quarta-feira, 21 de setembro de 2011

A Grécia adopta medidas draconianas


A Grécia não está a cumprir as metas traçadas pela troika, por isso viu a tranche de 8 mil milhões de euros do empréstimo externo ser congelada.
Como só dispõe de dinheiro até Outubro, o governo socialista foi obrigado a impor novas medidas de austeridade para a redução de despesa por parte do Estado grego:

  • 30 mil funcionários públicos vão ser colocados num sistema de reserva, onde os salários são mais reduzidos.
  • As pensões acima de 1200 euros vão ser reduzidas em 20%.
  • Os reformados com menos de 55 anos que recebam pensões superiores a 1000 euros vão ver a sua reforma reduzida em 40%.
  • Fim da isenção fiscal para rendimentos entre 5000 e 8000 euros.

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Será bom que alguns partidos políticos, que procuram desinformar o eleitorado revoltando-o contra a troika que nos está a emprestar dinheiro a 3,5%, quando as yields no mercado secundário fazem lembrar o monte Everest, reflictam sobre a situação grega e ponham a mão na consciência.

Guardámos este comentário relevante à notícia:

litos335 21 Setembro 2011 - 13:54
As Eurobonds
Nunca serão implementados, a menos que a Alemanha comande as finanças e a fiscalidade dos países intervenientes.
No caso grego (e não só) as Eurobonds só serviriam para a Grécia continuar a aumentar o seu endividamento à custa de taxas mais baixas e a coberto da garantia alemã. Só um suicida aceitaria tal coisa.
Penso que todos os países que cheguem à conclusão que não conseguem saldar os compromissos devem abandonar o Euro quanto antes. Ou a zona euro irá ser toda contaminada. Quem sair do Euro, com o crédito internacional fechado, pode preparar-se para viver ao nível duma Albânia ou país centro-africano.


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