quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

O adeus de Bento XVI


O papa que, em seis séculos, tomou a decisão histórica de renunciar, em vez de governar por toda a vida, partiu.

28 Fev, 2013, 18:04

Obrigado, Bento XVI, por ter pedido a resignação.
Obrigado, por não alinhar com a mentira e a hipocrisia.


Os derradeiros momentos do pontificado:


Bento XVI a atravessar a Praça de São Pedro no papamóvel, ontem, durante a última audiência geral onde confiou as suas preocupações: "Pedi insistentemente a Deus na oração que me iluminasse com a sua luz para que tomasse a decisão mais correcta."
REUTERS/Stefano Rellandini


Está entre vós o próximo Papa, ao qual prometo deferência e obediência incondicionais”, palavras de Bento XVI, hoje, na cerimónia de adeus aos cardeais, no Vaticano.
REUTERS/Osservatore Romano


"Obrigado pelo vosso amor e o vosso apoio! Possais viver sempre na alegria que se experimenta quando se põe Cristo no centro da vida." escreveu Bento XVI no Twitter, antes de partir do Vaticano, pelas 17:00, a caminho de Castel Gandolfo onde vai aguardar pela eleição do seu sucessor.
REUTERS/Alessandro Bianchi

28 Fev, 2013, 18:57
A última benção, na residência papal de Verão em Castel Gandolfo e as últimas palavras: "Boa noite, obrigado a todos”.


As imagens do Papa Bento XVI que queremos recordar:

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Havana, 28 de Março de 2012. A consideração e respeito mútuos de dois octogenários que lutaram, cada um de seu modo, pela melhoria de vida das pessoas.
REUTERS/Osservatore Romano

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Vaticano, 12 Dezembro de 2012. A enviar o primeiro tweet num iPad.
REUTERS/Osservatore Romano


quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

É preciso dizer não


Matar um animal para comer é uma questão de sobrevivência, matar pelo prazer de exibir o troféu, ou para condicionar terceiros, é simplesmente abjecto.



27 Fev, 2013, 20:24

Queixam-se os jovens, que cometeram os desacatos na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa aquando da intervenção de Passos Coelho na conferência "A reforma do Estado", que não têm mil euros para pagar as propinas. Não nos venham atirar areia para os olhos, por favor, muito mais do que isso costumam gastar estes jovens, ao longo do ano, em discotecas, álcool, tabaco e cannabis.

O problema nasceu há uma década quando estes rapazes e raparigas tinham treze ou catorze anitos e começaram a bater o pé aos pais porque queriam sair à noite durante os fins-de-semana. Os pais cederam, deram-lhes dinheiro para se divertirem e aceitaram que regressassem a casa embriagados às cinco da madrugada.

Deixaram de ter aproveitamento escolar mas os pais fizeram recair a culpa sobre a puberdade ou sobre os professores a quem acusaram de ensinar mal e traumatizar as ‘crianças’ ao atribuírem notas negativas.
No final do ensino básico os adolescentes escolheram as vias que permitiam acesso a cursos fáceis — literaturas modernas, jornalismo, comunicação social, relações públicas, relações internacionais, sociologia, ciências políticas, gestão de empresas à moda do ISCTE, e por aí fora — sem se preocuparem com a empregabilidade dos mesmos.

Quando o País entrou em situação de pré-bancarrota, os subsídios escolares foram reduzidos e, além disso, os pais deixaram de poder suportar aquele estilo de vida. Daí a enfiarem-se num partido adequado à sua raiva foi um passo. Depois especializaram-se em organizar, primeiro, manifestações, e agora arruaças.

Longo e tortuoso vai ser o caminho de regresso ao trabalho e à disciplina destes jovens numa sociedade que, de alto a baixo, se habituou ao facilitismo e ao divertimento. É de esperar que, em muitas escolas do ensino básico e secundário e nas instituições do ensino superior de pior qualidade, cenas de pura violência física e psicológica passem a ser o pão nosso de cada dia. Quando nos pedirem a concordância com tais actos, em nome das dificuldades financeiras das famílias, temos de saber dizer não. Quando nos exigiram a adesão, temos de aprender a lutar. Não há alternativa.


sábado, 23 de fevereiro de 2013

A incrível estratégia do PCP e do BE


Tudo começou em 15 de Fevereiro durante o debate quinzenal no parlamento, quando um grupo de manifestantes do movimento "Que se lixe a troika", sentados na galeria central do hemiciclo, interrompeu a intervenção do primeiro-ministro cantando a "Grândola, Vila Morena" e toda a gente sorriu:


15.02.2013 11:24

Depois tornou-se rotina:


20.02.2013 13:37
Quando o ministro da Saúde, Paulo Macedo, ia discursar num debate na Aula Magna da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, seis pessoas cantaram o "Grândola, Vila Morena", seguido de várias palavras de ordem.

