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quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Jaime Gama e os 230 ladrões


Observemos algumas rubricas do 2º orçamento suplementar da Assembleia da República para 2010, aprovado pela Resolução da Assembleia da República n.º 144/2010, comparando com o orçamento inicial:


____________________________________________________

____________________________________________________
Vencimento de Deputados
Ajudas de custo: Deputados
Transportes: Deputados
Deslocações e Estadas
Assistência técnica (??)
Serviços de restaurante, refeitório e cafetaria
Outros trabalhos especializados (??)
Subvenções aos Grupos Parlamentares
Equipamento de Informática
Outros Investimentos
Edifícios
Subvenções aos Partidos e Forças Políticas representados na AR
Subv. Estatal p/campanhas eleitorais - FORÇAS POLÍTICAS
Subv. Estatal p/campanhas eleitorais - RESTITUIÇÕES DGT
____________________________________________________

__________
oar 2010
__________
12.349
2.724
3.869
2.363
2.948
961
3.593
970
2.110
2.420
2.686
16.977
57.797
15.921
__________
milhar de €
__________
2º oar 2010
__________
11.970
3.175
3.880
1.804
3.037
1.048
3.579
970
2.640
2.581
3.576
16.810
60.938
13.993
__________


Caro leitor, reparou que a diminuição do vencimento dos deputados foi compensada por um acréscimo nas ajudas de custo?
Pois, os senhores deputados deviam ter um corte salarial de 5% pelo PEC II de Maio de 2010 mas cozinharam o 2º orçamento de forma a não sofrerem qualquer diminuição nos seus rendimentos.

Já agora repare-se que a subvenção Estatal para campanhas eleitorais foi subdividida em duas rubricas diferentes para escamotearem erros.

Como o TOTAL DA DESPESA ORÇAMENTAL para 2010, afinal, foi 196.740.118,04 €, temos:
196.740.118 / 230 = 855.391

Portanto, em 2010, cada deputado custou ao País 855 mil euros, em vencimentos e encargos directos ou indirectos, ou seja, mais de 71 mil euros por mês.


segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

O sigilo bancário está démodé


Cinco grandes jornais, The New York Times, The Guardian, Der Spiegel, Le Monde e El Pais, estão a divulgar uma série de telegramas trocados entre o Departamento de Estado do governo americano e as suas embaixadas, disponibilizados desde 28 de Novembro pela Wikileaks.
Na sua edição on-line de ontem, o El Pais publica um telegrama onde o CEO do Millenium BCP propõe ao governo americano ceder informações sobre as contas iranianas sediadas naquele banco, de que se destaca o cabeçalho e o resumo:


"Date:
Origin:
Source:
Classification:


2010-02-12 13:15:00
10LISBON66
Embassy Lisbon
CONFIDENTIAL//NOFORN






2. (C/NF) Resumo: Em Abril de 2009, funcionários do Millennium BCP, o principal banco privado de Portugal, visitaram o Irão, a convite da embaixada iraniana em Lisboa e reuniram-se com o Banco Central e outras entidades do sector financeiro, para discutir o interesse do Irão em estabelecer negócios com o Millennium. Em 05 de Fevereiro, o Presidente Executivo do Millennium Carlos Santos Ferreira discutiu a proposta com Poleconoff [identificação da conselheira na área política e económica da embaixada] e o possível benefício para o governo dos EUA. Embora afirmasse que os custos podiam superar os benefícios para o Millennium, Ferreira está disposto a estabelecer uma relação com o Irão para ajudar o governo dos EUA a seguir os activos e as actividades financeiras iranianas. O Millennium consultou o Banco de Portugal e altos funcionários do governo, e apreciaria a nossa perspectiva sobre a sua proposta de relacionamento com o Irão e o interesse de Washington em controlar as contas iranianas em Portugal. Pedimos a orientação de Washington; a nossa recomendação é a do Millennium não prosseguir o relacionamento. Contudo, dado que Ferreira pode fazê-lo independentemente das recomendações do governo do EUA, podia ser prudente manter abertos os canais de comunicação com Ferreira. Este posto irá seguir a evolução e desencorajar relações mais profundas com o Irão.
(...)
6. (C/NF) Com base nas reuniões e informação fornecida por funcionários do Banco Central do Irão e do Ministério das Finanças e Assuntos Económicos do Irão, o Millennium seleccionou quatro bancos para mais reflexão: Export Development Bank of Iran (EDBI), Bank Tejarat, Bank Parsian, e EN Bank
[Eghtesad Novin Bank], que possuem códigos SWIFT. Actualmente a UE está impedida pelas sanções da ONU de fazer negócios com o Melli Iran Bank e o Saderat Iran Bank. De acordo com funcionários do Millennium, nenhum outro banco iraniano está sujeito às sanções da ONU."


Maria S. 13.12.2010 03:25 Via PÚBLICO
O meu merceeiro a banqueiro, já!
Creio que este senhor é o mesmo que promoveu uns negócios ruinosos na CGD — o tal banco de que todos somos donos — onde emprestou dinheiro a uns "investidores" importantes para comprarem acções, recebendo como garantia essas mesmas acções. Estas, com a crise, rapidamente caíram para valores de meio-tostão. Quando os ditos "investidores" não puderam cumprir as suas obrigações, a Caixa ficou sem poder recorrer às garantias recebidas, já que estas não valiam pevide.
Depois de fazer a Caixa perder dinheiro em negócios especulativos, arranjou emprego como presidente do BCP, onde — a ser verdade esta notícia — marimba-se para o sigilo bancário, propondo-se vender informações confidenciais dos seus clientes. Creio que o merceeiro da minha rua, o padeiro ou o senhor da loja do chinês, governariam melhor um banco que este senhor.
E bem que pode vir o Dr. Daniel Bessa — que sinceramente respeito — dizer que o problema da economia está na generosidade do nosso Estado Social. Não me convence. Estará parcialmente nos desperdícios e falcatruas mas, sobretudo, creio que está nesta classe de gestores e megalómano-empresários que vale menos que um gordo zero.


piroc 13 Dezembro 2010 - 11:20
Viva a bufaria
O que está a dar é ser bufo para mostrar serviço e subir na carreira política ou nas empresas, é uma tradição que já vem de longe, desde a PIDE do Salazar, há coisas que nunca mudam. São os gajos deste calibre a nossa elite, sem moral, ética, honra ou decência!


Dr_House 13 Dezembro 2010 - 11:21
Obviamente esta notícia está deturpada e os factos extrapolados!

