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terça-feira, 22 de julho de 2014

Manifestações não conseguiram impedir a realização da PACC


A prova de avaliação de conhecimentos e capacidades (PACC) estava marcada para as 10:30 desta terça-feira e era obrigatória para os professores que trabalham a contrato a prazo, com menos de 5 anos de serviço, e que concorreram ao concurso nacional de professores.
A Fenprof decidiu impedir a realização da prova, recorrendo aos tribunais mas, não tendo logrado obter nenhum decretamento provisório, resolveu convocar plenários sindicais para as 88 escolas onde iria decorrer a prova, durante o horário desta, para dar aos professores vigilantes um pretexto legal para faltar, aproveitando ao mesmo tempo para pressionar os que quisessem ir trabalhar chamando-lhes “carrascos” e outros termos insultuosos.

Conhecedor da forma de actuar deste sindicato, e para dar o direito de fazer a prova aos professores que assim o desejassem, o Ministério da Educação e Ciência (MEC) tinha dado instruções aos directores dos agrupamentos/escolas não agrupadas para que os plenários sindicais não se realizassem nas escolas durante o exame.
Entretanto foi organizado um movimento intitulado Boicote&Cerco para, pela via das arruaças, impedir a realização da prova nas escolas onde não se realizassem plenários sindicais.

Note-se que a PACC é uma prova elementar cujo objectivo é afastar do concurso nacional quem não seja capaz de ler, escrever com correcção gramatical e sintáctica e interpretar a informação contida em textos, tabelas e gráficos, como o leitor pode comprovar lendo a prova de hoje ou analisando ambas as provas aqui.

Para a prova de hoje foram convocados todos os professores que não fizeram a prova em 18 de Dezembro por motivos alheios à sua vontade. Aqueles que, nesse dia, entraram nas salas, provocaram desacatos e impediram a realização da prova não foram convocados.
Por isso são incoerentes histórias, como a de Sónia Lourenço, que diz ser professora desde 2006 mas ainda não tem cinco anos de serviço. Afirma que no dia 18 de Dezembro deslocou-se à Escola Secundária Alves Martins, em Viseu, para realizar a prova, apresentando o nome inscrito na folha de presenças de uma das salas. Mas diz que não fez a prova porque foi impedida pela polícia e agora não foi convocada.

A prova decorreu com serenidade na quase totalidade das 88 escolas. O Público relata alguns incidentes.

Na Escola Secundária Passos Manuel, em Lisboa, a prova decorreu com tranquilidade e todos os professores que quiseram fazê-la, conseguiram realizá-la.

Na Escola Básica dos 2º e 3º ciclos Manuel da Maia, em Lisboa, os manifestantes gritaram palavras de ordem através de um megafone que reproduz o som de sirenes da polícia, acompanhado por cornetas e apitos, tentando impedir a realização da prova pelo ruído.

O secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, manifestou-se à porta da Escola Básica dos 2º e 3º ciclos Quinta de Marrocos, em Lisboa. Para o líder sindical a realização da prova é “uma falta de respeito perante os professores e simultaneamente perante os sindicatos”, porque “não é assim que se promove o diálogo social, com medidas desta natureza”. A resposta estava na participação nos plenários que estavam a decorrer nas escolas e “na recusa de grande parte dos professores” convocados para vigiar as provas. Por sua vez, Manuel Grilo, o dirigente da Fenprof¹ que ia dinamizar o plenário sindical dentro da escola, ameaçou que “se a prova se realizar fora da lei serão retiradas todas as consequências jurídicas”.
Nesta escola realizaram a prova cerca de 50 professores. Apesar de muitos dos professores convocados para a vigilância terem optado por participar no plenário que decorreu no ginásio da escola desde as 9:00, a sua ausência não foi suficiente para adiar a realização do exame. “Poucos colegas foram fazer vigilância, mas também eram precisos muito poucos, apenas oito”, reconheceu Manuel Grilo.

Na Escola Secundária Diogo de Gouveia, em Beja, os professores que iam prestar provas decidiram entrar para as salas precisamente às 10:30, hora a que devia começar a prova.
Cerca de “metade dos professores não fizeram a avaliação” disse um dos convocados que veio de Aljustrel e afirma ter sido empurrado pelo sub-director da escola quando se levantou e pediu para beber água. A troca de palavras entre alguns professores, numa das salas escolhidas para a prova, foi motivo para o enunciado de exame ser recolhido por “não estarem reunidas as condições para ser feita”, ao mesmo tempo que era chamada a PSP para “identificar um a um, os professores que não queriam fazer a avaliação”, revela Jorge Simão, dirigente da Fenprof.
Os professores que aceitaram fazer a avaliação foram separados dos que recusaram e transferidos para outras salas.

Na Escola Secundária D. Manuel I, também em Beja, quem entrou para a sala e se recusou a fazer a prova ficou retido na escola até terminar a avaliação e avisado de que não podia utilizar o telemóvel. “Houve tentativas para retirar o aparelho das mãos de quem o tinha” conta uma das professoras convocadas para fazer o exame.
Por precaução, a direcção desta escola ordenou que o portão fosse fechado a cadeado para impedir entradas e saídas. Dois agentes da PSP à paisana permaneceram no interior das instalações durante a realização da prova.

Os delegados sindicais não conseguiram demover metade dos colegas da Escola Secundária de Pinheiro e Rosa, em Faro, de realizarem o exame. Então os elementos do Boicote&Cerco começaram a tocar cornetas para impedirem a realização da prova. Alguns professores que estavam a fazer a prova queixaram-se do ruído, obrigando um agente da PSP a pedir aos manifestantes, pelas 11:30, para calarem as cornetas. “O ruído está a inibir as pessoas de realizarem a prova. Compreendemos a vossa situação, mas colocam em stress os vossos colegas e tem havido protestos face a isso“, sublinhou. "Calamos o buzinão?”, perguntou a dirigente sindical Ana Simões, a sorrir, acatando as ordens, mas ao mesmo anunciando que iria apresentar queixa por alegadas ilegalidades, na forma como decorreu o exame.