19 Fev, 2013, 20:20
Num debate do clube dos pensadores, em Vila Nova de Gaia, Miguel Relvas foi interrompido por um grupo de manifestantes que entoaram "Grândola, Vila Morena" seguido de insultos. Relvas não é propriamente um santo, mas tem razão ao afirmar que em democracia os governos são demitidos em eleições.


19 Fev, 2013, 22:24
Logo a seguir Miguel Relvas foi vaiado e impedido de falar por estudantes no ISCTE que o perseguiram pelos corredores. Ora nem o ISCTE é uma instituição de referência — tem dado licenciaturas e doutoramentos a tudo o que é político socialista ou comunista —, nem alunos que vão procurar cursos fáceis na área das ciências sociais se podem comportar como virgens ofendidas.


23 Fev, 2013, 09:47
O ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, foi recebido em São João da Madeira por manifestantes que entoaram "Grândola, Vila Morena".


23 Fev, 2013, 09:48
O ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, foi também recebido na Guarda com vaias e ao som de "Grândola, Vila Morena" cantada por José Afonso. Usaram a voz, mas esqueceram-se de ir depositar hoje um cravo na sua sepultura.


Portugal é, decididamente, um país alegre. É o foguetório minhoto, é o folclore beirão, é o bailinho da Madeira. Mesmo em crise, com um brutal desemprego, com famílias endividadas, com jovens a emigrar, o país canta. Na Grécia os manifestantes arremessam com fúria contra a polícia de choque; em França, os habitantes dos bairros periféricos incendeiam carros; nos Estados Unidos, os psicopatas fazem fogo real em escolas e universidades. Mas em Portugal não, em Portugal os descontentes cantam o "Grândola, Vila Morena"!

Gonçalo Portocarrero de Almada, publicado em 23 Fev 2013 no jornal "i".


Acontece que os incêndios de carros nos subúrbios de Paris, os cocktails Molotov nas ruas de Atenas, as carnificinas nas escolas dos Estados Unidos são actos extremistas rejeitados instintivamente por pessoas de todas as idades e estratos sociais.

Pelo contrário, a canção “Grândola, Vila Morena” ficou ligada à memória do 25 de Abril que ainda permanece gravado no imaginário dos portugueses como o momento feliz da entrada do País numa via de justiça e prosperidade — pura ilusão! —, tocando afectivamente toda a gente. O poema que apela à amizade e à fraternidade e a doçura da melodia provocam a adesão emocional das pessoas, estando a ser adoptado como música de intervenção nas manifestações recentemente ocorridas em Madrid.

Assim, sorrateira e mansamente vai-se instilando em jovens e idosos o desrespeito, primeiro pelos governantes, depois por tudo o que for autoridade neste País, sem provocar a criação de anticorpos mesmo nas mentes mais vigilantes.
Dentro em pouco, um polícia dá uma ordem a um grupo de pessoas e estas embargam-lhe as palavras cantando “Grândola”. Um professor procura começar a aula e vê alguns alunos levantarem-se e entoarem a música de José Afonso, impedindo-o de falar. Os pais tentam mandar os filhos deitarem-se, e os miúdos vão insistir em ficar a jogar no computador gritando o Grândola a plenos pulmões.

Num momento em que o desemprego atinge níveis históricos e o País sofre a pior recessão dos últimos quarenta anos, o PCP e o BE nem sequer 20% dos votos alcançam nas sondagens. Mas com uma canção conseguem condicionar subtilmente 10 milhões de portugueses e instaurar um clima de desrespeito propício a uma sublevação nacional.
A estratégia não podia ser mais fabulosa.


sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Uma preposição! A minha autarquia por uma preposição!


Andam todos os políticos em alvoroço por causa de uma preposição na Lei 46/2005 — Lei de limitação de mandatos nas autarquias — do primeiro governo de José Sócrates.
Esta lei estabelece que "o presidente de câmara municipal e o presidente de junta de freguesia só podem ser eleitos para três mandatos consecutivos".

