sábado, 14 de novembro de 2015

Noite de terror em Paris - I. Os atentados


Ontem à noite ocorreram 6 atentados terroristas em Paris e Saint-Denis que provocaram 129 mortos e 352 feridos e levaram à declaração do estado de emergência nacional e ao restabelecimento do controle das fronteiras de França.




LE MONDE | 15.11.2015 à 19h51

Os atentados começaram pelas 21:20 (20:20 em Lisboa) e visaram o Estádio de França, em Saint-Denis, e restaurantes, bares e a sala de concertos Bataclan, em Paris.


Atentado próximo do Estádio de França

No Estádio de França, em Saint-Denis, decorria um jogo de futebol amigável entre a França e a Alemanha. Pelas 21:20 ouviu-se uma explosão, seguida por outra alguns minutos mais tarde, ambas junto de portas do estádio. Haveria ainda uma terceira explosão às 21:53 a quatrocentos metros do recinto.
Os acessos ao estádio foram encerrados. No final do jogo, a multidão concentrou-se no relvado do campo. O presidente francês, François Hollande, que também estava a assistir ao jogo, foi imediatamente retirado do local.
Estes ataques terão vitimado 1 pessoa e os três terroristas provocaram as explosões detonando os cintos de explosivos.



Bar Le Carillon


Café Bonne Bière

Le Monde.fr | 13.11.2015 à 22h04

Pelas 21:25, no cruzamento da rue Bichat com a rue Alibert, o bar Le Carillon, assim como a esplanada do restaurante Le Petit Cambodge que fica em frente, foram alvo de um tiroteio que partiu de um carro Seat Leon de cor negra. Morreram 15 pessoas.

O carro seguiu para o cruzamento da rue Faubourg du Temple com a rue de la Fontaine-au-Roi onde os terroristas repetiram o tiroteio, agora sobre as pessoas que se encontravam no café Bonne Bière que procuraram refugiar-se debaixo das mesas. Eram 21:32. Fizeram mais 5 vítimas.

Às 21:36, os mesmos terroristas chegaram ao cruzamento da rue Faidherbe com a rue de Charonne. Aí abriram fogo sobre a esplanada cheia de clientes do restaurante La Belle Équipe. Mataram 19 pessoas.

Pouco depois, outro terrorista suicida detonou o seu cinto de explosivos na esplanada do café Comptoir Voltaire, no boulevard Voltaire, provocando vários feridos, um dos quais se encontra em estado grave.




Le samedi 14 novembre 2015
22h09, sexta-feira à noite, no cruzamento do Boulevard Voltaire com a Passage Saint-Pierre Amelot. O fotógrafo Patrick Zachmann filmou as primeiras trocas de tiros no Bataclan entre as forças de segurança e os terroristas.

Le Monde.fr | 14.11.2015 à 07h59
No momento do ataque terrorista no Bataclan, Daniel Psenny, jornalista do Le Monde, filmou a fuga dos espectadores pela saída de emergência da sala de concertos parisiense. Ler a história da mulher pendurada na janela aqui.

O ataque mais grave teve lugar no Bataclan, no boulevard Voltaire. Pelas 21:40, um grupo de quatro terroristas chegou num Volkswagen Polo negro e entrou de rosto descoberto nesta sala de espectáculos da capital francesa quando estava a decorrer um concerto da banda rock "Eagles of Death Metal" presenciado por cerca de 1500 espectadores. Muitos ficaram sequestrados e foram abatidos pelos terroristas que, armados com metralhadoras kalashnikov, disparavam indiscriminadamente. Um deles terá gritado "Tudo isto é culpa do vosso presidente!", aludindo à intervenção francesa na Síria e no Iraque.
O pânico instalou-se na sala. Alguns espectadores fugiram pelas traseiras, outros por uma abertura que dava para o telhado e um conseguiu publicar mensagens no Twitter pedindo ajuda. Quando a polícia assaltou o recinto, três dos terroristas fizeram detonar os coletes de explosivos e o quarto conseguiu fugir. Há a lamentar, pelo menos, 89 vítimas.

O Estado Islâmico já reivindicou a autoria dos ataques.

Numa declaração ao país, por volta da meia-noite (23:00 em Lisboa), o presidente francês disse que havia decidido decretar o estado de emergência nacional e restabelecer o controle das fronteiras.


*


O passaporte sírio encontrado pela polícia francesa no local de uma das explosões junto ao Estádio de França pertencia a um refugiado registado na ilha de Lesbos, Grécia, em Outubro, disse hoje um ministro grego.

14 Nov, 2015, 20:26

Entre aqueles refugiados — a larga maioria — que fogem da guerra na Síria e procuram uma vida melhor para as suas famílias na União Europeia, escondem-se os terroristas que não têm outra ambição que não seja destruir os povos europeus.

A partir dos massacres de sexta-feira 13 de Novembro em Paris deixou de ser possível iludirmos esta realidade. Se ouvirmos atentamente este extracto da conferência de imprensa do procurador da República de Paris, teremos de reconhecer que os serviços de informações, por melhor que seja a sua organização, serão sempre insuficientes:

14 Nov, 2015, 20:31

Os terroristas vivem no interior dos países europeus, querem destruir o modelo de vida e os valores éticos da nossa sociedade e estão dispostos a morrer para nos matarem. Subestimar a sua força poderá ser fatal.
Há que interiorizar este grave problema e procurar soluções — por exemplo, aceitar para líder da Síria uma personalidade educada no modelo de valores ocidentais, como é Bashar al-Assad, para pôr fim à guerra e reunificar o país. Antes que seja demasiado tarde.

