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terça-feira, 12 de agosto de 2014

Pyongyang como nunca a tínhamos visto


A Coreia do Norte é um dos países mais secretos do mundo. Um dos países que mais recorre à propaganda mas que também é alvo de uma enorme propaganda. Assim, este vídeo de JT Singh e Rob Whitworth sobre a capital da Coreia do Norte, feito em colaboração com a norte-coreana Koryo Tours, só podia suscitar a curiosidade.


11/08/2014 - 14:42

Sabemos que muitos dos edifícios de Pyongyang não estão habitados porque não têm acabamentos interiores, a parte da construção com custos mais onerosos. No entanto, o ordenamento do território, a conservação e limpeza dos espaços, o comportamento respeitoso e a disciplina da população são espectaculares.

Obviamente não esquecemos que o país vive debaixo da ditadura feroz de uma família política e de umas forças armadas omnipotentes e detentoras de privilégios escandalosos. Além de que, fora da capital, grande parte da população vive pobremente, chegando a recolher algas do mar para matar a fome.


quarta-feira, 14 de agosto de 2013

O smartphone da Coreia do Norte




Kim Jong-Un numa visita à fábrica 11 de Maio realizada no dia 10 de Agosto de 2013.


A Coreia do Norte diz ter produzido o smartphone Arirang com uma câmara de alta resolução e um ecrã sensível ao toque, tendo a Central de Notícias norte-coreana (KCNA) disponibilizado fotografias do líder Kim Jong-Un durante uma visita à fábrica.

Em 2011 foi anunciada a produção de um tablet, mas os especialistas que analisaram o aparelho encontraram indícios de que fora produzido na China.
O minimalismo do equipamento da fábrica, a ausência de uma linha de produção e a falta de precauções com o vestuário dos visitantes, levantam suspeitas de que o novo produto terá a mesma origem. Vê-se trabalhadores a testar smartphones acabados, mas não a produzi-los.

O país possui uma rede de telecomunicações móveis desde 2008, graças a uma parceria com a empresa egípcia Orascom, mas a sua actividade é fortemente controlada. Há um único operador de telemóveis no país e os dois milhões de norte-coreanos que subscreveram o serviço podem efectuar telefonemas entre si, mas estão proibidos de fazer chamadas para o estrangeiro.
O acesso à Internet é ainda mais limitado, estimando-se que apenas mil pessoas disponham de ligação a uma Intranet completamente separada da Web, num país com 25 milhões de habitantes.

Persiste o isolamento total da população numa Coreia do Norte imersa em propaganda onde a figura graciosa da mulher do líder é apenas um adereço no palco político. Estamos perante uma "invenção" para fazer esquecer a pobreza tecnológica norte-coreana face à pujança da Samsung Electronics Co., a maior fabricante mundial de smarphones, memórias para computadores e ecrãs sensíveis ao toque da vizinha Coreia do Sul.



Uma fábrica da Nokia: vêem-se as linhas de produção.


Dois comentários bem humorados lidos no Público:

Ricardo Cebola
Coruche/Almada 14/08/2013 02:02
Esta foto é espectacular! O Glorioso líder com uma caixa nas suas mãos com a nova incrível tecnologia. Um laboratório o mais genérico possível... com uma balança? A medir pó branco? Três generais a tomar notas sobre o grande líder a mexer na caixa.
E alguém a executar a parte final do empacotamento cortando pessoalmente as últimas etiquetas. Homem, tens de voltar para trás que falta a etiqueta numa das caixas!

Santo Ananás
Consultor, Lisboa 14/08/2013 09:53
Acabar a produção dos telemóveis numa mesa com 6 cadeiras, com touca e luvas para embalar aquilo, e 3 generais a anotar... sei lá, coisas... deve ser mesmo esse o dia-a-dia do processo normal nessa "fábrica" de telemóveis norte-coreanos. Cheira-me (passo a piada fácil) que alguém anda a cheirar aquele pó branco.
E o pormenor da tesoura é delicioso...


sábado, 27 de julho de 2013

Esperança - II


Portugal conquistou 111 pontos, a melhor pontuação de sempre, nas 54ª Olimpíadas Internacionais de Matemática, que decorrem na Colômbia, tendo ficado em 36.º lugar na classificação por países, num total de 97 países participantes.

Todos os elementos da equipa portuguesa receberam distinções, animando a nossa esperança:
  • Miguel Moreira, aluno do 11.º ano na Escola Secundária Rainha D. Amélia, em Lisboa, conquistou uma medalha de ouro, tendo ficado na posição 30ª entre 528 participantes.
  • Miguel Santos, da secundária de Alcanena, 12.º ano, Francisco Andrade, da secundária do Padrão da Légua, 10.º ano, Luís Duarte, da secundária de Alcains, 12.º ano, e David Martins, da secundária de Mirandela, 11.º ano, conquistaram medalhas de bronze.
  • Nuno Santos, aluno do 10º ano do Colégio Nossa Senhora do Rosário, no Porto, recebeu uma menção honrosa.

Estes alunos e os seus professores de Matemática merecem parabéns pelo trabalho desenvolvido. As palavras finais de apreço vão para as famílias dos alunos pela sabedoria com que os educaram e que agora vêem a recompensa.



29 Jul, 2013, 21:03


Nos resultados por países temos a assinalar o primeiro lugar da China, seguida pela Coreia do Sul, Estados Unidos da América, Rússia e Coreia do Norte.