O incidente mais grave ocorreu, porém, na Escola Secundária Rodrigues de Freitas, no Porto. Os manifestantes que se encontravam à porta decidiram invadir a escola, pelas 10:45, obrigando os assistentes operacionais e a direcção da escola a barrar-lhes o caminho. A PSP entrou na escola e tentou dialogar com os manifestantes para evitar confrontos. Mesmo assim, noticia o Público, os manifestantes procuraram agredir as funcionárias e uma delas apresentava pequenos ferimentos nos braços e nas pernas. Com os corredores cheios de manifestantes, os funcionários e a polícia barraram as portas laterais e a escadaria que dava acesso às salas onde a prova foi realizada.
Por volta das 13:00, os manifestantes do movimento Boicote&Cerco que invadiram o estabelecimento de ensino, começaram a abandonar o local, depois da saída dos professores vigilantes e dos convocados que fizeram a prova.
"A prova foi uma palhaçada, mais díficil do que a primeira", opinou Andreia Silva, 29 anos, professora do 1.º ciclo que está desempregada há dois anos e que nos últimos tempos tem feito "limpezas para sobreviver". Espantosamente, Andreia diz que na sala da prova quase não se ouvia o barulho feito pelos manifestantes e que tudo decorreu calmamente.





22/07/2014 - 13:05
Na Escola Secundária Rodrigues de Freitas, no Porto, dos 51 inscritos apenas 30 compareceram para fazer a prova. Os manifestantes invadiram a escola, agrediram funcionários e tentaram perturbar o trabalho fazendo ruído com tampas de tachos e apitos, apesar da presença da polícia.


22/07/2014 - 12:15
Diz que queria fazer a prova, mas não levava caneta.


22/07/2014 - 13:22
Na Escola Secundária Tomás Cabreira, em Faro, compareceram 47 dos 60 convocados. Fizeram a prova em sossego, embora alguns dissessem que preferiam não a fazer. Já na Escola Secundária de Pinheiro e Rosa compareceram 35 dos 64 convocados, tendo uma das que compareceu entrado na sala e saído de imediato.


22/07/2014 - 13:10
O director da Escola Secundária D. Pedro V, em Lisboa, não permitiu a entrada dos sindicalistas e os 45 convocados fizeram a sua prova em sossego.


22/07/2014 - 13:14
A directora da Escola Secundária André de Gouveia, em Évora, não permitiu a entrada dos sindicalistas e a prova decorreu sem quaisquer incidentes.

*

A notícia do Público gerou um fórum interessante de que destacamos estes comentários:


Pedro Almeida
Porto 22/07/2014 11:34
A grande questão é só uma e todo o ruído que os sindicatos, associações, movimentos e afins promovem serve como cortina de fumo para que se evite discuti-la: Existe algum modelo de avaliação com o qual os professores concordem? Ou o cenário ideal será o de "laissez faire, laissez passer" (em português corrente: "deixa andar assim e o último a sair que apague a luz") que se viveu até agora?
Como em qualquer função — pública ou privada — a avaliação não é uma ferramenta de discriminação ou expulsão. Serve para regular os mecanismos. Se for bem feita, muitos incompetentes (que os há, admitamos) serão afastados para dar lugar a outros mais preparados que até ficam excluídos por falta de vagas...

João Luis Martins
22/07/2014 14:31
Perrices corporativas com laivos de má-criação... Confrangedora a imagem que alguns (muito poucos) oferecem de uma classe essencial para o desenvolvimento de uma sociedade assente em padrões de vivência comunitária construtiva e pacífica.
Tenho muita pena, mas as atitudes excessivas de pedagogos desta natureza contribuem apenas e somente para a desacreditação profissional da docência. Discuta-se civilizadamente o tipo ou a forma de seleção que as contingências sócio-económicas impõem ao sistema de ensino, procurem-se consensos, façam-se propostas credíveis e acabem-se com critérios assentes em cunhas/amiguismo/favores e facilidades injustas e desequilibradas. Sejam crescidos!

CS
22/07/2014 14:49
Parte 1 - Esta prova de avaliação dos professores é ridícula. Mas também o é, a sucessiva recusa por parte destes, de medidas que avaliem o seu trabalho e competência.
Milhares de professores estão fora de um sistema de ensino, sem que lhes seja dada a oportunidade de ocupar um lugar. Já leccionei numa escola, e sei que temos profissionais de extrema dedicação e competência, mas também temos muitos, que apenas se arrastam até às escolas, e cujas aulas se resumem a comentar os últimos resultados desportivos com os seus alunos. No entanto, atingem o topo da carreira, são imunes ao despedimento, e pelo sistema actual, são sempre classificados com notas de bom para cima...
Parte 2 - Ora isto não pode continuar! Não acontece em nenhuma empresa (privada) deste país e é, em parte, responsável pelo estado calamitoso da educação em Portugal.
Foram feitas inúmeras tentativas de remediar este problema, por parte de vários ministros. Mas para os professores e, sobretudo, para os sindicatos a resposta é sempre pedir a saída do respectivo ministro, governo após governo, numa tentativa desesperada de manter as coisas tal como estão, por mais erradas que sejam. O que deveriam fazer era sentar-se à mesa, propor soluções reais e efectivas que promovessem a resolução deste problema e, assim, evitar soluções como a desta prova que não garantem de forma nenhuma o objectivo a que se propõem.
  • Esteves
    22/07/2014 16:20
    Ó CS "O estado clomitoso da educação em Portugal"??? Está burro ou quê??? Portugal tem obtido resultados melhores do que a Suécia, a Inglaterra e outros paises super desenvolvidos e graças à competencia dos nossos docentes... Anda a ver muita ficção... Ou é mais um desses freustrados que diz ser mau tudo o que é nacional... Ó CS, se a burrice pagasse imposto tinha de vender tudo para pagar o calote... Claramente vive em outro planeta...
  • Gutta Cavat Lapidem
    22/07/2014 16:39
    Caro Esteves, com esse linguajar, só faltava agora que dissesse que é professor!