Ou seja, o Carlos Ferreira sabedor que precisava do apoio dos EUA para se instalar no Irão, foi informar os EUA que era um menino bem comportado e que não queria furar nenhum embargo, queria tão só ter o ámen dos States. Os EUA responderam-lhe que não precisavam dos serviços dele para nada, e colocaram-no sob controlo, pois sabem que ele tem projectos para o Irão.
A notícia extrapola um pouco o que se passou. Nada de mais, sobretudo se conhecermos os lambe-botas portugas!


danny1williams 13 Dezembro 2010 - 11:21
É mesmo assim
E eu que julgava que gerir um banco era saber de finanças, de contratos e leis, saber de indústria e de empresas, de macroeconomia, de organização e controlo... E que este artista sabia de leis...

Nada disso, gerir um banco ou uma empresa é fazer ilegalidades, acordos de bastidores, receber comissões por baixo da mesa e, agora, também fazer de agente secreto e duplo, tipo tosta mista.

Aqui o sigilo bancário e a ética bancária não ficam muito bem, mas isso não interessa nada.
Foi assim que se fizeram os grandes bancos dos EUA e da Suíça? (para rir)
Uma sugestão: porque não vende os códigos de acesso às contas dos clientes? Era jeitoso, já agora. Rendia uma nota.

Os temas de gestão da banca, nada disso interessa.
É triste, tanta é a estupidez nacional.
A gestão tuga é assim mesmo.
Eu, se fosse o BdP, punha este gajo a dar satisfações ao mercado em geral. Ou confirma e se demite ou, então, nega com provas.
Isto pode ser grave e indiciar uma prática.


sábado, 11 de dezembro de 2010

Consciência e vergonha


Nós temos de nos sentirmos envergonhados por estarmos no século XXI, Portugal ser uma democracia, ser um país que, apesar de tudo, está num desenvolvimento acima da média. No entanto, alguns de nós, alguns portugueses sofrem de carência alimentar", afirmou Cavaco Silva, Presidente da República e candidato à Presidência da República, em declarações aos jornalistas no final da apresentação da campanha "Direito à Alimentação".

O objectivo da campanha "Direito à Alimentação", promovida pela Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP), é aproveitar as sobras e desperdícios do sector da hotelaria e da restauração para fornecer refeições a famílias carenciadas.


Keromais 10 Dezembro 2010 - 22:20
Sr. Presidente!
A maior vergonha dos portugueses é a corrupção dos políticos e dos nossos governantes que roubam tudo ao povo em seu favor e, esses sim, deviam ter muita vergonha de serem ladrões deixando os outros com fome...
Não se esqueça que V. Exa. é o culpado desta roubalheira ao cooperar estrategicamente com um governo aldrabão e desonesto e, por consequência, é o culpado da fome em Portugal.
Esses discursos de campanha eleitoral só agradam às clientelas e aos que andam muito distraídos.
Quem coopera com desonestos não é digno de ser Presidente da República.


tysan_14 10 Dezembro 2010 - 23:27
O carro à frente dos bois...

Sr. Presidente,
Com o devido respeito, V. Exa. está equivocado, porque quem tem de sentir vergonha são os políticos portugueses, que não só são incompetentes para resolver o problema da fome e do desemprego, como ainda são os responsáveis pelas dívidas do país, por esbanjamento em mordomias inqualificáveis. Políticos que perante a sua incapacidade de resolver os problemas criados, querem responsabilizar os portugueses que trabalham e pagam impostos, pelo pagamento da gestão criminosa dos dinheiros públicos, que não são mais que esses impostos pagos pelos que trabalham.

Durante anos qualquer incompetente e desqualificado, por ser do partido A, B ou C, era dirigente da Função Pública (FP), tinha direito a viatura, motorista, telemóvel, despesas de representação, etc. e o motorista ainda o ia buscar e levar a casa, mesmo que residisse a mais de uma centena de quilómetros do respectivo gabinete, enquanto os restantes portugueses se têm de deslocar, à sua custa, de transportes públicos ou nas suas viaturas para irem trabalhar.
Alguns desses dirigentes até iam às compras na viatura do Estado, os motoristas levavam os carros do Estado para a sua própria residência e portanto as suas deslocações para o emprego também eram asseguradas com a mesma viatura do Estado que servia o respectivo dirigente da FP.
Era o paraíso dos incompetentes, que em nenhum outro emprego teriam tantas mordomias. Ainda arranjavam emprego para familiares e amigos, subsidiavam as empresas desses amigos e, obviamente, tudo isto tinha um dia de acabar assim...
Todos os políticos sabem que o Estado funciona assim, mas ninguém ousou travar o despesismo anormal que teria de levar o país à falência e não se ouve nenhum político dizer que culpados pela situação actual têm de ser responsabilizados.

Portanto não é de admirar nem a situação actual, nem o que os portugueses acham dos políticos.
Se V. Exa. pretender exemplos tenho todo gosto em dizer e também posso dizer como é que se reduz a dívida — obviamente fazendo uma boa gestão das despesas do Estado, só em despesas de viaturas e motoristas poupava-se uma fortuna.
Com tanta comissão que se cria em Portugal, crie-se uma que estude e divulgue os custos da Assembleia da República, os custos do funcionamento do Estado — revelando as contas das mordomias que os respectivos dirigentes nunca usufruiriam em qualquer empresa privada — e só com este dinheiro se poderia saldar o défice público.
Ex-ministros e ex-dirigentes da FP, enquanto exerceram os respectivos cargos, precisaram de viatura, motorista, etc. agora nos respectivos empregos guiam o seu carro de qualidade muito inferior ao que tinham no Estado. Nem é necessário tecer qualquer comentário, percebe-se que, quando vão exercer esses cargos, a preocupação é viverem faustosamente e passarem a gastar quanto mais melhor, porque quem paga são sempre os mesmos.


anti 10 Dezembro 2010 - 23:34
Apoiado tysan 14
A população activa é sovada por estes incompetentes que não sabem administrar nada.
Derretem dinheiro que não é deles.
É o conto da vigarice da sociedade perfeita para enganar o pagode.
A lista é interminável e há quem pense que só vamos lá com uma mudança total e com uma classe dirigente que respeite o próximo. A actual não respeita nada nem ninguém, nem sabe o que é isso.


