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segunda-feira, 18 de maio de 2015

Um domingo violento - I


Faltavam 20 minutos para o início do jogo Vitória de Guimarães-Benfica quando alguns adeptos benfiquistas começaram a agredir adeptos vimaranenses:

Uma centena de adeptos do Benfica sem escolta policial irromperam por uma das avenidas que dá acesso ao estádio e envolveram-se em confrontos com adeptos afectos ao Vitória de Guimarães. Houve arremesso de vários objectos, como tochas, petardos e garrafas.

Os poucos elementos do corpo de intervenção da PSP no local viram-se obrigados, inicialmente, a recorrer a tiros de 'shotgun' para apaziguar a situação.

Com o reforço do efectivo, as autoridades efectuaram uma carga policial para dispersar os dois grupos de adeptos e evitar a escalada da violência. Nas imagens televisivas divulgadas na CMTV, foi possível ver elementos do corpo de intervenção da PSP a afastarem um grupo de adeptos vitorianos com recurso a bastonadas, situação que também ocorreu com os adeptos encarnados.

Durante cerca de 10 minutos viveram-se momentos de tensão que obrigaram a uma intervenção policial musculada. Após a actuação da polícia de choque os ânimos serenaram.


No fim do jogo Vitória de Guimarães-Benfica, um grupo de adeptos benfiquistas composto por avô, pai e dois filhos procurou sair do Estádio D. Afonso Henriques quando os ânimos na bancada benfiquista se começavam a exaltar. Os polícias presentes aceitaram a saída da família porque o filho mais novo se sentiu indisposto.

Numa altura em que o menino já estava sentado num muro a beber água, um oficial da PSP de Guimarães aproximou-se e procurou explicar calmamente ao pai que tinha sido uma irresponsabilidade trazer a criança para um jogo de futebol de alto risco. O pai não apreciou a advertência. Começou a discutir e a gesticular com veemência, elevando as mãos acima da cabeça do oficial e à altura do ombro do filho mais velho, um adolescente que entretanto tinha subido para cima do muro.

Desconhece-se o que o homem terá dito ao agente da autoridade, mas o oficial deu-lhe ordem de detenção e tentou algemá-lo. O homem ofereceu resistência e o avô, que tinha vindo acudir ao filho, foi afastado com violência pelo oficial e por outro polícia. O indivíduo levantou-se, foi agarrado por um polícia do corpo de intervenção, continuou a espernear e o oficial, depois de lhe dar algumas bastonadas, conseguiu neutralizá-lo e algemá-lo.

O miúdo foi empurrado durante a detenção do pai, assustou-se e começou a chorar, tendo sido socorrido e afastado do local por polícias do corpo de intervenção, enquanto o irmão e o avô discutiam com os polícias que se encontravam à volta do detido.



Entretanto os adeptos do Benfica vandalizaram o bar do Estádio D. Afonso Henriques situado por baixo da bancada benfiquista, agrediram um dos funcionários e assaltaram o armazém, deixando um rasto de destruição no estádio do Vitória de Guimarães:



À noite, já em Lisboa, durante os festejos do título de bicampeão na Praça Marques de Pombal, alguns jovens vestidos com a camisola do Benfica fizeram detonar petardos. Quando as forças de segurança intervieram, arremessaram pedras, garrafas e outros objectos na direcção dos elementos da polícia, dando origem a uma carga policial:


Actualização em 21 de Maio
A festa em Lisboa para celebrar o bicampeonato do Benfica, entre as 19h30 e as 2h00, foi condensada num vídeo de 60 segundo. Lamentável é ver, no final, os adeptos benfiquistas começarem a detonar petardos e a festa degenerar em violência pura, ficando 16 polícias feridos:

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Um jogo inesquecível


Aconteceu no estádio Mineirão, em Belo Horizonte, nas meias-finais do Mundial 2014.


2-0, por Klose, aos 23 min


O Brasil tinha 11 jogadores em campo.
A Alemanha tinha 1 equipa. Uma entidade organizada, disciplinada e treinada.

O resultado foi o triunfo da Alemanha por um memorável 7 — 1.


09 Jul, 2014, 09:51

Uma interessante análise do jogo aqui.


segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Respeitem o morto!


O menino pobre que se tornou mundialmente conhecido pelo talento em jogar à bola, pediu para dar uma última volta ao relvado do Estádio da Luz antes de ser sepultado. Só desejou voltar ao relvado do clube dos seus afectos desde a infância. Mais nada.






Quis o Governo homenageá-lo, decretando três dias de luto oficial. Eusébio esforçou-se, trabalhou o seu dom inato, tornou-se num dos melhores jogadores de futebol da sua época e conseguiu dignificar o seu País nos estádios por esse mundo fora, sendo o português que mais difundiu o nome de Portugal: mereceu essa recompensa.
Caso raro, até o presidente da República conseguiu ler com inflexões na voz uma declaração singela e sentida, que humilde e humano era o homenageado.

