senão pior. Oposição do auto proclamado arco da governação a fazer figura de fantoche palerma. Oposição do bota abaixo, da manif e da berraria e cuspidela a brincar à fantochada revolucionária. O resto dos fantoches, que cá ficaram por já não terem idade ou capacidades/aptidões para emigrar, a sonhar com a sua vidinha de volta!

Anónimo 10:12
O aplauso da caca? Olha a imagem escolhida pelo Público para a notícia. Mais de mil palavras, para quem quiser pensar... A apologia do palhaço rico, todo ele sorridente, como se ainda por cima a gozar com as caras do seu publicozinho português, depois das suas últimas investidas lamentáveis, que o revelam aos cidadãos como pouco mais que miúdo habituado a fazer o que quer, e a não ser contrariado, quem sabe por ainda pertencer à família do aviador Sacadura Cabral...
Maçom de direita? Faz imaginar que sim. Mas o melhor é ir à wikipedia inglesa e analisar os casos que lá vêm descritos sob o nome do artista. Não se entende como num país europeu ainda pode existir desta gente a representar cidadãos. Portugal não é Europa, é ainda e somente pseudo-Europa! Valha-nos o Passos Coelho!...

Anónimo 10:19
Já se percebe a jogada. A ideia disto tudo é pôr Pires de Lima na Economia, onde não incomodará os poderes instalados nomeadamente o sector da energia, telecoms, ... ao contrário do injustiçado e sempre desprezado Álvaro S. Pereira. É bem feito, estúpidos, queriam correr com ele, não foi? Agora tomem lá o que sempre quiseram: mais do mesmo.
Mas Portas ainda não percebeu que se sacrificou por causa disso. Politicamente acaba aqui, nesta jogada trapalhona que passa por cima dos interesses dos cidadãos e mostra o maior desrespeito pelos sacrifícios que estamos a fazer. Política pela política? Quem vive pela espada, morre pela espada. Venha outro.
  • Nuno Miguel Flórido 11:31
    Vitória imediata de Portas e dos poderes instalados. Mas, desta vez, julgo que o Portas vai pagar isto eleitoralmente muito caro. Como dizia o MST, o Portas não é a pessoa certa para se dar boleia...

Anónimo 10:32
Peço desculpa pelo comentário, mas Paulo Portas é a prostituta deste Governo. Vende-se por tão pouco, não tem carácter, um vendido político que se entrega a quem der mais. E é isto que governa o nosso País?
  • Anónimo 10:59
    Como diria o poeta, no país Palhaçal o portas é general!
  • Anónimo 11:03
    Não é mais nem menos que o resultado da liberdade. A máfia entrou na política, agora o povo que pague a factura. Cambada de gatunos!
  • Anónimo 11:05
    Está desculpado.
  • Anónimo 11:12
    Claro que está desculpado! Eu também concordo que o portas é prostituta!
  • Nuno Miguel Flórido 11:33
    Mais que desculpado

Anónimo 10:34
Batemos no fundo. É o fim da honra, dos valores e da seriedade na classe política portuguesa. O Dr. Paulo Portas colocou em causa o país no seu momento mais frágil em benefício próprio. Os juros da dívida disparam, as acções dos bancos caíram, a imagem exterior de instabilidade acentuou-se e assim se brinca com as vidas de 10 milhões de pessoas para se conseguir dinheiro e poder em nome pessoal. Resta-me esperar que os eleitores se lembrem deste jogada da próxima vez que voltarem às urnas.

Anónimo 10:58
Estamos a ser governados por meninos birrentos, o país assim não vai a lado nenhum, nem com a oposição. Só é possível haver algum rumo com a entrega do governo a pessoas capazes, sem serem políticos, mas sim gente que já tenha dado provas no seu trabalho de serem bons profissionais.

