Há muito se sabia que só a vinda dos técnicos do FMI conseguiria impor limites aos desvarios das clientelas socialistas e exigir rigor nas contas públicas.
A aldrabice era tal que o défice de 2009, anunciado antes das eleições como sendo de 5,9% do PIB, acabou por sofrer uma revisão que o catapultou para 9,4%.
O défice de 2010 também fez história: começou por ser euforicamente anunciado por José Sócrates à senhora Merkel, à Europa e ao contribuinte luso como ficando abaixo de 7% do PIB. Não era propriamente um resultado espectacular porque houvera a habilidade contabilística de enfiar uma receita extraordinária — o Fundo de Pensões da PT — mas sempre ficava abaixo do valor previsto de 7,3%.
As coisas pioraram quando o Banco Central Europeu que andava a comprar dívida soberana portuguesa no mercado secundário há um ror de meses, com o objectivo de suster a escalada das taxas de juro, decidiu mandar alguns técnicos fazer-nos uma visita de "cortesia", em Fevereiro, acompanhados por colegas de Bruxelas.
Além de exigirem o registo, em 2010, das imparidades derivadas do BPN ainda foi necessário enfiar nas contas os empréstimos concedidos a empresas de transportes.
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