anti comuna
22/07/2014 15:44
É realmente impressionante uma classe que não quer ser avaliada, que acha que são todos bons e iguais, que não reconhece o mérito. Isto é o retrato deste país de função pública controlado pelo PCP.
Queimam tudo por onde passam, vejo imagem de professores a protestar, não quero mesmo que nenhum deles ensine os meus filhos.
  • Gutta Cavat Lapidem
    22/07/2014 16:20
    Pois é! Eu também não gosto de ver isto. Chamem-me fascista, retrógrada, o que quiserem. Para mim um professor será sempre um ser humano equilibrado, sem picos desordeiros ou emocionais, um exemplo a seguir, aquela pessoa em quem o aluno confia, com quem o aluno debate, com que o aluno por vezes se abre para receber sempre conselhos sensatos, maduros, ou conselhos aparentemente banais mas que o aluno jamais esquecerá.
    Esta imagem dos professores a gritar, a lutar, a esbracejar, a boicotar, a exigir, e uma total ausência de ponderação, de reflexão, de compreensão, de "luta" pela inteligência apenas me permite pensar que as gerações educadas por estes docentes forçosamente serão mais violentas e menos inteligentes, mais dadas à força bruta do que ao raciocínio ponderado, mais abertas à luta social do que à reflexão sobre as atitudes sociais do indivíduo e à necessidade de mudar paradigmas!

OldVic
22/07/2014 16:40
É lamentável ver uns poucos membros de uma classe que é suposto formar cidadãos a recorrer à força e à violência verbal para condicionar a vasta maioria dos colegas que queria realizar a prova. É um sinal de que não compreenderam a regra de ouro da liberdade: ela acaba onde começa a liberdade dos outros. Está na hora de uma reciclagem cívica, com exame final e estágio a seguir.

Francisco Tavares
22/07/2014 16:58
Nuno Crato está cheio de razão. Ele não podia fazer de outra maneira. Se é certo que todos os professores podem ter as habilitações para exercer a função docente, também é verdade que nem todos podem ser contratados por excesso de candidatos. Compreende-se pois que Crato queira escolher os melhores.
Mário Nogueira é que está errado, claramente errado. É lamentável, diria até inacreditável, o que se fez para impedir a prova.
  • The_Don
    22/07/2014 17:08
    Francisco Tavares, o Mário Nogueira está certo. Tem um poleiro de "histérico profissional". São 30 anos bem remunerado e não sabe fazer mais nada na vida. Agarra-se ao que tem.
    Surpreende-me é quem ainda segue essa figurinha medíocre. Aliás, um professor que sinta que é um profissional de excelência deve querer ser avaliado. Porque é a avaliação que permite separar o trigo do joio. Que permite separar um professor excelente de um que vai para a praia de Junho a Outubro e que falta quando lhe apetece. Sem avaliação, são iguais. É um estado de coisas que protege os medíocres e penaliza os excelentes.

agricultor
22/07/2014 17:22
São vários os equívocos em torno deste assunto. Primeiro, mais de 80% dos destinatários desta prova nunca mais vão leccionar na vida. Qual a lógica de avaliar aqueles que à partida têm probabilidade reduzida de leccionar excluindo os que efectivamente o farão de futuro. Depois, é mentira que professores não sejam avaliados, pesquisem por ADD. E, já agora, um pequeno "pormaior", só os contratados é que são sujeitos a esta avaliação. Resumindo, não estamos contra a prova, mas sim contra a forma e a discriminação que ela pressupõe.
A todos os que falam mal da classe docente, lanço um desafio: Enfrentem turmas de 30 alunos durante uma semana, só uma semana !!! e depois digam de vossa justiça. Hoje em dia, cerca de 30% do tempo útil de aula é "desperdiçado" com questões disciplinares.
  • carmocorreia47
    22/07/2014 19:06
    Não são os alunos, mas os pais que a ministra Lurdinhas conquistou quando perdeu os professores por ter começado a dar-lhe pancada. Paizinhos que em particular me diziam para ser exigente com os filhinhos, em reuniões de pais, motivadas por indisciplina, negavam tudo e defendiam as suas criaturas como se de tribunais se tratasse. Estas criaturas mentiam aos pais desbragadamente e eles acreditavam neles religiosamente. Por este motivo as aulas são autênticas touradas, em que os ministros e os pais através dos alunos e dos comissários políticos que capeiam pelos espaços públicos, não cessam de bandarilhar os pobres mártires da pátria que são os professores. Colocaram-nos no Coliseu e abriram a porta às feras para deleite da turba ignara, a população roída de inveja desejosa de sangue.

Joaquim Fernandes
22/07/2014 18:29
O Governo vai continuar a reconhecer qualidade às escolas particulares que tenham professores sem PACC a lecionar e continuar a financiá-las, ou, pura e simplesmente, se for coerente, vai impedir que professores sem PACC lecionem em qualquer estabelecimento de ensino por não lhes reconhecer habilitações suficientes ??? Curioso, ainda não ter ouvido esta pergunta!...
  • JP
    22/07/2014 19:08
    A pergunta que deveria estar a fazer é se o Estado deve financiar escolas particulares, ponto final. Esta prova não visa habilitar à docência, mas sim aceder ao concurso nacional. Não confunda as duas coisas.

Manuel F Sousa
22/07/2014 18:57
O que é curioso nisto tudo é que, depois de vermos de forma objetiva o que se passou, as conclusões, goste-se ou não delas, só podem ser as seguintes:
  1. A prova realizou-se na maioria esmagadora dos locais.
  2. A grande maioria dos professores abrangidos compareceu e fê-la.
  3. Os protestos ruidosos da Fenprof/CGTP não impediram nada e foram totalmente ineficazes.
  4. A aposta por parte de Mário Nogueira/Fenprof/CGTP num boicote generalizado dos Professores não se verificou.
  5. A imagem de radicalismo e violência destes protestos afastou grande parte dos professores que não se revêem neste tipo de ações (apesar de não concordarem com a prova).
  6. Mário Nogueira/Fenprof/CGTP são os grandes derrotados.
  7. O Público também perde.
  8. O Ministério ganha.