Economy 10 Dezembro 2010 - 23:37
Se a hipocrisia pagasse imposto, não havia défice
Mas que bonito, Sr. Presidente da República!
Pessoas com fome, um "flagelo" que se tem propagado pelos mais desfavorecidos de forma "envergonhada e silenciosa".
O Sr. Presidente da República é cúmplice de parte desta vergonha silenciosa, porque se silencia perante denúncias de crimes praticados pelo governo, que colocaram muitos cidadãos em extrema miséria.
Depende de V. Exa. a solução da situação, mas prefere ignorar este flagelo. A política é cruel e tem destas coisas... Como estamos em altura de Natal escolheu um tema sensível para caçar votos, mas na prática o Sr. Presidente ignora a fome e a desgraça de alguns portugueses, apesar de ter a obrigação e lhe competir, conforme as suas atribuições e juramento, ajudar a resolver as injustiças que lhe têm sido apresentadas. O Sr. Presidente sabe muito bem do que estou a falar...


zeninguem 11 Dezembro 2010 - 00:04
Eu não me sinto envergonhado
Sinto-me revoltado, envergonhado ficava se ganhasse duas reformas e um ordenado, à custa de pessoas que sofrem fome.


JoaoLucio 11 Dezembro 2010
Vergonha deve ter a classe política
Vergonha deveria ter a classe política e o Sr. Presidente que deixaram o país chegar ao ponto a que chegou. Vergonha é congelarem reformas a quem ganha pouco mais de €200 e que trabalhou toda uma vida e acumularem reformas milionárias que trabalhou meia dúzia de anos ligado à política ou à frente de uma qualquer empresa pública.
Vergonha é não se aumentar a reforma mínima e o ordenado mínimo e se retirarem abonos de família a quem ganha mais de €629,00! E ao mesmo tempo despejarem milhões sobre o BPN que o PSD e o Sr. Presidente tão bem deve conhecer.
O Sr. Presidente tem tanto poder como a Rainha de Inglaterra e tem sido uma mera figura decorativa, tal como o Tribunal de Contas que faz advertências e dá raspanetes a quem gere os dinheiros públicos sem nunca os punir verdadeiramente.
Vergonha é a compra de votos nas distritais dos Partidos pela sofreguidão de poder e acesso ao Jackpot que são os dinheiros e os cargos públicos.
Democracia, isto? Nós limitamo-nos a escolher entre aquele que comprou mais votos no PSD e o que o fez no PS, o qual se vai rodear posteriormente da quadrilha que ocupará os postos de comando da operação de delapidação dos fundos públicos.
Tenha vergonha V. Exa e todos os políticos que numa última sondagem aparecem como a classe menos confiável e mais susceptível de ser corrompida. Eu teria vergonha de fazer parte dessa classe e não separar o trigo do joio.


pintalves 11 Dezembro 2010
Como é possível tanta desfaçatez
Temo bem que sim, a começar por V. Ex.ª que deveria ser o primeiro a dar o exemplo. Ao invés, tem o desplante de maltratar e embaraçar os portugueses apelidando-os de desavergonhados e responsabilizando-os pelo estado em que o país desgraçadamente se encontra, quando toda a responsabilidade é somente da classe política que, essa sim, devia ter vergonha de deixar chegar o país ao estado lamentável em que se encontra.
É que para V. Ex.ª., ser frio e calculista, os Portugueses não passam de números, apenas isso. V. Ex.ª nem sequer sabe da nossa existência, não sabe quem somos, apenas tem olhos para o povo Português como um todo. Sabe lá V. Ex.ª que existência dramática tem cada um daqueles portugueses sem emprego!
Pois como Superior, hierarquicamente superior a todos os outros superiores deste país, devia informar-se melhor e saber que aqueles que trabalham contribuem, extra impostos, para aqueles que têm fome. E que faz V. Ex.ª? Embaraça os portugueses.


cad7 12 Dezembro 2010
Na verdade ...
... este discurso não é mais que o elogio de uma lábia sem dimensão.
A pouca vergonha das mais-valias da SLN, as reformas e as mordomias de que usufrui, são a excrescência da assimetria entre o que é dito e o que é feito, no melhor exemplo da falta de ética tão gratuitamente propalada.
Nem refiro a destruição do tecido produtivo afecto ao sector primário e secundário ocorrida entre 85-95, enquanto era PM, uma vez que o acho um perfeito incapaz e dele só poderiam sair más práticas e más políticas.
Compreendo que a direita ignorante, inculta, clubista idolatre este senhor, mas não consigo entender por que a direita séria, vertical e com ideais não tem um candidato. As soluções em Portugal, continuam a hibernar...


NCB, Lisboa. 11.12.2010 00:06
Que grande lata!
Condescendeu com a entrega de fundos para o abate de barcos de pesca. Subsidiou, sem controlo, inexistentes "formações profissionais", através da então CEE. Incentivou o corte radical no sector primário. Foi o marco fundador da destruição do aparelho produtivo e exportador, que agora vê como "única solução".
Arrependeu-se? Não, limita-se a dizer isto: "Nós temos de nos sentirmos envergonhados por estarmos no século XXI, Portugal ser uma democracia, ser um país que, apesar de tudo, está num desenvolvimento acima da média. No entanto, alguns de nós, alguns portugueses sofrem de carência alimentar”.
Gostei do "termos de nos sentirmos". Nem o Tomás.


Alexandre Pais, Berças. 11.12.2010 00:07
1700 euros de reforma para Cavaco
Na pobrezinha, atrasada e subdesenvolvida Suíça não existem pensões superiores a 1700 euros no serviço público, o que inclui obviamente os "políticos".
Já imaginou, senhor Cavaco, receber só 1.700 euros de reforma do Estado depois desta vida de "canseiras" que tem tido em prol do "bem comum"?
Já pensou como é bom nós sermos um país rico que se pode dar ao luxo de conceder aos nossos políticos a bagatela de acumularem umas pensõezinhas pelos "superiores" serviços prestados à "nação"?
Ah senhor Cavaco, acho que sim, que portugueses como o senhor deviam ter vergonha de haver fome em Portugal! Tenha um gesto nobre uma vez na vida, desista voluntariamente da sua acumulação de pensões e entregue o resto para o combate à fome. Garanto-lhe um lugar na História, assim ficará apenas como mais um entre a corja de oportunistas medíocres que afundaram Portugal quando este tinha finalmente todas as condições para crescer. Não fale de pobreza nem de fome, fica-lhe muito mal.


