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sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Os rankings das escolas 2014


Habitualmente o jornal Público, em colaboração com uma equipa da Universidade Católica Portuguesa, constrói rankings das escolas, divulgando-os sobre uma sofisticada plataforma informática de fácil consulta. Este ano, porém, só publicam em lista o ranking geral, indicando o número de provas e a restante informação em janelas individuais, de modo que escolhemos os rankings do Expresso.

No caso do ensino básico os rankings foram construídos sobre os resultados da 1.ª fase dos exames nacionais de Português e Matemática, realizados por alunos internos. No ensino secundário foram consideradas as oito disciplinas com mais alunos inscritos — Biologia e Geologia, Física e Química, Geografia A, Filosofia, Economia A no 11º ano e Português, Matemática e História A no 12º ano.

Como é habitual nos rankings das escolas, os lugares de topo estão ocupados por escolas privadas porque nestas escolas ensina-se os alunos a cumprirem regras e os pais reservam mais tempo para acompanhar o estudo dos filhos em casa, dois factores que são determinantes no sucesso escolar das crianças e dos adolescentes.
Vamos apreciar apenas as escolas públicas onde foram feitas, pelo menos, 50 provas no ensino básico — ou seja, onde se apresentaram a exame, pelo menos, 25 alunos — e, pelo menos, 100 provas no ensino secundário, porque há exames nos 11º e 12º anos.

Desde o ano passado, passou a haver exames no final do 1º ciclo, possibilitando a construção do ranking do ensino básico 4º ano. Agora os encarregados de educação podem conhecer os resultados das escolas desde o início do percurso escolar, podendo escolher atempadamente aquela onde pretendem matricular os seus filhos.
A partir deste ranking, fizemos uma lista das 10 escolas públicas onde os alunos obtiveram melhores resultados nos exames nacionais:

19 Escola Básica n.º 1 de Santa Maria da Feira
23 Escola Básica de Igreja, Beiriz, na Póvoa de Varzim
30 Escola Básica de Barrocas, em Aveiro
31 Escola Básica de Carvalhal, em Barcelos
39 Escola Básica de São Francisco, em Alcochete
41 Escola Básica de Bonfim, na Guarda
40 Escola Básica do Desterro, na Póvoa de Varzim
45 Escola Básica do Baixo Neiva, em Esposende
46 Escola Secundária Artística do Conservatório de Música Calouste Gulbenkian, em Braga
52 Escola Básica de Igreja, Meadela, Viana do Castelo

Do top 10 do ano passado apenas se mantém a Escola Secundária Artística do Conservatório de Música Calouste Gulbenkian, em Braga.

No ranking do ensino básico 6º ano, as 10 escolas públicas do topo são:

33 Escola Secundária Artística do Conservatório de Música de Calouste Gulbenkian, em Braga
35 Escola Básica Campo Aberto, Beiriz, na Póvoa de Varzim
49 Escola Básica Eugénio de Castro, em Coimbra
53 Escola Básica Vasco da Gama, em Lisboa
67 Escola Básica João de Barros, Marzovelos, em Viseu
70 Escola Básica João Afonso, em Aveiro
76 Escola Secundária Artística de Música do Conservatório Nacional, em Lisboa
79 Conservatório de Música do Porto
88 Escola Básica e Secundária D. Filipa de Lencastre, em Lisboa
87 Escola Básica de Telheiras, em Lisboa

Oito escolas já se encontravam no top 10 do ano passado. Entraram a Escola do Conservatório Nacional e a Escola Básica de Telheiras, ambas em Lisboa.

Finalmente no ranking do ensino básico 9º ano, temos:

19 Escola Secundária Infanta D. Maria, em Coimbra
45 Escola Secundária Artística do Conservatório de Música de Calouste Gulbenkian, em Braga
46 Escola Secundária Diogo de Gouveia, em Beja
47 Escola Secundária Carlos Amarante, em Braga
50 Escola Básica do Baixo Neiva, em Esposende
54 Escola Secundária Eça de Queirós, na Póvoa de Varzim
58 Escola Secundária Garcia de Orta, no Porto
61 Escola Secundária Dr. Mário Sacramento, em Aveiro
65 Escola Básica de Fragoso, em Barcelos
64 Escola Básica e Secundária Fernão de Magalhães, em Chaves

Mantêm-se neste top 10 apenas três escolas: Escola Secundária Artística do Conservatório de Música de Calouste Gulbenkian, em Braga, a Escola Secundária Eça de Queirós, na Póvoa de Varzim, e a Escola Secundária Dr. Mário Sacramento, em Aveiro.