Joaquim Garcia
22/07/2014 19:15
Qual a legitimidade ética e moral daqueles que têm como função formar, ensinar e avaliar conhecimentos dos alunos e se recusam ser avaliados e se manifestam de forma imprópria e arruaceira?
  • Gutta Cavat Lapidem
    22/07/2014 19:22
    Exactamente!
  • Aliocha
    22/07/2014 19:52
    Os protestos parecem-me vir mais do exterior do que do interior da classe docente. Julgo que um número muito pouco significativo de professores adere a manifestações deste género. Todavia, como são notícia, o barulho abafa o comportamento da grande maioria.
  • Elizabeth Brianne
    A guerreira contra o poder oculto dos esbirros malignos 22/07/2014 20:15
    Qual é a legitimidade ética e moral que o Sr. tem de julgar aqueles que estão sujeito a uma ridícula prova de “quadrados e bolas” não a quererem? Estes professores com menos de 5 anos de serviço dificilmente vão lecionar, portanto perceba que os professores que ensinam os alunos deste país não a fazem, nem a fizeram, agora isso não os impede de serem solidários com esta palhaçada!
    Os professores não se recusam a serem avaliados, agora não têm de compactuar com uma prova que se deve fazer antes de entrar na Universidade e não depois de sair dela, era a mesma coisa que lhe pedisse a si para ir fazer o seu exame do 12.º ou do 9.º ano, esta prova avalia conhecimentos de matemática e português que devem estar consolidados antes de entrar numa universidade e não depois de sair dela!
    22/07/2014 20:57
    Já que se preocupa com a ética o que me diz a esta ideia das autarquias poderem contratar os docentes e serem premiadas por reduzirem o número de contratos? Sobre ética e moral havia muito a dizer, a forma imprópria e arruaceira faz parte da indignação a que estão sujeitos, nas manifestações (embora não sendo correto) não é normal? Ou queria uma manifestação tipo parada militar?
    22/07/2014 21:05
    Os professores são avaliados todos os anos. Existe um modelo de avaliação quer se concorde ou não com ele e é esse modelo é que deve ser avaliado, revisto e discutido, caso não haja consenso ou concordância e aí sim para a melhoria da qualidade do ensino e onde todos os professores, sem exceção efetivos e contratados devem estar sujeitos, pois fazem todos os mesmo e não deve haver privilégios, mas sim equidade, não deve haver um sistema de cotas, mas sim justiça e isenção e trabalhar-se nesse sentido.
  • Joaquim Garcia
    22/07/2014 21:05
    Respondendo à Sra. Elisabeth. Tenho a legitimidade de 25 anos de trabalho em que, não obstante a minha certificação académica de licenciatura e mestrado, sempre tive que apresentar resultados e ser submetido a avaliação pela sua consecução. Acredito que lhe pareça "bizarro" mas no mundo real, fora do sector público, qualquer profissional é avaliado sistematicamente e não se subsidia incompetência com dinheiros públicos.

Joaquim Garcia
22/07/2014 21:37
Respondendo à Sra. Elisabeth.
Minha Sra,
Eu não questiono as habilitações académicas dos professores pois não sou o empregador. Contudo nunca na minha vida profissional questionei os critérios e os métodos pelos quais fui avaliado. Respeitei-os simplesmente pois a determinação dos mesmos cabe ao avaliador e não ao avaliado, ao empregador e não ao empregado. Quando não concordei, como qualquer cidadão livre, percorri outros rumos... Faculdade essa que acredito não estar vedada também aos professores.
  • Luis Martins
    Lisboa
    22/07/2014 22:35
    Qual a legitimidade ética e moral de V.Exa que defende uma simples prova escrita igual para todas os professores seja um professor de Inglês, um Professor de Matematica, ou de Fisica-Quimica, ou de Ginática, ou de Filosofia, ou de Portugues etc etc...? Se os critérios e os métodos pelos quais V.Exa foi avaliado são iguais que que V.Exa defende nesta prova para os professores significa que a sua avaliação é igual para todos os empregados da sua empresa ou seja fazem todos fazem o mesmea prova escrita, seja a mulher da limpeza ou um gestor ou um simples empregado de escritorio ou mesmo um engenheiro, portanto a sua empresa deve ter uma avaliação ao nivel de uma sanita infectada pelo virus da imbecilidade.

Joaquim Garcia
22/07/2014 23:44
Respondendo ao Sr. Luis Martins.
Caro Senhor,
A impropriedade e os termos abjetos por si usados não merecem uma melhor atenção e, espero, não sejam o reflexo da maioria da classe docente.
Sem embargo, sempre lhe digo que, independentemente da valia da ferramenta de avaliação, sendo pai de dois alunos do secundário e enquanto cidadão me repugna o exemplo dado por aqueles que devem colaborar na formação da nova geração.
Quem discorda da prova ou da sua legitimidade é livre para expressar sua opinião e no limite não comparecer, se assim lhe aprouver. Não deve é prejudicar e impedir aqueles que decidiram submeter-se a tal prova manifestando-se de forma desordeira, ruidosa e inadequada à docência. Creio assim, que "a sanita infetada pelo vírus da imbecilidade" deve germinar, isso sim, na sua mente.


Referências:
  1. O salário dos dirigentes sindicais é pago pelo MEC.


quinta-feira, 6 de março de 2014

O protesto dos polícias defronte do parlamento





Profissionais das forças de segurança provenientes de todo o País juntaram-se hoje na praça Marquês de Pombal, em Lisboa, e marcharam para o parlamento, sendo claro o predomínio dos elementos da GNR.
O secretário nacional da Comissão Coordenadora Permanente (CCP) dos Sindicatos e Associações Profissionais das Forças e Serviços de Segurança, Paulo Rodrigues, estimou em 15 mil os manifestantes e, após uma reunião com Assunção Esteves, disse que não tinha obtido qualquer compromisso da presidente da Assembleia da República mas esperava que a manifestação tivesse impacto nas decisões do Governo.