Dem, S.M.Infesta. 11.12.2010 00:10
Farto de canalhadas
Só um povo anestesiado e tornado inofensivo é capaz de aceitar semelhantes enxovalhos.
São os que nojentamente ganham várias reformas por inteiro com alguns anos de trabalho, são os que ganham dinheiro com a desgraça dos pobres, são os que escondem os subsídios e os lucros fáceis de obter, são estas pessoas que se dirigem aos mais desfavorecidos apelando ao coração. São os que pouco podem que vão ajudar os que nada têm.
É uma vergonha ter que votar e aceitar estes políticos. Que Deus nos perdoe! Que Deus tenha pena dos portugueses.


Paulo Santos, Fundão. 11.12.2010 00:21
Faça alguma coisa, homem!
É inacreditável que o Chefe do Estado venha dizer uma coisa destas. Envergonhado deveria sentir-se ele mesmo, em primeiro lugar.
E é inacreditável que, sendo um "democrata" e com os portugueses a viverem essas dificuldades tremendas, receba ele mesmo duas pensões de reforma elevadíssimas e mais um ordenado perpétuo elevadíssimo.
E ainda vem dizer que os portugueses devem sentir-se envergonhados. Pois devem, sim! É uma vergonha horrorosa.
Faça alguma coisa, senhor, que é para isso que os portugueses lhe pagam, não é só para dizer coisas destas. É para fazer alguma coisa! Parece que não é capaz de fazer. E não é nada pouco o que recebe.


terça-feira, 30 de novembro de 2010

Mais uma empresa pública


Para resolver o problema das parcerias público-privadas (PPP) o governo decidiu parir mais uma empresa pública e até já a baptizou Agência para o Investimento Público e Parcerias. Segundo o decreto-lei que a cria, funcionará como uma entidade de cúpula, coordenando os projectos que estão a ser desenvolvidos pelos vários ministérios.

Como sabemos, estas 116 PPP são umas parcerias muito peculiares em que os privados contraem empréstimos para financiar certos empreendimentos, em geral, obras públicas, mas fica acordado que os lucros, se os houver, são entregues aos privados e os prejuízos são da responsabilidade do Estado.

Além desta peculiaridade, bem gravosa para as contas públicas, estas parcerias têm também o defeito de nascer como cogumelos e nem precisam de chuva. "Em plena crise, o número de empresas públicas (…) subiu de 84 para 93, o número de gestores aumentou de 407 para 448 e a verba gasta em administrações cresceu de 35M€ para 39M€", escreve Paulo Portas na sua página do Facebook.
Lembra ainda o líder do CDS: "Para estudar as PPP's descontroladas o Estado tem universidades; para as controlar têm Secretarias de Estado, direcções-gerais e até já têm empresas públicas! Mais uma empresa do Estado, não, obrigado."

Francisco Louçã, coordenador do BE, vai mais longe defendendo "uma auditoria completa a estas parcerias que têm arruinado o País.
Sabemos que Portugal está a ser assaltado com taxas de 7,5% para a dívida pública nos mercados internacionais. Então não é um assalto quando os principais bancos portugueses e os seus parceiros nos estão a cobrar já há alguns anos 12% e 13% com contratos de PPP que vão até 2040?
", perguntou Louçã.

*

Decididamente esta gentinha que nos governa já perdeu, por completo, a vergonha na cara. E começa a pesar o silêncio do Presidente da República. Vejamos a opinião dos outros:


fpessoal 30 Novembro 2010 – 10:20
O povo deve exigir...
... saber quanto vai ganhar cada gestor, os objectivos a atingir e o modelo de actuação de mais esta agência. A comunicação social tem o dever de acompanhar o desempenho deste órgão. Esperemos, para nosso bem, que os 3 gestores sejam competentes e que tenham a autonomia e a independência necessárias para fazerem um bom trabalho.

danny1williams 30 Novembro 2010
Isto é mais do mesmo, estupidez, irresponsabilidade e traficâncias a caminho
Isto é mais uma despesa e burocracia, no início, e mais uma despesa no desmantelamento, no final. E no durante é um verbo de encher, mas muito pior, é um antro de irracionalidade e irresponsabilidade económica e corrupção.
Estes elefantes brancos são um sorvedouro e, em vez de acabarem, proliferam? Então não cortes os salários à função pública! Nem faças cortes no resto. Isto é tudo para estoirar...
Maldito Cavaco que se demitiu de ser presidente, mas quer ser reeleito. E o povo, vai com ele. A culpa do estado nacional é do povo, que elege disparates e continua neles. Entramos na animalidade de 4 patas. Credibilidade zero ao país. Isto não tem viabilidade, nem como país nem como povo.
Como eu percebo os investidores internacionais, andam atrás do aval do BCE... Mas isto muda! Basta o BCE e a UE caírem no real.

jpgjpg 30 Novembro 2010 - 10:48
Big jobs for the big socratic boys
É demais... Tenho asco. Como é que Cavaco e Passos Coelho assistem a isto tudo caladinhos?

Sr.Tuga 30 Novembro 2010 - 11:20
Prova cabal da incompetência da gestão pública!
Com milhares de funcionários públicos e centenas de funcionários na DGCI, FINANÇAS E MINISTÉRIO DA ECONOMIA, não existe ninguém habilitado para "gerir" estes assuntos?
Jobs, jobs, jobs, jobs...
Mais administradores, assessores, secretárias, motoristas, viaturas topo gama, gabinetes, cartão representação, gasóleo, despesas diversas...
O tuga paga tudo!

Olisipone 30 Novembro 2010 - 14:26
Incapazes!
É, de facto, necessária uma mudança total das políticas! Pois os erros repetem-se.
Devido sobretudo aos actos de Fé. Acredita-se em soluções falhadas, e continuam a aplicar-se apesar dos danos. Defendem-se os interesses dos empresários quando se é trabalhador ou desempregado, porque se acredita que um dia se há-de ser rico. Criam-se empresas no Estado que em vez de estarem vocacionadas para o Serviço Público estão vocacionadas para o Lucro. Fala-se muito das exportações mas ninguém fala das importações.
O que falta em Portugal é ensinar as pessoas a raciocinar.
Deixem a porcaria do futebol e de Fátima! Fechem a TV à hora da telenovela! Deixem de ser do Sporting ou do Benfica! Pensem!

jdiogenes 30 Novembro 2010 - 17:53
PPP (Padrinhos, Panhonas e Políticos)
Veja onde se enquadra!
A solução é simples, embora seja difícil de aplicar. Mas estamos numa situação de excepção e é como tal que o governo tem que actuar.
Quando uma determinada empresa não consegue fazer face aos seus encargos tem que negociar e, por vezes, o credor tem que abdicar de uma parte substancial da fatia, se sequer receber algum.
Neste caso concreto até se pode alegar, e será fácil provar, que ouve aproveitamento fraudulento por uma parte e incompetência pela outra, para não adjectivar de outra forma.
E depois, com calma, sentar no mocho, obviamente com cola nas mãos, os que facilitaram o assalto ao erário público e, logicamente, os que beneficiaram de forma fraudulenta.
Uma coisa tenho certa, com o actual PR, que faz parte do sistema, não vamos lá! Por isso nas próximas eleições não o podemos deixar lá continuar. Se deixarmos…

