sábado, 17 de setembro de 2011

Alberto João está a descredibilizar Portugal e a desmoralizar os portugueses




Prestámos atenção à colossal derrapagem orçamental da Madeira quando o gabinete de Olli Rehn, comissário europeu dos Assuntos Económicos e Financeiros, confirmou que as dívidas e despesas do governo regional da Madeira tinham sido avaliadas pela troika, em meados de Agosto, em 500 milhões de euros.
Logo a seguir Passos Coelho confirmou este 'buraco' financeiro na Madeira e garantiu que já fora 'tapado'.
Aí o contribuinte luso percebeu que a sobretaxa extraordinária sobre o subsídio de Natal deste ano — 840 milhões de euros, segundo o ministro das Finanças — vai servir para pagar esta derrapagem financeira do governo da região autónoma da Madeira que tem apenas 268 mil habitantes.

Hoje fomos confrontados com a notícia de que, afinal, o 'buraco' ascende a mais de 1,6 mil milhões de euros!
Até o presidente do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker, admitiu ter ficado 'surpreendido' com a notícia das omissões sobre as contas da Madeira e acrescentou — isto é gravíssimo — que ainda não tinha sido informado sobre este assunto.

Passos Coelho está a tratar o assunto com excessiva ligeireza. As irregularidades graves praticadas pelo governo regional da Madeira não se resolvem com promessas de que o executivo já está a elaborar legislação para que tal não se repita, porque podem descredibilizar o País a nível internacional.
Além de que, esmagados por impostos, os portugueses só estão dispostos a fazer sacrifícios pelo seu País se tiverem a garantia que não serão em vão, se tiverem a esperança de que no futuro a sua vida ou, pelo menos, a dos seus filhos vai melhorar. Atente nas reacções das pessoas:


Pereira, Porto. 16.09.2011 12:41
Mais do mesmo?
Não se trata de mais do mesmo, mas de um facto novo e gravíssimo! Impõe-se apurar responsabilidades legais e respectivas consequências judiciais. Por favor, senhor primeiro-ministro, acabe com esta situação! Nunca mais votarei em qualquer partido que, a partir de agora (já que não o fizeram no passado), não resolva isto por uma vez.
Se os políticos querem que os portugueses tenham respeito pelas instituições públicas, façam por merecer esse respeito. Esta é uma oportunidade para o fazer e seria um exemplo de que, afinal, as coisas não voltariam a ser o mesmo daqui para a frente. Pessoas do governo e da justiça: assumam-se! Deixem de ser cobardes e vendidos a votos. Actuem, e de forma dura, dentro da legalidade, pois tenho a certeza de que existem instrumentos legais.


António, Lisboa. 16.09.2011 12:46
E agora?
Num dia em que é noticiado que o Sr. Jardim vai continuar a gastar e aparecem estes novos 'mini' desvios, que vão os nossos dirigentes dizer e, ainda mais importante, fazer?
E não falo apenas do Primeiro-Ministro (e Presidente do partido que governa a Madeira) ou do titular da pasta das Finanças mas, também, do silencioso inquilino do Palácio de Belém, garante do respeito pela Constituição e do Normal Funcionamento das Instituições.


JMCS, Braga. 16.09.2011 12:52
Culpa morre solteira
Há obrigações legais de comunicação de informação que não foram cumpridas. Não há responsáveis que sejam responsabilizados criminalmente por falta no cumprimento da lei? Só numa república das bananas.


Miranda, Cubano. 16.09.2011 12:58
Ao que chegámos...
Uma vez mais a gozar com os continentais e a aproveitar o momento para fazer propaganda política, para que os madeirenses não o tirem do poder (ele e toda a sua corja parasitária), pois o medo que outro partido vença e mostre toda a trafulhice que tem sido feita nestes últimos anos é tanta, que vale tudo para que nada se descubra.
Está na hora de vocês, madeirenses, abrirem os olhos e tentarem mudar o rumo das coisas ou correm o risco de um destes dias acordarem com a independência nas mãos e viverem completamente na miséria para pagar a dívida que vêm a acumular.


