quinta-feira, 26 de julho de 2012

Pavilhão Atlântico vendido por menos de metade do custo


Oh! Simão, de que céu tão lindo caímos! À hora que te escrevo, estás tu para entrar na nau dos degredados, e eu na sepultura.
Camilo Castelo Branco, Amor de Perdição, 1862.




O vencedor do concurso para venda do Pavilhão Atlântico foi o consórcio Arena Atlântico formado por Luís Montez, pela Ritmos & Blues (R&B), pelo fundo de capital de risco BES PME e pela actual equipa de gestão deste espaço de espectáculos.

Segundo a ministra Assunção Cristas, chegaram à fase final do concurso internacional três concorrentes, todos propondo respeitar a função do imóvel: a Arena Atlântico, que ofereceu 21,2 milhões de euros, a empresa norte-americana AEG Facilities, com a proposta de 16,5 milhões de euros, e um outro consórcio que integrava a CIP, António Cunha Vaz e a Everything is New de Álvaro Covões, com 18,5 milhões de euros.

Portanto o pavilhão mantém a função para que foi construído na EXPO 98 — a de grande sala de espectáculos — e foi escolhida a proposta de valor mais elevado.

Há, porém, um pequeno senão:

Valor
O Pavilhão Atlântico custou cerca de 11 milhões de contos. Durante dois anos e oito meses centenas de trabalhadores e técnicos especializados construíram uma área total de 47.000 m².

Quer dizer, a construção do Pavilhão Atlântico custou 55 milhões de euros ao erário público. E o outrora chamado Pavilhão da Utopia é um espaço ímpar no País:


O Pavilhão Atlântico é um espaço único.

A estética, a versatilidade, a flexibilidade e a sua arquitectura de formas simples e inovadoras são a moldura perfeita para os eventos que se querem de sucesso.

Membro da EAA — Associação das Arenas Europeias — e da ATL — Associação de Turismo de Lisboa — este grande e simbólico espaço tem residência no Parque das Nações. Com uma localização privilegiada na margem norte do rio Tejo, com excelentes acessibilidades — destaque para a proximidade ao Aeroporto Internacional de Lisboa (cinco minutos) — e com modernas e excelentes infra-estruturas, o Pavilhão Atlântico é um dos equipamentos mais modernos do mundo com uma construção deslumbrante.

Pelas suas características arquitectónicas e operacionais o Pavilhão Atlântico mereceu, em 2001, o reconhecimento do Comité Olímpico Internacional e da Associação Internacional de Equipamentos, tendo sido distinguido com o Prémio de Ouro IOC/IAKS na Categoria de “Equipamentos Desportivos para Eventos Internacionais”.

Composto por três áreas integradas, todos os espaços são facilmente adaptados às necessidades e características de cada evento. A Sala Atlântico, com uma arena de 5200 m² e capacidade para 12.500 pessoas sentadas abriga, com uma versatilidade única e sucesso absoluto, todo o tipo de eventos. A Sala Tejo, banhada por luz natural, dispõe de 2200 m² preparados para a concretização de todas as ideias. E o Centro de Negócios, com o seu auditório de 100 lugares e 11 salas integráveis está apto a receber eventos de menor dimensão.

Dos banquetes às convenções, da moda ao desporto, dos espectáculos aos lançamentos de produto o Pavilhão Atlântico é um espaço flexível. À dimensão de todas as necessidades. Dos 60 aos 10.000 m². Das 20 às 20.000 pessoas.

A Atlântico, S.A. registou resultados líquidos de 381 mil euros, em 2010, e 204 mil euros em 2011.

Continuam os bons negócios no cavaquistão.


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