Utrera 30 Novembro 2010 - 20:20
Falta a LPM
E depois da Fundação PPP contrata-se a LPM para fazer a comunicação e a F5C para os eventos... Entre o Paixão Martins e o Luís Bernardo, fica tudo na família PS.


quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Que venha o FMI - II


Silva Lopes assisitiu de perto às duas intervenções do FMI em Portugal, em 1977 e 1983, por isso ouçamos o seu testemunho:



"Devo dizer que, desta vez não podemos esperar os mesmos milagres, e tão rápidos como das outras vezes. Mas também digo, se os juros da dívida pública portuguesa subirem muito, não teremos outro remédio".



"(...) É possível que o FMI fizesse pressão no sentido de reforçarmos os controlos sobre a execução da despesa pública. [Este ano] tivémos de ir buscar aquela solução da PT para fingir que estávamos a compor as coisas. Mas é uma operação muito cara como foram as da Dra. Ferreira Leite quando andou a fazer uma carga de operações deste estilo, que saíram muito caras ao País. (...)
O FMI, se cá vier, obriga-nos a um controlo mais efectivo. Não acredito que depois seja possível os presidentes de câmaras ou dos governos regionais excederem os orçamentos que lhes são fixados sem levar penalidades.
(...) responsabilidades políticas são muito importantes. E não basta pensar que isto se resolve com as eleições, temos visto casos de presidentes de câmaras corruptos que são reeleitos. Portanto isto tem de se fazer através de uma autoridade, o Tribunal de Contas provavelmente, quando verifica que um determinado agente político excede o orçamento que tem de administrar, declarar a inelegibilidade dele durante vários anos. (...)
Agora o argumento do PS de que as eleições são a forma de responsabilizar os políticos não serve para nada, é uma aldrabice
."


segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Na Suíça não há reformas de luxo



Na Suíça a Segurança Social não garante reformas de luxo: cada cidadão tem direito a uma única reforma com o limite máximo de 1700 euros. Mas os PPR são obrigatórios e quem mais ganha, mais pode poupar e de melhor situação financeira desfrutará na velhice.
Agradecemos a chamada de atenção para este vídeo a


manoelmartins 22 Novembro 2010 - 12:40
Reformas vergonhosas
Pretendo divulgar uma notícia que passou somente no canal 2.
Comparem agora o que se passa Suíça com o nosso País e digam se alguma vez a Segurança Social poderá equilibrar-se com a vergonhosa gestão que é feita.

REFORMADOS NO ACTIVO
Ora vejamos:
O nosso Presidente da República é um reformado.
O nosso candidato a Presidente da República é um reformado.
O nosso ministro das Finanças é um reformado.
O nosso anterior ministro das Finanças já era um reformado.
O ex-ministro das Finanças Ernâni Lopes, que propõe que se cortem os vencimentos dos Funcionários Públicos em 25%, é reformado do Banco de Portugal desde os 47 anos de idade.
O ministro das Obras Públicas é um reformado.
Os gestores activíssimos como o ex-ministro Mira Amaral são reformados.
O novo presidente da Galp, Murteira Nabo, é um reformado.
Entre os autarcas, há "centenas, se não milhares" de reformados, garantiu o presidente da ANMP.
O presidente do Governo Regional da Madeira é um reformado.
E assim por diante...

Digam lá qual é o país da Europa que dá tanto e tão bom emprego a reformados?


quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Algo está podre no reino de Portugal


"Há uma data de gente que está a ver a festa a acabar e está a ir com um saco apanhar tudo o que é sanduíche, porque a festa está no fim."

João César das Neves, economista



Este caso passou-se no Agrupamento de Escolas do Barreiro e a Directora, em conjunto com o grupo de compadrio, vingou-se da pessoa em questão marcando-lhe faltas injustificadas:

"Sempre considerei o ensino público uma vaca sagrada em que não se podia tocar.
Na minha geração tanto o pobre com o abastado faziam a primária, o liceu e a faculdade no ensino público que, por ter excelente qualidade, permitia a ascensão social. Daí a considerar um promotor de injustiça social quem defendesse a sua privatização, foi um pequeno passo.

O tempo prosseguiu a sua marcha inexorável, surgiu a pedagogia do "eduquês", desvalorizou-se o conhecimento, o saber, a norma do mérito foi substituída pela lei da selva e perdeu-se a noção de ética.
Actualmente muitos jovens esperam que os pais lhes assegurem a aquisição de uma licenciatura com o menor esforço possível e, quando alcançam um lugar de professor numa escola, a primeira coisa que fazem é procurar descobrir quem influencia o director e grudar-se a essa gente procurando obter o máximo de regalias.

O horário de trabalho é 35 horas no qual a componente lectiva ocupa, no máximo, 22 horas. Até aqui tudo bem porque é preciso tempo para preparar aulas, fazer e corrigir testes e para reuniões.
O problema é que os directores dispõem de uma panóplia de cargos para distribuir pelas clientelas — director de biblioteca, coordenadores de escolas do 1º ciclo, coordenadores de ano nas escolas do 1º ciclo, coordenadores dos directores de turma do 2º ciclo, coordenadores dos directores de turma do 3º ciclo, directores de turma (um por cada turma), directores de projectos, assessores técnico-pedagógicos, ... , todos com os correspondentes suplementos remuneratórios ou reduções de horário para exercerem as suas funções — e, se alguns só podem ser entregues a docentes do quadro, outros há que podem ser cedidos a contratados.

Sendo avaliados administrativamente pelos directores regionais através dos relatórios de actividades da escola (visitas de estudo, passeios, festas, ...), actas das reuniões e resultados (inflacionados) dos alunos, os directores dão-se ao luxo de desperdiçar recursos materiais e humanos, distribuindo os cargos por quem pertence ao seu grupo de compadrio, que é quem os ajuda a camuflar as irregularidades.
Algo que não seria necessário porque as chefias das DRE’s limitam-se a reenviar para as escolas as instruções que recebem do Ministério da Educação e nunca lhes passaria pela cabeça auditar as escolas.