Ao longo do trajecto os apelos à invasão da escadaria do parlamento deixavam antever a repetição dos acontecimentos de 21 de Novembro de 2013 que conduziu à demissão do director nacional da PSP.

Chegados ao parlamento, os manifestantes gritaram “Polícias unidos jamais serão vencidos” e “Passos toma atenção, os polícias têm razão”.
A tensão entre os manifestantes e os numerosos elementos do Corpo de Intervenção que impediam o acesso ao parlamento crescia sempre que era cantado o hino nacional. Houve derrubamento das barreiras metálicas na base da escadaria da Assembleia da República e os manifestantes forçaram por várias vezes o cordão policial, tendo subido até ao primeiro patamar dessa escadaria mas não chegaram ao topo.
O porta-voz da PSP, comissário Rui Costa, procurou resolver a situação pela via do diálogo, mas chegou a advertir os manifestantes de que, no caso de subirem a escadaria, a PSP tinha legitimidade para usar a força.

No final da manifestação, apurou-se que seis elementos do Corpo de Intervenção da PSP e quatro manifestantes ficaram feridos e foram assistidos por equipas do INEM. Dois manifestantes foram identificados devido a desacatos.


Actualização em 7 de Março

Dois dos agentes do Corpo de Intervenção deram entrada no hospital com cortes nos braços feitos por manifestantes com armas brancas. Há relatos de que alguns manifestantes usaram gás pimenta na direcção dos polícias de serviço.
Os dois manifestantes identificados são guardas prisionais que passaram o cordão policial, tendo subido alguns degraus da escadaria do parlamento. Um deles está a usar pulseira electrónica por violência doméstica.






06/03/2014 - 20:53

06/03/2014 - 21:59

*

Em Janeiro, as forças de segurança sofreram novos cortes salariais que, segundo os sindicatos, rondam 200 euros mensais, em média, cortes esses que foram aplicados a todos os funcionários públicos na sequência do Orçamento do Estado para 2014. Acompanharam também o aumento de 1% dos descontos para os subsistemas de saúde, a SAD no caso deles, que em Abril voltam a subir mais 1% em toda a função pública.
Depois da manifestação de Novembro receberam um aumento do subsídio de fardamento, de 25 para 50 euros, mas estavam à espera de mais.

Os polícias tem o direito de se manifestarem como todos os outros cidadãos. No entanto, não têm o direito de exigir uma situação excepcional em termos de cortes salariais face ao resto da função pública.
Nem tão-pouco podem invadir as escadarias do parlamento, comportamento que não é permitido a nenhum manifestante e que é punido por lei com uma carga policial. Com que moralidade os policias podem exigir aos outros cidadãos que cumpram a lei, se eles próprios não o fizerem?

O 25 de Abril permitiu a legalização dos vários partidos políticos com o objectivo de melhorar a vida dos portugueses, mas os políticos apoderaram-se do poder local para daí dominarem o poder central e conquistarem benesses económicas para eles próprios e para os seus comparsas.
É contra a incompetência, o nepotismo e a corrupção dos políticos que é preciso lutar. Ora o que se está a ver é que cada grupo profissional luta por uma fatia maior do orçamento de Estado perdendo de vista o interesse nacional. Nunca uma verdadeira democracia conseguirá sobreviver num País minado por grupos de interesses.


quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Manifestantes rompem barreiras e sobem escadaria do Parlamento


21 Nov, 2013, 21:18


Nesta noite, polícias em protesto subiram a escadaria da Assembleia da República. Os manifestantes gritavam “Está na hora, está na hora do Governo ir embora” e "Polícias unidos jamais serão vencidos".

Estas são palavras de ordem ouvidas nas manifestações de rua desde o PREC de 1975, portanto é claro quem está a instrumentalizar as polícias.
Quarenta anos depois, aqueles que obtiveram apenas 11% dos votos nas eleições autárquicas de 29 de Setembro tentam, de novo, impor um regime político que já foi repudiado pelos russos e pelos povos dos países da Europa de Leste, Albânia inclusive.

Acontece que agora não está à frente do PCP um idealista como era Álvaro Cunhal, mas indivíduos dispostos a tudo para alcançar o poder.

Cabe a nós, portugueses, decidir o futuro do nosso País. Saberemos fazê-lo?
Deixámos delapidar as reservas de ouro e já não nos concedem empréstimos com taxas de juros reduzidas. Mas, com o decorrer do tempo, aprenderemos a escolher melhor os nossos governantes.
Muitos dos nossos compatriotas não conseguiam arranjar trabalho e tiveram de emigrar: conhecem alguém que tenha escolhido como destino Cuba, China, Irão ou Coreia do Norte?


sábado, 19 de outubro de 2013

CGTP - as manifestações nas pontes


19 Out, 2013, 20:24


A CGTP esmerou-se na organização da primeira manifestação contra o Orçamento de Estado de 2014.
Quatrocentos autocarros saíram, neste sábado, dos vários concelhos do distrito de Setúbal e dos outros distritos a Sul do Tejo, e iniciaram pelas 14:00 a travessia da ponte 25 de Abril, acompanhados por automóveis e alguns motociclos, em fila compacta e marcha lenta e sob um cáustico buzinão. Do Marquês de Pombal haviam partido atempadamente para Almada os quatro autocarros com a comitiva do secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, que depois lideraram a marcha.


19 Out, 2013, 20:26


Pelas 15:00, com os manifestantes já reunidos em Alcântara, iniciaram-se, na tribuna, os discursos contra as políticas do Governo.

