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sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Feliz Ano Novo 2016


A chegada do Ano Novo 2016 foi anunciado pelo Google com a criação de logotipos especiais — os Doodles — que aqui recordamos:




Os habitantes das ilhas de Kiribati e Samoa, no Pacífico Sul, foram os primeiros a entrar em 2016. Seguiu-se a Nova Zelândia e a Austrália.


AFP/Saeed KHAN



REUTERS/Jason Reed

31 Dez, 2015, 13:37
Fogos de artifício iluminam a Opera House e a Harbour Bridge no início de 1 de Janeiro de 2016, em Sidney, na Austrália.


Pessoas soltam balões na passagem para o Ano Novo em frente à Tokyo Tower, em Tóquio, Japão, no dia 1 de Janeiro de 2016.
REUTERS/Thomas Peter


As pessoas reúnem-se para comemorar o ano novo em Seul, na Coreia do Sul, em 31 de Dezembro de 2015.
REUTERS/Kim Hong-Ji

Friday, January 01, 2016 - 00:47
A Coreia do Norte, um país isolado de regime comunista, organiza uma celebração de fogos de artifício para marcar o Ano Novo de 2016. Umas centenas de norte-coreanos reuniram-se em Pyongyang, a capital, no dia 1 de Janeiro para celebrar o Ano Novo com um colorido fogo de artifício que iluminou o céu nocturno.

Fogos de artifício explodem do mais alto arranha-céus de Taiwan, o Taipei 101, em Taipei, 1 de Janeiro de 2016.
REUTERS/Pichi Chuang

Dançarinos actuam para celebrar o novo ano durante um evento de contagem decrescente no Tai Miao, o templo imperial ancestral na Cidade Proibida, em Pequim, China.
REUTERS/Jason Lee

Fogos de artifício iluminam Victoria Harbour, durante um espectáculo de pirotecnia em Hong Kong, China.
REUTERS/Tyrone Siu

Fogos de artifício explodem na Marina Bay contra o horizonte de Singapura durante as celebrações do Dia de Ano Novo de 1 de Janeiro de 2016.
REUTERS/Edgar Su


REUTERS/Stringer

Thursday, December 31, 2015 - 01:00
Vê-se o hotel Address Downtown a deitar fumo de um fogo real enquanto os fogos de artifício explodem sobre o Burj Khalifa, o edifício mais alto do mundo, durante as celebrações do Ano Novo de 2016 no Dubai, Emirados Árabes Unidos.


Fogos de artifício iluminam o céu sobre o Kremlin durante as comemorações do Dia de Ano Novo, no centro de Moscovo, Rússia, em 1 de Janeiro de 2016.
REUTERS/Tatyana Makeyeva

REUTERS/Hannibal Hanschke


Fogos de artifício iluminam a escultura Quadriga no topo das portas de Brandenburgo, durante celebrações do Ano Novo em Berlim, na Alemanha.
AFP/Tobias Schwarz


Folgazões reúnem-se perto do Arco do Triunfo na avenida dos Campos Elíseos, em Paris, França, durante as celebrações do Ano Novo de 2016.
REUTERS/Charles Platiau

Thursday, December 31, 2015 - 01:15
Parisienses assistem a um espectáculo de vídeo de Ano Novo no Arco do Triunfo para inaugurar 2016, no meio de uma presença policial reforçada.

REUTERS/Toby Melville

Fogos de artifício explodem ao redor da roda London Eye, da torre do relógio Big Ben e das Houses of Parliament para marcar o início do Ano Novo em Londres, Reino Unido, 1 de Janeiro de 2016.
AFP/Justin Tallis

Thursday, December 31, 2015 - 01:08
Milhares de pessoas assistem a um fogo de artifício ao longo do rio Tamisa para celebrar o Ano Novo em Londres, Reino Unido.


Passagem de Ano na avenida dos Aliados no Porto, Portugal.
Fernando Veludo/Nfactos

REUTERS/Ricardo Moraes

2:33am EST - 00:47
Mais de dois milhões de pessoas deslocaram-se até à Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, Brasil, para assistir a um fogo de artifício de 16 minutos já a celebrar o ano olímpico nesta cidade brasileira.


