Anónimo
13:10
GREGOS, IDE COM A GRAÇA DIVINA, COMEI E BEBEI À FARTAZANA, E DEIXAI OS POBRES COITADOS DOS RESTANTES EUROPEUS SOZINHOS! (Oração de São Gregório aos caloteiros).

Já não sou ministro
O referendo de 5 de Julho vai ficar na história como um momento único em que uma pequena nação europeia se levantou contra a servidão da dívida.
Como todas as lutas pelos direitos democráticos, também esta histórica rejeição do ultimato do Eurogrupo de 25 de Junho tem um custo elevado. É, portanto, essencial que o enorme capital outorgado ao nosso governo pelo esplêndido voto no 'NÃO' seja imediatamente investido num 'SIM' a uma resolução adequada — num acordo que envolva a reestruturação da dívida, menos austeridade, redistribuição a favor dos necessitados e verdadeiras reformas.
Pouco depois do anúncio dos resultados do referendo, fizeram-me saber de uma certa preferência de alguns participantes do Eurogrupo, e vários 'parceiros', pela minha… 'ausência' das suas reuniões; uma ideia que o Primeiro-Ministro julgou ser potencialmente benéfica para poder chegar a um acordo. Por esta razão deixo hoje o Ministério das Finanças.
Considero ser meu dever ajudar Alexis Tsipras a tirar partido, como ele entender, do capital que o povo grego nos concedeu através do referendo de ontem.
Vou usar a aversão dos credores com orgulho.
Nós, da Esquerda, sabemos como agir colectivamente sem nos preocuparmos com os privilégios da função. Darei todo o meu apoio ao primeiro-ministro Tsipras, ao novo Ministro das Finanças e ao nosso governo.
O esforço sobre-humano para honrar o bravo povo da Grécia, e o famoso OXI [NÃO] que ele deu aos democratas de todo o mundo, está apenas a começar.
Reuters/Yves Herman
REUTERS/Christian Hartmann
AFP/Aris Messinis




Che fece .... il gran rifiuto A algumas pessoas um dia cai em que o grande Sim e o grande Não sobrevém dizer. Logo surge ao de cima a que tem pronto dentro de si o Sim e ao dizê-lo vai além da sua honra e do que está convencida. A que negou não se arrepende. De novo interrogada voltaria a dizer não. Mas tem-na derrotada aquele não — o correcto — toda a sua vida. |
Confirmo que o reembolso de DES [Direitos Especiais de Saque, a unidade de conta do FMI] 1,2 mil milhões (cerca de EUR 1,5 mil milhões) devidos hoje pela Grécia ao FMI não foram recebidos. Informámos o nosso Conselho de Administração que a Grécia está agora em atraso e só poderá receber financiamento do FMI quando cumprir o pagamento em atraso.
Também posso confirmar que o FMI recebeu hoje um pedido das autoridades gregas de prorrogação da obrigação de reembolso da Grécia que vencia hoje, que irá para o Conselho de Administração do FMI em devido tempo.
O programa de assistência financeira da Grécia foi único em muitos aspectos. Devido à gravidade das deficiências estruturais do país e das necessidades de ajustamento, foi o maior programa do FEEF ou do MEE de sempre. Também tinha, de longe, as condições de crédito mais favoráveis jamais concedidas a um programa do FEEF ou do MEE de um país. Incluiu o envolvimento do sector privado, com perdas consideráveis para os investidores privados. A Grécia beneficia de um empréstimo com a maturidade média de mais de 30 anos. O país não paga, nem taxas de juros, nem de resgate, sobre parte esmagadora dos empréstimos do FEEF até 2023.


REUTERS/Stefanos Rapanis


REUTERS/Marko Djurica




As autoridades gregas informaram hoje o Fundo que tencionam juntar os quatro pagamentos devidos em Junho num só, que terá agora de ser realizado em 30 de Junho.
No âmbito de uma decisão do Conselho Executivo adoptada em finais da década de 1970, os países membros podem pedir para agrupar vários pagamentos de empréstimos com vencimento num mês do calendário [os pagamentos de juros não podem ser incluídos nesse pacote]. A decisão destinava-se a atender às dificuldades administrativas de fazer vários pagamentos num curto período.