Vêm-me estas considerações à mente quando acabo de descobrir que o representante do curso Novas Oportunidades (NO) tem 60 minutos de aulas*, 4 noites por semana, mercê da acumulação de uma série de regalias, entre elas a de representante da disciplina de Matemática.
Como é possível que um indivíduo com um diploma de estudos superiores em administração escolar, que nem sequer tem equivalência a licenciatura, possa exercer tal cargo? Muito simples, o cargo foi criado no regimento interno da escola, apesar do curso NO só ter, nessa disciplina, ele próprio e outra docente!

Já em Janeiro tinha descoberto que o dito representante, ao fazer os horários dos professores do curso NO, tinha bonificado com o factor 1,5 as horas do serviço docente nocturno, o que está previsto no artigo 84º/2 do Estatuto da Carreira Docente, mas apenas no período compreendido entre as 22 horas de um dia e as 7 horas do dia seguinte, de acordo com o artigo 153º/3 do Regime do Contrato de Trabalho em Funções Públicas.
Ora nos horários estava a partir das 20 horas. Isto significa que até um docente contratado só tem 15 horas na componente lectiva. Avisada a direcção da escola foi-me dito que fosse para tribunal, que enquanto não viesse a sentença eram inocentes. E assobiaram para o lado.

Não me surpreende, portanto, que a despesa pública esteja descontrolada, mas nem este governo, nem nenhum, conseguirá controlar a situação. O regabofe é de tal ordem que só se resolve privatizando o ensino. Lamento.
"


*
Cada aula do curso NO tem a duração de 45 minutos mas o docente reduz 15 minutos, com a cumplicidade dos formandos.


sábado, 23 de outubro de 2010

Não se pode trocar?




O parlamento reflecte o país, mas o país tende a imitar o parlamento, logo é imperioso mudar o parlamento. Não são precisos dez milhões de votos. Basta 2 milhões.





Os nossos deputados precisam de viajar até à Suécia. E ficar por lá.
Precisamos dos parlamentares suecos.


Que venha o FMI - I




Podemos confiar no OE 2011 para reduzir o défice público? O problema não é o que lá está escrito, mas como vai ser executado. Mais importante que registar medidas no orçamento é fiscalizar a execução orçamental.
Se não, vejamos:

No OE 2011, o mapa VII — "Despesas dos Serviços e Fundos Autónomos por classificação orgânica" especifica as despesas globais de cada serviço ou fundo.
Em primeiro lugar está escarrapachada a despesa orçamentada para a ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA que é 99.361.085 €.
Agora convido-o, caro leitor, a consultar o correspondente mapa VII do OE 2010: temos 100.532.957 €. Donde se pode concluir que a despesa deste serviço autónomo vai decrescer apenas 1%.
Como é isto possível, se o PEC 2 estipulava que os vencimentos na dita assembleia iam sofrer um decréscimo de 5% e o PEC 3 deveria provocar uma descida de mais 5%, em média, não só no parlamento como também em todos os institutos que dele dependem?

Mas há mais. Se tiver a pachorra de ler este artigo vai descobrir que os senhores deputados aprovaram a despesa orçamental para 2010 de 191.405.356,61 €, ou seja, quase o dobro do estabelecido no OE 2010.

Mas ainda há mais. Na Síntese da Execução Orçamental publicada neste mês de Outubro, no quadro Execução Orçamental dos Serviços e Fundos Autónomos está registado que, em 2009, há dois organismos com execução orçamental em falta: o Serviço do Provedor de Justiça e a... Assembleia da República.


Um reparo final ao OE 2011. Olhando distraidamente para este gráfico


parece que o número de funcionários públicos cresceu abruptamente nos dois primeiros anos e está a decrescer suavemente nos últimos cinco.

Houve realmente uma subida abrupta entre 1996 e 2001 durante os governos Guterres.
Mas entre 2002 e 2004 o crescimento foi quase nulo, por acção da ministra das Finanças do governo Barroso, e foi seguido por uma queda abrupta entre 2005 e 2010 nos governos Sócrates.

A ilusão deve-se à graduação incorrecta do eixo das abcissas e mereceria uma má nota se fosse apresentada por um aluno de Matemática.
Se o gráfico vai de 1996 a 2010, então teriam de assinalar no eixo horizontal 1996, 1997, 1998, ... , 2010.
Mesmo que não haja dados relativos a todos os anos, não se pode eliminá-los do eixo porque isso vai alterar o declive dos traços que unem as cruzes do gráfico e enganar o leitor.
Qual o objectivo desta construção defeituosa? Atirar para cima do governo Barroso uma responsabilidade que não teve.


A classe política perdeu a credibilidade e o problema não se resolve criando mais institutos reguladores. Só uma organização internacional como o FMI pode meter esta gente na ordem e evitar as derrapagens orçamentais.


sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Um país à deriva


O blogue "31 da Armada" fez um vídeo em que compara afirmações de José Sócrates ao longo de 2009 e 2010:





Eis uma boa ideia para avivar a memória das pessoas, que ajudamos a divulgar.


quinta-feira, 14 de outubro de 2010

O negócio das Novas Oportunidades


Todas as turmas B1, B2 e B3 do Curso Novas Oportunidades (equivalentes ao 1º, 2º e 3º ciclos do ensino regular) têm as seguintes disciplinas:
Linguagem e Comunicação (língua portuguesa), Inglês, Cidadania e Empregabilidade (estudos sociais), Matemática para a Vida (muito básica), Tecnologia da Informação e Comunicação (Microsoft Office muito básico).
Não há testes, são raros os professores que exigem a elaboração de trabalhos e ainda mais raros os formandos que os fazem.

Não recebem a mínima formação em Física, Química, Biologia, Mecânica, Electricidade, Electrónica, … Apesar de ficarem com uma formação reduzidíssima, sem terem obtido conhecimentos ou adquirido competências para fazer seja o que for, é conferido aos formandos um certificado equivalente ao 9º ano.

No curso equivalente aos 10º, 11º e 12º anos é necessário que seja entregue um trabalho, mas já foi divulgado na imprensa que se copiam trabalhos na Internet, algo que os docentes deste curso fingem que não sabem.