F.S., Lisboa. 16.09.2011 15:00
Basta a responsabilidade política?
Dívidas que não foram registadas, pagas ou comunicadas às autoridades estatísticas. E o Tribunal de Contas já julgou as Contas de 2008, 2009 e 2010? Estão em causa responsabilidades financeiras e reintegratórias, para além de criminais. Não se pode assumir uma dívida sem dotação para o efeito.
Como madeirense a residir no Continente, sinto-me envergonhado por isto. Não critiques os outros antes de olhares ao espelho (Alberto João quando falava de Sócrates).


I Oliveira, Porto. 16.09.2011 15:01
Atitudes de quem vive de dinheiro emprestado
A situação da Grécia começou com a revelação que, afinal, os Gregos tinham dívida escondida e que andaram a fantasiar as contas. A consequência foi o descrédito e, também por causa disso, a imposição externa de juros impossíveis.
Temos todos de tirar esta lição: as habilidades para esconder buracos e aldrabar as contas correm mal, muito mal, para quem vive de dinheiro emprestado. Com prejuízo último para quem paga os impostos.
Com a Madeira, é preciso procurar o rigor. Sempre o rigor, para podermos ser levados a sério enquanto povo.


Miguel Pereira, Funchal, Portugal. 16.09.2011 15:06
Onde estavam os órgãos de fiscalização?
Sou, com muito orgulho, madeirense. Durante este tempo admirei a forma intransigente como o Governo da Madeira defendia a sua região. O deficit apresentado é, de facto, muito grave e estou muito desiludido com o meu governo. O povo da Madeira não merecia este vexame. Contudo, não consigo perceber como os órgãos de fiscalização da República (Tribunal de Contas e Finanças) foram 'enganados' e sinceramente não acredito em enganos desta dimensão.

Cidade Lusa, PT. 18.09.2011
RE: Onde estavam os órgãos de fiscalização?
O Tribunal de Contas publicou em Abril passado um relatório sobre a “Auditoria orientada para os encargos assumidos e não pagos da Administração Regional Directa da Madeira – 2009”. E que dizia esse relatório? Enumerava numerosas facturas em dívida a fornecedores, no montante global de 184,5 milhões de euros, não inscritas na lista de encargos assumidos e não pagos.
Acontece que havia outras despesas escondidas e, com juros de mora, ascendem a mais de 1 milhar de milhão de euros. Além de que, no primeiro semestre de 2011, já há uma derrapagem orçamental de 568 milhões de euros que serão pagos com a sobretaxa sobre o nosso subsídio de Natal.


Anónimo, Desespero city. 16.09.2011 15:10
O problema não é a Madeira
O problema são labregos como o AJJ, arraçados de reizinhos lá da terra, que fazem o que lhes apetece e sem temerem consequências civis dos seus actos. Haja coragem da justiça perseguir este tipo de acções, que não são menos que criminosas. Obriguem estes pseudo-dirigentes a cumprir penas de prisão efectivas e despojem-nos dos seus bens para minimizar os impactos das burlas que fizeram e logo passaremos a ter uma classe política livre de sanguessugas.
Arre! Portugal merece melhor que isto!


Pedro Lucas. 16.09.2011 15:13 Via Facebook
Responsabilidade criminal
Estou à espera da demarcação de Passos Coelho da governação danosa de AJJ. Estou à espera de um sinal vermelho, não é amarelo, é vermelho, estou à espera do PSD apontar o dedo a esta situação e retirar a confiança a AJJ como candidato.
E não estou a falar só de responsabilidade política. Estou a falar de responsabilidade criminal. Não me interessa a cor do governante. Interessa-me as suas acções. E endividamento encapotado é um crime. Estou à espera da frase 'nem mais um tostão'. E acho que não estou sozinho.

Antonio Loureiro. 16.09.2011 Via Facebook
RE: Responsabilidade criminal
Claro que não está sozinho. Está com todos os portugueses honestos e desenraizados das cores partidárias.


