quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Governo vai extinguir 137 entidades da Administração Central


" «Serão extintas cerca de 162 entidades no âmbito da Administração Central, serão criadas novas 25 através de fusões de entidades existentes, e isso dá um saldo líquido de cerca de 137 entidades que serão extintas e que beneficiarão a Administração Central para futuro de uma estrutura mais leve que pese menos aos bolsos dos contribuinte», afirmou o Primeiro-Ministro Pedro Passos Coelho, em resposta a uma pergunta, no debate quinzenal, no Parlamento.
O Plano de Redução e Melhoria da Administração Central, que o Conselho de Ministros vai aprovar, prevê ainda a extinção de 1712 lugares dirigentes. «Será de 100 milhões de euros o impacto orçamental durante o ano de 2012 que esta medida trará» e a extinção dos lugares dirigentes «equivale a cerca de 27% de redução».
Esta redução de lugares dirigentes fica «muito acima, portanto, dos 15% que tinham ficado indicados como objectivo importante a alcançar», nas linhas gerais do Plano de Redução e Melhoria da Administração Central (PREMAC), aprovadas a 20 de Julho, que fixavam como «objectivo mínimo uma redução de pelo menos 15% do total das estruturas orgânicas de cada ministério e de pelo menos 15% do número de cargos dirigentes, tanto de nível superior, como de nível intermédio», afirmou o Primeiro-Ministro. "

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Vamos registando as reacções das pessoas:


ahpoiseh 14 Setembro 2011 - 16:49
Meus caros,
Ninguém é despedido. Apenas acabam as comissões de serviço, bem como as regalias inerentes ao cargo. Estes funcionários voltam ao serviço de origem e categoria. No entanto o Estado poupa muito dinheiro, acreditem...


ffpcruz 14 Setembro 2011 - 17:14
Trocos
Os cortes nas 'gorduras' do estado são meros trocos no total da despesa, como se pode verificar. Ainda ninguém teve a coragem para dizer aquilo que tem de ser dito, sem despedimentos em massa ou mais cortes de salários não se vai lá. É bom que se veja que 80% da despesa do estado é com salários, pensões e transferências sociais.


missil 14 Setembro 2011 - 17:20
Redução de deputados
E a redução dos deputados, Sr. Primeiro Ministro?


disteel 14 Setembro 2011 - 18:03
Começo
Gostem, ou não, o PSD está a tomar medidas a sério. Não está a enganar ninguém e está a cumprir com o que está assinado. Portugal já está num nível acima da Grécia e até final do ano estou a acreditar que ficará mais bem cotado que Espanha e Itália. Estamos no bom caminho. Dói a todos, mas a maioria que critica o Passos foi a mesma que colocou o Sócrates a afundar o país. Como se poderá dar crédito a essa gentinha?
Faltam ainda algumas medidas de corte de despesa, mas até final do mês teremos mais novidades...


henriquehilario 14 Setembro 2011 - 18:56
OK, Sr. Dr.
Isto é na adminisração Central, então e o resto?
Empresas publicas que só servem para apresentar dívidas, geridas por quem só vê o seu interesse pessoal.
Institutos e fundações que apenas aumentam as despesas e permitem fugir aos impostos.
Autarquias locais onde as empresas municipais florescem como cogumelos para acomodar amigos, familiares e os da cor partidária. Ainda há muito para fazer, vamos a ver é se tem coragem para pôr na ordem os da sua máquina partidária.


100539 14 Setembro 2011 - 18:56
Viaturas do Estado
Aqui há grande espaço para poupar, tirando alguns casos especiais, não se admite que haja uns milhares de carros distribuídos a funcionários e seus familiares, qualquer cidadão não funcionário vai de transporte público ou no carro particular,
por que estes funcionários não fazem o mesmo?
O Estado gastador, incompetente e laxista é que tem de impor regras, aliás já em uso noutros paises onde reina consciência de Estado e não de impostos.


dani1938 14 Setembro 2011 - 19:21
E pode?
À atenção do Missel,
Estou de acordo com a diminuição do número de deputados. Porém, será que um qualquer Primeiro-Ministro tem poderes para isso?

Quanto a outros comentários, também opino. Tenho muitas dúvidas que a forte redução do poder de compra dos cidadãos (mercê de impostos agravados) dê bom resultado. É claro que pela redução do consumo vai-se ganhar em menos importações (o que é bom), mas como compatibilizar isso com os nefastas consequências que acarreta para o comércio em geral, e com a diminuição das receitas fiscais?

Concordemos que governar não é fácil em países que não disponham de riquezas naturais tipo hidrocarbonetos, gás, minérios de grande cotação, etc.

Por isso sou comedido nas censuras a quem governa, a menos que haja 'espalhanços' evidentes!


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