A expressão 'presidente de câmara' parece aplicar-se a todas as câmaras, impedindo a candidatura a outro município.
Já 'presidente da câmara' poderia significar que a limitação se aplicava a uma câmara específica, mas permitia a candidatura a outra autarquia. Era esta forma que interessava a Fernando Seara que, tendo esgotado os 12 anos como presidente da câmara de Sintra, quer passar para a de Lisboa. Ou a Luís Filipe Menezes que também esgotou o tempo em Gaia e pretende concorrer à câmara do Porto mas viu o Tribunal da Comarca aceitar uma providência cautelar contra a sua candidatura.

O decreto que saiu do parlamento, e foi promulgado pelo então presidente da República Jorge Sampaio, referia as expressões 'presidente da câmara' e 'presidente da junta de freguesia'. Mas a lei publicada em Diário da República fala em 'presidente de câmara' e 'presidente de junta de freguesia'.

Este problema é um problema jurídico de interpretação, mas também é um problema político”, considera o constitucionalista Jorge Miranda. “Tendo ficado [no texto] ‘presidente de câmara’ não podem candidatar-se a uma câmara diferente.

Cavaco Silva acorreu, sem delongas, a defender os interesses dos autarcas que pretendem eternizar-se como presidentes de câmara: "A Presidência da República confirma que informou a Assembleia da República de que detectou uma não conformidade entre o diploma que aqui está arquivado, e que serviu para promulgação do então presidente Jorge Sampaio, relativamente ao que foi publicado em Diário da República".
Logo a presidência da Assembleia da República se apressou a chamar 'erro' a esta discrepância: "Nos documentos do Parlamento não existe esse erro, os documentos enviados para promulgação não continham esse erro. Terá sido erro da Imprensa Nacional-Casa da Moeda".

O mauzão da fita foi a Imprensa Nacional-Casa da Moeda (INCM) que corrigiu o texto. “No caso em questão, não estando identificada a Câmara ou Junta deve utilizar-se a menção genérica do titular do cargo, ou seja 'o Presidente de Câmara' ou 'o Presidente de Junta' ", defende a INCM, acrescentando:
"Os actos de 1.ª série têm 90 dias para serem rectificados" e "a Lei em questão não foi rectificada pela AR". Portanto "deve ter havido concordância do então gabinete da Presidência da AR com a redacção publicada em DR".

António José Seguro também já acorreu pressuroso: "Não entendo como é que há essa discrepância. Como é que é possível que órgãos de soberania tenham deliberado em função de um texto e agora surge um novo texto publicado que, de certa forma, altera aquilo que foi a deliberação dos órgãos de soberania".

Renovam os nossos autarcas, noutros termos, o grito lancinante de Ricardo III de Inglaterra na batalha de Bosworth Field: "A horse! My kingdom for a horse!".

Por sua vez, o PCP desvaloriza a semântica do 'de' ou 'da' mas está muito preocupado “com as limitações aos direitos e liberdades do cidadão que se vê limitado no seu direito de ser eleito”.

Que curioso ver PSD, PS e PCP em sintonia para criar uma nova profissão neste pobre e infeliz país: presidente de câmara.






mpro 22 Fevereiro 2013 19:33
Casa da Moeda à Presidência, e Tipógrafo a Presidente. A este trabalhador, que sem espertezas, nem malabarismos compreendeu o espírito do legislador, proponho a grande Cruz da Ordem da Decência e Honestidade, como prova que não são necessários cursos, sejam eles tirados onde quer que seja, para perceber que este país há-de acabar à tareia, com estes inquilinos da PR, AR e Governo.


segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

A reforma obscena de Jardim Gonçalves


O Tribunal da Relação de Lisboa confirmou a decisão do tribunal de Sintra que se julgou incompetente para reduzir a reforma e as regalias (viatura, motorista, segurança particular, avião particular) que foram atribuídas a Jardim Gonçalves no momento da sua aposentação.

Desde Dezembro de 2007, Jardim Gonçalves recebe mensalmente 167.650,70 euros através do fundo de pensões do banco e de um contrato de seguros negociado com a seguradora Ocidental do grupo BCP.

A acção judicial foi apresentada pelo BCP durante o mandato de Carlos Santos Ferreira depois de ter acordado um corte de pensões com todos os antigos administradores à excepção de Jardim Gonçalves.