Fogos de artifício iluminam a noite durante um espectáculo pirotécnico para comemorar o Ano Novo na cidade costeira de Valparaíso, Chile, em 1 de Janeiro de 2016.
REUTERS/Rodrigo Garrido


REUTERS/Carlo Allegri

AFP/Andrew Burton


Durante as festividades do Ano Novo, são lançados confetes a partir de uma varanda em Times Square, Nova Iorque, EUA.
REUTERS/Lucas Jackson

12:50am EST - 01:00
A chegada de 2016 foi saudada por mais de um milhão de pessoas na Times Square, em Nova Iorque, com beijos e aplausos na maior festa de Passagem de Ano da América que decorreu sem problemas sob medidas de segurança sem precedentes.
A transição para o novo ano foi marcado pela descida da tradicional bola de cristal iluminada do alto de um arranha-céu no centro do famoso cruzamento de Manhattan, o clímax de um ritual anual de inverno que remonta a 1904.


quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Mensagem do Ano Novo 2015 do Presidente da República


Na sua última mensagem de Ano Novo com plenos poderes, Cavaco Silva defendeu os partidos políticos mas advertiu contra os perigos do populismo, um aviso sobre os novos movimentos políticos que tentam explorar a insatisfação dos eleitores com a classe política com promessas demagógicas, defendendo que Portugal não pode regressar ao início de 2011 quando o governo de José Sócrates cortou os salários na função pública e teve de pedir ajuda externa.
Terminou a mensagem apelando à esperança num futuro melhor, responsabilizando os agentes políticos pela preparação de compromissos pós-eleitorais:




"Boa noite.

Desejo a todos um Feliz Ano de 2015.

Os meus votos dirigem-se a todos os Portugueses, quer aos que residem no nosso País, quer aos que se fixaram no estrangeiro.

Saúdo também os cidadãos de outros países que escolheram Portugal como lugar de residência ou de trabalho. Orgulhamo-nos que tenham decidido viver em Portugal, uma terra aberta e plural, onde todos são recebidos com hospitalidade e sem quaisquer discriminações.

A todos, desejo um Bom Ano Novo.

Portugueses,

Em 2014, celebrámos os 40 anos do 25 de Abril, a revolução que nos trouxe a liberdade e a democracia.

Uma democracia consolidada exige o pluralismo e a diversidade de opiniões. Os regimes democráticos pressupõem também a capacidade das diversas forças políticas encontrarem as soluções que melhor sirvam o interesse nacional.

Actualmente, é consensual que só através de uma estratégia orientada para a competitividade das exportações, para a atracção de investimento e para a criação de emprego será possível vencermos os desafios do futuro.
Uma estratégia acompanhada do controlo das contas públicas e do endividamento externo.

Portugal tem ainda um longo caminho a percorrer. Esse caminho deve ser feito em conjunto, com abertura e diálogo entre as diversas forças partidárias, contando com o contributo dos agentes económicos e dos parceiros sociais e unindo os Portugueses, como foi possível fazer em momentos decisivos da nossa democracia.

O ano de 2015 será um ano de escolhas decisivas para o futuro do País. Os Portugueses irão ser chamados a pronunciar-se através do exercício do direito de voto.

É essencial participar activamente nas eleições. Só assim podemos esperar — e até exigir — que os agentes políticos actuem com responsabilidade, elevação e sentido cívico, colocando o interesse nacional acima dos interesses partidários.

É fundamental evitar crispações e conflitos artificiais que têm afectado a confiança dos cidadãos nas nossas instituições e, em particular, na classe política.

Ao fim de quarenta anos de democracia, devemos desenvolver uma cultura política mais esclarecida e mais esclarecedora.
As forças partidárias devem ser claras nas suas propostas, por forma a que os cidadãos possam avaliar as suas implicações.

Rejeito em absoluto uma ideia demagógica e populista, que alguns pretendem incutir na opinião pública, segundo a qual os partidos e os seus dirigentes se alheiam dos interesses do país e das aspirações dos cidadãos.

Devemos recusar o populismo e fazer um esforço de pedagogia democrática, tendo presente que os partidos políticos são essenciais para a qualidade da democracia e para a expressão do pluralismo de opiniões.