Agora esta ideia da vice-presidente do PSD de pedir que os restos mortais de Eusébio sejam transladados para o Panteão Nacional, daqui a um ano, é puro aproveitamento político para catapultar o partido nas legislativas de 2015.
Diz o artigo 2º/1 da lei 28/2000: “As honras do Panteão destinam-se a homenagear e a perpetuar a memória dos cidadãos portugueses que se distinguiram por serviços prestados ao país, no exercício de altos cargos públicos, altos serviços militares, na expansão da cultura portuguesa, na criação literária, científica e artística ou na defesa dos valores da civilização, em prol da dignificação da pessoa humana e da causa da liberdade”.
Eusébio era um homem simples que adorava jogar futebol e dar aos entusiastas desse desporto a alegria dos golos e das vitórias. Não procurem confundir as pessoas.

Por seu lado, a facção socialista de António Costa resolveu obrigar o corpo de Eusébio a percorrer duas vezes a Segunda Circular, o Campo Grande, a Avenida da República, o Saldanha, a Avenida Fontes Pereira de Melo, o Marquês de Pombal, a Avenida da Liberdade, os Restauradores e o Rossio para passar em frente aos Paços do Concelho, com o pretexto da vereação de Lisboa lhe prestar homenagem (De regresso à Luz, será rezada missa na igreja e depois terá lugar o cortejo fúnebre).
Que hipócritas! Mexam as pernas, façam exercício físico para diminuir os volumosos ventres e vão ao Estádio da Luz ou à igreja prestar os respeitos que considerem devidos ao falecido.

Quanto à extrema-esquerda, ontem o silêncio foi ensurdecedor.
Como Eusébio nunca se envolveu na política, passou a jogar em clubes dos EUA a partir de Março de 1975 e foi medalhado em 1966 por Salazar — e o futebol usado para entreter e dar ânimo aos portugueses pobres na década de 60 —, foram lentos a vir reconhecer o mérito de um homem que tornou felizes os seus compatriotas através de um espectáculo desportivo popular.
É outra a escolha deles para alimentar as multidões: drogá-las com a propaganda marxista, apesar desta ter sido repudiada pelos povos que a provaram; ou mesmo, em sentido literal, entorpecê-las com a cannabis.
Criticam a população portuguesa por acreditar em Fátima e apreciar o Fado e o Futebol. Mas não os vejo preocupados com o esvaziamento mental das multidões que aplaudem líderes com pés de barro em manifestações monumentais de partidos socialistas internacionalistas — que defendem as democracias populares onde a liberdade de expressão é punida com a pena de morte — e me recordam os comícios, também monumentais, do partido nacional-socialista — Nationalsozialisten — de Hitler, responsável pelo Holocausto. Nem os vejo preocupados com o aparecimento de bandos de excluídos a drogarem-se em casas de chuto.

A morte de Eusébio está a pôr a nu o lado vergonhoso e nojento dos políticos portugueses que tudo aproveitam para conquistar votos. Nada que cause surpresa. Gente que se governou, e continua a governar-se, à sombra do 25 de Abril, gente que não tem competência profissional — por isso abraçam a política —, nem qualquer referencial de ética. Que esta gente aprenda a respeitar os mortos.


domingo, 5 de janeiro de 2014

In Memoriam Eusébio




Eusébio (1942-2014)


"Portugal perdeu hoje um dos seus filhos mais queridos: Eusébio da Silva Ferreira.

Quero, antes de mais, exprimir à Família de Eusébio as minhas mais sentidas condolências.

O País está de luto. Com muita tristeza, os Portugueses vêem partir uma das figuras nacionais que mais admiravam.

Ao longo da sua vida, Eusébio conquistou o carinho e a estima de todos nós. Por ser um desportista de excepção, dos melhores do mundo, que tantas glórias trouxe a Portugal.

(...)
Dentro do campo, entregava-se com paixão para alcançar a vitória. Representou a Selecção Nacional com uma dedicação sem limites.

Todos recordamos o dia em que saiu do campo em lágrimas, chorando por Portugal.

As lágrimas de Eusébio, nesse dia, são as nossas lágrimas, no dia de hoje.
"


In declaração do Presidente da República a propósito do falecimento de Eusébio





Final da Taça dos Campeões Europeus 1962, em Amsterdam: Benfica 5 - Real Madrid 3, com dois golos de Eusébio.



Quartos-de-final do Mundial 1966, em Inglaterra: o mítico Portugal 5 - Coreia do Norte 3, com quatro golos de Eusébio.



Meia-final do Mundial 1966: lágrimas no fim do jogo Inglaterra-Portugal perdido por 2-1.