Segundo o acórdão, ao solicitar que o tribunal determine o ajustamento da reforma do antigo banqueiro à “remuneração fixa mais elevada auferida pelos administradores em exercício”, o BCP estava a requerer a nulidade de uma decisão social do banco que só pode ser tomada pelo Tribunal do Comércio. Justamente o que alegou Jardim Gonçalves.
Por sua vez, o BCP havia fundamentado o seu pedido no facto de o Código das Sociedades Comerciais e o Código Civil estipularem “não poder o montante das prestações de reforma ultrapassar a remuneração fixa mais elevada auferida pelos administradores em exercício”.

Ora o salário mais elevado pago ao antigo presidente do BCP, Santos Ferreira, foi 620 mil euros anuais, ou seja, quatorze prestações mensais de 44 mil euros. O salário do actual presidente, Nuno Amado, sofreu um corte de 50% devido ao banco ter recorrido ao apoio do Estado.

*

Não se pretende desmerecer o valor e a competência de alguém que ergueu do nada aquele que foi, durante mais de uma década, o maior banco privado português.
No entanto, um bom carácter deveria reconhecer que esta reforma milionária é um insulto a quem trabalhou toda a vida e agora recebe 418 euros mensais — e graças ao complemento solidário para idosos.

Barack Obama que é o presidente executivo dos EUA, a maior economia mundial, recebeu 394.821 dólares (295.697 euros) no ano 2011, de acordo com a declaração de rendimentos publicada no site da Casa Branca.

Um leque salarial de amplitude obscena deve ser um alerta de que a elite portuguesa perdeu o pudor. E quando a elite perde o pudor os governados desorientam-ae e a sociedade entra em decadência.

É, portanto, de aplaudir a iniciativa da União Europeia em avançar com legislação para limitar as remunerações dos banqueiros, iniciativa liderada pelo Parlamento Europeu com o apoio da França e da Alemanha e a oposição do Reino Unido.
Uma das regras será limitar o valor dos bónus ao valor do salário. Se, no máximo, os prémios e bónus só puderem duplicar o salário, e apenas quando a decisão obtiver o apoio da larga maioria dos accionistas do banco, os banqueiros ficam desincentivados de promover uma gestão arriscada para ganhar prémios de curto prazo.



18.02.2013 21:16


terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Bento XVI resigna



11/02/2013 - 20:43


Bento XVI anunciou ontem que vai resignar em 28 de Fevereiro por já não ter forças físicas e psíquicas para continuar a governar a Igreja Católica.

Inteligente, cultíssimo e íntegro, Joseph Ratzinger foi professor de Teologia em Freising, Bona (1959-1963), Münster (1963-1966), Tubinga (1966-1969), onde optou por uma visão tradicionalista como oposição às tendências marxistas dos movimentos estudantis de Maio 68 e, a partir de 1969, na Universidade de Ratisbona.
No Concílio do Vaticano II (1962-1965), assistiu o Cardeal Joseph Frings de Colónia como especialista em Teologia.

Foi designado Arcebispo de Munique e Freising, em 25 de Março de 1977, pelo Papa Paulo VI e, tendo sido elevado a Cardeal no consistório de 27 de Junho de 1977, participou nos conclaves de 1978 para eleição de João Paulo I e João Paulo II.

Nomeado prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, em 1981, por João Paulo II, lutou contra a pederastia de consagrados quando este órgão da Santa Sé passou a gerir o problema a partir de 2001.
No entanto, Ratzinger não conseguiu afastar das suas funções nem mesmo o padre Marcial Maciel, fundador dos Legionários de Cristo, pederasta e com filhos de várias mulheres, por influência do secretário particular de João Paulo II, arcebispo Stanisław Dziwisz, e do cardeal Sodano, então secretário de Estado, que aconselharam a ocultação dos factos ao debilitado pontífice.
Só depois da sua eleição para Papa no conclave de 2005, Maciel é afastado e os prelados que ocultaram os abusos são constrangidos a pedir a demissão ou passam a ter coadjutor — o bispo John Magee, o cardeal Sean Brady e tantos outros.