Mas esse esforço de pedagogia democrática só pode ser feito através da força do exemplo. Os partidos e os agentes políticos têm de demonstrar, pela sua conduta, que são um exemplo de transparência, de responsabilidade e de civismo para os Portugueses.

Há que ser cuidadoso nas promessas eleitorais que se fazem e que, não podendo depois ser cumpridas, acentuam perigosamente a desconfiança dos cidadãos em relação à classe política e às instituições.
Há que evitar promessas demagógicas e sem realismo.

Devo ser claro: é errado pensar que os problemas que o País enfrenta podem ser resolvidos num clima de facilidades.
Tal como os outros países da Zona Euro, Portugal está sujeito às exigências de disciplina orçamental e de sustentabilidade da dívida pública. Nem os países de maior dimensão conseguem eximir-se ao seu cumprimento, como se viu recentemente.
Portugal não pode regredir para uma situação semelhante àquela a que chegou em princípios de 2011, em que foi obrigado a recorrer a auxílio externo de emergência.

Só o rigor e a transparência na condução da política nacional permitirão a melhoria continuada das condições de vida das pessoas. O combate à corrupção é uma obrigação de todos.

No ano que terminou foram ainda muitos os Portugueses que viveram momentos particularmente difíceis, mas surgiram sinais de esperança.
Não nos podemos deixar abater pelo desânimo nem cultivar o pessimismo. Devemos olhar o futuro com confiança renovada.

Portugal concluiu a execução do programa de ajustamento subscrito em 2011 com as instituições internacionais sem necessidade de solicitar assistência financeira adicional.
A economia está a crescer, a competitividade melhorou, o investimento iniciou uma trajectória de recuperação e o desemprego diminuiu.

É preciso criar condições políticas para que esta tendência se reforce no ano que agora começa.

Os fundos europeus colocados à disposição do País são um trunfo que não podemos desperdiçar. A utilização destes fundos será eficaz se reforçar o crescimento da produção, a criação de emprego e a coesão social e territorial.

A situação das famílias atingidas pelo desemprego e pela pobreza e a correcção das desigualdades sociais devem merecer particular atenção da parte de todos os agentes políticos.

Seja qual for o resultado eleitoral, o tempo subsequente à realização de eleições será marcado por exigências de compromisso e de diálogo.
Este espírito de abertura não poderá ser prejudicado por excessos cometidos na luta política que antecede o sufrágio.

Em devido tempo, chamei a atenção do País para preparamos o período pós-troika.

Agora, interpelo os Portugueses — e, em especial, os agentes políticos — a prepararem o período pós-eleitoral.
Não é só no dia a seguir às eleições que se constroem soluções governativas estáveis, sólidas e consistentes, capazes de assegurar o crescimento económico e dar esperança aos Portugueses.
O período pós-eleições deve corresponder à consolidação de um tempo de confiança no nosso País, quer no plano interno, quer no plano internacional.

Existem razões de esperança no futuro. Mas a esperança não se proclama com meras palavras. A esperança constrói-se com sentido de interesse nacional, com atitudes e gestos concretos que contribuam efectivamente para resolver os problemas reais do País.

Para se construir um país melhor no futuro, a esperança tem de ser semeada no presente.

A todos os Portugueses, e às suas famílias, renovo os votos de um Bom Ano de 2015, feito de paz e de esperança."



*

Uma mensagem adequada à realidade política portuguesa — os nossos líderes políticos estão há 40 anos a colocar os interesses partidários acima do interesse nacional, enriquecendo vergonhosamente — que, se fosse posta em prática, poria o País no rumo da prosperidade, mas que apetece comentar recordando um genuíno provérbio luso: "Bem prega frei Tomás, faz o que ele diz e não o que ele faz."