Passando ao ranking do ensino secundário, as 10 escolas públicas do topo são:

25 Escola Secundária de Raúl Proença, nas Caldas da Rainha
27 Escola Básica e Secundária Clara de Resende, no Porto
29 Escola Secundária do Restelo, em Lisboa
31 Escola Secundária Infanta D. Maria, em Coimbra
32 Escola Secundária José Estevão, em Aveiro
34 Escola Básica e Secundária da Batalha, na Batalha
36 Escola Secundária de José Gomes Ferreira, em Lisboa
37 Escola Secundária Aurélia de Sousa, no Porto
39 Escola Secundária da Quinta do Marquês, em Oeiras
41 Escola Básica e Secundária Fernão de Magalhães, em Chaves

Sete escolas já se encontravam no top 10 do ano passado. Entram a Escola Básica e Secundária da Batalha, a Escola Secundária Aurélia de Sousa, no Porto, e a Escola Básica e Secundária Fernão de Magalhães, em Chaves.

Contribuem com 1 escola para estas listas os seguintes municípios: Alcochete, Batalha, Beja, Caldas da Rainha, Guarda, Oeiras, Santa Maria da Feira, Viana do Castelo e Viseu. Todos situados a Norte do rio Tejo, com excepção de Alcochete e Beja.

Os municípios de Barcelos, Chaves e Esposende contribuem com 2 escolas cada um, o de Coimbra figura 3 vezes com duas escolas diferentes, os de Aveiro, Braga, Porto e Póvoa de Varzim figuram, cada um, 4 vezes, no município de Braga uma das escolas surge por três vezes, e o de Lisboa com 6.


sábado, 9 de novembro de 2013

Os rankings das escolas 2013


O jornal Público, em colaboração com uma equipa da Universidade Católica Portuguesa liderada por Joaquim Azevedo, divulgou os rankings das escolas 2013. No caso do ensino básico foram construídos sobre os resultados da 1.ª fase dos exames nacionais de Português e Matemática, realizados por alunos internos. No ensino secundário foram consideradas as oito disciplinas com mais alunos inscritos.
Como é habitual nos rankings das escolas, os lugares de topo estão ocupados por escolas privadas porque nestas escolas ensina-se os alunos a cumprirem regras e os pais costumam dedicar mais tempo a acompanhar o estudo dos filhos em casa, dois factores que são determinantes no sucesso escolar das crianças e adolescentes. Vamos apreciar apenas as escolas públicas que fizeram, pelo menos, 50 provas.

Pela primeira vez, desde 1973, houve exames no final do 1º ciclo, possibilitando a construção de um ranking do ensino básico 4º ano. Agora os encarregados de educação podem conhecer os resultados das escolas desde o início do percurso escolar, apressando-se a escolher aquela onde pretendem matricular os seus filhos.
A partir deste ranking, fizemos uma lista das 10 escolas públicas onde os alunos obtiveram melhores resultados nos exames nacionais:

11 Escola Básica Conde Ferreira, em Fafe
12 Escola Básica de Vildemoinhos, em Viseu
23 Escola Artística do Conservatório de Música Calouste Gulbenkian, em Braga
28 Escola Básica Adães Bermudes, na Guarda
35 Escola Básica de Oliveira do Castelo, em Guimarães
47 Escola Básica de Montes Claros, em Coimbra
56 Escola Básica de Calvário, em Valongo
66 Escola Básica dos Lombos, em Cascais
68 Escola Básica de Torneiros, em Vila Real
69 Escola Básica de Santo André nº 2, em Santiago do Cacém

No ranking do ensino básico 6º ano, as 10 escolas públicas do topo são:

22 Escola Secundária Artística do Conservatório de Música de Calouste Gulbenkian, em Braga
29 Escola Secundária da Quinta das Flores, em Coimbra
40 Escola Básica Integrada com Jardim de Infância Vasco da Gama, em Lisboa
41 Escola Básica de Beiriz, na Póvoa de Varzim
58 Conservatório de Música do Porto
76 Escola Básica João Afonso, em Aveiro
86 Escola Básica Eugénio de Castro, em Coimbra
88 Escola Básica Martim de Freitas, em Coimbra
92 Escola Básica Prof. João de Meira, em Guimarães
93 Escola Secundária com 2º e 3º Ciclos D. Filipa de Lencastre, em Lisboa

Finalmente no ranking do ensino básico 9º ano, temos:

16 Escola Secundária Eça de Queirós, na Póvoa de Varzim
22 Escola Secundária Artística do Conservatório de Música de Calouste Gulbenkian, em Braga
28 Escola Secundária Alves Martins, em Viseu
38 Escola Básica dos 2º e 3º Ciclos D. Pedro IV, em Sintra
39 Escola Secundária Dr. Mário Sacramento, em Aveiro
41 Conservatório de Música do Porto
46 Escola Básica D. Pedro I, Canidelo, em Vila Nova de Gaia
55 Escola Básica Frei Bartolomeu dos Mártires, em Viana do Castelo
57 Escola Secundária com 3º Ciclo de Quinta do Marquês, em Oeiras
61 Escola Secundária Aurélia de Sousa, no Porto