Procurando evitar que o grupo conservador Fraternidade Sacerdotal São Pio X criado pelo arcebispo Marcel Lefebvre, que não aceitou as decisões saídas há meio século do Concílio Vaticano II, se transforme num novo cisma, levantou as excomunhões lançadas por João Paulo II sobre os quatro bispos por ele ordenados à revelia da Santa Sé.
Do outro lado do espectro político, Bento XVI teve de gerir a corrente dos prelados latino-americanos defensores da Teologia da Libertação que pretendem trazer o materialismo marxista para dentro das suas igrejas.

Com as forças exauridas pelo perpassar do tempo, sofreu ainda a provação de ver publicada a sua correspondência pessoal, no ano passado, pelo seu mordomo.

Agora vai morrer discretamente acompanhado pela música de Mozart.

*
12 Fevereiro 2013
Um raio caiu sobre a cúpula da Basílica de São Pedro durante a tempestade que ontem assolou Roma.
Que sirva de aviso aos católicos que praticam ou ocultam crimes: Bento XVI já não tem forças para lutar mas a Humanidade vai continuar inexoravelmente o seu lento percurso de alfa para ómega.



Anónimo 10:00
A bondade e simplicidade de Cristo está, primeiro de tudo, na luta contra a corrupção que insiste lavrar sobre a Terra, e mostrou-a bem na revolta contra os vendilhões do Templo, e contra os que por sistema lançam opções de corrupção sobre a Terra.
Nesses, definitivamente a maioria não é gente do clero ou do Vaticano, cujos tesouros não são roubados, mas oferecidos pelos crentes, ao contrário dos tesouros de outros poderosos, que são roubados aos cidadãos, só que deles prefere-se aqui não falar. Esses sim, promovem a ambição ao dinheiro, ao vício, e a própria corrupção do amor, infiltram-se nos países e instituições e arruínam tudo. Para alguns, no entanto, esses são os bons.
Muito provavelmente o raio é um aviso à navegação, as pessoas devem pensar de que lado querem ficar...


terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

A misteriosa fábrica de Palhais


No passado dia 30 de Janeiro, o presidente do município do Barreiro deslocou-se ao parque da cidade, onde se concentraram mais de mil crianças e adolescentes do agrupamento de escolas do Barreiro, para comemorar o dia da não-violência e da paz.

Estes alunos terminaram as aulas pelas 9:50 (normalmente as aulas terminam às 13:30) e deslocaram-se a pé entre a escola e o parque, num percurso de 2 km feito em 45 minutos, pela zona mais movimentada da cidade, com o apoio da PSP que cortou o trânsito em vários pontos da cidade para segurança dos alunos. Formaram-se longas filas de carros na rua Miguel Bombarda e os automobilistas que tinham outros afazeres, e ficaram bloqueados, buzinaram furiosamente.

Chegados ao parque, uma aluna de cada ciclo leu um poema sobre a paz e no final foram libertados alguns pombos. Umas dezenas de pais presenciaram o evento. Mas o momento essencial foi a intervenção do senhor presidente que incentivou os alunos a gritarem meia dúzia de vezes “Viva a paz”.

De volta à escola, a “marcha da paz” decorreu a galope — os 2 km foram percorridos em menos de meia hora — para evitar a fúria dos automobilistas.
Os alunos adoraram um dia praticamente sem aulas. Os pais rejubilaram por ver os seus filhos felizes.


Hoje, o presidente da Câmara do Barreiro afirmou que o concelho deverá receber uma nova fábrica que vai localizar-se na freguesia de Palhais e criar algumas centenas de postos de trabalho.
"Por altura do Verão devem entrar na câmara todos os processos de licenciamento para o início da obra, que se prevê que possa começar no fim deste ano. Em 2014, a empresa começará a funcionar com cerca 80 a 100 trabalhadores e a ideia que há é que, em dois anos, possa subir para umas centenas o número de trabalhadores", referiu Carlos Humberto.

Referiu ainda que a fábrica pode vir a empregar cerca de 400 pessoas mas, apesar de o processo estar a correr bem, na actual situação é preciso ter cuidado.
A empresa, cujo nome não quis revelar, trabalha em várias áreas, sobretudo em logística e alimentação, sendo "uma grande empresa portuguesa com milhares de postos de trabalho no país".

Como a freguesia de Palhais é totalmente ocupada pela vila de Palhais, pela escola de fuzileiros de Vale de Zebro, pela Mata da Machada e pelo sapal de Coina, Carlos Humberto é um demagogo.
O Barreiro adora demagogos, logo o autarca do PCP vai ganhar as eleições do próximo Outono.