Feliz Ano Novo 2015


Para festejar a chegada do Ano Novo 2015, o Google criou um logotipo especial — um Doodle — que aqui recordamos:






14:31 31.12.2014
As ilhas Kiribati foram o primeiro país a entrar em 2015, eram 10:00 de 31 de Dezembro de 2014 em Lisboa.
Na Nova Zelândia, outro dos primeiros países a dar as boas-vindas ao Ano Novo, a cidade de Auckland festejou a chegada do ano 2015 com fogo-de-artifício quando eram 11 horas em Lisboa.
Como habitualmente, a festa mais deslumbrante fez-se duas horas depois em Sydney, na Austrália.


AFP/Saeed KHAN

Fogos de artifício iluminam a Opera House e a Harbour Bridge durante a festa para iniciar 2015, em Sidney, na Austrália.
REUTERS/Jason Reed

31 Dez, 2014, 14:25
A festa em Sydney, na Austrália, com uma temperatura de 23º C.


Largada de balões durante as festas de Ano Novo 2015 em Tóquio, Japão.
REUTERS/Thomas Peter


Festa de fim de ano organizada pelo Estado, na Coreia do Norte.
REUTERS/KCNA

31 Dez, 2014, 21:28
Milhões de pessoas festejaram o início de 2015 na Oceania e na Ásia, da Nova Zelândia e Austrália, passando pelo Japão e Coreia do Norte, até Hong-Kong, Xangai e Pequim, na China.


A entrada no novo ano em Moscovo, Rússia.
AFP PHOTO/DMITRY SEREBRYAKOV


Fogos de artifício iluminam o céu sobre o Arco do Triunfo na Avenida dos Campos Elísios, durante as celebrações do Ano Novo, em Paris, França.
REUTERS/Christian Hartmann


Festejos em Londres, Reino Unido.
REUTERS/SUZANNE PLUNKETT

01 Jan, 2015, 20:35
O espectáculo da noite de fim de ano no Funchal, na ilha da Madeira, Portugal.


Festejos na praia de Copacabana, Rio de Janeiro, Brasil.
REUTERS/MAURO PIMENTEL


Folgazões atiram confetes sobre a Times Square durante as celebrações do Ano Novo 2015, em Nova Iorque, EUA.
REUTERS/Keith Bedford


Espectáculo do início de 2015 na Times Square, Nova Iorque, EUA.
EUAREUTERS/CARLO ALLEGRI

01 Jan, 2015, 15:02
Em todo o mundo muitos espectáculos e fogos de artifício assinalaram a chegada de 2015. De Tóquio, Pyongyang e Pequim, passando pelo Dubai, Moscovo, Paris e Londres, até ao Rio de Janeiro e Nova Iorque, milhões de pessoas celebraram a entrada em 2015.


quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Mensagem do Ano Novo 2014 de Cavaco Silva


A mensagem de Ano Novo do Presidente da República foi um discurso equilibrado mas prolixo.
O maior defeito, porém, foi ter sido lida no ponto electrónico com um olhar mortiço e uma expressão sombria que contradisseram a boa nova do fim da recessão económica, o elogio ao esforço desenvolvido pelos empresários e trabalhadores portugueses para aumentarem as exportações e o apelo à esperança do 25 de Abril e à mobilização dos partidos políticos em torno de objectivos de interesse nacional.

Ou talvez Cavaco Silva tenha sido sincero: não quis transmitir a convicção, que não sente, de que os partidos políticos portugueses estão preocupados com algo mais que os mesquinhos interesses partidários.





"Boa noite,

No início deste novo ano, quero saudar todos os Portugueses.

Faço votos de que 2014 seja um tempo de mais esperança.

No ano que terminou, o Programa de Assistência Financeira subscrito por Portugal em 2011 com as instituições internacionais continuou a exigir pesados sacrifícios à maioria dos Portugueses.

O desemprego manteve-se em níveis muito elevados. Muitos jovens tiveram de procurar no estrangeiro oportunidades de futuro que não encontraram no seu país.

Portugueses com idades entre os 45 e os 65 anos, detentores de experiência e conhecimentos profissionais, foram duramente atingidos na sua dignidade, ao serem colocados perante o risco de não conseguirem regressar ao mercado de trabalho.

Num período particularmente adverso, em que muitos foram afectados pela crise de forma dramática, os nossos cidadãos continuaram a revelar coragem e grande sentido de responsabilidade, fazendo ouvir a sua voz em defesa de uma distribuição mais justa dos sacrifícios.

