Francisco José Viegas, 4 de Janeiro de 2016
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Este episódio mostra que muitos intelectuais ficaram a pairar no tempo no início da década de 1990, nunca conseguindo fazer a necessária reflexão sobre a implosão dos regimes socialistas após a queda do muro de Berlim.
Passado que foi um quarto de século, grande parte da intelectualidade lusa continua agarrada ao passado, incapaz de perceber o desenvolvimento económico que ocorreu nos países europeus de leste desde que adoptaram a liberdade de expressão, o princípio do mérito e a economia de mercado e de conseguir avaliar quanto o nível de vida das populações desses países subiu.
A perseguição da PIDE durante a ditadura do Estado Novo foi dura — recordo o processo das Bandeiras sobre factos passados no Barreiro em 1935 — e deixou uma mágoa perpétua naqueles que a sofreram, alguns dos quais morreram no Tarrafal por lutarem pela implantação de uma ditadura comunista. Mas não se pode comparar aos milhões de crimes horrendos do regime Estalinista e ao sofrimento atroz que os fuzilamentos de inocentes provocaram nos familiares das suas vítimas.
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