quarta-feira, 6 de abril de 2011

Governo dirigiu pedido de assistência financeira à Comissão Europeia




2011-04-06 20:57:41

O Governo apresentou «à Comissão Europeia um pedido de assistência financeira, por forma a garantir condições de financiamento a Portugal, ao nosso sistema financeiro e à nossa economia, em termos que tenham em conta a situação política nacional e as limitações constitucionais do Governo, como Governo de gestão», afirmou o Primeiro-Ministro em comunicação ao País.
José Sócrates afirmou que sempre encarou «um pedido de ajuda externa como uma solução de último recurso», mas que «a rejeição do PEC proposto pelo Governo, e que tinha tido o apoio e o voto de confiança das instituições europeias, foi o sinal mais errado que podíamos dar aos mercados financeiros e às instituições internacionais», pelo que «em consciência julgo que chegámos ao momento em que não tomar essa decisão acarretaria riscos que o País não deve correr».
A comunicação analisada pelo Wordle:





2 comentários:

  1. Não quis ouvir, nem ver, a comunicação ao país, porque já esperava algo no género: «a rejeição do PEC proposto pelo Governo, e que tinha tido o apoio e o voto de confiança das instituições europeias, foi o sinal mais errado que podíamos dar aos mercados financeiros e às instituições internacionais».
    É demasiado obscena tanta trafulhice, sabendo de antemão, se a memória não me falha, que nenhum governo PS chegou ao fim dos segundos mandatos e todos eles gastaram à tripa forra.
    Começou com Mário Soares que foi demitido por Ramalho Eanes por não ter competência para estar á frente do País. Também Guterres gastou com os boys e no 2º mandato fugiu porque já não havia dinheiro. Até Durão Barroso quando chegou ao governo apercebendo-se da tanga em que nos encontrávamos, desatou a fugir.
    Sócrates, o vendedor de banha da cobra, gastou quanto quis com os seus apparatchiks, ignorou arrogantemente todos os avisos (nomeadamente o Tribunal de Contas) e agora culpa todos os outros da sua incompetência!!!
    Em suma, todos tiveram o mesmo objectivo, gastar ou embolsar o mais possível, com institutos, fundações, derrapagens, desvios, roubos e para cúmulo dos cúmulos mascarar falências de bancos e empresas públicas (faltando ainda conhecer o real endividamento de todas as empresas públicas e das famosas parcerias público-privadas).
    Na verdade pode-se enganar todos por algum tempo e pode-se enganar alguns o tempo todo, mas não se pode enganar todos o tempo todo!

    «Um dos propósitos das manobras dilatórias de José Sócrates era arrastar-se sem bailout até ao Conselho Europeu de 25 de Março onde supostamente seria criado (e foi) o Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE). O MEE, esperava ele, viria a comprar abundantemente dívida pública no mercado primário a taxas de juros para amigos em troca das suas promessas envelopadas em PECs. Erro dele, má fortuna. O MEE só funcionará a partir de 2013, em qualquer caso muito para além do adiamento possível da insolvência portuguesa, e, pior do que tudo, os empréstimos do MEE terão preferência no reembolso e obrigarão os Estados devedores a incluir nas novas emissões de dívida a colocar nos mercados uma cláusula que obrigará os investidores a participarem na eventual reestruturação da dívida incluindo haircut, perdão e/ou redução de juros, e o mais que for necessário. Imagine-se a que preços irão ser colocadas estas emissões e que yield irão ter.

    Além disso, o acesso ao MEE terá como condição a adopção de programas de consolidação orçamental que farão inveja ao FMI.

    Pior a emenda do que o soneto.»

    http://impertinencias.blogspot.com/2011/04/case-study-o-que-esperar-do-mecanismo.html


    «Mentir compulsivamente é uma doença, mas para isso há tratamento! Só espero que ele fosse coerente, e se fosse embora de vez, como ele próprio afirmou. Mas é preciso preservar a imunidade parlamentar, porque toda a verdade virá sempre à tona...»
    http://ecotretas.blogspot.com/2011/04/mentir-compulsivamente-ate-ao-fim.html

    Obrigado pelo tempo e espaço.

    ResponderEliminar
  2. "O MEE, esperava ele, viria a comprar abundantemente dívida pública no mercado primário a taxas de juros para amigos em troca das suas promessas envelopadas em PECs."
    Gostei. O PM confiava na sua boa estrela que o levou de secretário de Estado Adjunto do ministro do Ambiente, em 1995, a primeiro-ministro em 2005. Mas há sempre um dia em que a estrela dos aldrabões empalidece...

    Passando os olhos por outros artigos do blogue (Im)pertinências — o vídeo Sócrates a perguntar ao Luís como ficava melhor a olhar p’rós pontos electrónicos, que ainda não conhecia, é uma delícia — veio mesmo a calhar a montagem sobre uma recente infografia do Negócios, cujo código HTML procurava para suportar os dados apresentados por Alexandre Soares dos Santos na sua recente entrevista.

    ResponderEliminar