terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Bento XVI resigna



11/02/2013 - 20:43


Bento XVI anunciou ontem que vai resignar em 28 de Fevereiro por já não ter forças físicas e psíquicas para continuar a governar a Igreja Católica.

Inteligente, cultíssimo e íntegro, Joseph Ratzinger foi professor de Teologia em Freising, Bona (1959-1963), Münster (1963-1966), Tubinga (1966-1969), onde optou por uma visão tradicionalista como oposição às tendências marxistas dos movimentos estudantis de Maio 68 e, a partir de 1969, na Universidade de Ratisbona.
No Concílio do Vaticano II (1962-1965), assistiu o Cardeal Joseph Frings de Colónia como especialista em Teologia.

Foi designado Arcebispo de Munique e Freising, em 25 de Março de 1977, pelo Papa Paulo VI e, tendo sido elevado a Cardeal no consistório de 27 de Junho de 1977, participou nos conclaves de 1978 para eleição de João Paulo I e João Paulo II.

Nomeado prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, em 1981, por João Paulo II, lutou contra a pederastia de consagrados quando este órgão da Santa Sé passou a gerir o problema a partir de 2001.
No entanto, Ratzinger não conseguiu afastar das suas funções nem mesmo o padre Marcial Maciel, fundador dos Legionários de Cristo, pederasta e com filhos de várias mulheres, por influência do secretário particular de João Paulo II, arcebispo Stanisław Dziwisz, e do cardeal Sodano, então secretário de Estado, que aconselharam a ocultação dos factos ao debilitado pontífice.
Só depois da sua eleição para Papa no conclave de 2005, Maciel é afastado e os prelados que ocultaram os abusos são constrangidos a pedir a demissão ou passam a ter coadjutor — o bispo John Magee, o cardeal Sean Brady e tantos outros.

Procurando evitar que o grupo conservador Fraternidade Sacerdotal São Pio X criado pelo arcebispo Marcel Lefebvre, que não aceitou as decisões saídas há meio século do Concílio Vaticano II, se transforme num novo cisma, levantou as excomunhões lançadas por João Paulo II sobre os quatro bispos por ele ordenados à revelia da Santa Sé.
Do outro lado do espectro político, Bento XVI teve de gerir a corrente dos prelados latino-americanos defensores da Teologia da Libertação que pretendem trazer o materialismo marxista para dentro das suas igrejas.

Com as forças exauridas pelo perpassar do tempo, sofreu ainda a provação de ver publicada a sua correspondência pessoal, no ano passado, pelo seu mordomo.

Agora vai morrer discretamente acompanhado pela música de Mozart.

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12 Fevereiro 2013
Um raio caiu sobre a cúpula da Basílica de São Pedro durante a tempestade que ontem assolou Roma.
Que sirva de aviso aos católicos que praticam ou ocultam crimes: Bento XVI já não tem forças para lutar mas a Humanidade vai continuar inexoravelmente o seu lento percurso de alfa para ómega.



Anónimo 10:00
A bondade e simplicidade de Cristo está, primeiro de tudo, na luta contra a corrupção que insiste lavrar sobre a Terra, e mostrou-a bem na revolta contra os vendilhões do Templo, e contra os que por sistema lançam opções de corrupção sobre a Terra.
Nesses, definitivamente a maioria não é gente do clero ou do Vaticano, cujos tesouros não são roubados, mas oferecidos pelos crentes, ao contrário dos tesouros de outros poderosos, que são roubados aos cidadãos, só que deles prefere-se aqui não falar. Esses sim, promovem a ambição ao dinheiro, ao vício, e a própria corrupção do amor, infiltram-se nos países e instituições e arruínam tudo. Para alguns, no entanto, esses são os bons.
Muito provavelmente o raio é um aviso à navegação, as pessoas devem pensar de que lado querem ficar...


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