O Governo português e a Comissão Europeia fecharam hoje, em Bruxelas, o acordo de parceria sobre o novo quadro comunitário de apoio que vai vigorar até 2020, sucedendo ao actual Quadro de Referência Estratégica Nacional (QREN).
Portugal vai receber 21 mil milhões de euros no novo QREN — o Portugal 2020 — aos quais se somam cerca de 4 mil milhões de euros do Fundo Europeu Agrícola de Desenvolvimento Rural. Destes 25 mil milhões, mais de 6 mil milhões de euros serão dados às pequenas e médias empresas (PME).
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Todos os países pagam contribuições obrigatórias para a UE, mas são muito reduzidas no caso do nosso País. Estas verbas do QREN podiam, portanto, ser muito úteis para financiar o crescimento da economia portuguesa.
No passado, as verbas do QREN foram usadas, em grande parte, para aumentar o património dos políticos, sobretudo dos autarcas, e dos que vivem à sombra deles. Se nada mudar, parte dos 25 mil milhões dados pela União Europeia a Portugal até 2020 vai cair nas mãos desta gente e servir para aumentar as suas fortunas pessoais.
Note-se que qualquer empresário pode candidatar-se a estas verbas desde que apresente um projecto bem estruturado e viável. O problema é a falta de qualificações de empresários e trabalhadores das PME que obstam ao aparecimento de candidaturas de qualidade.
Esperamos, pelo menos, que os portugueses tenham aprendido alguma coisa com os sacrifícios que tiveram de fazer desde o início de 2011, sejam mais rigorosos, a começar por si próprios, e denunciem as irregularidades que descobrirem. Só assim poderemos acalentar a esperança de que estas verbas sejam usadas, efectivamente, para promover o desenvolvimento económico do País.
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