Importa não esquecer que Portugal chegou, no início de 2011, a uma situação de colapso financeiro iminente, que levou o Governo de então a solicitar o auxílio de emergência das instituições internacionais.

Hoje, existe a consciência clara de que não era possível continuar a caminhar rumo àquilo que, na altura devida, classifiquei de “situação explosiva”.

Apesar da redução dos padrões de bem-estar, a liberdade e os direitos de cidadania não foram postos em causa.

Orgulhamo-nos de viver numa democracia consolidada e estável, num regime onde os cidadãos gozam de direitos fundamentais que não podem deixar de ser respeitados.

As instituições dispõem de plena legitimidade democrática, a legitimidade que lhes
advém do voto do povo, expresso em eleições livres.


Portugueses,

O crescimento da economia é a chave para conter a austeridade a que o País tem estado submetido.

No ano findo, surgiram sinais que nos permitem encarar 2014 com mais esperança.

Portugal saiu da recessão em que estava mergulhado desde finais de 2010.

A produção nacional cresceu no segundo e no terceiro trimestres de 2013 e o desemprego diminuiu.

As exportações e o turismo têm vindo a registar um comportamento muito favorável.

Na agricultura têm surgido exemplos notáveis de dinamismo que importa estimular.

Os níveis de confiança dos consumidores e dos empresários têm vindo a melhorar.

Os exemplos que tenho encontrado, um pouco por todo o País, de jovens empreendedores que não se resignam, que não baixam os braços, devem ser motivo de inspiração para os Portugueses.

Não é ainda possível afirmar que as dificuldades estejam ultrapassadas e que a economia portuguesa tenha ganho a dinâmica de crescimento sustentado que desejamos alcançar.

Mas há que reconhecer o extraordinário esforço desenvolvido pelos nossos empresários e trabalhadores para vencerem obstáculos e encontrarem novos mercados para a produção nacional, sobretudo fora do espaço europeu.

É fundamental que, em 2014, a acção dos agentes políticos e as políticas públicas sejam orientadas para a consolidação dos sinais de recuperação económica e para o reforço do clima de confiança que se têm vindo a verificar.

Por outro lado, o diálogo e a concertação entre os poderes públicos e os parceiros sociais constituem factores da maior importância para construirmos juntos um futuro melhor.

Em Maio deste ano chega ao fim o Programa de Assistência Financeira que Portugal estabeleceu com a União Europeia e o Fundo Monetário Internacional para obter os empréstimos indispensáveis para assegurar o financiamento do Estado e da economia.

Com o fim do Programa de Assistência, Portugal ficará dependente dos mercados e dos investidores internacionais para obter os meios financeiros de que necessita.

O acesso aos mercados de financiamento externo, a taxas de juro razoáveis, exige que a conclusão do programa de ajustamento seja feita com sucesso.

Este é um objectivo fulcral, que tem no Orçamento de Estado para 2014 um instrumento da maior relevância.

Um novo programa de assistência financeira, geralmente designado por «segundo resgate», significaria a continuação da política de austeridade e a deterioração da credibilidade e da imagem de Portugal.

Seria elevado o risco de regredirmos para uma situação mais gravosa do que aquela em que actualmente nos encontramos.

Há razões para crer que Portugal não necessitará de um segundo resgate.

Um programa cautelar é uma realidade diferente. Temos razões para contar com o apoio dos nossos parceiros europeus no acesso aos mercados financeiros.

Neste contexto, de todos os agentes políticos, bem como dos agentes económicos e sociais, exige-se a máxima ponderação e bom senso, um sentido patriótico de responsabilidade.

A todos, estejam no governo ou na oposição, impõe-se estar à altura do momento crucial que vivemos.

Devemos preparar-nos seriamente para o período pós-troika.

É uma ilusão pensar que, no dia em que encerrar o actual Programa de Assistência Financeira, todos os nossos problemas ficarão resolvidos e poderemos regressar a um período de despesismo e endividamento descontrolado.

Queremos que o período pós-troika seja um tempo de crescimento da nossa economia, de criação de emprego, de melhoria das condições de vida dos portugueses, de equilíbrio das contas públicas.