O gráfico seguinte mostra a evolução dos quatro países melhor classificados, desde o ano 2000, e também a de Portugal. Reconhecendo à China o mérito de manter, em geral, o primeiro lugar, é preciso realçar o extraordinário desempenho da Coreia do Sul, um pequeno país com área próxima da de Portugal e o quíntuplo da população que se bate com a China, a Rússia e os Estados Unidos tendo já alcançado um primeiro lugar.




Nos últimos anos as equipas portuguesas têm vindo a melhorar significativamente os resultados, graças ao trabalho que está a ser desenvolvido por alguns professores de Matemática com os seus alunos mais promissores e pela Sociedade Portuguesa de Matemática. A selecção e preparação dos alunos está a cargo do Projecto Delfos, do Departamento de Matemática da Universidade de Coimbra.

No entanto, Portugal ficou atrás de muitos países europeus — Reino Unido, Ucrânia, Itália, França, Bielorrússia, Hungria, Roménia, Países Baixos, Alemanha, Croácia, Sérvia e Eslováquia — alguns dos quais nunca dispuseram dos recursos financeiros que foram canalizados para a educação no nosso País sem produzirem resultados perceptíveis.
Não podemos fingir que tudo está bem com os resultados dos nossos alunos quando vemos equipas de países com um nível de vida muito inferior ao nosso, como sejam o Vietname, o Irão, a Tailândia, o México, a Turquia, a Indonésia e a Índia, a ultrapassarem a equipa portuguesa.

As consolas de jogos, os telemóveis, o Facebook não produzem resultados, servem apenas para desperdiçar tempo e recursos financeiros, há que ter consciência desse facto e alertar os pais dos nossos alunos.
Grande também é a responsabilidade dos directores das escolas que preferem criar grupos de compadrio que os apoiem na manutenção no cargo em vez de investirem nos resultados dos alunos das suas escolas.

Compare-se os salários mínimos dos países europeus mencionados para não haver dúvidas. Os professores, os pais e os alunos têm um longo caminho a percorrer até Portugal conseguir apresentar resultados compatíveis com o bem-estar que as famílias portuguesas ainda desfrutam.





domingo, 14 de abril de 2013

Uma visão humana da Coreia do Norte



28/03/2013 Escolher legenda em português.


Este documentário de pouco mais de cinquenta minutos não esconde a propaganda, o belicismo e a censura do regime norte-coreano, nem as dificuldades e frustrações por que passou o realizador do filme, mas procura lançar uma ponte entre as democracias ocidentais e a ditadura comunista da Coreia do Norte.

Damos a palavra a Chrystian Cohen, o cineasta:

A Coreia do Norte está algures entre uma União Soviética congelada no tempo, em 1930, e uma visão futurista e negra da sociedade... como se imaginava na década de 70.

"Terra dos sussurros" convida-o a visitar o destino de viagem, indiscutivelmente, mais exclusivo e isolado do mundo — não para criticar, mas para observar e escutar. Além dos destaques habituais, tais como Pyongyang ou Arirang, este documentário privilegiado e individual mostra zonas como Chongjin ou Wonson, ainda praticamente desconhecidos até mesmo para o google ou a wikipedia. Aí, tentei perfurar a omnipresente 'mitologia nacional" e, tanto quanto possível, conectar com as pessoas — como a empregada de mesa hipnotizada por um computador portátil de ecrã táctil, ou um guia turístico cautelosamente fascinado pela cultura pop moderna.

Compare-se a atitude deste cineasta com a de um jornalista da BBC que visitou a Coreia do Norte à socapa numa viagem organizada por estudantes da prestigiada London School of Economics que sabiam e não sabiam — só a hipocrisia consegue violar o princípio da não contradição — que ele não era aluno de doutoramento.

No final, perguntamos: Por que razão as crianças, os jovens e os operários norte-coreanos têm de trabalhar tanto e usufruir de tão pouco?
Por que razão os operários chineses da Foxconn Technology, um dos maiores fabricantes mundiais de electrónica, e um importante fornecedor dos ipads, iphones e computadores da Apple, trabalham 40 horas por semana e recebem apenas 2500 yuan renminbi mensais, ou seja, 308 euros mensais?

Enquanto os alunos portugueses dispõem de toda a parafernália electrónica — telemóveis, consolas de jogos, smartphones, tablets, calculadoras, computadores — que o País não sabe projectar, nem produz, tem de importar gastando divisas, e são, em geral, pouco estudiosos, muito conversadores e passam as aulas a brincar e a criticar, não respeitando as instruções dos professores.
E, pasme-se: alguns pais ainda pensam que os filhos deviam ter direito a mais tempo para se divertirem, melhores classificações e passagem automática de ciclo sem serem submetidos a exames nacionais porque ficam traumatizados.

Se os norte-coreanos sem disporem de tecnologia são capazes de produzir os jogos Arirang, onde simulam ecrãs gigantescos pondo vinte mil pessoas a movimentar em síncrono placas coloridas, como é dito no documentário, imagine-se o que fariam se pudessem dispor de tecnologia electrónica e computacional avançada.





quinta-feira, 26 de julho de 2012

Suave brisa vinda da Coreia do Norte



Kim Jong-Un, líder da Coreia do Norte, e sua mulher Ri Sol-Ju visitam uma piscina em Pyongyang, capital do País.


O regime comunista norte-coreano parece querer imitar a abertura da economia chinesa ao mercado mundial.
São más notícias para os trabalhadores portugueses, porque os norte-coreanos aplicam-se nos estudos e recebem salários reduzidíssimos.

Mesmo assim, votos de que prossigam nesta abertura, para bem do seu povo e paz do resto da humanidade.