Ora é num curso com estas características que a Agência Nacional para a Qualificação, I.P. investiu, em 2008, a “módica” quantia de 1,6 milhões de euros na produção e distribuição de “nova imagem” e uns "trocos" no 2º encontro:

___________
2008-10-31

2008-11-24
2008-11-24
2008-11-24
2008-11-24
2008-11-24
2008-11-26
2008-11-27
2008-11-27
2008-11-27
2008-11-27
2008-11-28
___________


2008-11-28
2008-12-05
___________


______________________________________________
Promoção NO - concepção de folheto tríptico, protótipo de 4
cartazes, 4 mupis e 4 outdoors
Promoção NO - colocação 576 outdoors por todo o país
Promoção NO - colocação 184 outdoors por todo o país
Promoção NO - colocação 1524 mupis por todo o país
Promoção NO - colocação 2300 mupis por todo o país
Promoção NO - criação artística de fotografias
NO - divulgação das ofertas EFA: filme publicitário na RTP 1
NO - divulgação das ofertas EFA: filme publicitário na RTP 2
NO - divulgação das ofertas EFA: filme publicitário na SIC
NO - divulgação das ofertas EFA: filme publicitário na TVI
Filme publicitário (compra de espaço)
Rede centros NO - placas monoface em acrílico
______________________________________________
Total

2º Encontro NO - produção de pastas
2º Encontro NO - decoração do espaço
______________________________________________
Total

__________

41.590
164.495
59.925
97.984
87.304
23.430
165.112
50.833
310.564
520.823
87.685
67.500
__________
1.677.245

10.540
65.800
__________
76.340


Se o leitor ficou abismado, então saiba que em 2009, o ano da crise, foram gastos 1,7 milhões de euros na “avaliação” desses cursos e na sensibilização das entidades empregadoras para as “virtudes” dos ditos e mais uns "trocos" no 3º encontro:

___________
2009-04-16
2009-04-17
2009-04-30
2009-07-09

2009-07-10

2009-07-31
2009-09-11

___________


2009-09-14
2009-12-14
2009-12-14
2009-12-14
2009-12-29
___________


_____________________________________________
NO - plataforma para avaliadores externos
Desenvolvimento do “Portal Novas Oportunidades
NO - produção do Kit das profissões
Seminário de avaliação das NO - 1ºs estudos - criação
de linha gráfica para o Kit
Seminário de avaliação das NO - 1ºs estudos - aluguer
de salas, audiovisuais, catering da AIP
NO - avaliação externa pela UCP
NO - concepção campanha publicitária sensibilização
dos empresários para qualificação dos trabalhadores
_____________________________________________
Total

3º Encontro NO – aluguer do espaço
3º Encontro NO - aluguer de catering e hospedeiras da AIP
3º Encontro NO - produção de Grafismo e Sinalética
3º Encontro NO - aquisição de pastas e blocos notas
Criação de Comunidade NO, online, no portal SAPO
_____________________________________________
Total

__________
27.500
19.500
500.000

41.006

36.365
297.900

840.000
__________
1.762.271

79.136
67.177
26.196
15.800
30.000
__________
218.309


E se pensa que este ano os PECs vão impor uma redução da despesa, desengane-se porque nas últimas três semanas do Verão, já se “evaporaram” 1,2 milhões de euros em nova campanha publicitária:

___________
2010-05-11
2010-06-30
2010-08-11
___________


2010-08-27
2010-09-17
2010-09-22
2010-09-22
2010-09-23
___________


_____________________________________________
2ª corrida NO - serviços de organização
NO - avaliação externa pela UCP - 2010
NO - aluguer de espaço, catering, equipamentos da AEP
_____________________________________________
Total

NO - concepção de campanha publicitária
NO - colocação de anúncios no DN e JN
NO - campanha publicitária RTP
NO - campanha publicitária SIC
NO - campanha publicitária TVI
_____________________________________________
Total

__________
74.900
298.000
24.980
__________
397.880

1.000.000
27.223
69.792
99.774
99.945
__________
1.296.734


Contas por alto, conseguiram dissipar em actividades de promoção mais de 5,4 milhões de euros!

No entanto, esta quantia é uma gota de água se for comparada com as despesas acarretadas pelos salários dos professores dos cursos Novas Oportunidades. E sabe quantos formandos aparecem, em média, nas aulas desses cursos?
15? Não.
10? Não.
Ponha 5, caro leitor, e pode crer que já está a pôr demais. Mas isso é top secret...

E por que motivo existe tal absentismo? Porque as pessoas que estão a receber o RSI são obrigadas pela Segurança Social a inscreverem-se no Novas Oportunidades. Sobretudo no B1 e B2 a maioria dos formandos tem esta origem e, por isso, muitos estão desmotivados para aprenderem o pouquíssimo que é ensinado e recorrem a todas as justificações para faltarem.


terça-feira, 12 de outubro de 2010

A festança dos 160 anos da DGCI


Afinal não são só os institutos públicos que organizam jantares pagos com as taxas que nos cobram. A insuspeita Direcção-Geral dos Impostos resolveu comemorar as suas dezasseis décadas com uma festa de arromba:


27-10-2009
02-11-2009
02-11-2009
06-11-2009
06-11-2009
06-11-2009

__________



Aquisição de 3500 medalhas para os 160 anos da DGCI
Aquisição de um vídeo para os 160 anos da DGCI
Conferência no Pavilhão Atlântico - 160 anos da DGCI
Aluguer de equip. audiovisual para os 160 anos da DGCI
Serviços (?) prestados no evento dos 160 anos da DGCI
Serviço de catering - Casa do Marquês - Comemoração
dos 160 anos da DGCI
_______________________________________________
Total


29.253
7.500
47.413
24.467
38.500

73.280
_______
220.413


Não está a sonhar, caro leitor, espatifaram mesmo 220 mil euros!
E não estão contabilizadas as despesas com a deslocação e estadia em Lisboa dos cerca de 900 chefes das repartições de Finanças que participaram nas comemorações...


sábado, 9 de outubro de 2010

Os jantares da ANACOM






Os institutos públicos continuam a ser uma caixinha de surpresas. Desta vez trata-se do despesismo no ICP - Autoridade Nacional de Comunicações, o organismo regulador das comunicações. Senão vejamos:


07-07-2009
19-08-2009
22-10-2009

___________


Criação de um template word e excel para a ANACOM
Produção de um vídeo humorístico - 20 anos ANACOM
Desenvolvimento de projecto - Programa Melhor Vida -
- Deixar de fumar no ICP-ANACOM
_______________________________________________
Total

11.350
8.000

10.985
_______
30.335


Posso garantir que construo um template em Word e Excel por um décimo do preço e num fim de semana. Mas o melhor da ANACOM são os seus jantares:


14-11-2008
25-11-2009
23-02-2010
___________


Realização do jantar de Natal da ANACOM
Serviços de catering para a festa de Natal da ANACOM
Realização de jantar e passeio - Reunião CPG
_______________________________________________
Total