Minutos antes de Arménio Carlos começar a discursar caiu uma forte bátega de água que obrigou alguns manifestantes a saírem da zona central da concentração e a abrigarem-se junto dos edifícios, debaixo de paragens de autocarros e entradas de armazéns.
Algo que não arrefeceu o calor das críticas do líder da CGTP ao Governo pela proibição da marcha a pé sobre a ponte 25 de Abril, que chamou de “nossa ponte”, ao Presidente da República, de quem diz serem “inadmissíveis os silêncios” sobre as referências de Durão Barroso, presidente da Comissão Europeia, e de Christine Lagarde, directora do FMI, ao Tribunal Constitucional que classificou como “chantagens”.
Depois de marcar uma manifestação em frente ao Parlamento para dia 1 de Novembro, data em que o Orçamento de Estado é submetido para aprovação na generalidade, terminou com a fatal exigência de demissão do Governo.


19 Out, 2013, 20:59


Entretanto decorria outra manifestação no Porto. Mais de 100 autocarros com pessoas dos distritos de Aveiro, Braga, Bragança e Vila Real tinham chegado a Gaia.
A marcha atravessou, a pé, a ponte do Infante, seguiu pelas ruas do Porto e, no final, cerca de 30 mil manifestantes concentraram-se na Avenida dos Aliados.
Coube ao coordenador da CGTP João Torres exigir a demissão do governo e a convocação de eleições antecipadas.


19 Out, 2013, 20:57


Num País que está sujeito a um programa de assistência económica e financeira, impunha-se uma pergunta: quanto custou este protesto da CGTP?

Arménio Carlos e um coordenador sindical esquivaram-se à questão, garantindo apenas que a maior parte dos custos foi paga pelos próprios manifestantes.

Então a RTP decidiu fazer uma estimativa sobre os custos da marcha de Lisboa. A portagem na ponte 25 Abril para um autocarro Classe A custa 3,70 euros, logo os 400 autocarros pagaram 1480 euros.
Sendo um aluguer de autocarro, no mínimo, 400 euros, temos 160 mil euros para toda a frota. Mas como as câmaras municipais comunistas emprestam autocarros, parte dos custos serão pagos pelos impostos dos contribuintes.

Há ainda custos que a RTP não estimou: os da logística implementada pela PSP para garantir a segurança dos manifestantes, que serão muito superiores aos do aluguer da frota de autocarros e também pagos pelos impostos de todos nós.


sábado, 2 de março de 2013

Manifestações não impressionam


As manifestações convocadas para hoje, para 40 cidades portuguesas e algumas estrangeiras, por múltiplos movimentos de cidadãos ligados ao PCP, ao Bloco de Esquerda e também ao PS, através de redes sociais como o Facebook e o Twitter, tinham o apoio da CGTP que é a maior central sindical portuguesa.


02 Mar, 2013, 20:50
Vê-se Ana Gomes, eurodeputada socialista, a exigir a demissão do actual Governo e, de relance, consegue ver-se Francisco Louçã. O secretário-geral da CGTP Arménio Carlos faz uma curta declaração, assim como João Semedo, um dos coordenadores bloquistas, Álvaro Beleza, coordenador da área da Saúde do PS que pretende extinguir a ADSE, e João Ferreira, eurodeputado do PCP.


Com o lema “Que se lixe a troika, o povo é quem mais ordena”, estas manifestações pretendiam impressionar a delegação da troika — Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional — que veio fazer a sétima avaliação do memorando de entendimento assinado pelo governo socialista de José Sócrates.
No entanto, as notícias e os vídeos feitos com meios aéreos, já divulgados pela comunicação social, revelam que o objectivo ficou longe de ser atingido:


02 Mar, 2013, 20:26


02.03.2013 20:16


Vejamos o que diz o jornal Público sobre a manifestação de Lisboa:
O Terreiro do Paço, incluindo a zona de estrada por onde os carros circulam, e a zona do Cais das Colunas, em frente, por onde os manifestantes também se dispersaram, ronda os 44.000 metros quadrados, de acordo com medições feitas no programa Google Earth (o valor integra espaços como o ocupado pela estátua de D. José I, no centro, e o do palco montado pela organização que não podem ser ocupados por pessoas).

Com uma multidão de densidade média — cerca de duas pessoas por metro quadrado —, o espaço fica cheio com 88 mil pessoas. Se a multidão for densa — três pessoas por metro quadrado —, cabem cerca de 132 mil pessoas. Caso toda a gente em toda a área do Terreiro do Paço e do Cais das Colunas estivesse próxima ao ponto de ter dificuldades em movimentar-se — umas quatro pessoas por metro quadrado, o que não foi o caso —, seria possível ter naquela área 176 mil pessoas.

As ruas que desembocam no Terreiro do Paço ainda tinham gente quando se cantou a Grândola, um pouco antes das 18h30. Mas estas acrescentam pouco à área total. A Rua Augusta, por exemplo, a principal da baixa lisboeta, tem aproximadamente 6500 metros quadrados, o que significa que consegue acomodar cerca de 20 mil pessoas se a densidade for superior a três pessoas por metro quadrado.

Já a faixa central da Avenida da Liberdade, por onde as imagens mostram que a manifestação circulou, tem 27 mil metros quadrados. A Praça dos Restauradores ronda os 15 mil metros quadrados e o Rossio ultrapassa os 17 mil metros quadrados. Estas três áreas integralmente preenchidas com uma multidão densa, de três pessoas por metro quadrado, rondariam as 177 mil pessoas.
Sobre a manifestação na cidade do Porto:
No Porto, o protesto terminou na zona da Avenida dos Aliados. Esta avenida e a Praça da Liberdade, que lhe é contígua no extremo sul, totalizam aproximadamente 25 mil metros quadrados, incluindo espaços como árvores e canteiros. Aqui, caberiam, com uma densidade de três pessoas por metro quadrado, 75 mil pessoas.

Depois dos tremendos sacrifícios financeiros impostos à população portuguesa nos últimos dois anos, qualquer resultado que ficar abaixo das 300 mil pessoas que, em 12 de Março de 2011, se manifestaram por todo o País, terá de ser considerado um fracasso.


Passemos agora às intenções dos manifestantes.