Por isso, é essencial que estejamos bem conscientes das regras de disciplina orçamental e de supervisão das políticas económicas a que Portugal, tal como todos os outros países da Zona Euro, estão sujeitos.


Portugueses,

Como sabem, em Julho passado, propus ao País que as forças políticas alcançassem um acordo de médio prazo, um “Compromisso de Salvação Nacional”.

Estou firmemente convicto de que o crescimento da nossa economia, a criação de emprego e as condições de vida dos Portugueses no período pós-troika beneficiariam de forma decisiva se fosse estabelecido um compromisso político de médio prazo em torno de grandes objectivos nacionais e de políticas públicas essenciais ao nosso futuro colectivo.

Trata-se de um desígnio que vai muito para lá de cálculos eleitorais ou de estratégias partidárias.

A questão é nacional, não é partidária.

Exige-se a todas as forças políticas, sem excepção, que compreendam de uma vez por todas: o que está em causa é o futuro de Portugal, o futuro das novas gerações.

Portugal é um dos países europeus onde o diálogo e o consenso entre os partidos políticos têm sido mais difíceis, quando deveria ocorrer precisamente o contrário.


Portugueses,

Este ano iremos celebrar o quadragésimo aniversário do 25 de Abril, a revolução que trouxe aos Portugueses a democracia e a liberdade, bem como uma promessa de desenvolvimento e justiça social.

A Presidência da República irá assinalar essa data com a realização de uma conferência internacional centrada no Espírito da Democracia, na Cultura do Compromisso e nos Desafios do Desenvolvimento.

Devemos celebrar o 25 de Abril com sentido de futuro, seguindo as lições que a História nos legou.

Quando os Portugueses se uniram aos militares em nome da liberdade, foi possível construir um novo regime.

Quando os Portugueses lutaram contra as forças antidemocráticas, foi possível construir uma democracia constitucional.

Quando os Portugueses se uniram àqueles que lideraram a adesão às Comunidades Europeias, integrámos um projecto partilhado por milhões de seres humanos.

Quando as forças democráticas, largamente representativas do povo português, souberam alcançar um entendimento patriótico, passámos a dispor de um texto constitucional mais favorável ao processo de transformação e modernização da economia e da sociedade.

Vivemos hoje num país livre, numa democracia consolidada, somos membros de pleno direito da União Europeia.

Tudo isto só foi possível porque, nos momentos decisivos, soubemos ver para além da espuma dos dias, alcançando compromissos em torno dos grandes objectivos.

Partilhamos os grandes desígnios: a democracia e a liberdade, o progresso e o desenvolvimento, a pertença à União Europeia.

Este é um património colectivo que não podemos perder por causa de querelas conjunturais.

Se pensarmos como era Portugal há 40 anos atrás e como é nos dias de hoje, concluiremos que o país mudou muito — e mudou para melhor.

É certo que o caminho não foi fácil e nem todos os problemas estão resolvidos.

Mas o que a História nos mostra é que só quando fomos capazes de estabelecer compromissos e de nos unir é que triunfámos nos momentos essenciais.

Hoje, em 2014, vivemos um momento essencial.

Por isso, como tenho vindo a sublinhar, é imprescindível que as forças políticas actuem com espírito construtivo, colocando os interesses reais dos Portugueses acima dos interesses partidários.

O que está em causa é Portugal inteiro.

O que está em causa é o futuro de todos os Portugueses, dos Portugueses que aspiram a viver num país melhor e mais justo.

Os Portugueses não exigem aos responsáveis políticos mais do que têm exigido a si próprios: sentido de responsabilidade, seriedade de propósitos e capacidade de trabalhar em conjunto para atingir objectivos comuns.

O que fizermos este ano irá condicionar o nosso futuro durante muitos anos.
2014 será um ano decisivo. Estou certo de que os Portugueses estão bem conscientes disso.

Espero, pois, que todos os agentes políticos, económicos e sociais saibam estar à altura das exigências do futuro e das legítimas aspirações do nosso povo.

A todos os Portugueses, desejo um Bom Ano Novo."