21.250
8.000
6.930
_______
36.180


Então o jantar comemorativo dos seus 20 anos é uma verdadeira pérola:


08-10-2009

22-10-2009

04-11-2009

___________


Organização (imagem, decoração, catering, animação)
do jantar dos 20 anos da ANACOM
Aluguer de tenda, equipamentos de som e audiovisuais
para o jantar dos 20 anos da ANACOM
Concepção de convites para o jantar dos 20 anos da
ANACOM
_______________________________________________
Total


60.476

74.063

12.180
_______
146.719


Assim se desperdiça mais de 200 mil euros!
E tanta empresa do sector privado a viver à sombra da Anacom...


segunda-feira, 4 de outubro de 2010

As chefias nas escolas são um sumidouro de dinheiro






Proposta enviada para Cortar na despesa:


"Cada agrupamento de escolas/escola não agrupada tem uma direcção composta por 1 director e ainda 1 subdirector, 2 directores-adjuntos e 1 representante dos cursos nocturnos nomeados pelo director.
Em média, cada subdirector, ou director-adjunto, recebe 1600€ de remuneração líquida (remuneração bruta 2277,93€ ⎯ 6º escalão) e 230€ de suplemento remuneratório líquido (355€ ⎯ escola com 801 a 1200 alunos) o que dá

1600x14 + 230x12 = 25 160 euros

Existem cerca de 1500 agrupamentos/escolas não agrupadas, donde

25 000x1500 = 37 500 000 euros

Ora se desaparecessem os dois directores adjuntos não se ia dar pela falta, pois existem ainda 6 coordenadores de departamentos, director de biblioteca, coordenadores de escolas do 1º ciclo, coordenadores de ano nas escolas do 1º ciclo, coordenadores dos directores de turma do 2º ciclo, coordenadores dos directores de turma do 3º ciclo, directores de turma (um por cada turma), directores de projectos, assessores técnico-pedagógicos, ... , todos com os correspondentes suplementos remuneratórios ou reduções de horário para exercerem as suas funções.

Os antigos liceus nacionais eram dirigidos apenas por dois professores, 1 reitor e 1 vice-reitor, e não dispunham de meios informáticos, nem sequer de uma calculadora. Portanto a eliminação, apenas, dos directores-adjuntos permitiria poupar anualmente 75 milhões de euros sem perda de qualidade no ensino. Pelo contrário, quanto mais burocratas a escola tiver, pior será a qualidade do ensino.
"


E deixámos de fora as 5 (cinco!) direcções regionais de educação (DRE) também com directores, directores-adjuntos, coordenadores de serviços, ... , e que foram transformadas pelo governo numa plataforma de reenvio das decisões da equipa ministerial do ME para as escolas, quer dizer deixaram de ser um nível intermédio de decisão, logo não servem para nada.

Aplaudimos este tipo de iniciativas, mas ficamos a aguardar que nos mostrem resultados. É que lá diz o ditado “De boas intenções está o inferno cheio”.



Há também a questão da competência das chefias

Ao contrário dos senhores sindicalistas, defendemos a fusão das escolas do ensino básico com as escolas secundárias porque estas últimas possuem, em geral, os docentes mais qualificados e consequentemente são melhor geridas.
Sobretudo na área dos recursos humanos: há docentes que foram bloqueados em escolas básicas por colegas que não suportam a sombra, através de anos e anos de intrigas e, por fim, até impedidos de ter turmas pelos órgãos de gestão com recurso a juntas médicas.
Com menos agrupamentos e chefias mais competentes, poupa-se dinheiro e todos os docentes terão a hipótese de trabalhar melhor.
Naturalmente haverá que ter em conta a distribuição geográfica das escolas.


Actualização aqui.


quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Parlamento sueco versus Assembleia da República


"Não é por acaso que alguns povos se engrandecem e outros empobrecem."
Anónimo





Depois de observar a parcimónia dos deputados suecos, regressemos a Portugal para ler algumas rubricas do Orçamento da Assembleia da República para 2010, aprovado pela Resolução da Assembleia da República n.º 11/2010:


______________________________________________________
Vencimento de Deputados
Ajudas de custo: Deputados
Transportes: Deputados
Deslocações e Estadas
Assistência técnica (??)
Serviços de restaurante, refeitório e cafetaria
Outros trabalhos especializados (??)
Subvenções aos Grupos Parlamentares
Equipamento de Informática
Outros Investimentos
Edifícios
Subvenções aos Partidos e Forças Políticas representados na AR
Subvenções Estatais p/Campanhas Eleitorais
______________________________________________________
milhar de €
__________
12.349
2.724
3.869
2.363
2.948
961
3.593
970
2.110
2.420
2.686
16.977
73.719
__________

Como o TOTAL DA DESPESA ORÇAMENTAL para 2010 é 191.405.356,61 €, temos:

191.405.356 / 230 = 832.197

Portanto este ano cada deputado, em vencimentos e encargos directos ou indirectos, vai custar ao País 832 mil euros, ou seja, cerca de 70 mil euros por mês.


segunda-feira, 7 de junho de 2010

José Sócrates e os 12 motoristas



O gabinete de José Sócrates contratou 12 motoristas para exercerem as suas funções no Gabinete do Primeiro-Ministro.

As nomeações, publicadas no Diário da República de 18 de Maio, esclarecem quais foram os anteriores cargos dos condutores.
Três deles foram contratados fora da função pública: um foi requisitado à multinacional Deloitte e Touche, uma empresa internacional de auditoria e consultoria, o segundo à Associação dos Bombeiros Voluntários de Colares e o terceiro ao Sindicato dos Trabalhadores de Escritório, Comércio, Hotelaria e Serviços.
Dos restantes nove, seis são oriundos da Polícia de Segurança Pública (PSP) — a generalidade dos motoristas dos titulares de cargos governativos provém do quadro do Corpo de Segurança Pessoal da PSP —, um foi requisitado à Carris, outro provém do Ministério da Cultura e um terceiro do Instituto de Gestão Financeira da Segurança Social.

Sendo oito horas o horário de trabalho dos motoristas, o gabinete do PM dispõe, permanentemente, de uma equipa de quatro motoristas. Mesmo que fosse concedida a cada motorista uma folga de três em três dias, concluímos que a qualquer hora do dia ou da noite, durante onze meses por ano, o PM tem à sua disposição 3 motoristas.

A rainha de Inglaterra deve estar a roer-se de inveja.