Passando ao ranking do ensino secundário, mantém-se no topo a mesma escola:

26 Escola Secundária Infanta D. Maria, em Coimbra
27 Escola Básica e Secundária Clara de Resende, no Porto
29 Escola Secundária de José Gomes Ferreira, em Lisboa
32 Escola Secundária de Raúl Proença, nas Caldas da Rainha
36 Escola Secundária Rainha D. Amélia, em Lisboa
37 Escola Secundária da Maia, na Maia
39 Escola Secundária do Restelo, em Lisboa
41 Escola Secundária José Estevão, em Aveiro
43 Escola Secundária de Miraflores, em Oeiras
46 Escola Secundária da Quinta do Marquês, em Oeiras

Contribuem com 1 escola para estas listas os seguintes municípios: Caldas da Rainha, Cascais, Fafe, Guarda, Maia, Santiago do Cacém, Sintra, Valongo, Viana do Castelo, Vila Nova de Gaia e Vila Real. Todos situados a Norte do rio Tejo, com excepção de Santiago do Cacém.

Os municípios de Guimarães, Póvoa de Varzim e Viseu contribuem com 2 escolas cada um, Braga tem uma escola que surge por 3 vezes, os de Aveiro e Oeiras contribuem com 3 escolas cada um, o do Porto com 4 escolas, o de Lisboa com 5 e o de Coimbra também com 5 escolas.
Sendo Coimbra um município pouco populoso (16º no censo de 2011), é óbvia a influência cultural que a Universidade de Coimbra, que figura no ranking de Xangai, tem exercido sobre a população.


Escolas públicas têm classificações médias abaixo do valor esperado para o contexto socioeconómico

Tal como no ano passado, além das bases de dados dos exames nacionais, o Ministério da Educação e Ciência (MEC) divulgou informação sobre as características socioeconómicas dos agregados familiares dos alunos das escolas públicas do continente relativas ao ano lectivo 2012/2013.

Com base na média dos anos de escolaridade do pai de cada aluno e da percentagem de alunos abrangidos pelo escalão A da Acção Social Escolar (ASE), a equipa da Católica dividiu os agrupamentos de escolas em três partes iguais, do contexto 1 para os menos favorecidos ao contexto 3 para os mais favorecidos.
Depois foi calculada a média esperada de acordo com o contexto socioeconómico de cada escola — valor esperado de contexto (VEC).

Nas escolas onde se realizam exames nacionais no ensino secundário, 58,9% apresentam classificações médias abaixo do valor esperado de contexto, ou seja, do que seria expectável pelo contexto socioeconómico. No ano passado tinha acontecido apenas com 51%.
Nas escolas do 3º ciclo a conclusão é semelhante: 51,6% apresentam uma média abaixo do valor esperado; no ano passado foram 48%.

Todas as quarenta escolas acima listadas estão no contexto 3, ou seja, no contexto mais favorecido, mas temos de sublinhar que atingiram médias acima do valor esperado para o contexto socioeconómico onde se inserem, o que significa que estão a trabalhar bem.


Lugar de honra para a Escola Secundária Artística do Conservatório de Música de Calouste Gulbenkian

Merece-nos especial destaque a Escola Secundária Artística do Conservatório de Música de Calouste Gulbenkian, em Braga. É a única escola que aparece em todos os rankings do ensino básico num dos três primeiros lugares. Tem taxas de conclusão no final de cada ciclo de ensino de 100%, ao contrário do que se passa noutras bem colocadas nos rankings que são construídos com classificações médias.

Os alunos são seleccionados em função da sua aptidão para a música e quase não há beneficiários de ASE. Há, porém, outros factores que, na opinião da directora Ana Caldeira, explicam o sucesso: “O ensino da música cria um ambiente diferente, desde pequenos os alunos trabalham muito a memória, desenvolvem a capacidade de concentração, têm de estar em silêncio num ambiente musical” o que vai beneficiar também as outras disciplinas. Este ano houve o receio que os resultados baixassem porque a escola foi obrigada pelo MEC a aumentar o tamanho das turmas. Não aconteceu, continuando o conservatório a ser “uma pública com as características de um colégio”.

Não nos surpreende pois, mais importante que o tamanho das turmas, é o silêncio e a concentração dentro da sala de aula e o estudo em casa que determinam o sucesso escolar dos alunos.


sábado, 13 de outubro de 2012

Os rankings das escolas 2012


Publicados os rankings 2012, vamos considerar os que contabilizaram apenas os exames da 1ª fase e realizados por alunos internos. E também as escolas que fizeram, pelo menos, 50 provas.