Feliz Ano Novo 2014


Para desejar a todas as pessoas um Bom Ano Novo, o Google criou hoje um logotipo especial — um Doodle — que aqui recordamos:





31.12.2013 14:46
A Nova Zelândia é um dos primeiros países a dar as boas-vindas ao Ano Novo. A cidade de Auckland festejou a chegada do ano 2014 com fogo-de-artifício quando, em Lisboa, eram 11 horas de 31 de Dezembro de 2013.


REUTERS/Jason Reed


31 Dez. 2013
Cerca de 1,5 milhões de pessoas alinharam-se no porto de Sydney para admirar o espectacular fogo-de-artifício durante a celebração da passagem de ano em Sydney, Austrália. (ver em ecrã completo)
Este ano, sete toneladas de fogo-de-artifício foram lançadas da Ponte do Porto e de diferentes locais da cidade, incluindo, pela primeira vez numa década, dos telhados em forma de velas da Ópera de Sydney, criando um espectáculo pirotécnico sincronizado com luz e música, com a duração de 12 minutos e um custo superior a 6 milhões de dólares.
Mais de mil fogos de artifício foram lançados a partir do telhado da Casa da Ópera, obra classificada como Património Mundial da Humanidade que celebrou o 40º aniversário em 2013.

Tóquio, Japão
Cerimónia de boas-vindas ao ano 2014 em Tóquio, Japão.
AFP/Kazuhiro Nogi


31 Dez. 2013
A Coreia do Norte celebrou o Ano Novo com fogo-de-artifício. Este vídeo, cedido à Reuters pela agência de notícias estatal KCNA, mostra fogo-de-artifício iluminando o céu sobre a praça Kim Il Sung, em Pyongyang, onde estão reunidas milhares de pessoas. Segundo a KCNA, o fogo-de-artifício ocorreu à meia-noite do último dia de 2013.
O vídeo também mostra pessoas que depositam flores nas estátuas dos anteriores líderes, Kim Jong Il e Kim Il Sung, em Pyongyang, fazendo uma reverência.
Fogo-de-artifício brota do maior arranha-céus de Taiwan durante as celebrações de 1 de Janeiro de 2014 em Taipei, Taiwan.
REUTERS/Edward Lau

Visitors watch a light show as part of a New Year countdown celebration on The Bund in Shanghai January 1, 2014. REUTERS-Stringer Visitantes assistem a um espectáculo de luzes, como parte da celebração da chegada do ano 2014 no Bund, em Xangai, China.
REUTERS/Stringer

Espectáculo de lasers na Grande Muralha da China
Espectáculo de lasers na Grande Muralha da China
REUTERS/Kim Kyung-Hoon

Hong Kong, China
REUTERS/Tyrone Siu


31 Dez. 2013
Fogo-de-artifício sobre o porto Victoria e o Centro de Congressos de Hong Kong, onde a Grã-Bretanha passou a soberania de Hong Kong para a China em 1997.
Cerca de 400 mil pessoas assistiram ao espectáculo que teve a duração de 8 minutos e custou 1,7 milhões de dólares.

Jakarta, Indonésia
Fogo-de-artifício no centro financeiro de Jacarta, Indonésia.
AFP/Bay Ismoyo

Kuala Lumpur, Malásia
Fogo-de-artifício junto das Petronas Twin Towers durante as comemorações do Ano Novo 2014 em Kuala Lumpur, Malásia.
REUTERS/Samsul Said

Fogo-de-artifício celebra a chegada do ano 2014 na cidade-Estado de Singapura.

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Fogo-de-artifício sobre o Kayawait Hotel Palace em Yangon, Myanmar (Birmânia)
REUTERS/Soe Zeya Tun


31.12.2013 21:58
Samoa e Kiribati foram os primeiros países a entrar em 2014. Depois da Oceânia, o Ano Novo foi chegando a todos os países da Ásia.

31 Dez. 2013
A cidade de Dubai celebrou a chegada de 2014 com um espectáculo pirotécnico centrado no maior arranha-céus do mundo, o Burj Khalifa, que envolveu o lançamento de fogo-de-artifício, jactos de água e música. O fogo durou 6 minutos e custou mais de 4 milhões de euros.
Os organizadores pretenderam quebrar o Recorde Mundial do Guinness para a maior exibição pirotécnica. O emirado do Dubai pertence aos Emirados Árabes Unidos, uma federação de monarquias absolutistas cuja economia assenta nas exportações de petróleo e gás natural.