Quando, há dois anos, o governo socialista assinou um memorando de entendimento com a troika aceitando um conjunto de medidas, que iam da liberalização dos despedimentos e diminuição das respectivas indemnizações à privatização das empresas públicas, em troca de um empréstimo de 78 mil milhões de euros, conhecia as consequências gravosas para os orçamentos das famílias.
Ver agora eurodeputados e outros destacados elementos do partido socialista participarem numa manifestação contra a troika, sem receio de receberem um murro de algum manifestante mais informado, é elucidativo da inconsciência e da sordidez moral desta gentinha.

Contudo não se pense que os políticos dos partidos anti-troika — PCP e Bloco de Esquerda — são movidos por sentimentos de solidariedade para com os seus semelhantes.
Tentar obter uma taxa de juro mais baixa para o empréstimo, é legítimo e benéfico, significa encargos menos pesados.
Deixar de receber as tranches do empréstimo, não é. Significa que o País deixava de poder financiar o défice público, o que obrigaria a uma diminuição brutal da despesa pública — redução ainda mais rápida e drástica dos salários dos funcionários públicos, das pensões dos reformados e dos cuidados de saúde — com consequências ainda mais graves nos orçamentos familiares e no bem-estar das pessoas. Dizer aos portugueses que deviam correr com a troika é uma desonestidade intelectual com o objectivo de provocar o caos, única via que permitiria àqueles partidos conquistar o poder.

Quanto às pessoas que se manifestaram ordeiramente, essas pretendem apenas dissipar as tensões acumuladas devido aos sacrifícios financeiros a que estão a ser submetidas e desejam apenas que o pesadelo acabe depressa.


terça-feira, 16 de outubro de 2012

Violência na entrega da proposta de OE 2013


A proposta de OE 2013, que foi ontem entregue à presidente da Assembleia da República pelos ministros Vítor Gaspar e Miguel Relvas, está a gerar preocupação e angústia nas famílias portuguesas por causa do brutal aumento de impostos.

Elementos da esquerda radical decidiram convocar um "Cerco a S. Bento! Este não é o nosso orçamento" para as 18 horas, defronte do parlamento.
Desde o apedrejamento da polícia e lançamento de petardos até aspectos caricatos, como o facto de quatro jovens se terem despido diante dos polícias, aconteceu um pouco de tudo. O derrube das barreiras metálicas de contenção dos manifestantes deixou a polícia imperturbável, assim como as repetidas tentativas de invasão do parlamento e a queima de cartazes numa fogueira ateada junto às escadarias.
Mas, pouco depois das 23 horas, quando cerca de cem manifestantes avançaram para a residência oficial do primeiro-ministro, nas traseiras da Assembleia, ocorreram confrontos donde resultaram danos em carros da polícia e viaturas civis e 12 feridos ligeiros, 11 dos quais são polícias.



16 Out, 2012, 08:43

16.10.2012 07:56


sábado, 15 de setembro de 2012

Manifestações contra o aumento da TSU


Os apelos para a manifestação "Que se lixe a troika! Queremos as nossas vidas!", que surgiram no Facebook, receberam o apoio aberto do PCP, do Bloco de Esquerda, de uma das centrais sindicais — a CGTP — e, mais discreto, do PS.


Castelo Branco: uma das torres do castelo exibia a mensagem "Basta!".


15.09.2012 18:05
A manifestação de Lisboa partiu da Praça José Fontana e seguiu pelas avenidas da República e de Berna em direcção à Praça de Espanha.


15.09.2012 - 20:34
Na manifestação de Lisboa alguns manifestantes atiraram tomates, garrafas e petardos contra o nº 57 da Avenida da República onde está o escritório do FMI e da troika, tendo sido detido um manifestante por polícias à paisana.



15.09.2012 - 20:50
Coimbra: a manifestação juntou 20 mil pessoas.

15 Set, 2012, 22:50
Braga, Leiria, Coimbra, Évora, Portimão, Loulé e Funchal


15 Set, 2012, 23:52
Os utopistas do socialismo radical falharam a tentativa de conquistar o parlamento, derrubar o governo e impor uma ditadura popular.


A manifestação segundo a Reuters:

"Manifestantes portugueses contra o novo aumento de impostos, que está a quebrar o consenso político por detrás da austeridade imposta por um resgate da UE/FMI, deslocaram-se para o parlamento onde entraram em confronto com a polícia ao fim da tarde de sábado. A meio da tarde mais de 100 mil manifestantes marcharam em Lisboa. Enquanto a maioria dispersou pacificamente, três a quatro mil deslocaram-se ao edifício do parlamento.
Organizadas através da Internet, as manifestações reuniram portugueses de todas as esferas sociais, que entoaram "Fora daqui! O FMI é fome e miséria!", pedindo ao governo de centro-direita para se demitir. Os aumentos de impostos e os cortes de despesas impostos desde o resgate do ano passado contribuíram para levar o desemprego acima dos 15 por cento e empurrar a economia para a sua pior recessão desde os anos setenta.
Na quinta-feira, a oposição socialista ameaçou acabar com o apoio suprapartidário ao resgate de 78 mil milhões de euros votando contra o projecto de orçamento de 2013, a não ser que o governo deixe cair o previsto aumento do imposto da segurança social para todos os trabalhadores de 11 para 18 por cento."





sábado, 12 de março de 2011

300 mil pessoas juntaram-se ao Protesto Geração à Rasca


Se uma imagem vale mais que mil palavras, as fotografias seguintes compõem um longo discurso:








Milhares juntaram-se num grito de protesto
Milhares de pessoas de várias gerações encheram ruas de norte a sul de Portugal num grito de protesto e apoio à chamada geração à rasca. Em Lisboa, a Avenida da Liberdade encheu do Marquês de Pombal até ao Rossio.


Diferentes gerações em protesto
Entre os manifestantes que responderam ao apelo da "geração à rasca", estiveram unidos pais, avós, jovens e muitas crianças. Dizem que agora já não há diferença e que nesta altura todos estão "à rasca".