Pela primeira vez, desde 1973, houve exames no final do 2º ciclo, possibilitando a construção de um ranking do Ensino Básico 6º ano. Agora os encarregados de educação podem conhecer os resultados das escolas da área de residência ou do emprego mais cedo, apressando-se a escolher aquela onde pretendem matricular os seus filhos.
Como é habitual nestes rankings, os lugares de topo também estão ocupados por escolas privadas porque nestas escolas há mais pais que se preocupam com o sucesso escolar dos filhos.
A primeira pública aparece na 14.ª posição e é a Escola Secundária Artística do Conservatório de Música de Calouste Gulbenkian, em Braga. Seguem-se o Conservatório de Música do Porto, na posição 54ª, e o Conservatório Nacional de Música, em Lisboa, na posição 76ª.

No ranking do Ensino Básico 9º ano, a primeira pública é a Escola Secundária Dr. Mário Sacramento, em Aveiro, que ficou em 22.º lugar. Depois temos em 26º lugar a Escola Secundária Artística do Conservatório de Música de Calouste Gulbenkian, em Braga, e em 34º a Escola Básica dos 2º e 3º Ciclos D. Pedro IV, em Sintra.

No ranking do Ensino Secundário, a primeira secundária pública — a Infanta D. Maria, de Coimbra — aparece em 22.º lugar. Seguem-se o Instituto de Odivelas na posição 23ª, a Escola Secundária de Raúl Proença, nas Caldas da Rainha, em 25º lugar e uma escola de Lisboa, a Escola Secundária de José Gomes Ferreira, na 28ª posição.


Outra novidade é que o Ministério da Educação e Ciência divulgou, em conjunto com as bases dos exames nacionais, informação sobre as características socioeconómicas dos agregados familiares dos alunos das escolas públicas do continente relativas ao ano lectivo 2011/2012.

Com base na habilitação média em anos de escolaridade dos pais dos alunos, da profissão só do pai e da percentagem de alunos abrangidos pelo escalão A da Acção Social Escolar, as escolas foram agrupadas em quatro contextos, de 1 para o mais desfavorecido ao 4 para o contexto mais favorável.
O valor esperado para cada escola foi calculado para o PÚBLICO por uma equipa da Universidade Católica do Porto.

Pelo menos 51% das escolas secundárias públicas ficaram, nos últimos exames nacionais, abaixo do que era esperado em função das características socioeconómicas dos seus alunos. Aconteceu o mesmo com 48% das escolas básicas do 3º ciclo.

Das 458 secundárias públicas com dados de contexto, 254 ficaram abaixo do seu valor esperado do contexto e 204 superaram-no.
Nas escolas do 3º ciclo, das 1055 também com informação socioeconómica, 537 não atingiram o seu limiar, mas 518 foram mais além. Entre estas últimas estão mais de 100 escolas inseridas no contexto mais desfavorecido.

Os grupos de compadrio formados em muitas escolas à volta dos directores, na época funesta dos governos de José Sócrates, têm cada vez menos poder de aldrabar as avaliações dos alunos, graças à existência de exames nacionais...


Mas pode-se melhorar:

Anónimo, Coimbra, Portugal. 13.10.2012 22:53
A brincadeira continua
A brincadeira ou areia atirada para os olhos do pessoal continua. Tornem obrigatório que todos os alunos do secundário façam exames nas escolas públicas com os exames corrigidos por professores das públicas. Façam 4 exames no 11º e 4 no 12º ano, sendo que apenas estes 8 exames contariam como nota para entrar na universidade e formar o ranking. Assim, acabava a pouca vergonha do martelanço das notas e dos rankings. Quando houver um ministro a fazer isto, o ensino em Portugal ficará muito mais limpo.

Anónimo, Fafe. 14.10.2012 20:43
A realidade de um país em declínio
Em resposta a alguns comentários, venho dizer o seguinte.
Tenho o meu filho numa destas escolas nomeadas em primeiro lugar nos exames do 6º ano, a de Fafe. A propina é de 190€ mensais (um ATL custa 85€). O meu filho foi para lá pelo exclusivo motivo da segurança, o ensino praticado não conhecia, logo não entrou em conta.
Sou motorista de transporte de crianças, não vou de férias para o Algarve nem compro roupas de marca e vejo automóveis velhinhos à porta da escola privada do meu filho. O privado é uma opção de vida desejada para o futuro dos filhos e não uma questão de rendimento. Sei que existe disciplina, ensino, apoio e ambiente propício aos estudos. Algo que desapareceu do público. Sem calma na sala de aula não há transmissão de conhecimento.