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REUTERS/Tatyana Makeyeva


31 Dez. 2013
Milhares de pessoas vieram comemorar a chegada de 2014 na Praça Vermelha, no centro de Moscovo, Rússia. Muitos viajaram até à capital russa especialmente para participarem na festa que ocorreu apenas um dia depois de um segundo ataque terrorista na cidade de Volgogrado, por isso tiveram de passar por vários detectores de metais vigiados pela polícia russa, mas disseram que se sentiam seguros e partilharam as esperanças no novo ano.
As pessoas vêm cumprir a tradição russa de entrar no novo ano ouvindo tocar o carrilhão da torre do relógio do Kremlin. Depois do toque dos sinos, foi lançado fogo-de-artifício por detrás da Catedral de São Basílio.


31 Dez. 2013
Como tristezas não pagam dívidas, os moradores de Atenas comemoraram o início de 2014 com um deslumbrante fogo-de-artifício sobre a Acrópole. Centenas de pessoas arrostaram com o frio para assistirem a um concerto da Orquestra Filarmónica de Atenas preenchido com canções de Natal e outras canções populares numa das ruas pedonais mais apreciadas de Atenas, tendo como pano de fundo um Parthenon iluminado.
Desde 2010, a Grécia tem sido mantido financeiramente à tona pela Zona Euro e pelo Fundo Monetário Internacional, em troca de cortes de despesas e reformas, incluindo aumento de impostos, despedimentos no sector público, redução de salários e pensões e cortes na saúde e nos benefícios sociais. Depois das dificuldades de 2013, os gregos anseiam por um melhor ano 2014 e procuraram esquecer os problemas entrando em 2014 num clima de festa e fogos-de-artifício espectaculares.


31 Dez. 2013
Fogo-de-artifício ilumina o céu nocturno sobre a histórica Porta de Brandenburgo, em Berlim, na Alemanha.

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Um folião (invisível) escreve "2014" com faiscadores, em frente à Torre Eiffel, em Paris, França.
REUTERS/Benoit Tessier


31 Dez. 2013
Turistas e residentes na capital francesa ​​reuniram-se nos locais emblemáticos da cidade para comemorarem a véspera de Ano Novo.
Com a famosa avenida Champs Elysées coberto de luzes de Natal e a Torre Eiffel rebrilhando ao soar da meia-noite, a cidade-luz fez jus ao seu nome, encantando os visitantes.


1 Jan. 2014
Quando o Big Ben bateu as doze badaladas, os londrinos comemoraram o Ano Novo com um fogo-de-artifício sobre a famosa roda-gigante London Eye, em Londres, Reino Unido.


1 Jan. 2014
O Rio de Janeiro entrou em 2014 ao estilo brasileiro: cheio de música, dança, fogo-de-artifício e alegria. Centenas de milhares de visitantes reuniram-se na praia de Copacabana para assistir ao lançamento de 24 toneladas de fogo-de-artifício durante 15 minutos.

Fireworks explode past the Times Square Ball after it dropped to signal the start of the new year in Times Square, Midtown, New York January 1, 2014. REUTERS-Adrees Latif REUTERS/Adrees Latif

Confetti is dropped on revelers at midnight during New Year's Eve celebrations in Times Square in New York January 1, 2014. REUTERS-Gary Hershorn REUTERS/Gary Hershorn


1 Jan. 2014
Em Nova York, quase 1 milhão de pessoas vindas de toda a parte reuniu-se em Times Square para a gigantesca festa de rua da véspera de Ano Novo.
A contagem decrescente para a entrada do Novo Ano foi marcada pela queda de uma bola de cristal ao longo de 21 metros em 60 segundos. Cerca da meia-noite a temperatura caiu abaixo do ponto de congelamento da água mas toneladas de confetes lançados a partir dos telhados dos edifícios circundantes, em Times Square, ajudaram a manter a euforia.