"Geração à rasca" protestou em todo o país


Milhares em protesto nas ruas do Porto



MariaVeloso 13 Março 2011 - 01:04
Geração à Rasca
Sou de uma Geração e de um curso (Direito) que está à "rasca" já há muito tempo. As universidades não param de "vomitar" licenciados todos os anos para o mercado de trabalho que não existe. Estudei na Universidade de Coimbra (5 anos), fiz o estágio da Ordem durante 18 meses, concorri aos mais variados concursos do Estado. Nunca consegui nada. Alguém chegava sempre com a "CUNHA" à minha frente.
Adorei ver a manifestação da Geração à Rasca. Tive pena de não poder participar, pois tive de ficar com os meus três filhos, um ainda bebé.
Não gostei de ver os Políticos que se colaram à Manifestação, pois esta era apartidária e espontânea. Bando de oportunistas.
Não gostei de ver os Dirigentes Sindicais que também se colaram à Manifestação e, inclusive, com direito a falar. Estes senhores que usufruem de altos ordenados, se deslocam em viaturas de alto cilindrada, sempre em reuniões e grandes almoços também estão à rasca? O que foram lá fazer? Os trabalhadores que abram os olhos e vejam quem estão a alimentar e quem os quer realmente defender.
A Manifestação não era decididamente desta gente mas sim de quem está verdadeiramente à rasca.


Keromais 13 Março 2011
A todos os que estão bem na vida e são contra os enrascados

Meus caros senhores,
Apesar de alguns destes não terem lutado o suficiente para conseguirem vingar na vida, há quer ter em conta que temos um governo desonesto e aldrabão que destruiu o país com as suas más políticas e se pode comparar a uma quadrilha de malfeitores.
Este governo não tem pinta de honestidade nem ética. Tem sido um péssimo exemplo para com os seus concidadãos, tem sido um multiplicador de marginais.
É ao governo que compete implementar um sistema educativo capaz de gerar uma sociedade mais sã e também dar os bons exemplos à sociedade civil.
Por isso os malfeitores que estão no governo devem sair de imediato porque não têm perfil de gente civilizada, devendo ser escolhida gente da sociedade civil com curriculum e provas dadas que possa reconstruir este país feito em cacos.


danny1williams 13 Março 2011 - 10:59
Enquanto Portugal não desenvolver um Estado de Direito, e uma Economia de Mercado...
... o pessoal bem pode protestar que, a curto prazo, só vai haver miséria, fraude e a médio prazo ainda será pior. Já não há colónias com riqueza para nos alimentar, agora estão a comprar-nos.
País tuga — barreiras para tudo, status quo, leis selectivas só para lixar ou beneficiar alguns — com quatro ou cinco máfias, saem umas entram outras, favores e cunhas, Estado metido em tudo, e a Igreja ainda a participar, só pode desenvolver profissionais e organizações medíocres.

O que julgam que a dívida brutal do país, a crescer com um juro enorme, vai fazer?
Se o Estado e os Bancos pagam hoje 8% ao ano, ou mais, amanhã o crédito vai ser só a 3.5%? Desenganem-se. Especialmente as empresas e famílias endividadas.
À rasca estão a malta roubada nos Bancos (BPP, BCP, BPN), os futuros reformados com menos de 60 anos hoje, os empresários, mesmo os imbecis que pagam e vão ser esmifrados pelo Estado, pelas taxas de juro e pelas corporações (opus dei, maçonaria, PS e PSD). É o país todo, no limite, que está à rasca. O pessoal é que não se enxerga.

As finanças do País ou da Banca podem rebentar em menos de seis meses, só depende da UE, do BCE e dos investidores nos mercados financeiros.
Mesmo os actuais boys PS, se isto estoira, ficam desempregados porque não há dinheiro e os empregos deles não são necessários, eles nem sabem o que andam a fazer.
E mesmo assim a malta é situacionista e pactua com erros, incompetência, asneira e disparate.
Mesmo com o PEC 4 o país terá deficit. Está tudo errado nesta pocilga! Nunca foi tão fácil constatar.

No entanto, esperança no PSD também há pouca. O PPC deixa muito a desejar na formação, nas ideias e mesmo nos métodos. Se fosse competente, tinha apresentado, há muito, uma equipa séria com provas dadas, intelectuais e profissionais, que o problema do País é, principalmente, um problema de pessoas.
O PPC, no limite, é igual ao Sócrates e o PSD ao PS.

Se isto não muda e não prendemos as máfias do país com penas duras — seja igreja, PS, PSD ou maçonaria —, acabamos como na Albânia: Donas Brancas, falências, miséria e guerra civil.
Tenho dito. Parece-me que mais lógico e claro do que escrevi, não há.


anlopes 13 Março 2011 - 13:39
A verdade
Isto é a demonstração e a verdade dos factos. Isto reflecte a inoperância do Governo. Isto é a alegria de viver. Isto é esperança.

Tanta vez escrevi neste jornal que a política do governo iria acabar mal. Temos já um princípio disso.
O governo perdeu a sua legitimidade perante o País. Como sabemos, um Estado de Direito assenta em três pilares fundamentais: políticas justas, leis ponderadas e equilibradas e uma Justiça eficaz. É tempo do Governo ser confrontado com estes pilares da democracia.

Como não tem sido diligente, o Senhor Presidente da República deverá convocar um Conselho de Estado para que tudo seja ponderado porque, como se ouviu nas manifestações, os jovens querem outro 25 de Abril, querem viver em Portugal, não querem emigrar.
Querem ver o País desenvolver-se com o seu trabalho e dedicação. Então, meus senhores, temos de dar aos jovens aquilo que precisam para que Portugal seja um país com futuro.
Senhor Presidente da República, senhores políticos, ponham os olhos no futuro e não se esqueçam que dos pequenos nadas, nascem as grandes revoltas. Ontem foi uma imensidão de gente a reclamar ordeiramente, no futuro como será?
O futuro está na rua!