Outras opiniões:

Anónimo
01:03
Na minha casa tenho porta e só entra quem quero... Façam o mesmo sendo Europa e deixem as caganças de fora, devia ter sido sempre assim.

Grunho
02:13
Isto é o preço do apoio da Europa à campanha dos imperialistas dos USA de saque do petróleo dos árabes, não tem nada a ver com rezas. E a nós o que nos vale é a nossa insignificância, porque senão já tínhamos aqui outra desgraça.

Aquiles
11:58
Eis os refugiados a cumprirem a sua missão ao invadirem a Europa! Uma vergonha para os dirigentes europeus que alinharam com a estratégia dos USA que financiam o EI para a guerra e fomentam a invasão europeia por muçulmanos assassinos.

DantasPt
12:02
Quando foram bombardear o Iraque, e aterrorizaram todo um país, onde morreram mais de 500 mil pessoas, sem nenhum motivo para o fazerem, assinaram uma declaração de guerra. Agora estamos a pagar essa guerra, que está a levar todo o mundo para conflitos globais que pode desencadear a mais mortífera guerra a nível mundial.
Ainda espero ver presos e mandados para o Iraque todos aqueles que invadiram o Iraque a fim de que o povo Iraquiano os julgue.

Anónimo
12:39
O EI é o resultado das "primaveras" árabes. Por cada ditador derrubado aparece um pior. A democracia ali não resulta.
Acontece que o EI tem pouco de Islâmico e fomenta o ódio contra uma cultura maioritariamente pacífica. Esse ódio criará mais fundamentalistas.

Miguel Santos @ Facebook

13:09
Venham mais muçulmanos, abram as fronteiras, cambada de mansos! Venham daí esses malditos defensores de muçulmanos! Sejam bem-vindos, refugiados muçulmanos que todos os dias chegam aos milhares! Estamos a ser invadidos e ainda os vamos buscar!

Adriano Coelho @ Facebook
14:39
À guerra terrorista responde-se com a aniquilação sem piedade destes grupos. Já é tempo de forças militares europeias fazerem uma limpeza nos países de origem destes terroristas. Sugiro que a NATO deixe de fazer exercícios no Alentejo e passe ao ataque dos locais onde estes criminosos se escondem.

Em tempo de guerra, suspendem-se as circulações
15:28
Continuem a tratar estes monstros com luvas e depois queixem-se.
Continuem a insistir na manutenção do chamado "Espaço Schengen" e na liberdade de movimentos, sem controlo, dentro da UE, e depois queixem-se.
Continuem a não filtrar as fronteiras, à entrada de criminosos, e depois queixem-se.

E agora? Que fazer? A guerra está a nossa porta
17:12
Muitos dos que comentam não fazem a mínima ideia do que é guerrilha e terrorismo. Os americanos, cheios de tecnologia e poder militar, foram corridos do Vietname e Iraque.
Querem Paz na Europa e no mundo? Não fomentem guerras para roubarem as riquezas dos outros.

“A FRANÇA ESTÁ A COLHER O FRUTO DO QUE SEMEOU”
19:51
Telefonou, há bocado para a SIC, uma enfermeira portuguesa, a trabalhar em França, há 4 anos, dizendo que os chamados "refugiados" chegam a França, não trabalham, têm casa grátis à espera, recebem subsídio, tudo isto pago pelos contribuintes, enquanto que ela tem a filha numa escola onde é a única criança de confissão cristã, onde se sente discriminada e aculturada, uma vez que todas as outras suas colegas de turma são filhas de famílias muçulmanas.
Acrescentou — e bem — que a França está a colher o fruto daquilo que semeou, ao abrir-se, sem controlo, à vaga muçulmana.

psi_fb
14 Novembro 2015 - 22:11
Na primeira noite eles aproximam-se
e roubam uma flor
do nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem;
pisam as flores,
matam o nosso cão,
e não dizemos nada.
Até que um dia,
o mais frágil deles
entra sozinho em nossa casa,
rouba-nos a luz, e,
conhecendo o nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.
E já não podemos dizer nada.


Simões Álvaro @ Facebook
00:58
É lógico. Mas é preciso é actuar e deixarem-se de tretas e mesquinhices interesseiras. É tacar os criminosos com força e coragem, como faz Putin, e juntarem-se aos Curdos e outros que lutam com valentia no terreno, deixando a cobardia cá nos piegas da Europa e nas mariquices de alguns que não entendem. Proteger os inocentes e vítimas de cá.

uma coisa é certa
11:10
Não é prático, nem é razoável vivermos num Estado policial para podermos garantir a segurança devido a elementos radicais da religião islâmica que está enraizada na Idade Média enquanto o ocidente está no séc.XXI.
As comunidades islâmicas deviam colaborar com a polícia para evitar esta situação.


(actualizado)


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