Anónimo, Lisboa, Portugal. 16.09.2011 16:01
Bem, nem tudo na troika é mau
Finalmente há uma boa desculpa para ir ver as contas da Madeira e conhecer o que por lá se passa há tantos anos. Antes o AJJ quando se levantava alguma dúvida sobre gastos, reagia como se isso fosse um 'ultraje' (e tanta gente votou sempre nele durante anos porque o próprio, o primo ou a tia trabalhava directamente para o Governo) e agora sucede isto.
Passa-se o quê na Madeira? Não é Portugal (o continente) que pergunta, é a Europa! Agora vamos descobrir, ou será que ele também dá a volta aos tipos da troika?


Anónimo, Sintra, Portugal. 16.09.2011 16:05
Colocar fim na impunidade
Além de dever ser considerado crime público, os responsáveis deveriam também perder os mandatos. São actos irresponsáveis como este que levam as entidades de rating a dizer de nós o que dizem.


mpc, Porto. 16.09.2011 16:30
Actuar, já!
Para começar o IVA da Madeira deve passar a ser igual ao do Continente retirando, assim, o bónus da chamada insularidade. O povo da Madeira é responsável por manter este energúmeno no poder e deve ser penalizado por isso.


solsticio, Guimarães. 16.09.2011 16:41
Uma réstea de esperança...
Como portugês, já há muito que me sinto envergonhado. Como contribuinte, completamente depenado. Como cidadão, completamente impotente para lutar seja contra aquilo que for. O voto já não é arma nenhuma, é uma treta!
Aos portugueses deixo um conselho: não vão à Madeira. O Continente tem locais bem mais bonitos para gozar férias e/ou passar uns dias de sossego. Esta é a uma 'arma' ao nosso alcance. Usemo-la!


Miguel, Porto. 16.09.2011 16:48
Continuem a fazer o mesmo
Peço a todos os madeirenses que continuem a votar no Sr. Alberto João Jardim. Não se preocupem com o buraco orçamental agora descoberto... pois isso é somente uma cabala do governo central. Esse buraco não existe, as contas da Madeira estão impecáveis... e devemos é culpar todos as pessoas que vivem no continente.
Por isso juntem-se a mim e continuem a apoiar este senhor, por uma Madeira melhor, por uma gestão e politica ímpar baseada nas festas de Carnaval e de ano novo! Uma política baseada no insulto e numa realidade paralela de que as pessoas do continente fazem de tudo para afundar a Madeira.


tadeu, portugal. 16.09.2011 18:22
Pergunta
para quem souber responder: um político pode ser destituído de seu cargo? Alberto João Jardim, eleito pelo povo e claramente responsável por irresponsabilidades, pode ser 'demitido'? Obrigado.

Queirós, Lisboa. 16.09.2011
RE: pergunta
Art. 234º da nossa Constituição prevê que o Presidente da República pode dissolver as Assembleiras Regionais, implicando assim a demissão do Governo Regional, que deverá limitar-se a actos de gestão, à semelhança do que acontece com a Assembleia da República e o Governo Central (por exemplo, Sampaio dissolveu a Assembleia quando Santana Lopes era Primeiro-Ministro).
Portanto, AJJ pode ser 'demitido', ainda que de forma indirecta, por Cavaco Silva, independentemente dos resultados eleitorais.


Antonio Fernandes, Lisboa. 16.09.2011 19:54
O futuro de Passos Coelho joga-se na Madeira
Penso que o futuro do Governo de Passos Coelho se vai jogar na sua reacção à situação na Madeira. Se ele tiver coragem e vontade politica para apertar a sério os ditos ao Sr. Jardim, e acabar com esta vergonha, então podemos acreditar na bondade das suas intenções e teremos Homem e Governo. Se a sua reacção for a dos lideres do PSD no passado, então temos mais do mesmo e o governo não terá margem de credibilidade para nos estar a exigir os sacrifícios que reconheço serem necessários.


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