Anónimo 11:02
O Paulinho das Feiras mostrou, mais uma vez, que sacrifica tudo à sua ambição e que é um sujeito sem princípios. Todo o teatro foi para conseguir finalmente pôr as patas no pote do mel, ou seja do QREN. O tráfico de influências, esquemas escuros de financiamento aos partidos... Já todos estamos a ver o filme.

Coruja56
Operário de Construção Civil (não está no activo), Viseu 11:11
Considero que o Paulo Portas é uma criança. Por acaso já não é primeira vez que ele produz atitudes a esse nível. No entanto, algumas pessoas acreditam nele e ele tem resistido. A sua manutenção no alto cargo do CDS deve-se a influências que ele continua a ter e a um vazio de líderes nesta estrutura partidária. Neste momento, o CDS tem líderes e as pessoas presas ao Paulo Portas têm que o abandonar porque, assim, contribuem para uma desvantagem forte nas urnas nas próximas eleições. O CDS tem que fazer como eu disse num comentário que já publiquei: deitar o Paulo Portas no lixo, não serve para nada.

antonio azevedo 11:51
Este país vai de mal a pior. Temos um presidente de um dos partidos da coligação que se demite e dizendo que a sua demissão é irrevogável. Agora, e não tenho dúvidas nenhumas, pressionado pelo grandes grupos financeiros e imobiliários e outros poderes instituídos, volta atrás e a demissão já não é demissão. O que vai fazer acerca da descida do IRC, do IVA para a restauração, da mexida necessária no IRS, que investimentos vai fazer, etc. Provavelmente nada.
PERGUNTO: acham que o povo português acredita em qualquer destas caricaturas de governantes? Penso que não. Tive um avô, que me dizia que a palavra de um homem vale mais que qualquer documento escrito. Aí está, o documento nada vale. Mas também dizia que quem não tem palavra não é homem nem nada. Está provado.

Nuno Miguel Flórido 12:03
Estes dois indivíduos não têm condições para governar nem para serem lídere dos seus próprios partidos. Um já provou que não consegue comandar o governo e o outro é, enfim, mimado, egoísta, oportunista, sem palavra, com um ego maior que Portugal inteiro. Basta um ministro competente, com provas dadas, demitir-se agora, como o Paulo Macedo ou o Crato, que o governo rui como um castelo de cartas por dentro. Se se confirmarem as notícias, ainda vamos sentir falta de ti, Álvaro! Pelo menos és (eras?) um ministro bem intencionado!

Hurgan 13:30
Ai, Povo, Povo! De que tens medo? De que os mercados caiam, de que a dívida cresça? Mas então não é isso mesmo que está a acontecer? Nós, pobre povo, o que temos a perder com isso? Nada! Nós não temos nada! Não temos trabalho, não temos € no banco, não temos acções na bolsa, temos quase nada para comer, enfim, nós não temos mesmo nada a perder! ACORDA POVO! Recupera tudo aquilo que te retiraram antes que seja tarde demais! VAMOS TODOS PARA A RUA!

Anónimo 14:50
O Portas tem a coluna vertebral de uma minhoca, a consciência de uma alface e a boa-fé de uma víbora.

Anónimo 16:03
Portas é o cúmulo da pouca vergonha em Portugal. Pena que ele e os seus apaniguados não tenham de pagar os custos que causaram e continuarão a causar a todos os portugueses, que terão de pagar com língua de palmo, durante anos e anos, através de mais desemprego, menos salários e mais dívida. Um partido que obteve mais de 10% dos eleitorado (!) acha normal que o traidor seja premiado.
Como é que um País passou a estar nas mãos de um completo anormal que só pensa em si e não é sequer capaz de perceber o mínimo dos mínimos. Se tivesse oportunidade, faria mais mal ao país do que Sócrates. E, provavelmente, num só dia, fez pior do que Sócrates. Como é que tantas pessoas — os militantes e dirigentes do CDS-PP — aceitam tudo isso como se fosse banal e não criminoso. Por um tacho, a banalidade do mal.


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